Hoje foi dia de passeio da escola. Galerinha foi para São Paulo, assistir a um teatro do Cocoricó. Legal, né?
Bom, para mim, nem tanto. Todo passeio é a mesma coisa, fico durante dias pensando se devo mesmo mandar, fico insegura, morrendo de medo e já tenho saudades antes mesmo de ele ir.
Mas acabo mandando. Sabe como é, filho pede, mamãe cede.
Tive uma manhã intensa, um milhão de coisas para fazer e tudo com tempo curto, pois o horário de saída para o teatro era meio cedo. Pedrão fez tudo comigo, desde mercado até passeio em loja de brinquedo. Quis ficar grudada nele a manhã inteira.
Vez ou outra, me pegava falando para ele o quanto eu iria sentir saudades, que era para se cuidar e etc. Então, assim que percebia o que eu estava falando, eu mudava o discurso dizendo: mas é muito legal você ir sozinho a um passeio, olha como está grande.
Ele me olhava com uma carinha e acabava se distraindo.
Na hora de ir para a escola, no carro, eu não me aguentei. Falei que eu o amava, que não vivia sem ele, que queria que ele se cuidasse, perguntei se ele iria pensar em mim, até que consegui. Pedrão vira para mim, já na frente da escola, e diz:
_Mãe, acho que eu vou chorar.
Ai, minha nossa!!!!Olha o que fiz. Ele estava feliz, e eu o deixei inseguro. Fiquei igual louca acalmando, tranquilizando, mas tudo o que eu falava piorava a situação.
Mas foi só entrar na escola, o olhar cruzar com Samuca e Lelê, e pronto. Esqueceu que tem mãe.
O melhor foi que os três se encontraram, se abraçaram e sairam correndo. Literalmente. Correram para dentro da escola, gritando felizes, sem destino certo.
Todos ficaram olhando, pois a concentração dos alunos era ali no portão mesmo. Fiquei esperando. Até que escuto os gritinhos ficando mais alto de novo. E então eles aparecem, voltando. Correndo. Gritando.
Minha nossa, para que correr tanto e gritar tanto!!!
Assim que voltaram, chamei Pedrão, e voltei com minha ladainha. "Se cuida, eu te amo, pense em mim, vou sentir saudades."
A diferença é que nesse momento, ele mal me ouvia, ele quicava no chão, ansioso para que eu terminasse de falar logo para poder voltar para seus amigos.
O passeio foi ótimo. Pedrão amou. E a mamãe conseguiu sobreviver a mais um passeio escolar. Ufa!
Até mais.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Coisas de criança..
A Lelê - vulgo Leticia irmã da Luiza - veio me contar muito empolgada as atividades que eles fizeram na escola:
_Tia! Hoje foi muito legal, nós pintamos com tinha, sujamos o dedo e tudo isso foi ao AR NÍVEA!!!
Pelo menos eles ficaram ao ar livre E hidratados.
______________________________________________________________________________
O Samuca - nosso pequeno sábio - estava brincando com Pedrão. Eles atiravam, guerreavam e soltavam bombas:
_Corre, amigo! - Samuca alertou Pedrão - Eles estão jogando bombas TÔNICAS para todos os lados. NÓS VAMOS MORREEEEEER...
E quem tem dúvidas disso??
______________________________________________________________________________
Pedrão em seu maior momento Velha da Praça:
Mãe:_Pedro, coloca a camisa.
Pedro:_O que? Vai pra cozinha?
Mãe:_ Pedro, pára de bater!
Pedro:_ O que? Chama a Lele?
Putz...
_Tia! Hoje foi muito legal, nós pintamos com tinha, sujamos o dedo e tudo isso foi ao AR NÍVEA!!!
Pelo menos eles ficaram ao ar livre E hidratados.
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O Samuca - nosso pequeno sábio - estava brincando com Pedrão. Eles atiravam, guerreavam e soltavam bombas:
_Corre, amigo! - Samuca alertou Pedrão - Eles estão jogando bombas TÔNICAS para todos os lados. NÓS VAMOS MORREEEEEER...
E quem tem dúvidas disso??
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Pedrão em seu maior momento Velha da Praça:
Mãe:_Pedro, coloca a camisa.
Pedro:_O que? Vai pra cozinha?
Mãe:_ Pedro, pára de bater!
Pedro:_ O que? Chama a Lele?
Putz...
domingo, 22 de abril de 2012
Palmadas nunca mais.
Acabei de ver uma reportagem onde mostravam um vídeo de um pai batendo em sua filha de nove anos. Na verdade, ele praticamente espancava a menina com um chinelo.
Desde que Pedrão nasceu, não consigo assistir esse tipo de reportagem. Não consigo aturar nenhuma imagem de criança sendo maltratada, de forma alguma. E hoje foi a prova de que, mesmo mais de cinco anos depois, ainda não estou preparada para ver esse tipo de coisa. Chorei copiosamente.
Pedrão já apanhou. Sabe, aquelas famosas palmadas que educam. Para começo de conversa, com ele não funciona. É só dar a palmada para que, depois de cinco minutos, ele tente bater em mim, ou em outra pessoa.
Me convenci de que não é o melhor método para ele. Mas é difícil. Tem dias que a gente está mais nervosa, que a gente explode mais e se controla menos. Nesses dias me escaparam algumas palmadas novas.
Eu tenho outro problema com esse tipo de repreensão. A Alice. De forma alguma posso fazer qualquer coisa no Pedro perto dela. Logo depois, assim que saio de perto, ela vai até ele e imita tudo o que eu fiz. Ameaça com chinelo, conta até três e tudo mais.
Além disso, tem o peso na consciência materna. Que, aliás, em mim é tão intenso que nem é publicável. Só para você ter ideia, eu sei dizer cada dia que o Pedro levou a tal palmada, tamanho meu remorso. Assim que faço isso, me arrependo, e me sinto a pessoa mais descontrolada da face da Terra.
Sem contar que, na minha opinião, se tomamos tal atitude passamos a confundir as crianças. Se queremos ensiná-las que não se pode bater nos amigos, que tal atitude é feia e só crianças mal educadas é que fazem isso, como explicar que quando NÓS batemos é para ensinar algo bom?
Se chegamos ao ponto de perder o controle e bater, isso mostra aos pequenos que qualquer um pode se descontrolar e tomar atitudes agressivas, pois quando isso acontece com nós, mães, é para educá-los, o que é algo bom.
Já faz um bom tempo que não uso esse método aqui em casa. Fiz uma promessa a mim mesma: educar com mais conversa e compreensão, sem precisar chegar a extremos como bater.
É difícil, confesso, mas um ótimo exercício para que meu autocontrole seja um pouco melhor.
Agora que já consegui extinguir as palmadas, estou tentando diminuir o volume da bronca. Acho que será meu próximo passo. Conto depois se os decibéis da casa dos Buscapés diminuíram.
Até mais.
Desde que Pedrão nasceu, não consigo assistir esse tipo de reportagem. Não consigo aturar nenhuma imagem de criança sendo maltratada, de forma alguma. E hoje foi a prova de que, mesmo mais de cinco anos depois, ainda não estou preparada para ver esse tipo de coisa. Chorei copiosamente.
Pedrão já apanhou. Sabe, aquelas famosas palmadas que educam. Para começo de conversa, com ele não funciona. É só dar a palmada para que, depois de cinco minutos, ele tente bater em mim, ou em outra pessoa.
Me convenci de que não é o melhor método para ele. Mas é difícil. Tem dias que a gente está mais nervosa, que a gente explode mais e se controla menos. Nesses dias me escaparam algumas palmadas novas.
Eu tenho outro problema com esse tipo de repreensão. A Alice. De forma alguma posso fazer qualquer coisa no Pedro perto dela. Logo depois, assim que saio de perto, ela vai até ele e imita tudo o que eu fiz. Ameaça com chinelo, conta até três e tudo mais.
Além disso, tem o peso na consciência materna. Que, aliás, em mim é tão intenso que nem é publicável. Só para você ter ideia, eu sei dizer cada dia que o Pedro levou a tal palmada, tamanho meu remorso. Assim que faço isso, me arrependo, e me sinto a pessoa mais descontrolada da face da Terra.
Sem contar que, na minha opinião, se tomamos tal atitude passamos a confundir as crianças. Se queremos ensiná-las que não se pode bater nos amigos, que tal atitude é feia e só crianças mal educadas é que fazem isso, como explicar que quando NÓS batemos é para ensinar algo bom?
Se chegamos ao ponto de perder o controle e bater, isso mostra aos pequenos que qualquer um pode se descontrolar e tomar atitudes agressivas, pois quando isso acontece com nós, mães, é para educá-los, o que é algo bom.
Já faz um bom tempo que não uso esse método aqui em casa. Fiz uma promessa a mim mesma: educar com mais conversa e compreensão, sem precisar chegar a extremos como bater.
É difícil, confesso, mas um ótimo exercício para que meu autocontrole seja um pouco melhor.
Agora que já consegui extinguir as palmadas, estou tentando diminuir o volume da bronca. Acho que será meu próximo passo. Conto depois se os decibéis da casa dos Buscapés diminuíram.
Até mais.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Você tem medo de que??
Tenho que compartilhar uma coisa com todas vocês. Gente, o Pedrão, meu filho, é um medroso.
No começo eu fiquei muito preocupada, achando que havia acontecido algo com ele - que talvez não quisesse me contar - e que o deixou traumatizado, ou sei lá. Mas com o tempo, conforme fui comentando com as outras mamys, fui percebendo que nada mais é do que a famosa fase.
Minha casa tem uma área grande com árvores e muitas plantas - vulgo mato -, e sempre me orgulhei de dizer que meu filho aproveitava cada centímetro do quintal que temos. Mas ultimamente ele não chega a meio metro sozinho, quanto mais desbravar o meio do mato.
Fiz uma brinquedoteca super legal aproveitando uma edícula, pensando que seria uma opção legal para as crianças se divertirem em um lugar seguro e sem ficar nos atormentando. Mas não adiantou nada, pois ela é um pouco longe e Pedrão não sobe sozinho nem para pegar algum brinquedo.
Ultimamente, nem ao banheiro ele vai sozinho. Tenho que ficar sentada na porta conversando com ele para distraí-lo. O pior é que o banheiro que ele usa é muito próximo da minha sala, mas mesmo assim ele não suporta que eu não esteja a vista.
Mas o auge do medo foi quando, outro dia, ele me chamou para ir ao banheiro com ele. Até ai, tudo bem. Fui e me sentei na porta, como já estava acostumada a fazer, mas assim que ele sentou no vaso sanitário, a pequena Alice resolveu correr para fora de casa. Automaticamente eu me levantei e corri atrás dela, sem perceber que havia deixado para trás um Pedrão medroso sentado sozinho em um banheiro assustador - pelo menos para ele, claro.
Enquanto eu pegava a fujona da Lilica, escutei o Pedrão atrás de mim:
_Ô, mãe! Você me deixou lá sozinho!
O detalhe maior disso tudo é que ele correu do jeito que estava no vaso: de bunda de fora e com a calça nos calcanhares.
Depois desse dia, tratei o medo dele diferente. Com muita conversa e explicação, passando segurança e confiança para ele.
Aos poucos está funcionando. Ontem ele subiu três vezes na brinquedoteca sozinho e já foi duas vezes no banheiro sem companhia. Mas o principal é que agora ele não corre mais pelado pela casa. Pelo menos não por causa de medo.
Até mais.
No começo eu fiquei muito preocupada, achando que havia acontecido algo com ele - que talvez não quisesse me contar - e que o deixou traumatizado, ou sei lá. Mas com o tempo, conforme fui comentando com as outras mamys, fui percebendo que nada mais é do que a famosa fase.
Minha casa tem uma área grande com árvores e muitas plantas - vulgo mato -, e sempre me orgulhei de dizer que meu filho aproveitava cada centímetro do quintal que temos. Mas ultimamente ele não chega a meio metro sozinho, quanto mais desbravar o meio do mato.
Fiz uma brinquedoteca super legal aproveitando uma edícula, pensando que seria uma opção legal para as crianças se divertirem em um lugar seguro e sem ficar nos atormentando. Mas não adiantou nada, pois ela é um pouco longe e Pedrão não sobe sozinho nem para pegar algum brinquedo.
Ultimamente, nem ao banheiro ele vai sozinho. Tenho que ficar sentada na porta conversando com ele para distraí-lo. O pior é que o banheiro que ele usa é muito próximo da minha sala, mas mesmo assim ele não suporta que eu não esteja a vista.
Mas o auge do medo foi quando, outro dia, ele me chamou para ir ao banheiro com ele. Até ai, tudo bem. Fui e me sentei na porta, como já estava acostumada a fazer, mas assim que ele sentou no vaso sanitário, a pequena Alice resolveu correr para fora de casa. Automaticamente eu me levantei e corri atrás dela, sem perceber que havia deixado para trás um Pedrão medroso sentado sozinho em um banheiro assustador - pelo menos para ele, claro.
Enquanto eu pegava a fujona da Lilica, escutei o Pedrão atrás de mim:
_Ô, mãe! Você me deixou lá sozinho!
O detalhe maior disso tudo é que ele correu do jeito que estava no vaso: de bunda de fora e com a calça nos calcanhares.
Depois desse dia, tratei o medo dele diferente. Com muita conversa e explicação, passando segurança e confiança para ele.
Aos poucos está funcionando. Ontem ele subiu três vezes na brinquedoteca sozinho e já foi duas vezes no banheiro sem companhia. Mas o principal é que agora ele não corre mais pelado pela casa. Pelo menos não por causa de medo.
Até mais.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Pode crescer agora, filho. Mas aqui pertinho, tá?
Hoje conversei com quatro mães diferentes, que criam diferente seus filhos, que pensam diferente umas das outras, tem estilos diferentes e que até falam diferente. Mas uma coisa todas elas têm em comum: preocupação.
Percebi hoje que a preocupação de mãe, se não for bem controlada, vira uma doença. Uma doença onde quem sofre as dores e as consequências é a criança.
Pense nesta situação: você chega em um parque com seu filho, um grupo de crianças estão brincando na areia. Seu filho se aproxima e tenta pegar amizade. Uma das crianças vira para ele e diz:
_Não queremos brincar com você.
Seu filho baixa a cabeça, sai de fininho e vai brincar sozinho no balanço.
Corta o coração, não é?
Só de imaginar isso, eu já fico revoltada. Tenho vontade de ir até as crianças, passar um sermão daqueles e colocar todo mundo de castigo.
Mas não podemos. Como mães, temos que ter consciência, de que deixar nossos filhos sofrerem algumas repreensões ou desprezos, irá fazer com que ele consiga, quando adulto, enfrentar seus problemas e saber que nem tudo é um mar de rosas.
Qual mãe não gostaria que, por onde passassem, nossos filhos deixassem um rastro de flores e fãs? Que quando aparecessem todos o ovacionassem e ficassem atrás dele, como se ele fosse a pessoa mais importante presente naquele lugar? Afinal, é o nosso pequeno príncipe - ou princesa - chegando perto de seus súditos.
Mas temos que nos segurar. Temos que ponderar. Saber que é assim, sendo amado em um lugar e nem tão amado em outro, que irá fazer com que eles tentem melhorar, aprendam a lidar com as dificuldades.
Uma vez eu li uma frase, que ficou gravada em meu subconsciente, que me faz pensar todos os dias em tentar melhorar em alguns aspectos. Me fez ver que nós temos que ter nossos pequenos em baixo de nossas asas, mas também temos que saber a hora de ir afrouxando o abraço.
A frase era a seguinte:
"O principal objetivo dos pais, é tornarem-se desnecessários."
Acho que isso basta.
Até mais.
Percebi hoje que a preocupação de mãe, se não for bem controlada, vira uma doença. Uma doença onde quem sofre as dores e as consequências é a criança.
Pense nesta situação: você chega em um parque com seu filho, um grupo de crianças estão brincando na areia. Seu filho se aproxima e tenta pegar amizade. Uma das crianças vira para ele e diz:
_Não queremos brincar com você.
Seu filho baixa a cabeça, sai de fininho e vai brincar sozinho no balanço.
Corta o coração, não é?
Só de imaginar isso, eu já fico revoltada. Tenho vontade de ir até as crianças, passar um sermão daqueles e colocar todo mundo de castigo.
Mas não podemos. Como mães, temos que ter consciência, de que deixar nossos filhos sofrerem algumas repreensões ou desprezos, irá fazer com que ele consiga, quando adulto, enfrentar seus problemas e saber que nem tudo é um mar de rosas.
Qual mãe não gostaria que, por onde passassem, nossos filhos deixassem um rastro de flores e fãs? Que quando aparecessem todos o ovacionassem e ficassem atrás dele, como se ele fosse a pessoa mais importante presente naquele lugar? Afinal, é o nosso pequeno príncipe - ou princesa - chegando perto de seus súditos.
Mas temos que nos segurar. Temos que ponderar. Saber que é assim, sendo amado em um lugar e nem tão amado em outro, que irá fazer com que eles tentem melhorar, aprendam a lidar com as dificuldades.
Uma vez eu li uma frase, que ficou gravada em meu subconsciente, que me faz pensar todos os dias em tentar melhorar em alguns aspectos. Me fez ver que nós temos que ter nossos pequenos em baixo de nossas asas, mas também temos que saber a hora de ir afrouxando o abraço.
A frase era a seguinte:
"O principal objetivo dos pais, é tornarem-se desnecessários."
Acho que isso basta.
Até mais.
domingo, 15 de abril de 2012
Os dias de cão se acabaram.
Que a mulher é forte, é muito mais resistente à dor, é mais decidida e menos medrosa todos já sabem. Até eu sabia. Mas o que eu não sabia era do poder que a mulher tem dentro de uma casa.
Não sei se vocês já perceberam, mas nossa casa não é exatamente o que é nossa família, ela é exatamente o que NÓS somos. Se estamos bem, a casa está bem. Se estamos mal, tudo fica mal.
Nosso marido levanta de manhã, em um daqueles dias que a única explicação é que ele dormiu com a bunda descoberta de tão mal humorado que está. Ele sai para trabalhar e quando volta, a gente agrada, faz uma comidinha especial, faz um chamego, uma brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Nossos pequenos acordam atacados, daquele jeito que a única explicação é que houve revezamento de anjos da guarda e o que está de plantão é hiper ativo. Levamos ao parque, fazemos chazinho, inventamos brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Agora, nós acordamos daquele jeito, sabe, TPM e ponto - poucas explicações bastam para isso. O que acontece?
É só levantarmos da cama para uma criança tropeçar, cair e bater a cabeça. O marido, que já está pronto para trabalhar, derruba café na camisa um minuto antes de sair - atrasado. Queimamos a comida, atrasamos para pegar as crianças na escola por conta do trânsito, quebramos um copo, falta água, o bebê têm cólicas, o ferro de passar para de funcionar, chove o dia todo...
É o caos fechado em quatro paredes de nossa residência. Nem um tsunami causaria tanto estrago quanto o grito que damos na hora que cai a última gota em nosso copinho - que nesses dias é bem pequeno.
Já percebi que o dia que estou assim, é o dia que tudo acontece. Por mais que tente me controlar, às vezes, é impossível, e aí o dia se estende da pior maneira possível.
Resumo: Mãe mal humorada, filhos mal humorados, marido mal humorado.
Tento entender que somos mulheres e humanas, como todo mundo.Apesar de sermos responsáveis direta por muitas coisas, não podemos ser perfeitas. Nunca seremos.
Só podemos ser melhores. Podemos tentar, a cada dia, melhorar. Se hoje foi bom, vamos melhorar para amanhã ser ótimo, mas se hoje foi ruim, vamos melhorar para que nunca mais esse dia se repita.
Quando estou assim, achando que os dias de harmonia nunca mais vão voltar, à noite, quando coloco os pequenos para dormir, fico olhando aquelas carinhas cansadas, de olhinhos fechados, tranquilos que, provavelmente, estão sonhando com parques e brincadeiras. Parece que eles nunca serão capazes de aprontar tudo o que aprontam normalmente. Então gravo em minha memória que, por pior que seja o dia, sempre terá um minuto de tranquilidade e paz. E que, mesmo com nossos altos e baixos de humor, nossos amados dormem tranquilos e sem preocupações, sabendo que estaremos lá amanhã, para deixar tudo como estava novamente.
Nossa família agradece nosso esforço.
É o que podemos fazer. Eu acho.
Até mais.
Não sei se vocês já perceberam, mas nossa casa não é exatamente o que é nossa família, ela é exatamente o que NÓS somos. Se estamos bem, a casa está bem. Se estamos mal, tudo fica mal.
Nosso marido levanta de manhã, em um daqueles dias que a única explicação é que ele dormiu com a bunda descoberta de tão mal humorado que está. Ele sai para trabalhar e quando volta, a gente agrada, faz uma comidinha especial, faz um chamego, uma brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Nossos pequenos acordam atacados, daquele jeito que a única explicação é que houve revezamento de anjos da guarda e o que está de plantão é hiper ativo. Levamos ao parque, fazemos chazinho, inventamos brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Agora, nós acordamos daquele jeito, sabe, TPM e ponto - poucas explicações bastam para isso. O que acontece?
É só levantarmos da cama para uma criança tropeçar, cair e bater a cabeça. O marido, que já está pronto para trabalhar, derruba café na camisa um minuto antes de sair - atrasado. Queimamos a comida, atrasamos para pegar as crianças na escola por conta do trânsito, quebramos um copo, falta água, o bebê têm cólicas, o ferro de passar para de funcionar, chove o dia todo...
É o caos fechado em quatro paredes de nossa residência. Nem um tsunami causaria tanto estrago quanto o grito que damos na hora que cai a última gota em nosso copinho - que nesses dias é bem pequeno.
Já percebi que o dia que estou assim, é o dia que tudo acontece. Por mais que tente me controlar, às vezes, é impossível, e aí o dia se estende da pior maneira possível.
Resumo: Mãe mal humorada, filhos mal humorados, marido mal humorado.
Tento entender que somos mulheres e humanas, como todo mundo.Apesar de sermos responsáveis direta por muitas coisas, não podemos ser perfeitas. Nunca seremos.
Só podemos ser melhores. Podemos tentar, a cada dia, melhorar. Se hoje foi bom, vamos melhorar para amanhã ser ótimo, mas se hoje foi ruim, vamos melhorar para que nunca mais esse dia se repita.
Quando estou assim, achando que os dias de harmonia nunca mais vão voltar, à noite, quando coloco os pequenos para dormir, fico olhando aquelas carinhas cansadas, de olhinhos fechados, tranquilos que, provavelmente, estão sonhando com parques e brincadeiras. Parece que eles nunca serão capazes de aprontar tudo o que aprontam normalmente. Então gravo em minha memória que, por pior que seja o dia, sempre terá um minuto de tranquilidade e paz. E que, mesmo com nossos altos e baixos de humor, nossos amados dormem tranquilos e sem preocupações, sabendo que estaremos lá amanhã, para deixar tudo como estava novamente.
Nossa família agradece nosso esforço.
É o que podemos fazer. Eu acho.
Até mais.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Amor de barrigudas.
Hoje eu estava observando uma grávida andando na rua.
O que me chamou a atenção não foi o jeito esquisito e universal de andar, na verdade foi ver a forma como ela olhava para todos em sua volta. Um certo de ar de arrogância do bem, do tipo superior legal.
Bom, eu nem tiro a razão dela em estar assim. É o momento mais importante e mágico da vida de uma mulher. Estar grávida é uma delícia. As pessoas te paparicam, te olham com ternura, te ajudam e sempre tem um palavra gentil para lhe dizer - exceto uma minoria que adooora contar casos bizarros de outras vidas.
Uma mulher grávida tem o olhar diferente. Ela te olha segura e superior. Ela tem a pele linda, os cabelos brilhantes - e não caem -, e principalmente elas são seguras de si.
Ah! E tem a variação de humor. Começamos um assunto rindo, e terminamos chorando de tanta tristeza. Os maridos sabem bem disso. Mas nós nos permitimos sentir isso, e falamos sobre o assunto com orgulho.
Eu tenho uma teoria para isso. Ficamos assim porque andamos - literalmente - com o rei (ou rainha) na barriga. É nosso tesouro maior que está dentro de nós. Não preciso dizer mais nada. Todas entendem isso, não é?
Além de eu mesma ter passado por duas gestações completas - por isso sei bem como é essa sensação -, já faz um bom tempo que ando cercada de grávidas em minha volta. Uma delícia. Aquele barrigão mexendo, as reclamações por não dormir direito, a ansiedade e, o mais importante e mais legal, a irritação.
As grávidas não tem paciência. Elas são facilmente irritadas e não conseguem se segurar. É uma explosão de hormônios que se vê a olho nu.
Minha amiga Eleni que o diga. Quando ela chegava perto de mim, ainda calma, tranquila e feliz, eu ficava falando que ela tinha que passar mal e que ela estava com cara de irritada, e BINGO. Ela se irritava. Agora temos a Fabiana - mais conhecida como Kátia -, como é fácil irritá-la. Uma delícia. A Ronyse é irritada - e brava - até hoje. Nem deu graça. A Camila, só consigo vê-la irritada quando está grávida. E por ai vai.
Assim como fui paparicada - e irritada - por todos quando eu estava grávida, hoje em dia adoro fazer o mesmo pelas minhas foférrimas. Adoro essas barrigudas.
Mas quero deixar bem claro, que adoro essas barrigas, mas AMOOOO os pequenos reis e rainhas que estão carregando. Portanto, irritações a parte, quero que cuidem bem desses tesouros para que depois eu possa morder e apertar esses pequerruchos.
Até mais.
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