Estou aqui para pedir desculpas. Tenho sido uma péssima mãe.
Isso mesmo. Péssima.
Ando deixando meu filho mais velho tomar banho sozinho - aliás, confesso, isso já acontece a um bom tempo -, escolher suas roupas e até a me ajudar nas tarefas da casa. Ele passa aspirador uma vez por semana no seu quarto e varre uma parte do quintal. Tem a obrigação de ajudar a arrumar a mesa do almoço, tirar seu prato quando acaba de comer, e espera todos acabarem a refeição para comer a sobremesa. Ele arruma sua cama sozinho e guarda o seu pijama. Suas tarefas da escola, faz com horário predeterminado e sua rotina foi ele quem escolheu.
Quanto à minha filha, a mais nova, também ando bem relapsa. Ela tem que arrumar seus brinquedos, guardar todas as roupas que tira do armário - e olha que não são poucas -, organiza seus sapatos e sua cama. Ela também passa aspirador uma vez por semana em seu quarto e rega as plantas do jardim. Tem que ajudar o irmão a arrumar a mesa do almoço, comer sozinha e tirar seu prato também. Ela já tem dever da escola, por isso, fez sua rotina junto com a família e agora tem seus horários predeterminados, assim como seu irmão.
Alimentação é outro quesito que conta pontos negativos para mim. Não compro salgadinhos, balas, pirulitos e afins para serem consumidos durante a semana. E nos fins de semana, só libero quando não há escapatória - como aniversários ou passeios. As frutas são consumidas a tomo momento e as vezes tenho que controlar o consumo.
Estou com o péssimo hábito de controlar os horários de vídeo game, tv e tablet. E não contente por ser assim tão rigorosa, ainda invento passeios em parques ou brincadeiras no quintal.
Em um momento de bondade e benevolência, entrei em um acordo com meu marido e resolvemos pagar uma semana para eles. Mas qualquer lapso na escola - esquecer o dever, apostila, ou fazer algo de errado - não penso duas vezes e desconto toda a minha maldade diminuindo R$0,50 no total.
Vocês devem estar me julgando agora mesmo. Pensando como consigo ser assim. A resposta é que não sei. Não sei por que me tornei esse tipo de mãe.
Às vezes olho para eles - cantando enquanto passam aspirador, fingindo que a vassoura é uma espada enquanto varrem o quintal, usando o regador como chuveiro para as plantas ou até mesmo fazendo mimos de surpresa na mesa arrumada do almoço - e penso que eu tenho que mudar. Tenho que fazer algo e melhorar isso dentro de mim. Tirar essa sensação de que faço tudo errado, já que quando dou uma bronca em meu filho no shopping, todos me olham torto e me criticam aos sussurros por eu repreendê-lo daquela forma.
Acho que perdi meu auto controle, e agora saio por ai educando e polindo meus filhos para que cresçam dando valor ao trabalho e saibam que cada atitude, por mais insignificante que pareça ser, se for feita com dedicação e amor, ela pode mudar o mundo.
Vou dizer aqui a verdade: eu digo não aos meus filhos. Vários nãos. Eles me olham talvez pensando em como posso ser tão má. Mas mesmo assim, mantenho minha palavra. Já me disseram que eu sou teimosa, e isso vem para provar que quem me disse isso tem razão. Teimo em dizer não à meus filhos, e por mais que eu tente mudar isso, acabo voltando à estaca zero.
Por isso termino meu pedido de desculpas dizendo apenas que eu tento, de verdade, mas minha personalidade forte e teimosia sempre vencem. A solução que achei para tudo isso foi assumir, assim em público, que: sim! Sou uma péssima mãe.
Até mais.
domingo, 22 de fevereiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Lanchinhos saudáveis da NutriNaty.
Aulas voltando, rotina se modificando novamente. No meio de tantas adaptações, ainda temos que pensar no lanchinho da escola: tem que ser saudável, tem que sustentar e a criança tem que gostar.
A escola dos meus pequenos super incentivam o lanche saudável, liberando a "porcaria" só na sexta, mas até sexta feira, eu fico aqui martelando no que fazer. Não quero mandar muita coisa industrializada e às vezes mal da tempo de pensar no que fazer. O segredo é deixar tudo meio no esquema. No dia de mercado, já lava as frutas, congela os sucos feitos sem água e sem açúcar e deixa os patês e afins prontos. Um dia que passamos coladas no fogão, mas depois vai valer a pena.
Não contente com minhas peripécias para os lanches, gritei para a minha NutriGata Natália Simão, que sempre me socorre com dicas mega legais e práticas. Saca só as receitcheenhas e dicas que ela passou.
A escola dos meus pequenos super incentivam o lanche saudável, liberando a "porcaria" só na sexta, mas até sexta feira, eu fico aqui martelando no que fazer. Não quero mandar muita coisa industrializada e às vezes mal da tempo de pensar no que fazer. O segredo é deixar tudo meio no esquema. No dia de mercado, já lava as frutas, congela os sucos feitos sem água e sem açúcar e deixa os patês e afins prontos. Um dia que passamos coladas no fogão, mas depois vai valer a pena.
Não contente com minhas peripécias para os lanches, gritei para a minha NutriGata Natália Simão, que sempre me socorre com dicas mega legais e práticas. Saca só as receitcheenhas e dicas que ela passou.
É importante encarar o lanche na escola como
uma refeição intermediária, ou seja, para as crianças que estudam no horário
matutino ele completa o café da manhã, e para as que estudam no vespertino ele
assume o papel de café da tarde. Por ser um complemento não é necessário que o
lanche seja volumoso. O detalhe mais importante é buscar opções saudáveis que
contribuam para a saúde e afaste a sonolência e o cansaço, melhorando o
rendimento escolar.
Dica: usar faca de cerâmica para cortar as
frutas que oxidam, como maçã e pera!
Patê de
cenoura
2 cenouras grandes raladas
½ colher
(café) de sal
Suco de ½
limão grande
1 dente
de alho
2 colheres (chá) de azeite de oliva extra
virgem
¼ xícara
(chá) de água
Ervas finas a gosto (salsinha, cebolinha,
orégano, etc.)
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes no liquidificador
até triturar bem a cenoura. Use o modo pulsar e ajude a mexer com uma colher,
se necessário, pois demora um pouco para dar o ponto.
Sanduiche
amarelinho
2 ovos cozidos, picados bem finos
2 colheres de sopa de cenoura ralada
1/4 de colher (chá) de sal
1 colher de chá de maionese light
1 pão francês integral
Modo de Preparo
Misture bem todos os ingredientes.Coloque nos pães e sirva.
“Fanta
natural”
1 ½
litro de água
2 cenouras grandes
1limão cravo
Modo de fazer
Bater os ingredientes e coar. Colocar novamente
o suco no liquidificador e acrescentar 1
limão cravo (capeta,
rosa ou galego) com casca ou 1 laranja com casca e sem sementes.
Exemplos de lanches saudáveis
- Salada de frutas e iogurte natural
- Pão de queijo médio, pêra e suco de uva integral diluído
- Sanduíche de queijo branco com tomate e cenoura e
iogurte de frutas
- Fatia de bolo de chocolate (sem cobertura), água e uma
maça
- Uma goiaba, duas fatias de pão de milho, 1 fatia de
queijo e suco de limão
- Bolo de fubá simples, água de coco natural e uma maçã
pequena
- Biscoito tipo cookie de aveia (se não conseguir fazer em
casa, já existem várias marcas que oferecem esse tipo de biscoito com boa
qualidade), suco de manga natural
- Biscoito de polvilho (verificar se não tem gordura
vegetal hidrogenada na composição, se tiver opte por outra marca que não
tenha), melancia picadinha, água, queijo branco picadinho
- Sanduichinho de pão integral com mussarela de búfala,
tomate em cubinhos e orégano, uva cortadinha e sem semente e água
- Leite fermentado, muffim de coco caseiro e uma pera
Natália A. A. Simão
Nutricionista
Nutricionista
CRN-3 32368
Fonte:
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Coisas que faço sendo mãe -PARTE II
E o filho te chama gritando do outro lado da casa. Você vai até ele e diz em tom mais alto ainda e nariz com nariz nele:
_ESCUTA AQUI!!!!! NÃO PRECISA FICAR GRITANDO QUE EU NÃO SOU SURDA! OLHA A EDUCAÇÃO!
Ok. Parei de gritar, gente..
-------------------------------------------------------------
_Mãe! Quero bolacha! Agoraaaa!!!!!
_Você tem que aprender a esperar. Daqui a pouco eu pego.
Passado algumas horas depois do ensinamento....
_Filho, vai tomar banho!
_Ja vou, mãe!
_Não pedi "Ja Vou", pedi banho!! E agora!! Já!! Vaaaaaaiiiiiii.....
Ok. Mãe aprendendo a esperar.
-------------------------------------------------------------
_Mãe, não gosto de feijão. Não quero comer....
_Tem que comer, senão você fica doente, seu dente apodrece e vai ter que ir ao hospital tomar injeção.
Aí o filho olha em seu prato e não tem uma gota de caldo de feijão. Estranho.
-------------------------------------------------------------
_Filho, você tem ficado muito tempo no vídeo game. Vamos mudar isso e a partir de agora terá horários para isso.
_Ta bom, mãe. Quais vão ser oa meus horários?
.......
_Mãe?????
........
_Mãe???????!!!!!!!!!!
.........
_Mãe!!!!!! Larga o celular e fala comigo.....
Ok. Largando o celular agora mesmo.
Até mais.
_ESCUTA AQUI!!!!! NÃO PRECISA FICAR GRITANDO QUE EU NÃO SOU SURDA! OLHA A EDUCAÇÃO!
Ok. Parei de gritar, gente..
-------------------------------------------------------------
_Mãe! Quero bolacha! Agoraaaa!!!!!
_Você tem que aprender a esperar. Daqui a pouco eu pego.
Passado algumas horas depois do ensinamento....
_Filho, vai tomar banho!
_Ja vou, mãe!
_Não pedi "Ja Vou", pedi banho!! E agora!! Já!! Vaaaaaaiiiiiii.....
Ok. Mãe aprendendo a esperar.
-------------------------------------------------------------
_Mãe, não gosto de feijão. Não quero comer....
_Tem que comer, senão você fica doente, seu dente apodrece e vai ter que ir ao hospital tomar injeção.
Aí o filho olha em seu prato e não tem uma gota de caldo de feijão. Estranho.
-------------------------------------------------------------
_Filho, você tem ficado muito tempo no vídeo game. Vamos mudar isso e a partir de agora terá horários para isso.
_Ta bom, mãe. Quais vão ser oa meus horários?
.......
_Mãe?????
........
_Mãe???????!!!!!!!!!!
.........
_Mãe!!!!!! Larga o celular e fala comigo.....
Ok. Largando o celular agora mesmo.
Até mais.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Comer bem, que mal tem?
Sabemos como é difícil manter a alimentação em dia durante as férias. Veja por nós mesma: prometemos mil dietas e não cumprimos nenhuma.
Eu associo isso a falta de rotina, claro, mas nossos pequenos também merecem irndormirw um pouco mais tarde e acordar mais tarde ainda, não é mesmo?!
Foi pensando nisso que adotei algumas táticas para facilitar minha vida e ainda tentar manter pelo menos um pouco dos hábitos saudáveis. A maioria já até faço no meu dia a dia de aulas, mas dei muito mais valor para essas ideias agora em férias escolares.
Vejam ai:
— DEIXAR AS FRUTAS LAVADAS E PRONTAS PARA O CONSUMO: aqui em casa, meus filhos ja abrem a geladeira e escolhem suas frutas sozinhos. É livre para comer a qualquer horário.
—SALGADINHOS, BOLACHAS E AFINS FICAM DENTRO DE CAIXAS E FORA DO ALCANCE: quando digo fora do alcance, é fora do alcance visual. Não viu, não vai pedir. E quando acharmos legal liberar, temos total domínio para escolher a melhor hora.
—SUCO NATURAL CONGELADO EM FORMAS DE GELO: faço o suco (sem acrescentar água e açúcar) e coloco nas forminhas de gelo. Quando quiser tomar, é só descongelar as porções individuais e adoçar a gosto. Ah! E como ele vai derrerer sozinho, o suco fica mega fresquinho.
—DEIXAR GELATINA EM POTINHOS INDIVIDUAIS: faço vários sabores e deixo em potinhos plásticos com tampa, cada um pega a sua e se refresca. Aqui até a diet faz sucesso, mas é bom revezar, só diet para crianças não é legal.
—CEREAIS VARIADOS: uma porção de um cereal de chocolate, com um pouco de fruta, ou até com leite, vira sobremesa ou um lanchinho super gostoso no meio da tarde. Compro as vezes de três tipos diferentes. Outra vantagem: acaba rendendo bastante e economizamos.
Sempre lembrando que comer umas "porcarias" de vez em quando faz bem para a vida, humor e felicidade. Vida saudável é vida equilibrada!!!
E vocês?? Mais alguma dica legal???
Até mais!!
Eu associo isso a falta de rotina, claro, mas nossos pequenos também merecem irndormirw um pouco mais tarde e acordar mais tarde ainda, não é mesmo?!
Foi pensando nisso que adotei algumas táticas para facilitar minha vida e ainda tentar manter pelo menos um pouco dos hábitos saudáveis. A maioria já até faço no meu dia a dia de aulas, mas dei muito mais valor para essas ideias agora em férias escolares.
Vejam ai:
— DEIXAR AS FRUTAS LAVADAS E PRONTAS PARA O CONSUMO: aqui em casa, meus filhos ja abrem a geladeira e escolhem suas frutas sozinhos. É livre para comer a qualquer horário.
—SALGADINHOS, BOLACHAS E AFINS FICAM DENTRO DE CAIXAS E FORA DO ALCANCE: quando digo fora do alcance, é fora do alcance visual. Não viu, não vai pedir. E quando acharmos legal liberar, temos total domínio para escolher a melhor hora.
—SUCO NATURAL CONGELADO EM FORMAS DE GELO: faço o suco (sem acrescentar água e açúcar) e coloco nas forminhas de gelo. Quando quiser tomar, é só descongelar as porções individuais e adoçar a gosto. Ah! E como ele vai derrerer sozinho, o suco fica mega fresquinho.
—DEIXAR GELATINA EM POTINHOS INDIVIDUAIS: faço vários sabores e deixo em potinhos plásticos com tampa, cada um pega a sua e se refresca. Aqui até a diet faz sucesso, mas é bom revezar, só diet para crianças não é legal.
—CEREAIS VARIADOS: uma porção de um cereal de chocolate, com um pouco de fruta, ou até com leite, vira sobremesa ou um lanchinho super gostoso no meio da tarde. Compro as vezes de três tipos diferentes. Outra vantagem: acaba rendendo bastante e economizamos.
Sempre lembrando que comer umas "porcarias" de vez em quando faz bem para a vida, humor e felicidade. Vida saudável é vida equilibrada!!!
E vocês?? Mais alguma dica legal???
Até mais!!
sábado, 20 de dezembro de 2014
Férias: sim ou claro que sim?!!
Férias dos filhos: sem hora para acordar, nada de correria antes do almoço para sair no horário para a escola, brincar o dia todo, passear, amigos em casa, casa de amigos, parques, televisão à vontade, dormir tarde...
Uma delícia, não é? Quem aqui não se lembra da sensação delicinha que era o último dia de aula? Chegar da escola e já sair na rua brincar sem tirar o uniforme. Ir dormir depois das dez horas e ninguém te acordar na manhã seguinte. Seus amigos te ligando para se encontrarem para fazer nada juntos.
Quanta falta de preocupação, e quantas boas lembranças dessas épocas.
Férias para os pais: rotina que se perde, filhos não comem direito por que passam a acordar tarde e perdem o horário de tudo, correria para dar conta da casa, crianças, trabalho, comida e tudo que envolve bagunça durante um dia. Pensar em "algo novo" todo dia para que ninguém se canse da ociosidade, criar cardápios diferentes para que não fiquem enjoados da comida - nas férias acabam reparando mais no que comem -, procurar amigos aos montes para passar o dia na sua casa, fazer lanchinhos legais para toda a galera que veio brincar. Fazer mercado com filhos famintos, passear com crianças agitadas e cumprir todos os compromissos de adultos com os pequenos entediados.
Confesso que estava ansiosa pelas férias escolares, já não aguentava mais a rotina louca de almoço, deveres, provas, trabalhos. Mas havia esquecido o quanto temos que "rebolar" para arrumar programas legais e coisinhas para fazer nesses dias de nada para se fazer.
É engraçado como o contexto de férias mudou durante os anos. Na minha época, férias era rua o dia todo, amigos e mais amigos procurando o que fazer juntos. Nada de pais se telefonando - ou mandando WhatsApp - trocando ideias, abrindo as portas de suas casas e doando seu tempo para ajudar a revezar no cuidado dos pequenos. Nada disso. Antes a única preocupação que se tinha era fazer lanchinhos em momentos estratégicos - senão corria o risco de aparecer três bairros diferentes para comer um pãozinho na sua casa -, fazer almoço e jantar, e gritar do portão o nome de seu filho para que ele entrasse imediatamente.
Mas agora não temos mais esse privilégio. Somos nós, mães e pais, que temos que caçar programas diferentes, passeios e ainda pensar em alternativas baratas e até mesmo free, para dar conta de passar tantos dias com tantos compromissos. As discussões que nós tínhamos, quando criança, com os amigos sobre o que fazer e a difícil tarefa de achar algo que agradasse a todos, passou para nós, agora pais, e ficamos igual loucas trocando mensagens e telefonemas para contar e atualizar a todas a agenda do dia.
E ai de quem não fizer isso! Corre o grande risco de os filhos caírem na tentação da televisão e do nadismo em casa. E, não sei vocês, mas aqui, quando isso acontece - sim, acontece muito já que eu também tenho que dar conta da casa - a energia estagnada vira rapidamente brincadeiras eufóricas e que, quase em 100% das vezes, acabam em brigas, choro ou machucado.
No momento estou investindo em brincadeiras de quintal: pega-pega, esconde-esconde, elefantinho colorido, caça ao tesouro, etc., e explicando que nem sempre o dia tem que ser mega agitado, cheio de gente em casa ou com passeios super blaster. Até que estão compreendendo bem e, apesar das lamúrias e chororôs que acabam rolando, o dia acaba sendo bem gratificante. Percebo que eles estão aprendendo a conversar mais um com o outro, entrar em um acordo sem brigas muito importantes e descobrindo que ter irmão é ter um amigo 24 horas junto.
Se é fácil? De jeito nenhum. Mas é muito gratificante. Quatro dias dão errado, mas quando um dá certo, eu vejo que, de alguma forma, tudo vale a pena, algumas das sementinhas que plantei brotou. E isso, ahhh!, isso não tem preço para mim.
Bora curtir as férias, então!
Até mais.
Uma delícia, não é? Quem aqui não se lembra da sensação delicinha que era o último dia de aula? Chegar da escola e já sair na rua brincar sem tirar o uniforme. Ir dormir depois das dez horas e ninguém te acordar na manhã seguinte. Seus amigos te ligando para se encontrarem para fazer nada juntos.
Quanta falta de preocupação, e quantas boas lembranças dessas épocas.
Férias para os pais: rotina que se perde, filhos não comem direito por que passam a acordar tarde e perdem o horário de tudo, correria para dar conta da casa, crianças, trabalho, comida e tudo que envolve bagunça durante um dia. Pensar em "algo novo" todo dia para que ninguém se canse da ociosidade, criar cardápios diferentes para que não fiquem enjoados da comida - nas férias acabam reparando mais no que comem -, procurar amigos aos montes para passar o dia na sua casa, fazer lanchinhos legais para toda a galera que veio brincar. Fazer mercado com filhos famintos, passear com crianças agitadas e cumprir todos os compromissos de adultos com os pequenos entediados.
Confesso que estava ansiosa pelas férias escolares, já não aguentava mais a rotina louca de almoço, deveres, provas, trabalhos. Mas havia esquecido o quanto temos que "rebolar" para arrumar programas legais e coisinhas para fazer nesses dias de nada para se fazer.
É engraçado como o contexto de férias mudou durante os anos. Na minha época, férias era rua o dia todo, amigos e mais amigos procurando o que fazer juntos. Nada de pais se telefonando - ou mandando WhatsApp - trocando ideias, abrindo as portas de suas casas e doando seu tempo para ajudar a revezar no cuidado dos pequenos. Nada disso. Antes a única preocupação que se tinha era fazer lanchinhos em momentos estratégicos - senão corria o risco de aparecer três bairros diferentes para comer um pãozinho na sua casa -, fazer almoço e jantar, e gritar do portão o nome de seu filho para que ele entrasse imediatamente.
Mas agora não temos mais esse privilégio. Somos nós, mães e pais, que temos que caçar programas diferentes, passeios e ainda pensar em alternativas baratas e até mesmo free, para dar conta de passar tantos dias com tantos compromissos. As discussões que nós tínhamos, quando criança, com os amigos sobre o que fazer e a difícil tarefa de achar algo que agradasse a todos, passou para nós, agora pais, e ficamos igual loucas trocando mensagens e telefonemas para contar e atualizar a todas a agenda do dia.
E ai de quem não fizer isso! Corre o grande risco de os filhos caírem na tentação da televisão e do nadismo em casa. E, não sei vocês, mas aqui, quando isso acontece - sim, acontece muito já que eu também tenho que dar conta da casa - a energia estagnada vira rapidamente brincadeiras eufóricas e que, quase em 100% das vezes, acabam em brigas, choro ou machucado.
No momento estou investindo em brincadeiras de quintal: pega-pega, esconde-esconde, elefantinho colorido, caça ao tesouro, etc., e explicando que nem sempre o dia tem que ser mega agitado, cheio de gente em casa ou com passeios super blaster. Até que estão compreendendo bem e, apesar das lamúrias e chororôs que acabam rolando, o dia acaba sendo bem gratificante. Percebo que eles estão aprendendo a conversar mais um com o outro, entrar em um acordo sem brigas muito importantes e descobrindo que ter irmão é ter um amigo 24 horas junto.
Se é fácil? De jeito nenhum. Mas é muito gratificante. Quatro dias dão errado, mas quando um dá certo, eu vejo que, de alguma forma, tudo vale a pena, algumas das sementinhas que plantei brotou. E isso, ahhh!, isso não tem preço para mim.
Bora curtir as férias, então!
Até mais.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Nunca mais...
Olhei para o alto do prédio e vi uma mãe, na varanda de seu apartamento, embalando seu bebê. Sua cabeça estava aninhada naquele pequeno ser que a abraçava enquanto seus olhinhos fechavam para dormir.
O primeiro pensamento que veio em minha mente foi: "Coitada, espera só ele crescer e pedir para dormir no colo. Rá!". Mas o segundo pensamento veio logo em seguida: "Ai, minha nossa, meus filhos não cabem mais no meu colo desse jeito!".
Meus filhos, meus bebês! Como é bom quando podemos segurá-los no colo, dar uma fungadinha naquele pescocinho gostoso e sentir cheirinho de leite. Não vou mais sentir isso. Não terei mais bebê. E meus filhos estão crescendo em um ritmo acelerado demais. Tão acelerado, que mal percebi que não posso mais embalá-los no meu colo. Não posso mais me arrepender em ensinar que dormir no colo é mais gostoso que dormir sozinho na cama. Não posso mais aproveitar aquele momento da troca da fralda para fazer um monte de cócegas. Não poderei mais escutar pela primeira vez a palavra Mamãe dita de um jeito que só eu sei que é essa a palavra.
Meus filhos já andam, aliás, correm por tudo, independentes e sozinhos, querendo mostrar que é muito legal fazer tudo sem ajuda e me dispensam na primeira oportunidade. No banho, na troca de roupas ou até no banheiro, eles dizem orgulhosos que não precisam mais de mim e em alguns momentos eu até me senti aliviada por isso. Vibrei com eles pelas suas conquistas e curtimos juntos cada incentivo e pedido para não desistir. Mas hoje, olhando o bebê, sinto falta da dependência deles. Sinto falta daquele olhar e da mãozinha estendida quando estão tentando dar os primeiros passos.
Ah! Os primeiros passos! Como me senti feliz em vê-los andando sozinhos! E como me deram trabalho nessa fase, desbravando tudo e querendo subir em lugares que só alpinistas profissionais conseguiriam.
Por falar em olhar, e quando começam a "reconhecer" a mãe, e nos encaram daquele jeito como se não existisse nada mais perfeito e lindo do que nós?! Eu sempre brincava nessa fase, saindo de perto, só para ver até onde me seguiriam com os olhos. É uma enxurrada de amor em apenas um olhar, sem nenhuma palavra, nenhuma ação.
Sinto falta do choro. Sim, eu sei, sou louca. Mas eu gostava de saber diferenciar os choros. Poder pegar no colo e fazer passar aquele choro de manha, ou então coloca-los deitados em meu peito para aliviar as cólicas. Rir quando a dor passava e eles me olhavam com aquela boquinha toda suja de Funchicórian.
Olhei novamente o bebê da varanda. A mãe com um semblante cansado, olheiras e o cabelo espetado para todos os lados denunciavam o motivo de estar embalando a criança para dormir. Cansaço define qualquer mãe de recém nascido. Mas o mais importante estava ali, o rostinho tranquilo daquele bebê, sentindo-se seguro e feliz por estar com a pessoa mais importante do mundo: sua mamãe.
Respirei fundo, fechei os olhos. Meus filhos cresceram e não terei mais bebês. Mas lembrei do que faremos agora: meu filho irá escolher um filme para assistir agarrado em mim comendo pipoca e minha filha quer que eu faça tranças em seu cabelo. Não irei embalá-los no meu colo, mas agora estou colhendo todo o amor que plantei nesses dois pequeninos seres. Eles ainda querem ficar no meu colo, apesar de eu não conseguir mais carrega-los, querem ficar grudados em mim e querem que eu participe de tudo o que acham legal: brincadeiras, passeios, histórias que me contam e pedem conselhos.
Realmente, nunca mais terei bebês, mas meus filhos serão eternamente crianças para mim. Mudam os cuidados e a forma como nos olham, só não muda o amor que sentimos por eles, e o reconhecimento e agradecimento silencioso que nos dão.
Não tenho bebês, tenho filhos, e isso já me completa.
Até mais.
O primeiro pensamento que veio em minha mente foi: "Coitada, espera só ele crescer e pedir para dormir no colo. Rá!". Mas o segundo pensamento veio logo em seguida: "Ai, minha nossa, meus filhos não cabem mais no meu colo desse jeito!".
Meus filhos, meus bebês! Como é bom quando podemos segurá-los no colo, dar uma fungadinha naquele pescocinho gostoso e sentir cheirinho de leite. Não vou mais sentir isso. Não terei mais bebê. E meus filhos estão crescendo em um ritmo acelerado demais. Tão acelerado, que mal percebi que não posso mais embalá-los no meu colo. Não posso mais me arrepender em ensinar que dormir no colo é mais gostoso que dormir sozinho na cama. Não posso mais aproveitar aquele momento da troca da fralda para fazer um monte de cócegas. Não poderei mais escutar pela primeira vez a palavra Mamãe dita de um jeito que só eu sei que é essa a palavra.
Meus filhos já andam, aliás, correm por tudo, independentes e sozinhos, querendo mostrar que é muito legal fazer tudo sem ajuda e me dispensam na primeira oportunidade. No banho, na troca de roupas ou até no banheiro, eles dizem orgulhosos que não precisam mais de mim e em alguns momentos eu até me senti aliviada por isso. Vibrei com eles pelas suas conquistas e curtimos juntos cada incentivo e pedido para não desistir. Mas hoje, olhando o bebê, sinto falta da dependência deles. Sinto falta daquele olhar e da mãozinha estendida quando estão tentando dar os primeiros passos.
Ah! Os primeiros passos! Como me senti feliz em vê-los andando sozinhos! E como me deram trabalho nessa fase, desbravando tudo e querendo subir em lugares que só alpinistas profissionais conseguiriam.
Por falar em olhar, e quando começam a "reconhecer" a mãe, e nos encaram daquele jeito como se não existisse nada mais perfeito e lindo do que nós?! Eu sempre brincava nessa fase, saindo de perto, só para ver até onde me seguiriam com os olhos. É uma enxurrada de amor em apenas um olhar, sem nenhuma palavra, nenhuma ação.
Sinto falta do choro. Sim, eu sei, sou louca. Mas eu gostava de saber diferenciar os choros. Poder pegar no colo e fazer passar aquele choro de manha, ou então coloca-los deitados em meu peito para aliviar as cólicas. Rir quando a dor passava e eles me olhavam com aquela boquinha toda suja de Funchicórian.
Olhei novamente o bebê da varanda. A mãe com um semblante cansado, olheiras e o cabelo espetado para todos os lados denunciavam o motivo de estar embalando a criança para dormir. Cansaço define qualquer mãe de recém nascido. Mas o mais importante estava ali, o rostinho tranquilo daquele bebê, sentindo-se seguro e feliz por estar com a pessoa mais importante do mundo: sua mamãe.
Respirei fundo, fechei os olhos. Meus filhos cresceram e não terei mais bebês. Mas lembrei do que faremos agora: meu filho irá escolher um filme para assistir agarrado em mim comendo pipoca e minha filha quer que eu faça tranças em seu cabelo. Não irei embalá-los no meu colo, mas agora estou colhendo todo o amor que plantei nesses dois pequeninos seres. Eles ainda querem ficar no meu colo, apesar de eu não conseguir mais carrega-los, querem ficar grudados em mim e querem que eu participe de tudo o que acham legal: brincadeiras, passeios, histórias que me contam e pedem conselhos.
Realmente, nunca mais terei bebês, mas meus filhos serão eternamente crianças para mim. Mudam os cuidados e a forma como nos olham, só não muda o amor que sentimos por eles, e o reconhecimento e agradecimento silencioso que nos dão.
Não tenho bebês, tenho filhos, e isso já me completa.
Até mais.
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Coisas que fiz sendo mãe.
Chegamos no Hopi Hari, uma galera comigo e com meus filhos. Fazia muito tempo que eu não ia em parques. Meu filho passou na roleta, eu passei e saímos gritando pelo parque, alegres, felizes, empolgados, e então notei que algo estava faltando.
Esqueci minha filha no carrinho, do lado de fora da parque.
A sorte que minha prima - suuuper responsável, por sinal - esperou e a pegou para passar pelo portão certo para acesso com carrinhos.
Gente...eu me empolgo um pouco em parque de diversões.
_________________________________________________________________________________
Estava trabalhando, passei em um posto de gasolina, e comprei dois chocolates para levar para os meus filhos na hora da saída da escola. Quis fazer um agrado. Isso era duas horas da tarde.
As quatro e meia da tarde, comi todos os chocolates que comprei.
Tive que comprar pipoca na porta da escola para suprir o peso na minha consciência.
___________________________________________________________________________________
Pego meus filhos na escola, está chovendo e eu estou de Crocs. Seguro a mão dos dois, e o Pedro começa a lutar com o ar.
_Pedro, se concentra. Você vai escorregar e cair! Para de brincadeira agora.
E então, eu escorrego no primeiro degrau de doze, e além de sair quicando até lá em baixo, levo meus dois filhos comigo.
O importante é sermos unidos, pessoal.
___________________________________________________________________________________
Minha filha cai em casa, bate a nuca no chão e fica bobona. Começou a ficar mole e os olhinhos começaram a virar. Pânico. Total. Absurdo.
Peguei os dois - eu estava sozinha - e corri para o hospital. Chegando lá, eu aos prantos, e Alice meio acordada, meio dormindo, e Pedro....bem, lutando com o ar, sempre.
A médica me chama e, enquanto a enfermeira faz o primeiro atendimento na Alice, ela começa a questionar minha responsabilidade como mãe - afinal, eu deixei minha filha se pendurar em uma corda. Enquanto eu tentava explicar o que havia acontecido, alguns pontinhos pretos começaram a aparecer na minha frente.
Antes da radiografia da Alice, a enfermeira teve que fazer primeiro socorros comigo.
Alice, essa hora, já estava dançando pelo hospital. Não aconteceu nada de grave.
Quem nunca, né, gente?!!!
Até mais.
Esqueci minha filha no carrinho, do lado de fora da parque.
A sorte que minha prima - suuuper responsável, por sinal - esperou e a pegou para passar pelo portão certo para acesso com carrinhos.
Gente...eu me empolgo um pouco em parque de diversões.
_________________________________________________________________________________
Estava trabalhando, passei em um posto de gasolina, e comprei dois chocolates para levar para os meus filhos na hora da saída da escola. Quis fazer um agrado. Isso era duas horas da tarde.
As quatro e meia da tarde, comi todos os chocolates que comprei.
Tive que comprar pipoca na porta da escola para suprir o peso na minha consciência.
___________________________________________________________________________________
Pego meus filhos na escola, está chovendo e eu estou de Crocs. Seguro a mão dos dois, e o Pedro começa a lutar com o ar.
_Pedro, se concentra. Você vai escorregar e cair! Para de brincadeira agora.
E então, eu escorrego no primeiro degrau de doze, e além de sair quicando até lá em baixo, levo meus dois filhos comigo.
O importante é sermos unidos, pessoal.
___________________________________________________________________________________
Minha filha cai em casa, bate a nuca no chão e fica bobona. Começou a ficar mole e os olhinhos começaram a virar. Pânico. Total. Absurdo.
Peguei os dois - eu estava sozinha - e corri para o hospital. Chegando lá, eu aos prantos, e Alice meio acordada, meio dormindo, e Pedro....bem, lutando com o ar, sempre.
A médica me chama e, enquanto a enfermeira faz o primeiro atendimento na Alice, ela começa a questionar minha responsabilidade como mãe - afinal, eu deixei minha filha se pendurar em uma corda. Enquanto eu tentava explicar o que havia acontecido, alguns pontinhos pretos começaram a aparecer na minha frente.
Antes da radiografia da Alice, a enfermeira teve que fazer primeiro socorros comigo.
Alice, essa hora, já estava dançando pelo hospital. Não aconteceu nada de grave.
Quem nunca, né, gente?!!!
Até mais.
Assinar:
Postagens (Atom)