_Nossa, aquela criança é mimadinha, não é? - uma fulana comenta com sua amiga.
_Ah, é sim - diz a amiga da fulana em tom de fofoca. - Também, né, é filho único.
Quem nunca ouviu, disse ou presenciou alguém fazendo esse tipo de comentário, que jogue a primeira chupeta.
Todo mundo sabe que filhos únicos são mimados, não é mesmo? ERRADO.
Claro que é apenas a minha opinião, mas ando observando essas crianças ditas mimadas e na maioria das vezes, elas não são filhas únicas.
Há uns dias atrás, em uma tarde de domingo ensolarado, resolvemos levar as crianças ao Parque da Cidade. Sabíamos que seria uma péssima ideia antes mesmo de ter a ideia em si. Mas não havia mais nada para se fazer e meus filhos estavam irritados de tanto ficar em casa.
O lugar estava abarrotado de crianças. Não tinha lugar nem para se sentar e brincar na areia. Foi então que chegou uma galerinha de crianças. Todas bem arrumadinhas, com aqueles sapatinhos cheio de frufus e as mães impecáveis. Uma das famílias, tinham três filhos. Um mais insuportável que o outro. Tentaram pegar uma pá de areia da Alice - justo da Alice - e ela, claro, não deixou. Pensem em uma criança se jogando no chão, se debatendo tanto que achei que ele estava tendo um tipo de ataque epilético, ou sei la. A Alice até foi lá e emprestou sua pazinha, impressionada com toda aquela cena.
E isso foi só o começo.
Conversando com as mães pimponas dessas crianças, descobri que TODAS elas tinham irmãos. E a maioria delas ficava longe dos filhos durante a semana, e queriam aproveitar todos os segundos junto com eles no fim de semana.
Agora vamos pensar o seguinte. Um casal resolve ter filho. Ficam tentando durante alguns meses - alguns até anos - e quando conseguem, a alegria é tão grande que parece não caber dentro deles. Nasce aquela criaturinha abençoada, que nos dá amor, atenção e nos enche de uma luz que nada no mundo substitui. Será que existe uma mãe que é capaz de não mimar seu filho?
Não estou defendendo isso. Não gosto de crianças mimadas também. Mas é tão difícil educar, que tem dias que eu tenho vontade de jogar tudo para o alto e só curtir meus pequenos. Sem restrições, sem broncas, sem chamadas de atenção. Fazer tudo o que eles querem e pronto.
Mas não posso.
Só acho que, de certa forma, é muita hipocrisia dizer que nós não mimamos nossos filhos. A gente faz de tudo para vê-los felizes. Por mais que a gente dê limites, e ensine que nem tudo na vida vem fácil, a gente também procura igual loucas um passeio legal no fim de semana para eles. Enche a casa de amiguinhos só para que eles tenham um dia diferente perto de quem eles gostam. Compra McDonald's duas vezes na semana para premiá-los por alguma atitude legal que tiveram.
O que quero dizer é que, eu acho, que antes de falarmos que uma criança é mimada, temos que saber qual sua realidade de verdade. Todo mundo já teve seu dia de mãe bobona, e nossos filhos também já tiveram - ou vão ter - o seu dia de criança mimada chata.
O importante é ensinarmos valores. Nada de rótulos. Nada de não ter limites. As crianças de hoje em dia, precisam saber que a união da família é importante, e não o dinheiro que a família ganha. Que os pais são pessoas honestas, justas e respeitam o próximo.
Eu acredito que se ensinarmos uma parte disso, qualquer crise de manha ou choro fora de hora, será completamente perdoável.
Até mais.
sábado, 29 de setembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Só para desestressar.
Tive dias tão estressantes, mas tão estressantes, que quase perdi minha própria identidade. Passar nervoso quando se tem dois filhos mega carentes, não é para qualquer uma.
Por isso, quando uma amiga que há muito eu não via, me convidou para tomar um café na sua casa, eu não pensei duas vezes - geralmente não consigo pensar muito quando o assunto é café.
O encontro tinha tudo para ser ótimo. Três amigas, que se conheceram por meio da profissão, trabalharam praticamente juntas - dividindo escritório, clientes e problemas - se afastaram por ocorrências da vida, e resolvem se reencontrar. Agora, todas com filhos, estabilizadas profissionalmente ou apenas mães - como eu.
Achei que ia ser ótimo. Mas na verdade, foi muito mais que isso. Rimos, fofocamos, relembramos e nos matamos de rir novamente.
Mas é claro que, eu e minha filhota, não podíamos passar tão despercebidas assim. Nada é tranquilo o suficiente quando se trata de Bruna e suas crias.
Chegamos na casa da minha amiga foférrima Letícia, e a Lilica já ficou encantada com tudo. Tinha simplesmente uma sala inteira só de brinquedos de menina. Ela nunca tinha visto tanto brinquedo cor de rosa em um mesmo ambiente. Não preciso nem dizer o quanto ela gritou, pulou e se empolgou.
Enquanto ela estava desbravando o ambiente, eu estava tentando dar umas mordidas no Matheus, filhinho de três meses da minha amiga. Ele estava simpático - no colo da mãe -, me olhando daquele jeito especulador que toda criança tem. E eu estava adorando.
Foi então que começou.
Eu tive a brilhante ideia de pegá-lo no colo - ele parecia tão familiarizado comigo. Acabei com a paz do recinto. Matheus chorou tanto, mas tanto, que posso apostar que nem quando nasceu ele chorou daquele jeito. Na fracassada tentativa de fazer com que ele parasse, a mãe saiu em busca de sua chupeta. Eu balançava o menino, ele chorava, a mãe procurava a chupeta, ele chorava, ninguém achava a chupeta e ele continuava chorando. Passei o bebê para mãe bem a tempo de escutar a minha filha chorando. Corri para ver o que estava acontecendo e ela simplesmente estava nadando em uma pequena poça de xixi.
Fechem os olhos e imaginem a cena: casa chique, cheirosa, bebê chorando aos berros e uma menininha abaladíssima porque fez um monte de xixi no piso de madeira da tia.
Legal, né?
Ainda bem que era a fofa da Letícia. Troquei a Lilica, secamos o chão, e então achamos a chupeta - que estava no bolso da mãe. Sem comentários.
Depois de passada a vergonha, curtimos um café delicioso recheado de fofocas e coisas legais. Ufa!
Nada como limpar xixi de nossos filhos na casa dos outros. Só assim para desestressar mesmo.
Até mais.
Por isso, quando uma amiga que há muito eu não via, me convidou para tomar um café na sua casa, eu não pensei duas vezes - geralmente não consigo pensar muito quando o assunto é café.
O encontro tinha tudo para ser ótimo. Três amigas, que se conheceram por meio da profissão, trabalharam praticamente juntas - dividindo escritório, clientes e problemas - se afastaram por ocorrências da vida, e resolvem se reencontrar. Agora, todas com filhos, estabilizadas profissionalmente ou apenas mães - como eu.
Achei que ia ser ótimo. Mas na verdade, foi muito mais que isso. Rimos, fofocamos, relembramos e nos matamos de rir novamente.
Mas é claro que, eu e minha filhota, não podíamos passar tão despercebidas assim. Nada é tranquilo o suficiente quando se trata de Bruna e suas crias.
Chegamos na casa da minha amiga foférrima Letícia, e a Lilica já ficou encantada com tudo. Tinha simplesmente uma sala inteira só de brinquedos de menina. Ela nunca tinha visto tanto brinquedo cor de rosa em um mesmo ambiente. Não preciso nem dizer o quanto ela gritou, pulou e se empolgou.
Enquanto ela estava desbravando o ambiente, eu estava tentando dar umas mordidas no Matheus, filhinho de três meses da minha amiga. Ele estava simpático - no colo da mãe -, me olhando daquele jeito especulador que toda criança tem. E eu estava adorando.
Foi então que começou.
Eu tive a brilhante ideia de pegá-lo no colo - ele parecia tão familiarizado comigo. Acabei com a paz do recinto. Matheus chorou tanto, mas tanto, que posso apostar que nem quando nasceu ele chorou daquele jeito. Na fracassada tentativa de fazer com que ele parasse, a mãe saiu em busca de sua chupeta. Eu balançava o menino, ele chorava, a mãe procurava a chupeta, ele chorava, ninguém achava a chupeta e ele continuava chorando. Passei o bebê para mãe bem a tempo de escutar a minha filha chorando. Corri para ver o que estava acontecendo e ela simplesmente estava nadando em uma pequena poça de xixi.
Fechem os olhos e imaginem a cena: casa chique, cheirosa, bebê chorando aos berros e uma menininha abaladíssima porque fez um monte de xixi no piso de madeira da tia.
Legal, né?
Ainda bem que era a fofa da Letícia. Troquei a Lilica, secamos o chão, e então achamos a chupeta - que estava no bolso da mãe. Sem comentários.
Depois de passada a vergonha, curtimos um café delicioso recheado de fofocas e coisas legais. Ufa!
Nada como limpar xixi de nossos filhos na casa dos outros. Só assim para desestressar mesmo.
Até mais.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ownnnn!!!!
Faz tanto tempo que não escrevo no blog, que um único post seria insuficiente para contar tudo o que aconteceu durante esses dias. Muitas dúvidas, aflições, estresse, alegrias e superações. Resumindo: nada além do normal.
Mas com toda certeza, o acontecimento mais importante - e que rendeu muitos outros acontecimentos também - foi a Lilica não usar mais fraldas.
Eu já havia tentado três vezes e fui blaster infeliz. Achei até que havia criado um trauma nela, pois cada vez que ela chegava perto do vaso sanitário ela olhava para mim e dizia: Não!
Só que, já fazia algum tempo, o momento da troca das fraldas estava demasiadamente estressante. Era uma guerra. Quer dizer, se tornou uma guerra pois acabaram todas as psicologias existentes para aquele momento. Não existia historinha, bonequinho, caretinha ou musiquinha que fizesse com que ela se distraísse e deixasse trocá-la. Foi então que eu dei um basta. Se for para passar nervoso, que seja tirando a fralda.
Então veio a surpresa. Ela relutou no primeiro dia. Mas do segundo dia em diante ela já sabia a hora de pedir e corria para o banheiro fazer xixi. Legal, né?!
Então, só que no meio disso tudo tem Pedrão. O filho mais velho super carente. Não preciso nem dizer que depois de váárias semanas nos altos de comportamento dele, voltamos aos baixos em questão de um dia. Ele fazia de tudo para chamar a atenção e nada do que eu fizesse - além de ignorar os pedidos de xixis da Alice - melhorava a situação.
Nesse meio tempo ainda, o dentinho dele ficou mole e já estavam nascendo os dentes definitivos (outro momento importante ). Esses dentinhos de leite custaram a sair. Nós puxamos, balançamos e puxamos de novo. Eu estava quase amarrando um barbante e prendendo na maçaneta da porta. Até chegar o dia de ir ao dentista - que só consegui marcar depois de muito custo e duas semanas de espera - esses dentes ficaram lá. O tadinho abria a boca para rir e eu tinha a sensação de estar olhando para a boca de um tubarão.
Foi então que tudo aconteceu.
Chegamos na dentista. Coloquei a Lilica sentada em um banquinho e Pedrão deitado na cadeira tortura de dentista. Eu fiquei entre os dois para socorrer o que precisasse primeiro. Não teve jeito e para tirar o dente precisou passar pomadinha anestésica, e mesmo assim ele estava sentindo dor.
A dentista puxava um pouco e ele levantava o bumbum da cadeira. No terceiro puxão ele resmungou, e acabou chamando a atenção da Alice. Ela não teve dúvidas. Se levantou - ignorando os meus protestos e ameaças - foi até o irmão, pegou a mãozinha dele e falou: Tá doendo, Tato?, com carinha de amiga, Não dói, Tato.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade - só dava para olhar mesmo, pois Pedrão estava com a boca aberta - e cada vez que ele gemia, ela dava um milhão de beijinhos em sua mão.
Não demorou para a dentista conseguir tirar os dentinhos e os dois sorrirem aliviados. Pedrão sem a boca de tubarão e a Lilica com sensação de dever cumprido. E eu e a dentista ficamos durante todo o tempo em nosso momento OWNNN!!, claro.
Depois disso, colocamos os dentinhos para a Fada do Dente, e até o ciúmes do Pedrão melhorou. Agora eu tenho um filho banguelinha e uma menina mocinha.
O que posso dizer a não ser: ownnnnn?!
Até mais.
Então, só que no meio disso tudo tem Pedrão. O filho mais velho super carente. Não preciso nem dizer que depois de váárias semanas nos altos de comportamento dele, voltamos aos baixos em questão de um dia. Ele fazia de tudo para chamar a atenção e nada do que eu fizesse - além de ignorar os pedidos de xixis da Alice - melhorava a situação.
Nesse meio tempo ainda, o dentinho dele ficou mole e já estavam nascendo os dentes definitivos (outro momento importante ). Esses dentinhos de leite custaram a sair. Nós puxamos, balançamos e puxamos de novo. Eu estava quase amarrando um barbante e prendendo na maçaneta da porta. Até chegar o dia de ir ao dentista - que só consegui marcar depois de muito custo e duas semanas de espera - esses dentes ficaram lá. O tadinho abria a boca para rir e eu tinha a sensação de estar olhando para a boca de um tubarão.
Foi então que tudo aconteceu.
Chegamos na dentista. Coloquei a Lilica sentada em um banquinho e Pedrão deitado na cadeira tortura de dentista. Eu fiquei entre os dois para socorrer o que precisasse primeiro. Não teve jeito e para tirar o dente precisou passar pomadinha anestésica, e mesmo assim ele estava sentindo dor.
A dentista puxava um pouco e ele levantava o bumbum da cadeira. No terceiro puxão ele resmungou, e acabou chamando a atenção da Alice. Ela não teve dúvidas. Se levantou - ignorando os meus protestos e ameaças - foi até o irmão, pegou a mãozinha dele e falou: Tá doendo, Tato?, com carinha de amiga, Não dói, Tato.
Eles trocaram um olhar de cumplicidade - só dava para olhar mesmo, pois Pedrão estava com a boca aberta - e cada vez que ele gemia, ela dava um milhão de beijinhos em sua mão.
Não demorou para a dentista conseguir tirar os dentinhos e os dois sorrirem aliviados. Pedrão sem a boca de tubarão e a Lilica com sensação de dever cumprido. E eu e a dentista ficamos durante todo o tempo em nosso momento OWNNN!!, claro.
Depois disso, colocamos os dentinhos para a Fada do Dente, e até o ciúmes do Pedrão melhorou. Agora eu tenho um filho banguelinha e uma menina mocinha.
O que posso dizer a não ser: ownnnnn?!
Até mais.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Mães brasileiras.
BY BIA.
Outro dia
eu estava lendo uma conceituada revista feminina, quando encontrei
uma reportagem sobre mães francesas. Nele havia uma explicação
para todos os meus problemas maternais.
O
texto dizia, em resumo, o seguinte: que o filho da mãe francesa,
fazia parte do seu projeto de vida, enquanto que o filho da mãe
brasileira é o seu projeto de vida. Portanto, enquanto o filho das mães francesas comem adequadamente na mesa, utilizando os talheres
adequados e comendo vegetais em grandes proporções, o filho da mãe
brasileira corre pelo restaurante, recusando qualquer tipo de comida
saudável. Tudo isso porque a mãe brasileira, abre mão de sua vida
para priorizar a criança, enquanto as francesas não deixam de fazer
nada por causa dos pequenos e com isso eles aprendem que devem
obediência aos adultos.
Finalmente
eu encontrara onde estava a “pedra do meu caminho!”. Eu havia
transformado meu filho, no meu projeto de vida. Agora eu iria agir
diferente e logo me tornaria uma exímia “mãe francesa” e por
conseqüência, teria um “filho francês”.
Como
a vida não é nada previsível... Na mesma semana o meu pequeno
ficou doente. Foi um corre, corre: desmarcar manicure, esquecer o
livro que estava lendo, transferir evento com as amigas( café das
mamys). Corre para um médico, corre para outro, corre para o pronto
socorro, briga com enfermeira que quer dar duas vezes o mesmo
medicamento para o filho (
a mãe descobre a falha, não deixa seu pequeno tomar, a enfermeira,
confere, a mãe estava certa). Aponta o dedo para o médico que não
quer fazer um exame mais sofisticado para diagnosticar melhor seu
pequeno. Foi-se embora a “mãe francesa” com toda a sua etiqueta;
nem a mãe brasileira se encontra mais dentro de mim, surge, aflora a
mãe “primata” que defende a sua prole, luta pela sobrevivência
do seu clã. Com “unhas e dentes”, socorre o pequeno ser com
todas as suas forças. Noites sem dormir, casa para limpar, louça
pra lavar, “larga-se” tudo e volta-se ao projeto mais importante
que se tem na minha vida: o filho. Tudo se transfere para amanhã,
mas o “filho” é o hoje, é o “instante presente”.
Quando
o pequeno melhora, volto a lembrar da “mãe francesa”, me lembro
também de alguns estudiosos franceses que estiveram no Brasil, na
época colonial, pintando e retratando a realidade brasileira. Sempre
havia me perguntado porque vieram de tão longe para nosso país.
Acho que agora sei.... eram filhos de mães francesas que vieram
atrás de mães brasileiras, que são muito mais calientes, eram
filhos carentes de “colo” e “amor”, afinal, se atualmente as
mães francesas são assim.... Imaginem ha quinhentos anos atrás
como eram...muito mais “frias” e “distantes”...
Sabemos
que eles vão crescer... Sabemos que eles não serão para sempre
nosso projeto de vida...Mas se eles estiverem bem e felizes... isso,
de alguma forma, já preenche a nossa alma de mãe. Mesmo que
estivermos lá... correndo, atrás do pequeno, com uma folha de
alface nas mãos...E o pequeno, é claro, sem a mínima etiqueta
francesa, embaixo da mesa, brincando de esconde-esconde.
sábado, 1 de setembro de 2012
10 MANEIRAS FÁCEIS PARA SE CRIAR UM DELINQUENTE.
Achei isso muito interessante....
1 - Comece na infância a dar a seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja.
2 - Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isto o fará considerar-se interessante.
3 - Nunca lhe dê orientação religiosa ou moral. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e "decida por si mesmo".
4 - Apanhe tudo o que ele deixar jogado pela casa: livros, roupas, sapatos, etc. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade pelos seus atos.
5 - Discuta com frequência na presença dele. Assim, não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6 - Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades por qual você passou?
7 - Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar, pode acarretar frustrações prejudiciais.
8 - Tome o partido dele contra vizinhos, professores, policiais. Afinal, todos tem má vontade para com seu filho.
9 - Quando ele se meter em alguma encrenca séria, de esta desculpa: "nunca consegui dominá-lo".
10 - Agindo assim, prepare-se para uma vida de desgosto. Será o seu merecido destino.
Autor desconhecido e inteligente.
1 - Comece na infância a dar a seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja.
2 - Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isto o fará considerar-se interessante.
3 - Nunca lhe dê orientação religiosa ou moral. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e "decida por si mesmo".
4 - Apanhe tudo o que ele deixar jogado pela casa: livros, roupas, sapatos, etc. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade pelos seus atos.
5 - Discuta com frequência na presença dele. Assim, não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6 - Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades por qual você passou?
7 - Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar, pode acarretar frustrações prejudiciais.
8 - Tome o partido dele contra vizinhos, professores, policiais. Afinal, todos tem má vontade para com seu filho.
9 - Quando ele se meter em alguma encrenca séria, de esta desculpa: "nunca consegui dominá-lo".
10 - Agindo assim, prepare-se para uma vida de desgosto. Será o seu merecido destino.
Autor desconhecido e inteligente.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Você tem medo de que????
Do que você tem medo?
Essa pergunta foi lançada para as mamys, por email e por acaso, depois da Tia Fá - mais conhecida como mãe do Samuca - confessar alguns medos que ela tem. Ela fez um desabafo que rendeu um milhão de emails em resposta, com mais um monte de desabafos também. Até que uma das mamys - que eu já nem lembro qual - comentou que nossos medos não podem ser transferidos para nossos filhos.
Pensando um pouco melhor nisso, percebi que a maioria de nossos medos foram passados pelas nossas mães, ou seja, iremos passar os nossos para nossos filhos.
Um exemplo meu: eu morria de medo de escuro. Pavor mesmo. Sempre dormi no quarto com minha mãe, e a gente sempre deixava uma luz acesa - ou de um abajur ou de outro cômodo perto. Só para vocês terem ideia do tamanho desse meu medo, uma vez a energia parou no meio da madrugada, eu estava dormindo, claro, mas meu subconsciente - acho que foi ele - me avisou e na mesma hora eu acordei suando sem conseguir enxergar um palmo à minha frente.
Então, eu casei. E meu marido não consegue dormir com nenhuma luz por perto. Nem aquelas luzes pequenas de televisão, que ficam o tempo todo acesas. Pensei: e agora?
Na primeira noite, fiquei dez minutos acordada agarrado no pescoço dele. Na segunda, nem lembrei que estava no escuro. Hoje em dia, me irrita saber que tem luz acesa em algum lugar perto de mim durante a noite. Enquanto minha mãe, até hoje, não gosta de dormir sem uma luz acesa.
Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Minha mãe nunca chegou para mim e disse: Escuro é ruim e eu tenho medo. Até hoje ela diz que não tem medo, apenas não gosta.
Pegaram a essência da coisa?
É simples. Medo é medo. Não se controla, não se engana e não se esconde. A gente sente, e mesmo que não verbalize, mostramos que estamos sentindo. E nossos filhos o captam melhor do que qualquer outra pessoa. Por mais que a gente não queira, eles percebem nossa insegurança e acabam ficando inseguros também, e isso, mais tarde, vira medo.
Depois desses emails, comecei a reparar e lembrar como eu lido com meus medos perto das crianças. Eu nunca tentei enganá-los. Juro mesmo. Uma vez, estávamos no Hopi Hari e Pedrão queria ir na roda gigante. Eu ando em qualquer brinquedo, MENOS na roda gigante. Tenho pavor daquilo. Então eu disse para ele, que eu tinha muito medo, mas se ele queria tanto ir eu o acompanharia. Eu fui, quase tive um AVC de tanto medo, e ele ficou o tempo todo segurando minha mão e me dando força. Fomos três vezes - mãe é mãe. No fim ele me disse: Parabéns, mamãe, conseguiu enfrentar seu medo. Fofo, eu sei, mas me deu até tique nervoso depois disso.
A única conclusão a que cheguei, foi que todas temos medo de alguma coisa. E isso é bom. Nos mantém prudente e cuidadosas, desde que seja na medida correta - nada que seja em exagero faz bem. Mas o que eu acho que devemos passar para nossos filhos - já que o medo é inevitável -, é que não devemos ter vergonha de sentirmos medo. Temos que falar sobre ele, e quem sabe até tentar enfrentá-lo, mas nunca, jamais menosprezá-lo. Isso irá mostrar para nossos pequenos que estamos sendo sinceras com eles e, acima de tudo, que iremos respeitar quando eles sentirem a mesma coisa.
Com medo ou sem, o importante é a relação de confiança que iremos criar com eles e que irá ficar cada vez mais forte. E isso, na minha opinião, ajuda a qualquer um enfrentar o medo e a insegurança que for.
Acho que é isso.
Até mais.
Essa pergunta foi lançada para as mamys, por email e por acaso, depois da Tia Fá - mais conhecida como mãe do Samuca - confessar alguns medos que ela tem. Ela fez um desabafo que rendeu um milhão de emails em resposta, com mais um monte de desabafos também. Até que uma das mamys - que eu já nem lembro qual - comentou que nossos medos não podem ser transferidos para nossos filhos.
Pensando um pouco melhor nisso, percebi que a maioria de nossos medos foram passados pelas nossas mães, ou seja, iremos passar os nossos para nossos filhos.
Um exemplo meu: eu morria de medo de escuro. Pavor mesmo. Sempre dormi no quarto com minha mãe, e a gente sempre deixava uma luz acesa - ou de um abajur ou de outro cômodo perto. Só para vocês terem ideia do tamanho desse meu medo, uma vez a energia parou no meio da madrugada, eu estava dormindo, claro, mas meu subconsciente - acho que foi ele - me avisou e na mesma hora eu acordei suando sem conseguir enxergar um palmo à minha frente.
Então, eu casei. E meu marido não consegue dormir com nenhuma luz por perto. Nem aquelas luzes pequenas de televisão, que ficam o tempo todo acesas. Pensei: e agora?
Na primeira noite, fiquei dez minutos acordada agarrado no pescoço dele. Na segunda, nem lembrei que estava no escuro. Hoje em dia, me irrita saber que tem luz acesa em algum lugar perto de mim durante a noite. Enquanto minha mãe, até hoje, não gosta de dormir sem uma luz acesa.
Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Minha mãe nunca chegou para mim e disse: Escuro é ruim e eu tenho medo. Até hoje ela diz que não tem medo, apenas não gosta.
Pegaram a essência da coisa?
É simples. Medo é medo. Não se controla, não se engana e não se esconde. A gente sente, e mesmo que não verbalize, mostramos que estamos sentindo. E nossos filhos o captam melhor do que qualquer outra pessoa. Por mais que a gente não queira, eles percebem nossa insegurança e acabam ficando inseguros também, e isso, mais tarde, vira medo.
Depois desses emails, comecei a reparar e lembrar como eu lido com meus medos perto das crianças. Eu nunca tentei enganá-los. Juro mesmo. Uma vez, estávamos no Hopi Hari e Pedrão queria ir na roda gigante. Eu ando em qualquer brinquedo, MENOS na roda gigante. Tenho pavor daquilo. Então eu disse para ele, que eu tinha muito medo, mas se ele queria tanto ir eu o acompanharia. Eu fui, quase tive um AVC de tanto medo, e ele ficou o tempo todo segurando minha mão e me dando força. Fomos três vezes - mãe é mãe. No fim ele me disse: Parabéns, mamãe, conseguiu enfrentar seu medo. Fofo, eu sei, mas me deu até tique nervoso depois disso.
A única conclusão a que cheguei, foi que todas temos medo de alguma coisa. E isso é bom. Nos mantém prudente e cuidadosas, desde que seja na medida correta - nada que seja em exagero faz bem. Mas o que eu acho que devemos passar para nossos filhos - já que o medo é inevitável -, é que não devemos ter vergonha de sentirmos medo. Temos que falar sobre ele, e quem sabe até tentar enfrentá-lo, mas nunca, jamais menosprezá-lo. Isso irá mostrar para nossos pequenos que estamos sendo sinceras com eles e, acima de tudo, que iremos respeitar quando eles sentirem a mesma coisa.
Com medo ou sem, o importante é a relação de confiança que iremos criar com eles e que irá ficar cada vez mais forte. E isso, na minha opinião, ajuda a qualquer um enfrentar o medo e a insegurança que for.
Acho que é isso.
Até mais.
domingo, 19 de agosto de 2012
Atividades extra estressantes.
Uma das coisas mais difíceis em ter dois filhos - pelo menos para mim, claro - é conciliar tudo o que você quer fazer com o filho mais velho, tipo esportes, brincadeiras e aulas extras, com a boa vontade do filho menor. Bom, semana passada eu tive meu pequeno teste para saber se devo ou não continuar arrumando coisas para Pedrão fazer.
É assim: terça de manhã, Pedrão tem meia hora de fono; sexta de manhã, uma hora de Radkids - esporte. Pouco não é? Não para quem tem que ficar na espera com uma pequenina de dois anos chamada Alice.
Vamos começar pela terça-feira. Levantamos, nos alimentamos, arrumamos tudo e deixei que a Lilica escolhesse seu objeto de distração - vulgo, brinquedo - para ficar na sala de espera enquanto Pedrão está lá treinando seus Rs.
A sala de espera da clínica não é nada atrativa para crianças. Aliás, para qualquer mãe um pouco mais zelos, aquilo parece uma bomba atômica prestes a explodir. Escadas sem proteção, e um sofá bem em baixo do parapeito da mesma. Eu sempre me sento ali, para impedir que Alice tente "ver" quem está subindo. Mas nessa terça, tive que levantar para assinar uns papéis. Nem cheguei na mesa da recepcionista. Foi só me levantar, para a Alice dar um moshe no sofá e se deitar no parapeito como se estivesse presa a um paraquedas. A sala inteira pulou na direção dela. Uma das mulheres até me atropelou na tentativa de chegar antes. Não aconteceu nada com ela, claro, mas com meu coração...bom, esse envelheceu uns trinta anos só nesse dia.
E depois de dois dias de intensos momentos caseiros, chega a tão clamada sexta-feira. E vamos nós para o Radkids do Pedrão. Ele adora. Encontra José Henrique - seu amigão -, e faz todas os esportes de uma vez.
Enquanto ele está lá, pulando, se exercitando e se divertindo, estou eu, Juli - mãe do José Henriquei - e Lilica esperando os pimpões. Depois de quinze minutos, o pequeno espaço de espera é tedioso demais para ela. Ficamos em um sobe e desce sem fim em uma escada - acho que ela tem um quê com escadas - até ela achar a porta da rua e resolver que ficar parada no meio - literalmente - da rua é bem mais divertido que ficar na salinha chata de espera. Claro que ela nem chegou a tentar essa possibilidade, eu a tirei de lá sob protestos árduos: choros altos, bateção de pé e gritaria. Juli essas horas era somente mais uma lendo revistas tranquilamente na sala que um dia foi silenciosa.
Depois de alguns minutos - que pareceram horas para mim -, Alice para na portinha da sala do Radkids e fica lá, calma e serena, olhando o irmão e o amigo treinarem, tagarelando palavras consigo mesma. Me sentei para respirar um pouco. E quando olhei para Juli e pensei em trocar meia dúzia de palavras com a minha amiga, escutamos um barulhinho de água. Bom, é uma academia de natação, pensei comigo, deve ser água da piscina. Mas o raciocínio de mãe foi um pouco mais rápido. Percebi que só tinha o barulhinho de água. Mais nada. Sem voz da Alice de fundo. Quando pensei em olhar com mais atenção de onde vinha a água, Juli vira para mim e diz:
_Brunaa...a Alice ta apertando o botão da água!
Dei um pulo de quinze metros da cadeira e saltei em direção ao bebedouro - chiquééééérrimo - que tem ali, onde a santinha estava apertando o botão de sair água sem copo em baixo.
....
Sim, minha gente. Tudo isso é pouco para mim. Fui eu - somente eu - que quis que Pedrão fizesse atividades extras na parte da manhã. Agora eu tenho que aguentar.
Por isso, mães de mais de um filho, pensem bem - na verdade muuuuito - quando quiserem fazer coisinhas com seus filhotes mais velhos. A não ser que o lugar onde ele vá tenha brinquedoteca com monitor. Aí sim vai funcionar.
Até mais.
É assim: terça de manhã, Pedrão tem meia hora de fono; sexta de manhã, uma hora de Radkids - esporte. Pouco não é? Não para quem tem que ficar na espera com uma pequenina de dois anos chamada Alice.
Vamos começar pela terça-feira. Levantamos, nos alimentamos, arrumamos tudo e deixei que a Lilica escolhesse seu objeto de distração - vulgo, brinquedo - para ficar na sala de espera enquanto Pedrão está lá treinando seus Rs.
A sala de espera da clínica não é nada atrativa para crianças. Aliás, para qualquer mãe um pouco mais zelos, aquilo parece uma bomba atômica prestes a explodir. Escadas sem proteção, e um sofá bem em baixo do parapeito da mesma. Eu sempre me sento ali, para impedir que Alice tente "ver" quem está subindo. Mas nessa terça, tive que levantar para assinar uns papéis. Nem cheguei na mesa da recepcionista. Foi só me levantar, para a Alice dar um moshe no sofá e se deitar no parapeito como se estivesse presa a um paraquedas. A sala inteira pulou na direção dela. Uma das mulheres até me atropelou na tentativa de chegar antes. Não aconteceu nada com ela, claro, mas com meu coração...bom, esse envelheceu uns trinta anos só nesse dia.
E depois de dois dias de intensos momentos caseiros, chega a tão clamada sexta-feira. E vamos nós para o Radkids do Pedrão. Ele adora. Encontra José Henrique - seu amigão -, e faz todas os esportes de uma vez.
Enquanto ele está lá, pulando, se exercitando e se divertindo, estou eu, Juli - mãe do José Henriquei - e Lilica esperando os pimpões. Depois de quinze minutos, o pequeno espaço de espera é tedioso demais para ela. Ficamos em um sobe e desce sem fim em uma escada - acho que ela tem um quê com escadas - até ela achar a porta da rua e resolver que ficar parada no meio - literalmente - da rua é bem mais divertido que ficar na salinha chata de espera. Claro que ela nem chegou a tentar essa possibilidade, eu a tirei de lá sob protestos árduos: choros altos, bateção de pé e gritaria. Juli essas horas era somente mais uma lendo revistas tranquilamente na sala que um dia foi silenciosa.
Depois de alguns minutos - que pareceram horas para mim -, Alice para na portinha da sala do Radkids e fica lá, calma e serena, olhando o irmão e o amigo treinarem, tagarelando palavras consigo mesma. Me sentei para respirar um pouco. E quando olhei para Juli e pensei em trocar meia dúzia de palavras com a minha amiga, escutamos um barulhinho de água. Bom, é uma academia de natação, pensei comigo, deve ser água da piscina. Mas o raciocínio de mãe foi um pouco mais rápido. Percebi que só tinha o barulhinho de água. Mais nada. Sem voz da Alice de fundo. Quando pensei em olhar com mais atenção de onde vinha a água, Juli vira para mim e diz:
_Brunaa...a Alice ta apertando o botão da água!
Dei um pulo de quinze metros da cadeira e saltei em direção ao bebedouro - chiquééééérrimo - que tem ali, onde a santinha estava apertando o botão de sair água sem copo em baixo.
....
Sim, minha gente. Tudo isso é pouco para mim. Fui eu - somente eu - que quis que Pedrão fizesse atividades extras na parte da manhã. Agora eu tenho que aguentar.
Por isso, mães de mais de um filho, pensem bem - na verdade muuuuito - quando quiserem fazer coisinhas com seus filhotes mais velhos. A não ser que o lugar onde ele vá tenha brinquedoteca com monitor. Aí sim vai funcionar.
Até mais.
Assinar:
Postagens (Atom)