Já faz um tempo escutei uma mãe descendo o sarrafo em outra mãe que teve a infeliz ideia de comentar com ela que iria colocar seu filho de dois anos na escola para interagir com crianças. Ela dizia que falar isso era só uma forma da mãe esconder de si mesma o quanto não aguenta ficar mais com os filhos.
Bom, respeitando a lei de que cada um tem sua opinião, eu analisei sozinha a questão e cheguei a algumas conclusões particulares - claro.
Minhas experiências são as seguintes: Pedrão, quando nasceu, eu trabalha igual maluca. Então quem cuidava dele era minha mãe, pois achamos melhor do que colocá-lo tão cedo em uma escola - já que tínhamos a opção de mantê-lo em casa. Quando Pedrão estava para completar dois anos, eu parei de trabalhar, e continuei com ele em casa. Até que um dia, ele estava brincando na água do banho, percebi que ele brincava de lavar louça. Morri de dó. Por mais que eu passasse o dia brincando e criando um milhão de coisas com ele - e era exatamente isso -, nunca seria igual a brincar com crianças da mesma idade. Então, quando ele estava para completar três anos, o matriculei na escola.
A Alice, quando nasceu, eu já não estava mais trabalhando fora, e minha casa já estava em um ritmo em que quase todos os dias havia uma criança diferente aqui. Então achei que, por ter tanta criança convivendo com ela, a escola não faria falta. Mas as crianças que frequentam minha casa são meninos, e são mais velhos, ou seja, ninguém da bola para ela. E agora que ela já esta maiorzinha, eles vem aqui e ela fica doida querendo brincar, mas eles não querem brincar com ela.
E tem outra, quando a Alice vai comigo na escola do Pedrão, ela chora que quer ficar lá. Ela fica simplesmente alucinada ao ver aquele monte de crianças correndo, brincando e se divertindo.
Eu sei que isso não é base para muita coisa, pois ela realmente não entende que irá ficar lá sozinha, sem a mãe e tal. Mas dá para ver que ela sente a necessidade de ter amigos de sua idade por perto.
Eu acho que escola não só é muito importante, como é muito legal para as crianças. Adoro ter a oportunidade de poder ficar mais tempo perto dos meus filhos, e imaginei que isso supriria a necessidade de uma vida escolar antecipada. Mas percebo que hoje em dia, se as crianças não vão para a escola, dificilmente irão ter um circulo de amigos formado em outro lugar.
Eu não moro em condomínio, e minha rua é muito perigosa, ninguém sai para brincar ou até mesmo para conversar no portão. Se Pedrão não tivesse ido para a escola, hoje não teria esse monte de amiguinhos que completam nossas vidas. E eu, não teria esse monte de casais amigos com filhos da mesma idade que proporcionam momentos de descontração para mim e para meus filhos ao mesmo tempo. E, mais do que isso, não teríamos nossos cafés, e para finalizar, nem existiria esse blog.
Resumindo: foi bom para toda a família.
Por essas e outras que acho que a escola faz bem para as crianças, e as ajudam a interagir sim. Muito melhor se pudermos escolher a fase que achamos melhor para colocá-los lá, mas de qualquer forma, sempre irá fazer bem para eles. Se começarem no berçário, ou se começarem com seis anos, todas as mães serão unânimes em dizer que os filhos adoram ir para a escola.
Ano que vem, minha Lilica irá começar. E tenho certeza de que ela irá curtir muito e aproveitará cada momentinho lá dentro. Enquanto isso, eu, como mãe e dona de casa, também não tenho vergonha de dizer, que terei meus momentinhos de sossego e carregamento de bateria. Mais uma vez, será bom para toda a família.
Até mais.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Dormir abraçadinho com filhos...ahh...que delícia...
_Mããeee....posso dormir na sua cama??
Qual mãe que nunca ouviu isso na vida? E qual mãe que nunca gostou de ter o seu pequeno dormindo agarradinho com ela?
Bom, eu sempre me imaginei com meus filhotes vindo na minha cama e ficando abraçadinhos com papai e mamãe.
É claro que a realidade é muuuuito diferente. Quando Pedrão nasceu, com todas as dificuldades que ele tinha para dormir, eu morria de medo de que ele não conseguisse sair da minha cama quando mais velho. E também, ele chegava na minha cama e ficava completamente aceso. Nada de sono.
A Alice já foi acostumada a dormir sozinha no berço. Eu a coloco lá, e ela dorme. Por isso, não consegue pegar no sono se está com a gente.
Mas, como ninguém é de ferro, nem mesmo as crianças, vira e mexe eles correm para a minha cama. Geralmente eu adoro, fico feliz por estarem querendo isso. Mas não demora para eu me arrepender em acatar o pedido.
Acompanhem comigo:
mais ou menos duas horas da manhã, Pedrão me chama. Vou até lá para ver o que é, e ele faz o pedido. Eu estou morrendo de sono, ainda meio sonhando, mas mesmo assim vem aquela alegriazinha e eu deixo que ele vá comigo. Nos deitamos. Eu me ajeito, afofo o travesseiro, e o abraço bem apertadinho.
Então ele sente uma coceira no pé. Solta uma mão e coça, coça, coça, então para. Me ajeito de novo.
Então ele sente uma coceira no bumbum. Solta de novo a mão e coça, coça, coça. Antes mesmo de voltar a me abraçar, ele já começa a coçar a cabeça. Coça, coça, coça. Meus olhos já não estão mais tão fechados quanto antes, mas ainda estou com muito sono. Resolvo me desfazer do abraço e fico só encostadinha nele. Me ajeito de novo, em outra posição e suspiro para relaxar de novo.
Entãooo, ele começa a murmurar acontecimentos do ultimo episódio do Ben 10 Ultimate. Mando ele ficar quietinho pois é hora de dormir. Ele reclama, mas, depois de se mexer por aproximadamente dez minutos até acha a posição correta, ele dorme. Demoro para relaxar, pois fiquei agitadinha com as coceiras e tudo mais. Quando, enfim, volto a ficar acomodada, um sonho começa a querer apontar em meu subconsciente, até que: PANF! Tomo uma mãozada na cabeça. Como estava quase passando para o sono pesado, o susto é muito maior do que era para ser. Me acalmo e tento de novo. Meu sonho recomeça e então: PUFT! O pé dele está meu pescoço. Teve dia que ele puxou meu cabelo. PUXOU MEU CABELO DORMINDO, MINHA GENTE! Não há sono que resista a isso.
O mais engraçado é que quando eu o vejo dormindo em sua caminha, ele está sempre quietinho, tranquilo e na mesma posição. O que será que acontece? Minha cama tem algum tipo de repelente de criança, no qual, meu colchão detecta a presença de pequenas pessoas então solta leves alfinetadas, fazendo com que a criança desista de seu sono tranquilo?
A verdade é que eu AMO dormir com meus filhos. Eu virada para a esquerda, e eles virados para a direita, e entre nós uma distância de pelo menos dez centímetros. Acho que a gente pode ficar abraçados durante o dia, o efeito emocional deve ser o mesmo, não é?
Até mais.
Qual mãe que nunca ouviu isso na vida? E qual mãe que nunca gostou de ter o seu pequeno dormindo agarradinho com ela?
Bom, eu sempre me imaginei com meus filhotes vindo na minha cama e ficando abraçadinhos com papai e mamãe.
É claro que a realidade é muuuuito diferente. Quando Pedrão nasceu, com todas as dificuldades que ele tinha para dormir, eu morria de medo de que ele não conseguisse sair da minha cama quando mais velho. E também, ele chegava na minha cama e ficava completamente aceso. Nada de sono.
A Alice já foi acostumada a dormir sozinha no berço. Eu a coloco lá, e ela dorme. Por isso, não consegue pegar no sono se está com a gente.
Mas, como ninguém é de ferro, nem mesmo as crianças, vira e mexe eles correm para a minha cama. Geralmente eu adoro, fico feliz por estarem querendo isso. Mas não demora para eu me arrepender em acatar o pedido.
Acompanhem comigo:
mais ou menos duas horas da manhã, Pedrão me chama. Vou até lá para ver o que é, e ele faz o pedido. Eu estou morrendo de sono, ainda meio sonhando, mas mesmo assim vem aquela alegriazinha e eu deixo que ele vá comigo. Nos deitamos. Eu me ajeito, afofo o travesseiro, e o abraço bem apertadinho.
Então ele sente uma coceira no pé. Solta uma mão e coça, coça, coça, então para. Me ajeito de novo.
Então ele sente uma coceira no bumbum. Solta de novo a mão e coça, coça, coça. Antes mesmo de voltar a me abraçar, ele já começa a coçar a cabeça. Coça, coça, coça. Meus olhos já não estão mais tão fechados quanto antes, mas ainda estou com muito sono. Resolvo me desfazer do abraço e fico só encostadinha nele. Me ajeito de novo, em outra posição e suspiro para relaxar de novo.
Entãooo, ele começa a murmurar acontecimentos do ultimo episódio do Ben 10 Ultimate. Mando ele ficar quietinho pois é hora de dormir. Ele reclama, mas, depois de se mexer por aproximadamente dez minutos até acha a posição correta, ele dorme. Demoro para relaxar, pois fiquei agitadinha com as coceiras e tudo mais. Quando, enfim, volto a ficar acomodada, um sonho começa a querer apontar em meu subconsciente, até que: PANF! Tomo uma mãozada na cabeça. Como estava quase passando para o sono pesado, o susto é muito maior do que era para ser. Me acalmo e tento de novo. Meu sonho recomeça e então: PUFT! O pé dele está meu pescoço. Teve dia que ele puxou meu cabelo. PUXOU MEU CABELO DORMINDO, MINHA GENTE! Não há sono que resista a isso.
O mais engraçado é que quando eu o vejo dormindo em sua caminha, ele está sempre quietinho, tranquilo e na mesma posição. O que será que acontece? Minha cama tem algum tipo de repelente de criança, no qual, meu colchão detecta a presença de pequenas pessoas então solta leves alfinetadas, fazendo com que a criança desista de seu sono tranquilo?
A verdade é que eu AMO dormir com meus filhos. Eu virada para a esquerda, e eles virados para a direita, e entre nós uma distância de pelo menos dez centímetros. Acho que a gente pode ficar abraçados durante o dia, o efeito emocional deve ser o mesmo, não é?
Até mais.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Tecnologia acima de tudo.
Já faz um tempo, fui buscar Pedrão na escola e encontrei a Dani (mãe do Dudu). Quando ela parou em seu carro, eu vi que ela tinha aqueles aparelhinhos de Dvd's portátil. Eu olhei e, toda empolgada, falei que achava legal aquilo, pois com o trânsito que pegamos na saída da escola, é uma boa distração para as crianças e tal. Então ela disse que não usava durante a semana, pois se ligasse a pequena TV, não havia mais conversa no carro.
Eu bufei e fui embora. Naquele momento para mim, a única coisa que me atraia eram alguns minutos de silêncio, e mais nada.
Foi então que nós trocamos de carro, e o rádio do carro novo deu um problema e ficou no conserto durante um mês por causa da garantia.
A diferença das idas e vindas de carro que faço com as crianças foi gritante. Sem o rádio, a gente conversava, brincava e até cantava musicas trocando todas as letras. Por incrível que pareça, a falta do silêncio não me fez mal, pelo contrário, me deixou mais feliz.
Comecei a fazer a mesma coisa em casa. Antes, o primeiro que acordava, ligava a TV. E dificilmente ela seria desligada antes do horário de sair para ir a escola. Ou seja: eu limpando, lavando, correndo, e as crianças, cada uma de um lado do sofá, vidradas na TV. Restringi os horários de televisão, e as brincadeiras começaram a fluir melhor.
Confesso que não havia reparado que a situação estava desse jeito. Acho que isso foi acontecendo gradualmente aqui em casa, então , talvez, foi por isso que demorei para perceber que estávamos assim.
Hoje em dia achamos o máximo quando uma criança de dois anos domina quase completamente um aparelho celular, ou um mouse de computador. Mas não percebemos que isso os isola do mundo. Eles ficarão como nós, cada um em seu aparelho, curtindo suas próprias coisas sem ao menos olhar para os lados.
Penso assim, internet, celular, tablets, essas coisas, são muito legais. Ajudam o nosso dia a dia, de certa forma. Mas ao mesmo tempo nos afasta do mundo real, do contato humano. Não consigo achar que a tecnologia seja tão ruim, mas também começo a ver o quanto ela prejudica em alguns aspectos.
Mais uma vez devemos achar o equilíbrio. Mas será fácil achar o equilíbrio, sendo que nós mesmas somos "viciadas" nisso tudo?
Adotei o método de controle de tempo aqui em casa. Deixo jogar video game por um tempo, assistir TV em outro tempo, e por ai vai. Mas nada rigoroso demais, tento fazer tudo parecer natural. Enquanto estão assistindo alguma coisa que vejo que não é tããooo legal assim, os chamo para ver o passarinho esquisito lá fora. E funciona. Eles se distraem e não voltam para o sofá. No carro, só coloco musica, depois que vejo que os assuntos já se esgotaram, e que todos querem curtir um momento quietinho no seu canto.
Tenho que dar a mão a palmatória: a Dani tinha razão. Com tecnologia por perto, não há conversa.
Que tal ensinarmos nossos pequenos a mexer nisso tudo - se faz necessário, para o futuro deles mesmos -, mas também ensinarmos que brincar de pega-pega, ou jogar peteca, ou ler um livro, ou jogar um jogo apenas as vezes é até mais legal que um jogo de computador?
Sei lá. Acho que a gente vai acabar curtindo muito mais nossos filhos, e eles vão ter lembranças ótimas de sua infância.
Até mais.
Eu bufei e fui embora. Naquele momento para mim, a única coisa que me atraia eram alguns minutos de silêncio, e mais nada.
Foi então que nós trocamos de carro, e o rádio do carro novo deu um problema e ficou no conserto durante um mês por causa da garantia.
A diferença das idas e vindas de carro que faço com as crianças foi gritante. Sem o rádio, a gente conversava, brincava e até cantava musicas trocando todas as letras. Por incrível que pareça, a falta do silêncio não me fez mal, pelo contrário, me deixou mais feliz.
Comecei a fazer a mesma coisa em casa. Antes, o primeiro que acordava, ligava a TV. E dificilmente ela seria desligada antes do horário de sair para ir a escola. Ou seja: eu limpando, lavando, correndo, e as crianças, cada uma de um lado do sofá, vidradas na TV. Restringi os horários de televisão, e as brincadeiras começaram a fluir melhor.
Confesso que não havia reparado que a situação estava desse jeito. Acho que isso foi acontecendo gradualmente aqui em casa, então , talvez, foi por isso que demorei para perceber que estávamos assim.
Hoje em dia achamos o máximo quando uma criança de dois anos domina quase completamente um aparelho celular, ou um mouse de computador. Mas não percebemos que isso os isola do mundo. Eles ficarão como nós, cada um em seu aparelho, curtindo suas próprias coisas sem ao menos olhar para os lados.
Penso assim, internet, celular, tablets, essas coisas, são muito legais. Ajudam o nosso dia a dia, de certa forma. Mas ao mesmo tempo nos afasta do mundo real, do contato humano. Não consigo achar que a tecnologia seja tão ruim, mas também começo a ver o quanto ela prejudica em alguns aspectos.
Mais uma vez devemos achar o equilíbrio. Mas será fácil achar o equilíbrio, sendo que nós mesmas somos "viciadas" nisso tudo?
Adotei o método de controle de tempo aqui em casa. Deixo jogar video game por um tempo, assistir TV em outro tempo, e por ai vai. Mas nada rigoroso demais, tento fazer tudo parecer natural. Enquanto estão assistindo alguma coisa que vejo que não é tããooo legal assim, os chamo para ver o passarinho esquisito lá fora. E funciona. Eles se distraem e não voltam para o sofá. No carro, só coloco musica, depois que vejo que os assuntos já se esgotaram, e que todos querem curtir um momento quietinho no seu canto.
Tenho que dar a mão a palmatória: a Dani tinha razão. Com tecnologia por perto, não há conversa.
Que tal ensinarmos nossos pequenos a mexer nisso tudo - se faz necessário, para o futuro deles mesmos -, mas também ensinarmos que brincar de pega-pega, ou jogar peteca, ou ler um livro, ou jogar um jogo apenas as vezes é até mais legal que um jogo de computador?
Sei lá. Acho que a gente vai acabar curtindo muito mais nossos filhos, e eles vão ter lembranças ótimas de sua infância.
Até mais.
sábado, 29 de setembro de 2012
Mimados...será mesmo???
_Nossa, aquela criança é mimadinha, não é? - uma fulana comenta com sua amiga.
_Ah, é sim - diz a amiga da fulana em tom de fofoca. - Também, né, é filho único.
Quem nunca ouviu, disse ou presenciou alguém fazendo esse tipo de comentário, que jogue a primeira chupeta.
Todo mundo sabe que filhos únicos são mimados, não é mesmo? ERRADO.
Claro que é apenas a minha opinião, mas ando observando essas crianças ditas mimadas e na maioria das vezes, elas não são filhas únicas.
Há uns dias atrás, em uma tarde de domingo ensolarado, resolvemos levar as crianças ao Parque da Cidade. Sabíamos que seria uma péssima ideia antes mesmo de ter a ideia em si. Mas não havia mais nada para se fazer e meus filhos estavam irritados de tanto ficar em casa.
O lugar estava abarrotado de crianças. Não tinha lugar nem para se sentar e brincar na areia. Foi então que chegou uma galerinha de crianças. Todas bem arrumadinhas, com aqueles sapatinhos cheio de frufus e as mães impecáveis. Uma das famílias, tinham três filhos. Um mais insuportável que o outro. Tentaram pegar uma pá de areia da Alice - justo da Alice - e ela, claro, não deixou. Pensem em uma criança se jogando no chão, se debatendo tanto que achei que ele estava tendo um tipo de ataque epilético, ou sei la. A Alice até foi lá e emprestou sua pazinha, impressionada com toda aquela cena.
E isso foi só o começo.
Conversando com as mães pimponas dessas crianças, descobri que TODAS elas tinham irmãos. E a maioria delas ficava longe dos filhos durante a semana, e queriam aproveitar todos os segundos junto com eles no fim de semana.
Agora vamos pensar o seguinte. Um casal resolve ter filho. Ficam tentando durante alguns meses - alguns até anos - e quando conseguem, a alegria é tão grande que parece não caber dentro deles. Nasce aquela criaturinha abençoada, que nos dá amor, atenção e nos enche de uma luz que nada no mundo substitui. Será que existe uma mãe que é capaz de não mimar seu filho?
Não estou defendendo isso. Não gosto de crianças mimadas também. Mas é tão difícil educar, que tem dias que eu tenho vontade de jogar tudo para o alto e só curtir meus pequenos. Sem restrições, sem broncas, sem chamadas de atenção. Fazer tudo o que eles querem e pronto.
Mas não posso.
Só acho que, de certa forma, é muita hipocrisia dizer que nós não mimamos nossos filhos. A gente faz de tudo para vê-los felizes. Por mais que a gente dê limites, e ensine que nem tudo na vida vem fácil, a gente também procura igual loucas um passeio legal no fim de semana para eles. Enche a casa de amiguinhos só para que eles tenham um dia diferente perto de quem eles gostam. Compra McDonald's duas vezes na semana para premiá-los por alguma atitude legal que tiveram.
O que quero dizer é que, eu acho, que antes de falarmos que uma criança é mimada, temos que saber qual sua realidade de verdade. Todo mundo já teve seu dia de mãe bobona, e nossos filhos também já tiveram - ou vão ter - o seu dia de criança mimada chata.
O importante é ensinarmos valores. Nada de rótulos. Nada de não ter limites. As crianças de hoje em dia, precisam saber que a união da família é importante, e não o dinheiro que a família ganha. Que os pais são pessoas honestas, justas e respeitam o próximo.
Eu acredito que se ensinarmos uma parte disso, qualquer crise de manha ou choro fora de hora, será completamente perdoável.
Até mais.
_Ah, é sim - diz a amiga da fulana em tom de fofoca. - Também, né, é filho único.
Quem nunca ouviu, disse ou presenciou alguém fazendo esse tipo de comentário, que jogue a primeira chupeta.
Todo mundo sabe que filhos únicos são mimados, não é mesmo? ERRADO.
Claro que é apenas a minha opinião, mas ando observando essas crianças ditas mimadas e na maioria das vezes, elas não são filhas únicas.
Há uns dias atrás, em uma tarde de domingo ensolarado, resolvemos levar as crianças ao Parque da Cidade. Sabíamos que seria uma péssima ideia antes mesmo de ter a ideia em si. Mas não havia mais nada para se fazer e meus filhos estavam irritados de tanto ficar em casa.
O lugar estava abarrotado de crianças. Não tinha lugar nem para se sentar e brincar na areia. Foi então que chegou uma galerinha de crianças. Todas bem arrumadinhas, com aqueles sapatinhos cheio de frufus e as mães impecáveis. Uma das famílias, tinham três filhos. Um mais insuportável que o outro. Tentaram pegar uma pá de areia da Alice - justo da Alice - e ela, claro, não deixou. Pensem em uma criança se jogando no chão, se debatendo tanto que achei que ele estava tendo um tipo de ataque epilético, ou sei la. A Alice até foi lá e emprestou sua pazinha, impressionada com toda aquela cena.
E isso foi só o começo.
Conversando com as mães pimponas dessas crianças, descobri que TODAS elas tinham irmãos. E a maioria delas ficava longe dos filhos durante a semana, e queriam aproveitar todos os segundos junto com eles no fim de semana.
Agora vamos pensar o seguinte. Um casal resolve ter filho. Ficam tentando durante alguns meses - alguns até anos - e quando conseguem, a alegria é tão grande que parece não caber dentro deles. Nasce aquela criaturinha abençoada, que nos dá amor, atenção e nos enche de uma luz que nada no mundo substitui. Será que existe uma mãe que é capaz de não mimar seu filho?
Não estou defendendo isso. Não gosto de crianças mimadas também. Mas é tão difícil educar, que tem dias que eu tenho vontade de jogar tudo para o alto e só curtir meus pequenos. Sem restrições, sem broncas, sem chamadas de atenção. Fazer tudo o que eles querem e pronto.
Mas não posso.
Só acho que, de certa forma, é muita hipocrisia dizer que nós não mimamos nossos filhos. A gente faz de tudo para vê-los felizes. Por mais que a gente dê limites, e ensine que nem tudo na vida vem fácil, a gente também procura igual loucas um passeio legal no fim de semana para eles. Enche a casa de amiguinhos só para que eles tenham um dia diferente perto de quem eles gostam. Compra McDonald's duas vezes na semana para premiá-los por alguma atitude legal que tiveram.
O que quero dizer é que, eu acho, que antes de falarmos que uma criança é mimada, temos que saber qual sua realidade de verdade. Todo mundo já teve seu dia de mãe bobona, e nossos filhos também já tiveram - ou vão ter - o seu dia de criança mimada chata.
O importante é ensinarmos valores. Nada de rótulos. Nada de não ter limites. As crianças de hoje em dia, precisam saber que a união da família é importante, e não o dinheiro que a família ganha. Que os pais são pessoas honestas, justas e respeitam o próximo.
Eu acredito que se ensinarmos uma parte disso, qualquer crise de manha ou choro fora de hora, será completamente perdoável.
Até mais.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Só para desestressar.
Tive dias tão estressantes, mas tão estressantes, que quase perdi minha própria identidade. Passar nervoso quando se tem dois filhos mega carentes, não é para qualquer uma.
Por isso, quando uma amiga que há muito eu não via, me convidou para tomar um café na sua casa, eu não pensei duas vezes - geralmente não consigo pensar muito quando o assunto é café.
O encontro tinha tudo para ser ótimo. Três amigas, que se conheceram por meio da profissão, trabalharam praticamente juntas - dividindo escritório, clientes e problemas - se afastaram por ocorrências da vida, e resolvem se reencontrar. Agora, todas com filhos, estabilizadas profissionalmente ou apenas mães - como eu.
Achei que ia ser ótimo. Mas na verdade, foi muito mais que isso. Rimos, fofocamos, relembramos e nos matamos de rir novamente.
Mas é claro que, eu e minha filhota, não podíamos passar tão despercebidas assim. Nada é tranquilo o suficiente quando se trata de Bruna e suas crias.
Chegamos na casa da minha amiga foférrima Letícia, e a Lilica já ficou encantada com tudo. Tinha simplesmente uma sala inteira só de brinquedos de menina. Ela nunca tinha visto tanto brinquedo cor de rosa em um mesmo ambiente. Não preciso nem dizer o quanto ela gritou, pulou e se empolgou.
Enquanto ela estava desbravando o ambiente, eu estava tentando dar umas mordidas no Matheus, filhinho de três meses da minha amiga. Ele estava simpático - no colo da mãe -, me olhando daquele jeito especulador que toda criança tem. E eu estava adorando.
Foi então que começou.
Eu tive a brilhante ideia de pegá-lo no colo - ele parecia tão familiarizado comigo. Acabei com a paz do recinto. Matheus chorou tanto, mas tanto, que posso apostar que nem quando nasceu ele chorou daquele jeito. Na fracassada tentativa de fazer com que ele parasse, a mãe saiu em busca de sua chupeta. Eu balançava o menino, ele chorava, a mãe procurava a chupeta, ele chorava, ninguém achava a chupeta e ele continuava chorando. Passei o bebê para mãe bem a tempo de escutar a minha filha chorando. Corri para ver o que estava acontecendo e ela simplesmente estava nadando em uma pequena poça de xixi.
Fechem os olhos e imaginem a cena: casa chique, cheirosa, bebê chorando aos berros e uma menininha abaladíssima porque fez um monte de xixi no piso de madeira da tia.
Legal, né?
Ainda bem que era a fofa da Letícia. Troquei a Lilica, secamos o chão, e então achamos a chupeta - que estava no bolso da mãe. Sem comentários.
Depois de passada a vergonha, curtimos um café delicioso recheado de fofocas e coisas legais. Ufa!
Nada como limpar xixi de nossos filhos na casa dos outros. Só assim para desestressar mesmo.
Até mais.
Por isso, quando uma amiga que há muito eu não via, me convidou para tomar um café na sua casa, eu não pensei duas vezes - geralmente não consigo pensar muito quando o assunto é café.
O encontro tinha tudo para ser ótimo. Três amigas, que se conheceram por meio da profissão, trabalharam praticamente juntas - dividindo escritório, clientes e problemas - se afastaram por ocorrências da vida, e resolvem se reencontrar. Agora, todas com filhos, estabilizadas profissionalmente ou apenas mães - como eu.
Achei que ia ser ótimo. Mas na verdade, foi muito mais que isso. Rimos, fofocamos, relembramos e nos matamos de rir novamente.
Mas é claro que, eu e minha filhota, não podíamos passar tão despercebidas assim. Nada é tranquilo o suficiente quando se trata de Bruna e suas crias.
Chegamos na casa da minha amiga foférrima Letícia, e a Lilica já ficou encantada com tudo. Tinha simplesmente uma sala inteira só de brinquedos de menina. Ela nunca tinha visto tanto brinquedo cor de rosa em um mesmo ambiente. Não preciso nem dizer o quanto ela gritou, pulou e se empolgou.
Enquanto ela estava desbravando o ambiente, eu estava tentando dar umas mordidas no Matheus, filhinho de três meses da minha amiga. Ele estava simpático - no colo da mãe -, me olhando daquele jeito especulador que toda criança tem. E eu estava adorando.
Foi então que começou.
Eu tive a brilhante ideia de pegá-lo no colo - ele parecia tão familiarizado comigo. Acabei com a paz do recinto. Matheus chorou tanto, mas tanto, que posso apostar que nem quando nasceu ele chorou daquele jeito. Na fracassada tentativa de fazer com que ele parasse, a mãe saiu em busca de sua chupeta. Eu balançava o menino, ele chorava, a mãe procurava a chupeta, ele chorava, ninguém achava a chupeta e ele continuava chorando. Passei o bebê para mãe bem a tempo de escutar a minha filha chorando. Corri para ver o que estava acontecendo e ela simplesmente estava nadando em uma pequena poça de xixi.
Fechem os olhos e imaginem a cena: casa chique, cheirosa, bebê chorando aos berros e uma menininha abaladíssima porque fez um monte de xixi no piso de madeira da tia.
Legal, né?
Ainda bem que era a fofa da Letícia. Troquei a Lilica, secamos o chão, e então achamos a chupeta - que estava no bolso da mãe. Sem comentários.
Depois de passada a vergonha, curtimos um café delicioso recheado de fofocas e coisas legais. Ufa!
Nada como limpar xixi de nossos filhos na casa dos outros. Só assim para desestressar mesmo.
Até mais.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ownnnn!!!!
Faz tanto tempo que não escrevo no blog, que um único post seria insuficiente para contar tudo o que aconteceu durante esses dias. Muitas dúvidas, aflições, estresse, alegrias e superações. Resumindo: nada além do normal.
Mas com toda certeza, o acontecimento mais importante - e que rendeu muitos outros acontecimentos também - foi a Lilica não usar mais fraldas.
Eu já havia tentado três vezes e fui blaster infeliz. Achei até que havia criado um trauma nela, pois cada vez que ela chegava perto do vaso sanitário ela olhava para mim e dizia: Não!
Só que, já fazia algum tempo, o momento da troca das fraldas estava demasiadamente estressante. Era uma guerra. Quer dizer, se tornou uma guerra pois acabaram todas as psicologias existentes para aquele momento. Não existia historinha, bonequinho, caretinha ou musiquinha que fizesse com que ela se distraísse e deixasse trocá-la. Foi então que eu dei um basta. Se for para passar nervoso, que seja tirando a fralda.
Então veio a surpresa. Ela relutou no primeiro dia. Mas do segundo dia em diante ela já sabia a hora de pedir e corria para o banheiro fazer xixi. Legal, né?!
Então, só que no meio disso tudo tem Pedrão. O filho mais velho super carente. Não preciso nem dizer que depois de váárias semanas nos altos de comportamento dele, voltamos aos baixos em questão de um dia. Ele fazia de tudo para chamar a atenção e nada do que eu fizesse - além de ignorar os pedidos de xixis da Alice - melhorava a situação.
Nesse meio tempo ainda, o dentinho dele ficou mole e já estavam nascendo os dentes definitivos (outro momento importante ). Esses dentinhos de leite custaram a sair. Nós puxamos, balançamos e puxamos de novo. Eu estava quase amarrando um barbante e prendendo na maçaneta da porta. Até chegar o dia de ir ao dentista - que só consegui marcar depois de muito custo e duas semanas de espera - esses dentes ficaram lá. O tadinho abria a boca para rir e eu tinha a sensação de estar olhando para a boca de um tubarão.
Foi então que tudo aconteceu.
Chegamos na dentista. Coloquei a Lilica sentada em um banquinho e Pedrão deitado na cadeira tortura de dentista. Eu fiquei entre os dois para socorrer o que precisasse primeiro. Não teve jeito e para tirar o dente precisou passar pomadinha anestésica, e mesmo assim ele estava sentindo dor.
A dentista puxava um pouco e ele levantava o bumbum da cadeira. No terceiro puxão ele resmungou, e acabou chamando a atenção da Alice. Ela não teve dúvidas. Se levantou - ignorando os meus protestos e ameaças - foi até o irmão, pegou a mãozinha dele e falou: Tá doendo, Tato?, com carinha de amiga, Não dói, Tato.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade - só dava para olhar mesmo, pois Pedrão estava com a boca aberta - e cada vez que ele gemia, ela dava um milhão de beijinhos em sua mão.
Não demorou para a dentista conseguir tirar os dentinhos e os dois sorrirem aliviados. Pedrão sem a boca de tubarão e a Lilica com sensação de dever cumprido. E eu e a dentista ficamos durante todo o tempo em nosso momento OWNNN!!, claro.
Depois disso, colocamos os dentinhos para a Fada do Dente, e até o ciúmes do Pedrão melhorou. Agora eu tenho um filho banguelinha e uma menina mocinha.
O que posso dizer a não ser: ownnnnn?!
Até mais.
Então, só que no meio disso tudo tem Pedrão. O filho mais velho super carente. Não preciso nem dizer que depois de váárias semanas nos altos de comportamento dele, voltamos aos baixos em questão de um dia. Ele fazia de tudo para chamar a atenção e nada do que eu fizesse - além de ignorar os pedidos de xixis da Alice - melhorava a situação.
Nesse meio tempo ainda, o dentinho dele ficou mole e já estavam nascendo os dentes definitivos (outro momento importante ). Esses dentinhos de leite custaram a sair. Nós puxamos, balançamos e puxamos de novo. Eu estava quase amarrando um barbante e prendendo na maçaneta da porta. Até chegar o dia de ir ao dentista - que só consegui marcar depois de muito custo e duas semanas de espera - esses dentes ficaram lá. O tadinho abria a boca para rir e eu tinha a sensação de estar olhando para a boca de um tubarão.
Foi então que tudo aconteceu.
Chegamos na dentista. Coloquei a Lilica sentada em um banquinho e Pedrão deitado na cadeira tortura de dentista. Eu fiquei entre os dois para socorrer o que precisasse primeiro. Não teve jeito e para tirar o dente precisou passar pomadinha anestésica, e mesmo assim ele estava sentindo dor.
A dentista puxava um pouco e ele levantava o bumbum da cadeira. No terceiro puxão ele resmungou, e acabou chamando a atenção da Alice. Ela não teve dúvidas. Se levantou - ignorando os meus protestos e ameaças - foi até o irmão, pegou a mãozinha dele e falou: Tá doendo, Tato?, com carinha de amiga, Não dói, Tato.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade - só dava para olhar mesmo, pois Pedrão estava com a boca aberta - e cada vez que ele gemia, ela dava um milhão de beijinhos em sua mão.
Não demorou para a dentista conseguir tirar os dentinhos e os dois sorrirem aliviados. Pedrão sem a boca de tubarão e a Lilica com sensação de dever cumprido. E eu e a dentista ficamos durante todo o tempo em nosso momento OWNNN!!, claro.
Depois disso, colocamos os dentinhos para a Fada do Dente, e até o ciúmes do Pedrão melhorou. Agora eu tenho um filho banguelinha e uma menina mocinha.
O que posso dizer a não ser: ownnnnn?!
Até mais.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Mães brasileiras.
BY BIA.
Outro dia
eu estava lendo uma conceituada revista feminina, quando encontrei
uma reportagem sobre mães francesas. Nele havia uma explicação
para todos os meus problemas maternais.
O
texto dizia, em resumo, o seguinte: que o filho da mãe francesa,
fazia parte do seu projeto de vida, enquanto que o filho da mãe
brasileira é o seu projeto de vida. Portanto, enquanto o filho das mães francesas comem adequadamente na mesa, utilizando os talheres
adequados e comendo vegetais em grandes proporções, o filho da mãe
brasileira corre pelo restaurante, recusando qualquer tipo de comida
saudável. Tudo isso porque a mãe brasileira, abre mão de sua vida
para priorizar a criança, enquanto as francesas não deixam de fazer
nada por causa dos pequenos e com isso eles aprendem que devem
obediência aos adultos.
Finalmente
eu encontrara onde estava a “pedra do meu caminho!”. Eu havia
transformado meu filho, no meu projeto de vida. Agora eu iria agir
diferente e logo me tornaria uma exímia “mãe francesa” e por
conseqüência, teria um “filho francês”.
Como
a vida não é nada previsível... Na mesma semana o meu pequeno
ficou doente. Foi um corre, corre: desmarcar manicure, esquecer o
livro que estava lendo, transferir evento com as amigas( café das
mamys). Corre para um médico, corre para outro, corre para o pronto
socorro, briga com enfermeira que quer dar duas vezes o mesmo
medicamento para o filho (
a mãe descobre a falha, não deixa seu pequeno tomar, a enfermeira,
confere, a mãe estava certa). Aponta o dedo para o médico que não
quer fazer um exame mais sofisticado para diagnosticar melhor seu
pequeno. Foi-se embora a “mãe francesa” com toda a sua etiqueta;
nem a mãe brasileira se encontra mais dentro de mim, surge, aflora a
mãe “primata” que defende a sua prole, luta pela sobrevivência
do seu clã. Com “unhas e dentes”, socorre o pequeno ser com
todas as suas forças. Noites sem dormir, casa para limpar, louça
pra lavar, “larga-se” tudo e volta-se ao projeto mais importante
que se tem na minha vida: o filho. Tudo se transfere para amanhã,
mas o “filho” é o hoje, é o “instante presente”.
Quando
o pequeno melhora, volto a lembrar da “mãe francesa”, me lembro
também de alguns estudiosos franceses que estiveram no Brasil, na
época colonial, pintando e retratando a realidade brasileira. Sempre
havia me perguntado porque vieram de tão longe para nosso país.
Acho que agora sei.... eram filhos de mães francesas que vieram
atrás de mães brasileiras, que são muito mais calientes, eram
filhos carentes de “colo” e “amor”, afinal, se atualmente as
mães francesas são assim.... Imaginem ha quinhentos anos atrás
como eram...muito mais “frias” e “distantes”...
Sabemos
que eles vão crescer... Sabemos que eles não serão para sempre
nosso projeto de vida...Mas se eles estiverem bem e felizes... isso,
de alguma forma, já preenche a nossa alma de mãe. Mesmo que
estivermos lá... correndo, atrás do pequeno, com uma folha de
alface nas mãos...E o pequeno, é claro, sem a mínima etiqueta
francesa, embaixo da mesa, brincando de esconde-esconde.
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