segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tempo para tudo.

O que estamos fazendo com nosso tempo? Vocês já pararam para pensar em como é o nosso dia?
Estamos o tempo todo olhando para o relógio, correndo de um lado para o outro, gritando para as crianças irem mais rápido. Quem nunca sentiu que o mundo inteiro girava em câmera lenta em torno de si, não sabe o que é passar nervoso de verdade.
O meu dia sempre foi calculado e cronometrado para que eu conseguisse fazer tudo: limpar casa, fazer comida, trabalhar, levar crianças na escola, ir ao mercado e brincar com os filhos. E era incrível, mas eu nunca conseguia cumprir o cronograma.
A gente começa a acordar cada vez mais cedo, e dormir cada vez mais tarde, comemos em menos tempo e nos sentamos raras vezes ao dia. A semana inteira pensando em como seria bom se o dia tivesse mais algumas horinhas.
Até que chega o fim de semana e, então, pensamos: "Ufa! Vou descansar!". Mas no fim, corremos de passeio em passeio, pensando que não vai dar tempo de brincar no parque e passear no shopping no mesmo dia. As roupas - e uniformes - não foram lavadas durante a semana pois não deu tempo, então a família adia algum passeio para colocar o que faltou em ordem para a semana ser menos estressante - e sem contratempos.
No meio dessa loucura estão as crianças. Enquanto eu corro com uma vassoura na mão e o telefone pendurado entre a orelha e o ombro, vejo os olhinhos da pequena brilhando e sua boquinha mexendo. Não dá tempo de perguntar o que ela está falando, então eu só balanço a cabeça, dou um beijo em sua bochecha, e volto a correr pela casa. Depois vem o pequeno, me puxando pela blusa e falando sem parar, fingindo que acredita que eu o estou escutando. A gota d'água chega quando vou colocar meus dois filhos no carro, e o mais velho grita para a mais nova - que vive no país das maravilhas - " Vai logo! Nós vamos atrasar a mamãe!".
Ok. Chorei quando ouvi isso.
Que tipo de mãe eu sou? Não basta eu estar tão estressada e sobrecarregada? Tenho mesmo que jogar todo esse fardo em cima de duas crianças? Eles vivem uma agonia que não é deles. Sim, por que os afazeres deles - tomar banho, escovar dentes, fazer dever, arrumar cama - eles fazem e ainda sobra tempo para que se divirtam. Sou eu quem não estou dando conta de tudo, mas fico culpando as brincadeiras e viagens ao mundo das maravilhas - ou dos super heróis - por isso.
Aposto que todas que estão lendo isso, em sua infância, pouco sabiam se seus pais estavam atrasados ou não. As cobranças eram menores, eu sei, e por isso as crianças não sentiam o peso de horários e prazos, mas nós temos que saber que os prazos são nossos, e as crianças ainda são crianças, e não tem prazo exato para que isso mude.
Reclamamos que nossos filhos, às vezes, são nervosos, ansiosos, chorões e até "grudentos", mas não conseguimos romper nossa bolha de estresse para ver que somos nós que causamos isso a eles. Eles apenas refletem aquilo que ensinamos: a vida é corrida, e não temos tempo para nada.
Penso que corremos tanto contra o tempo, que quando olharmos verdadeiramente para o relógio, será tarde. E só então iremos perceber que chegamos tarde demais na vida dos nossos próprio filhos. E aí, ah que tristeza, não tem calmante, ansiolítico ou chazinho que irá resolver.
Fiquemos atentas às crianças e não ao relógio. Pode ser que funcione, não é?
Até mais.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Experimentos caseiros.

Fizemos uma viagem semana passada e, por causa do dia agitado - dia todo em parque aquático -, as crianças chegavam no quarto de hotel e o que nós esperávamos era que elas se jogassem na cama e ficassem assistindo televisão, como costumam fazer em casa. Mas, ao invés disso, elas deitavam no chão e desenhavam em cadernos que eu levei na mala. O Pedro revezava entre desenhar e ler um mega gibi que ele mesmo comprou. 
Até aí, tudo bem, nada demais. Mas quando chegamos em casa, fazendo um balanço geral de nosso passeio, meu marido e eu percebemos que, durante aqueles dias, as crianças ficaram mais calmas - talvez o cansaço de passar o dia na água - mas também mais criativas. Conseguimos fazer alguns passeios que antes era somente um sonho para nós - como ir a restaurantes sem brinquedoteca. Era incrível mas quando chegávamos em algum lugar que eles precisariam ficar sentados esperando, Pedro já tirava seu gibizão e começava a ler, e Alice começava a rabiscar em seu pequeno caderno da Cinderela ou então brincava de anotar pedidos e fazer comidinha com palitinhos. Por incrível que pareça eu e meu marido conseguimos conversar e beber alguma coisa. 
A que associo essa mudança? Um único objeto: televisão.
Já faz um tempo que eu andava pensando em tirar a TV da rotina da casa, mas toda vez que eu pensava isso, acabava que eles se acalmavam e eu me sentia cruel em tirar algo que eles gostassem tanto. Só que a calmaria durava pouco, e era só desligar a TV para o caos começar. 
Essa viagem nos deu coragem para tentar. Como um experimento, resolvemos que essa semana - de segunda à sexta - não teria televisão depois da volta da escola. Conversamos com as crianças e explicamos os prós e contras de passar tanto tempo na frente da TV, e eles toparam o desafio - sim, sim, foi de comum acordo. 
A ideia não foi inteiramente minha, claro, estou lendo um livro que me encorajou ainda mais. Nele diz que criança tem que ser criança. Simplesmente isso. Colocamos esses pequenos na frente de uma TV e os privamos de correr, rir, descobrir coisas novas, cair, ter experiências boas e ruins. Queremos que eles fiquem antenados, mas eles são pequenos, e o tempo de se antenar vai chegar. Não precisamos nos desesperar. Criança precisa de pouca coisa para crescer saudável e feliz: um lugar para correr, andar e um pouco de imaginação. Algo tão simples que foi se perdendo com a tecnologia. 
Sempre reparei que, assim que eu desligava a televisão, meus filhos não conseguiam brincar direito. Acabava saindo brigas e o ócio tomava conta da casa. Eles mal brincavam com seus brinquedos - que não são poucos - e nem aproveitavam o quintal enorme do qual são privilegiados.
Ao mesmo tempo que eu queria dar essa oportunidade para eles - de aproveitar mais o que se tem em volta -, eu também queria curti-los mais. Por isso a regra se estendeu a todos da família, lógico. Nem adultos e nem crianças podem usar nenhum tipo de tecnologia a noite - pelo menos até eles irem dormir, claro. Não podemos mexer em celular ou computadores. 
Preciso deixar bem claro que não virei bicho grilo, nem uma hippie maluca. A televisão pode ser usada ainda, mas com muitas restrições. Pela manhã, quando acordam, eles têm o tempinho da preguiça com TV ligada. E nos fins de semana os filmes também são liberados. Ninguém é de ferro, não é? Mas a expectativa é que, naturalmente, esse tempo diminua. Quem sabe as descobertas são tantas, que a TV acaba ficando um pouco sem graça? 
Bom, hoje é quarta feira, e estamos no terceiro dia de nosso experimento. O balanço até agora é muito positivo. Já brincamos - a família inteira, juntos - de forca, jogo da velha e Stop - eu adoraaaava stop. Os dois sozinhos brincaram de piquinique em baixo da mesa e escolinha. Meu marido e eu estamos conseguindo conversar mais, ficar mais juntos e até rir mais com as bobeiras das crianças. Livros são liberados, então estou aproveitando para colocar toda minha leitura em dia e o Pedrão me acompanha. Pela manhã, eles assistem a Peppa - claaaaaro -, e logo já saem brincar no quintal. Não estão mais sentindo tanta necessidade de seguir a programação completa do Cartoon e Discovery Kids. Ainda rola uns pedidos esporádicos para ligar a TV - seria impossível acabar com um vício de um jeito tão fácil e rápido -, mas a distração é tão grande que eles mesmo esquecem sem muito alarde. 
(Enquanto escrevo isso, percebo que parece até um milagre...).
Confesso que estou adorando. Enquanto vejo eles brincando sem aquele ruído de fundo de algum programa que alguém estaria assistindo, me sinto uma verdadeira mãe. Sabe? Tipo consciência tranquila? É besteira, mas é a sensação que me dá. Não sei, mas acho que esse experimento vai acabar virando nossa rotina definitiva. Semana que vem conto o fim - ou o começo - de tudo isso. 
Até mais.  


segunda-feira, 31 de março de 2014

Recarregando energias.

Juro que estou tentando pensar em um tema legal e interessante para postar. Tem vários, claro, mas sabe quando não dá aquela liga na hora de escrever? Pois é...
Quem me conhece sabe que ultimamente minha cabeça só pensa em uma coisa: corrida. E não é a corrida que se faz para pegar criança que apronta nem nada disso. É a corrida mesmo. Esporte puro. 
Comecei a correr pela necessidade em ter algo que eu fizesse e me desligasse de tudo e todos. Um momento só meu.  Sempre gostei de academias, mas essa não era uma opção já que eu tenho dois filhos em escola particular. Caminhar é algo muito calmo para um ser como eu. Sou capaz de ficar mais estressada depois de caminhar alguns quilômetros. Por isso fui praticamente "obrigada" a correr. Demorei um pouco para engrenar e pegar gosto pela coisa, mas agora sou uma vítima da endorfina. Corro quase todos os dias, e fico até mal humorada no dia em que não vou. 
Bom, por causa disso, nos últimos meses a pergunta mais frequente para mim é: "Como você arruma tempo para correr?"
Fiquei pensando nisso e, confesso, que cheguei a ficar encanada: será que eu ando ociosa demais? Será que ando exagerando na dose?
Mas depois de muito pensar, cheguei à algumas conclusões. 
1 - Todas temos tempo para fazer algo de bom para nós mesmas. Repare: pode ser apenas um momento para ficar mexendo no celular, mas damos um jeito de parar tudo e fazer algo que nos dá prazer. Ou seja: ter tempo é relativo, vai depender de suas escolhas. 
2 - Acredito muito em fases da vida. Quando eu tinha meus filhos bebês, eu queria ficar com eles, curtir o bebê engraçadinho e participar de todas as suas descobertas. E depois de fazer tudo isso, sinceramente, eu não tinha pique para mais nenhuma descoberta, principalmente tentar descobrir quantos KM eu correria em uma tarde. 
3 - Não foi fácil criar a rotina. Depois de correr sofrido, ainda chegar em casa e cuidar de faxina e filhos mega ativos não é algo que a gente queira para o nosso dia a dia. Mas tudo pelo nosso bem estar.
Eu acordo bem cedo, e corro antes do marido sair de casa para trabalhar e das crianças acordarem. Quando chego em casa, nos primeiros vinte minutos, só tenho vontade de me jogar na cama e curtir a endorfina. Mas é claro que seria demais uma mãe de dois filhos ter tantos prazeres de uma só vez. Então é banho rapidinho e bora para a correria total. 
Mas nem as dores do pós treino e todo cansaço me fazem parar de correr. Porque durante a minha corrida eu recarrego a bateria mais importante de nosso corpo: a mente. O corpo acostuma e logo não dói mais. Mas a mente, só descansa cada vez mais. Em cada treino me recupero mais. Aí, quando volto para a rotina doida que é minha vida, volto disposta, feliz e cheia de vontade de melhorar.
Aqui em casa todo mundo me apóia, aliás, se começo a ficar rabugenta até meu filho manda eu correr. 
E vocês? Já acharam algo que recarrega a mente de vocês?
De volta a mil no blog.
Até mais.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Férias - para quem?

Genteee....as aulas voltaram. Ufa! Por isso, retomando toda a minha vida agora, inclusive o blog. Fiquei longe porque, durante essas férias, foi tudo muito complicado. Crianças eufóricas, trabalho de monte e problemas infinitos. Com tudo isso, quando eu tinha um tempinho de paz e tranquilidade, eu dormia. Mas assim que deixei os pequenos na escola hoje, até a inspiração voltou.
Não foi nada fácil conciliar férias escolares com trabalho em home office e visitas em obras. Mas, agora que tudo já passou, o que ficou foram as histórias engraçadas.
Nesse período, caíram mais dois dentes do Pedrão. Isso poderia ser só mais uma história para a fada do dente, mas aqui em casa não funciona bem assim.
Os dentes do Pedro tem certa dificuldade em cair sozinho. Na verdade eles nem ficam moles. A saga começou quando, um dia, fui escovar os dentes dele e vi que já estava nascendo os dentes de baixo. Mas os de leite ainda estavam firmes e fortes. Resolvi deixar a natureza agir. Mas quem agiu foi um colega dele que, em uma daquelas brincadeiras suuuuper calmas e delicadas de meninos, acabou dando um socão na boca dele. Deixou o dente mega mole, mas mesmo assim teve que ir ao dentista para dar uma forcinha.
Depois de meses, os dois de cima ficaram moles. Pouca coisa. Só percebi porque botei a mão e fui balançando um por um. Um dia ele chegou em casa gritando que o dente estava muuuito mole e quando fui ver, estava pendurado por um fiozinho praticamente. Adivinha? Tomou uma cabeçada. Mais uma vez teve uma ajudinha.
Ficou assim uns quatro dias. Então fomos levar a Alice tirar radiografia e, enquanto eu preenchia fichas e tudo mais, os dois ficaram brincando perto de mim na recepção - que estava lotada, claro. E então eu escuto uma gritaria.  Já pulei da cadeira para ver o que estava acontecendo e vi a Alice dançando de alegria atrás do Pedro que estava com a boca ensaguentada. Todos me olhavam perplexos nessa hora.
Mas então, aparece Pedrão - todo cheio de sangue - feliz da vida que, no meio da brincadeira, a Alice acertou um chute - isso mesmo, um chute de tênis e tudo - em sua boca e o dente caiu. Fácil assim.
Detalhe: antes de saírem gritando para mim, os dois ainda perderam alguns minutos procurando o dente no chão, pois depois do chute o dente saiu voando no maior estilo nocaute do UFC.
Saímos felizes e contentes com o dente embrulhado em um  papel e, claro, tirando um milhão de fotos.
Por essas e outras é que sobrevivi sem muitos danos cerebrais a essas férias. Agora, é só esperar o ano letivo e seus "causos" novos.
Até mais - e agora com mais frequência de novo.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tiro ou não tiro a fralda??????

Qual a idade certa para começar a tirar a fralda de uma criança?
Joga essa pergunta em uma roda de mulheres com filhos, e você irá se surpreender com a diversidade de respostas. Sempre vai ter aquela que tirou a fralda do filho com um ano - que diz orgulhosa e adorando ver a cara de pastel das outras mães -, e a outra que acabou tirando com quase quatro - que diz de maneira humilde, querendo se mostrar segura.
Vi reportagens sobre mães nos Estados Unidos, que tiram a fralda da criança com quatro, cinco meses. Tem toda uma filosofia de vida por trás dessa escolha, mas mesmo assim, acho um absurdo. Pronto, falei.
Na minha opinião, fralda se tira quando sentimos - e nós sentimos mesmooo - que está na hora de começar isso. Conhecemos nossos filhos, e por mais que a dúvida e insegurança nos domine, lá no fundinho sabemos quando eles estão prontos.
Com meu primeiro filho, demorei para começar a tirar a fralda. E quando fiz isso, foi porque ele mesmo começou a dar sinais de que queria fazer xixi igual mocinho. Fui tão desencanada que exagerei. Demorei para tirar a fralda da noite, e não demorou para que ele acordasse e fizesse cocô na fralda antes de eu tirá-la. Resumo: fez cocô na fralda até os quatro anos e meio. Foi sofrido, mas por fim, deu tudo certo.
Já com minha filha foi tudo diferente. Ela não deixava eu trocar a fralda, e depois que eu tirava, ela não queria mais colocar. Até que um dia me enchi e a deixei sem. Ela estava com um ano e meio, fez xixi por tudo e cocô na mão. Aí todos me diziam: Não pode voltar a frada depois que começou o processo para tirar. Quase nem dormi pensando em como ia fazer. Mas dormi. E acordei no dia seguinte pensando: Dane-se. Voltei a fralda.
O martírio não acabou por aí. Tentei tirar mais três vezes sem sucesso. Ás vezes ela acordava e queria ficar sem fralda. Fazia xixi por tudo e então recolocava a fralda. Só consegui tirar de verdade quando ela estava com três anos.
O interessante dessa história com a Alice, é que eu ficava nervosa e tudo mais, mas nunca tinha tomado a decisão de tirar a fralda de verdade, sabe? Aquela decisão de mãe mesmo. Que respiramos fundo e falamos: Vamos lá, vamos acabar logo com isso. Segura. Firme. Mas aí, um dia me enchi. Ela pediu para tirar a fralda e eu olhei bem nos olhinhos dela e falei: Então vamos dar a sua fralda para um nenê? Por que você não vai mais precisar. Ela concordou empolgadinha e então: foi. Só escapou xixi duas vezes e à noite. Só o cocô demorou um pouco mais, mas também foi bem rápido - pelo menos em comparação com o Pedro.
Não sei se consola, mas eu acho essa fase a mais difícil. Nós nos desgastamos, ficamos presas na rotina das crianças - todo mundo concorda que não dá para ficar saindo para passear enquanto tira frada, né?! O estresse toma conta da casa inteira. Por isso que acho importantíssimo respeitar a maturidade de cada criança. O nervoso e estresse é certo, não tem como fugir, então que, pelo menos, seja no momento certo.
Mas também, se errarmos nas contas, e começarmos antes do tempo e não der certo, mande um Dane-se para o mundo. Volte a fralda na criança e seja feliz. Nada é perdido. Essa experiência vai ficar gravadinha no HD da criança, e quando chegar a hora certa ela ativa o dispositivo e executa com sucesso. Cada coisa no seu tempo.
A prova de que tudo se ajeita - pelo menos relacionada a esse assunto - é que aposto que ninguém aqui viu uma criança de sete, oito anos passando pelo processo de tirar fralda. Naturalmente as coisas acontecem. Vamos deixar a vida nos levar um pouquinho.
Até mais e boa sorte para as super mamys que estão passando por isso.
(Eleni e Ronyse: FORÇAAAAA!!!! CALCINHA E CUECA É BARATA, MELHOR COMPRAR DO QUE LAVAR!!)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Happy wife, happy life.

Certo dia, estava vendo uma entrevista de um lutador de MMA que tem três filhos, e sua esposa abriu mão de sua profissão para cuidar das crianças e ele poder se dedicar aos treinos. O lutador disse que, praticamente, obrigava a esposa a sair três vezes por semana para fazer algo que gostasse sozinha. O repórter achou graça e o questionou, e o lutador respondeu: "_Mulher feliz, vida feliz!".
Vocês já perceberam como o humor da mulher interfere em sua vida familiar?
O homem sai para trabalhar, passa nervoso o dia todo, quando volta para a casa está irritado, mal humorado e sem vontade de fazer nada. O que acontece? Nada. A mulher entende, tenta agradá-lo fazendo um jantarzinho especial, os filhos ficam na deles e a vida continua numa boa.
A mulher sai para trabalhar, passa nervoso o dia inteiro, tem que largar o trabalho no meio dia para pegar um dos filhos que está com febre, aguenta todos os companheiros de trabalho achando que ela só está fazendo isso para sair mais cedo, chega em casa, tem que preparar o jantar da galera, o marido chega e quer contar tudo o que aconteceu no dia dele e as crianças começam a cobrar que querem brincar um pouco. Aí, essa coitada, fica mal humorada - e nem é TPM. O que acontece? O caos.
E a gente só descobre o que é ter TPM coletivo quando se forma uma família. Até filhos com menos de três anos sofrem desse mal junto com a mãe.
A mulher traz essa carga junto com ela assim que resolve ser mãe. Como se não bastasse tudo o que ela já adquire assim que se torna mãe.
Meu marido costuma dizer que o homem acha que é o alicerce da casa. E a mulher, simplesmente, é.
Quando casamos e ainda não temos filhos, não conseguimos perceber isso de maneira tão evidente. O casal está batalhando junto, lutando junto para conseguir se manter e fazer planos para o futuro. Mas assim que o casal resolve - ainda juntos - ter filhos, a coisa muda de figura. A mulher passa a quase comandar o ritmo da casa.
Comigo foi assim. Depois que nasceu o Pedrão, até o tipo de comida mudou. E o coitado do meu marido nem teve muito o que falar. Aceitou e deixou acontecer. Nós comandamos.
Mas será que isso é legal? Até onde conseguimos manter a serenidade para manter a harmonia e a tranquilidade da casa? E o quanto isso, também, afeta os nossos pequenos?
Quantas vezes fiquei surtada com algo e acabei "descontando" nos meus filhos! Sei que é errado. Mas chega um momento que passa a ser inevitável. Estamos com a cabeça cheia, aquele problema martelando o dia todo, e aí seu filho - que está tirando a fralda - faz xixi 17 vezes do lado do vaso sanitário. É difícil aguentar e não gritar.
Mas meu marido, em um desses dias em que eu estava mais para sensível do que para surtada - esse seria outro tema para outro post, claro - me disse algo que achei mega legal. Nossos filhos vão crescer sabendo que nem todos os dias são perfeitos, e que às vezes, precisamos apenas ouvir a outra pessoa, dar um abraço, um carinho e que, com esse simples ato, ajudamos a amenizar a carga de quem está, muitas vezes, com problemas. Eles crescerão vendo o que é real. Pessoas as vezes gritam, e as vezes choram. E nem por isso são pessoas ruins.
Não sei se ele está certo. Mas, uma vez por mês, é isso que me consola quando os meus hormônios não me obedecem.
Até mais.


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gripe de mãe.

Semana intensa na residência dos Potter-Cullen (só alguns entenderão...). Para os que não entenderam, foi uma semana intensa na minha casa.
Começamos comigo. Peguei uma gripe brava. Acordei em um dia e a garganta gritou por atenção. Tomei um remedinho e sai trabalhar, cuidar de criança, fazer almoço, limpar casa.
Depois veio Alice. Em palavras mais simples, descobrimos que ela estava com um mini princípio de pneumonia. Inventei isso para dizer que não era nem um princípio de pneumonia, mas quase. Febre, criança amuada, essas coisas. Mas como uma boa mulher, Alice ficou assim somente no primeiro dia de antibiótico. Dia seguinte já estava comendo normal - até demais -, correndo e pulando pela casa.
No outro dia, eu levanto com a mesma dor de garganta de antes. Tomei um remedinho e fui trabalhar, cuidar de criança, fazer almoço, limpar casa.
Mas então, começou o Pedro. Acordou e, com metade da língua para fora, falou que não estava aguentando de dor de garganta. Fui pegá-lo e assustei com a temperatura de seu corpo. Quarentão de febre. Corri para hospital, comprei remédios e, como um bom homem, Pedrão demorou uns quatro dias para se sentir melhor. Ficou tão ruim que, além de vomitar todo o remédio, dormiu durante o dia. Já pensaram nisso? Pedrão dormindo durante o dia?? Fiquei preocupada também.
Mas então o antibiótico fez efeito, e ele foi voltando ao normal.
No outro dia, eu levanto com dor de garganta. Tomei remedinho e fui trabalhar, cuidar de criança, fazer almoço, limpar casa.
Então, começou o Rodrigo Cullen. Dor de garganta, febre e lá vamos nós para hospital de novo. Em dois dias já estava se sentindo melhor e todos estavam felizes e medicados.
Achei que ia ser procurada pelo órgão de controle de remédios por comprar tanto antibiótico em tão pouco tempo. Assinei tanto receituário que já estava me sentindo quase uma médica.
Bom, olhei para minha família no fim de semana, e vi todos sendo cuidados e se recuperando. Foi então que meu corpo pensou: " Ótimo! Agora vamos gripar em paz!"
Levantei da cama por osmose. Meu corpo doía em partes que eu achava que nem dava para doer. Até meu cabelo me incomodava. Me larguei no sofá e fiquei curtindo minha coriza e moleza. Acho que dessa vez a gripe veio e resolver fazer seu ciclo.
Mas aí, no dia seguinte, Pedrão fica ruim de novo.
MINHA NOSSA SENHORA! ONDE VAMOS PARAR!????
Me olhei no espelho e disse: " Ok. Chega. Gripe, vá embora. Não tem lugar para você nesse corpo. Não sei o que te disseram, mas acho que você errou tentando entrar em um corpo de uma mãe. Mãe não tem tempo para gripes, resfriados ou qualquer outra enfermidade desse tipo. Estamos entendidas??"
Mas a gripe não é assim, tão fácil de lidar. Ela foi embora, mas me deixou fanha.
Pensando bem, melhor fanha do que sem voz.
Barganha aceita. Vamos que vamos.
Até mais.