Obrigado, mãe.
Obrigado por aguentar minhas estripulias, minhas desobediências, minhas respostas mal educadas e minhas brincadeiras sem noção.
Obrigado por me acordar todo dia no horário certo, fazer comida nutritiva - mesmo que seja horrível -, me dar água para não desidratar e me fazer comer três porções de frutas todo dia.
Obrigado por me ajudar com os deveres de casa, sentando ao meu lado, me explicando com a maior paciência do mundo e ao invés de bater com o lápis na minha cabeça, apenas tamborilar com os dedos na mesa.
Obrigado por me ensinar brincadeiras super diferentes como pega-pega e mãe da rua, e por me dar aquele X-Box super legal com Kinect e três jogos lançamento.
Obrigado por não me beijar na frente da escola - porque é mico e ponto - e me dar dinheiro para comprar lanche da cantina.
Obrigado por cuidar de mim quando fico doente, me dar remédios - mesmo quando faço escândalos para tomar -, me levar ao médico e por ficar ao meu lado o tempo todo me dando carinho.
Obrigado por me ensinar a fazer xixi e cocô no banheiro, fazendo com que me livrasse daquele treco horrível que ficava o dia todo me incomodando. Obrigado por me perdoar por, nesse período, ter escapado xixi na sua cama, no sofá e naquele tapete novo e caro da sala.
Obrigado por dar aqueles beijinhos mágicos em meus machucados que os faz sarar em minutos, e por me consolar quando choro só porque estou com sono.
Obrigado por ter me amamentado com seu leitinho tão gostoso e que me deixou tão forte, fazendo que eu não só não sentisse fome, mas também me sentisse amado e protegido.
Obrigado por levantar todas as noites para me alimentar, trocar ou só para me cobrir, e nunca reclamar ou fazer cara feia.
Obrigado por deixar que eu ficasse dentro de sua barriga por quarenta semanas, fazendo você ficar gorda, andando esquisito e toda inchada, e mesmo assim te ver feliz.
Obrigado por escolher, entre tantas crianças que precisam de um anjo da guarda, ser o meu anjo particular, e fazer sua função com tanto amor, desempenho e dedicação.
Obrigado, simplesmente, por me deixar ser seu filho.
Mãe, te amo e sempre te amarei.
A maternidade nos completa, nos torna indivíduos melhores, mais carinhosos, e ainda por cima, completa a lacuna que temos em nossos corações. Só sabemos o que é amar plenamente quando nos tornamos mães.
Agora, de mãe para mãe, todas sabemos que tudo isso é a mais pura verdade, mas que atire a primeira pedra a mãe que, durante o primeiro mês de vida o pimpolho, não pensou assim: O que foi que eu arrumei para minha cabeça???
Quando estamos grávidas, todas que já passaram pelo perrengue do primeiro mês, vem com aquele papo todo de “melhor momento da vida”, “momento especial” e coisa e tal. Não estou desmerecendo isso, eu amo ser mãe e quem me conhece sabe disso. Mas ninguém me avisou que até tudo virar flores, eu teria que amamentar um pequeno cactus.
Por exemplo, ninguém me contou que entramos na maternidade para o grande momento do nascimento com uma barriga de nove meses (a grosso modo, claro…), mas saimos com uma barriga de oito meses. Eu havia colocado em minha mala, uma calça jeans que usava antes de ficar grávida para a saída da maternidade.
Até aquele pequeno serzinho chegar em nossas vidas, a gente se irritava quando não tínhamos nada para fazer. Nada de ficar sentada na frente da TV lagartixando, ou tirando uma soneca no meio de uma tarde do fim de semana. Ficamos procurando coisas para completar esses momentos de ócio desesperadamente.
Depois que aquele pacotinho com menos de 5kg chega, você reza, implora, se ajoelha e pede para todos os santos que já ouviu o nome , pelo menos 5 minutos de nada para fazer. Nunca valorizamos tanto praticar o nadismo como nos primeiros quinze dias de vida do pequerrucho.
E então tem as visitas. No começo não queremos ver ninguém que não seja o pediatra dizendo que você está indo bem, e que o pimpolho está melhor que o esperado. Depois de 20 dias, você descobre que todo mundo está te evitando com medo de “atrapalhar”. Genteee, amiga só atrapalha se vem em casa para comentar que seu cabelo está com raíz branca. Mãe também precisa de vida social. Alguém que venha mostrar que o mundo não se resume em dar o peito de 3 em 3 horas (ou no caso de mãe de gêmeas, de 2 em 2 horas.).
Mãe merece ter um pouco de lazer, momentos de descontração e principalmente, toda mãe deve saber que uma hora ou outra vai ficar de saco cheio de criança. Isso é natural e até saudável.
Mas todas nós sabemos que não trocamos essa vida por nada. Nos abdicamos de tudo: comprar futilidades, praticar nadismo, noites de sono (eu que o diga…) e muitas outras coisas só para ter o prazer de ver nossos fofuchos felizes.
Por isso, nunca se sintam mal por desejarem, às vezes, que as coisas fossem um pouco diferente. Mãe que é mãe entende que alguns dias (ou muitos dias) estamos cansadas e de saco cheio de ficar o dia todo trocando fraldas e alimentando a prole e mesmo assim, executando todas as tarefas com amor e carinho.
Viva a bipolaridade materna!!
Até mais.