Tenho que compartilhar uma coisa com todas vocês. Gente, o Pedrão, meu filho, é um medroso.
No começo eu fiquei muito preocupada, achando que havia acontecido algo com ele - que talvez não quisesse me contar - e que o deixou traumatizado, ou sei lá. Mas com o tempo, conforme fui comentando com as outras mamys, fui percebendo que nada mais é do que a famosa fase.
Minha casa tem uma área grande com árvores e muitas plantas - vulgo mato -, e sempre me orgulhei de dizer que meu filho aproveitava cada centímetro do quintal que temos. Mas ultimamente ele não chega a meio metro sozinho, quanto mais desbravar o meio do mato.
Fiz uma brinquedoteca super legal aproveitando uma edícula, pensando que seria uma opção legal para as crianças se divertirem em um lugar seguro e sem ficar nos atormentando. Mas não adiantou nada, pois ela é um pouco longe e Pedrão não sobe sozinho nem para pegar algum brinquedo.
Ultimamente, nem ao banheiro ele vai sozinho. Tenho que ficar sentada na porta conversando com ele para distraí-lo. O pior é que o banheiro que ele usa é muito próximo da minha sala, mas mesmo assim ele não suporta que eu não esteja a vista.
Mas o auge do medo foi quando, outro dia, ele me chamou para ir ao banheiro com ele. Até ai, tudo bem. Fui e me sentei na porta, como já estava acostumada a fazer, mas assim que ele sentou no vaso sanitário, a pequena Alice resolveu correr para fora de casa. Automaticamente eu me levantei e corri atrás dela, sem perceber que havia deixado para trás um Pedrão medroso sentado sozinho em um banheiro assustador - pelo menos para ele, claro.
Enquanto eu pegava a fujona da Lilica, escutei o Pedrão atrás de mim:
_Ô, mãe! Você me deixou lá sozinho!
O detalhe maior disso tudo é que ele correu do jeito que estava no vaso: de bunda de fora e com a calça nos calcanhares.
Depois desse dia, tratei o medo dele diferente. Com muita conversa e explicação, passando segurança e confiança para ele.
Aos poucos está funcionando. Ontem ele subiu três vezes na brinquedoteca sozinho e já foi duas vezes no banheiro sem companhia. Mas o principal é que agora ele não corre mais pelado pela casa. Pelo menos não por causa de medo.
Até mais.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Pode crescer agora, filho. Mas aqui pertinho, tá?
Hoje conversei com quatro mães diferentes, que criam diferente seus filhos, que pensam diferente umas das outras, tem estilos diferentes e que até falam diferente. Mas uma coisa todas elas têm em comum: preocupação.
Percebi hoje que a preocupação de mãe, se não for bem controlada, vira uma doença. Uma doença onde quem sofre as dores e as consequências é a criança.
Pense nesta situação: você chega em um parque com seu filho, um grupo de crianças estão brincando na areia. Seu filho se aproxima e tenta pegar amizade. Uma das crianças vira para ele e diz:
_Não queremos brincar com você.
Seu filho baixa a cabeça, sai de fininho e vai brincar sozinho no balanço.
Corta o coração, não é?
Só de imaginar isso, eu já fico revoltada. Tenho vontade de ir até as crianças, passar um sermão daqueles e colocar todo mundo de castigo.
Mas não podemos. Como mães, temos que ter consciência, de que deixar nossos filhos sofrerem algumas repreensões ou desprezos, irá fazer com que ele consiga, quando adulto, enfrentar seus problemas e saber que nem tudo é um mar de rosas.
Qual mãe não gostaria que, por onde passassem, nossos filhos deixassem um rastro de flores e fãs? Que quando aparecessem todos o ovacionassem e ficassem atrás dele, como se ele fosse a pessoa mais importante presente naquele lugar? Afinal, é o nosso pequeno príncipe - ou princesa - chegando perto de seus súditos.
Mas temos que nos segurar. Temos que ponderar. Saber que é assim, sendo amado em um lugar e nem tão amado em outro, que irá fazer com que eles tentem melhorar, aprendam a lidar com as dificuldades.
Uma vez eu li uma frase, que ficou gravada em meu subconsciente, que me faz pensar todos os dias em tentar melhorar em alguns aspectos. Me fez ver que nós temos que ter nossos pequenos em baixo de nossas asas, mas também temos que saber a hora de ir afrouxando o abraço.
A frase era a seguinte:
"O principal objetivo dos pais, é tornarem-se desnecessários."
Acho que isso basta.
Até mais.
Percebi hoje que a preocupação de mãe, se não for bem controlada, vira uma doença. Uma doença onde quem sofre as dores e as consequências é a criança.
Pense nesta situação: você chega em um parque com seu filho, um grupo de crianças estão brincando na areia. Seu filho se aproxima e tenta pegar amizade. Uma das crianças vira para ele e diz:
_Não queremos brincar com você.
Seu filho baixa a cabeça, sai de fininho e vai brincar sozinho no balanço.
Corta o coração, não é?
Só de imaginar isso, eu já fico revoltada. Tenho vontade de ir até as crianças, passar um sermão daqueles e colocar todo mundo de castigo.
Mas não podemos. Como mães, temos que ter consciência, de que deixar nossos filhos sofrerem algumas repreensões ou desprezos, irá fazer com que ele consiga, quando adulto, enfrentar seus problemas e saber que nem tudo é um mar de rosas.
Qual mãe não gostaria que, por onde passassem, nossos filhos deixassem um rastro de flores e fãs? Que quando aparecessem todos o ovacionassem e ficassem atrás dele, como se ele fosse a pessoa mais importante presente naquele lugar? Afinal, é o nosso pequeno príncipe - ou princesa - chegando perto de seus súditos.
Mas temos que nos segurar. Temos que ponderar. Saber que é assim, sendo amado em um lugar e nem tão amado em outro, que irá fazer com que eles tentem melhorar, aprendam a lidar com as dificuldades.
Uma vez eu li uma frase, que ficou gravada em meu subconsciente, que me faz pensar todos os dias em tentar melhorar em alguns aspectos. Me fez ver que nós temos que ter nossos pequenos em baixo de nossas asas, mas também temos que saber a hora de ir afrouxando o abraço.
A frase era a seguinte:
"O principal objetivo dos pais, é tornarem-se desnecessários."
Acho que isso basta.
Até mais.
domingo, 15 de abril de 2012
Os dias de cão se acabaram.
Que a mulher é forte, é muito mais resistente à dor, é mais decidida e menos medrosa todos já sabem. Até eu sabia. Mas o que eu não sabia era do poder que a mulher tem dentro de uma casa.
Não sei se vocês já perceberam, mas nossa casa não é exatamente o que é nossa família, ela é exatamente o que NÓS somos. Se estamos bem, a casa está bem. Se estamos mal, tudo fica mal.
Nosso marido levanta de manhã, em um daqueles dias que a única explicação é que ele dormiu com a bunda descoberta de tão mal humorado que está. Ele sai para trabalhar e quando volta, a gente agrada, faz uma comidinha especial, faz um chamego, uma brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Nossos pequenos acordam atacados, daquele jeito que a única explicação é que houve revezamento de anjos da guarda e o que está de plantão é hiper ativo. Levamos ao parque, fazemos chazinho, inventamos brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Agora, nós acordamos daquele jeito, sabe, TPM e ponto - poucas explicações bastam para isso. O que acontece?
É só levantarmos da cama para uma criança tropeçar, cair e bater a cabeça. O marido, que já está pronto para trabalhar, derruba café na camisa um minuto antes de sair - atrasado. Queimamos a comida, atrasamos para pegar as crianças na escola por conta do trânsito, quebramos um copo, falta água, o bebê têm cólicas, o ferro de passar para de funcionar, chove o dia todo...
É o caos fechado em quatro paredes de nossa residência. Nem um tsunami causaria tanto estrago quanto o grito que damos na hora que cai a última gota em nosso copinho - que nesses dias é bem pequeno.
Já percebi que o dia que estou assim, é o dia que tudo acontece. Por mais que tente me controlar, às vezes, é impossível, e aí o dia se estende da pior maneira possível.
Resumo: Mãe mal humorada, filhos mal humorados, marido mal humorado.
Tento entender que somos mulheres e humanas, como todo mundo.Apesar de sermos responsáveis direta por muitas coisas, não podemos ser perfeitas. Nunca seremos.
Só podemos ser melhores. Podemos tentar, a cada dia, melhorar. Se hoje foi bom, vamos melhorar para amanhã ser ótimo, mas se hoje foi ruim, vamos melhorar para que nunca mais esse dia se repita.
Quando estou assim, achando que os dias de harmonia nunca mais vão voltar, à noite, quando coloco os pequenos para dormir, fico olhando aquelas carinhas cansadas, de olhinhos fechados, tranquilos que, provavelmente, estão sonhando com parques e brincadeiras. Parece que eles nunca serão capazes de aprontar tudo o que aprontam normalmente. Então gravo em minha memória que, por pior que seja o dia, sempre terá um minuto de tranquilidade e paz. E que, mesmo com nossos altos e baixos de humor, nossos amados dormem tranquilos e sem preocupações, sabendo que estaremos lá amanhã, para deixar tudo como estava novamente.
Nossa família agradece nosso esforço.
É o que podemos fazer. Eu acho.
Até mais.
Não sei se vocês já perceberam, mas nossa casa não é exatamente o que é nossa família, ela é exatamente o que NÓS somos. Se estamos bem, a casa está bem. Se estamos mal, tudo fica mal.
Nosso marido levanta de manhã, em um daqueles dias que a única explicação é que ele dormiu com a bunda descoberta de tão mal humorado que está. Ele sai para trabalhar e quando volta, a gente agrada, faz uma comidinha especial, faz um chamego, uma brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Nossos pequenos acordam atacados, daquele jeito que a única explicação é que houve revezamento de anjos da guarda e o que está de plantão é hiper ativo. Levamos ao parque, fazemos chazinho, inventamos brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Agora, nós acordamos daquele jeito, sabe, TPM e ponto - poucas explicações bastam para isso. O que acontece?
É só levantarmos da cama para uma criança tropeçar, cair e bater a cabeça. O marido, que já está pronto para trabalhar, derruba café na camisa um minuto antes de sair - atrasado. Queimamos a comida, atrasamos para pegar as crianças na escola por conta do trânsito, quebramos um copo, falta água, o bebê têm cólicas, o ferro de passar para de funcionar, chove o dia todo...
É o caos fechado em quatro paredes de nossa residência. Nem um tsunami causaria tanto estrago quanto o grito que damos na hora que cai a última gota em nosso copinho - que nesses dias é bem pequeno.
Já percebi que o dia que estou assim, é o dia que tudo acontece. Por mais que tente me controlar, às vezes, é impossível, e aí o dia se estende da pior maneira possível.
Resumo: Mãe mal humorada, filhos mal humorados, marido mal humorado.
Tento entender que somos mulheres e humanas, como todo mundo.Apesar de sermos responsáveis direta por muitas coisas, não podemos ser perfeitas. Nunca seremos.
Só podemos ser melhores. Podemos tentar, a cada dia, melhorar. Se hoje foi bom, vamos melhorar para amanhã ser ótimo, mas se hoje foi ruim, vamos melhorar para que nunca mais esse dia se repita.
Quando estou assim, achando que os dias de harmonia nunca mais vão voltar, à noite, quando coloco os pequenos para dormir, fico olhando aquelas carinhas cansadas, de olhinhos fechados, tranquilos que, provavelmente, estão sonhando com parques e brincadeiras. Parece que eles nunca serão capazes de aprontar tudo o que aprontam normalmente. Então gravo em minha memória que, por pior que seja o dia, sempre terá um minuto de tranquilidade e paz. E que, mesmo com nossos altos e baixos de humor, nossos amados dormem tranquilos e sem preocupações, sabendo que estaremos lá amanhã, para deixar tudo como estava novamente.
Nossa família agradece nosso esforço.
É o que podemos fazer. Eu acho.
Até mais.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Amor de barrigudas.
Hoje eu estava observando uma grávida andando na rua.
O que me chamou a atenção não foi o jeito esquisito e universal de andar, na verdade foi ver a forma como ela olhava para todos em sua volta. Um certo de ar de arrogância do bem, do tipo superior legal.
Bom, eu nem tiro a razão dela em estar assim. É o momento mais importante e mágico da vida de uma mulher. Estar grávida é uma delícia. As pessoas te paparicam, te olham com ternura, te ajudam e sempre tem um palavra gentil para lhe dizer - exceto uma minoria que adooora contar casos bizarros de outras vidas.
Uma mulher grávida tem o olhar diferente. Ela te olha segura e superior. Ela tem a pele linda, os cabelos brilhantes - e não caem -, e principalmente elas são seguras de si.
Ah! E tem a variação de humor. Começamos um assunto rindo, e terminamos chorando de tanta tristeza. Os maridos sabem bem disso. Mas nós nos permitimos sentir isso, e falamos sobre o assunto com orgulho.
Eu tenho uma teoria para isso. Ficamos assim porque andamos - literalmente - com o rei (ou rainha) na barriga. É nosso tesouro maior que está dentro de nós. Não preciso dizer mais nada. Todas entendem isso, não é?
Além de eu mesma ter passado por duas gestações completas - por isso sei bem como é essa sensação -, já faz um bom tempo que ando cercada de grávidas em minha volta. Uma delícia. Aquele barrigão mexendo, as reclamações por não dormir direito, a ansiedade e, o mais importante e mais legal, a irritação.
As grávidas não tem paciência. Elas são facilmente irritadas e não conseguem se segurar. É uma explosão de hormônios que se vê a olho nu.
Minha amiga Eleni que o diga. Quando ela chegava perto de mim, ainda calma, tranquila e feliz, eu ficava falando que ela tinha que passar mal e que ela estava com cara de irritada, e BINGO. Ela se irritava. Agora temos a Fabiana - mais conhecida como Kátia -, como é fácil irritá-la. Uma delícia. A Ronyse é irritada - e brava - até hoje. Nem deu graça. A Camila, só consigo vê-la irritada quando está grávida. E por ai vai.
Assim como fui paparicada - e irritada - por todos quando eu estava grávida, hoje em dia adoro fazer o mesmo pelas minhas foférrimas. Adoro essas barrigudas.
Mas quero deixar bem claro, que adoro essas barrigas, mas AMOOOO os pequenos reis e rainhas que estão carregando. Portanto, irritações a parte, quero que cuidem bem desses tesouros para que depois eu possa morder e apertar esses pequerruchos.
Até mais.
domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa: renovação, alegria e muuuuito chocolate.
Páscoa é dia de renovação. Dia de família reunida, feliz e muita alegria.
Aqui em casa não foi diferente, claro. Teve patinhas do coelhinho no chão, armadilhas e caça ao tesouro. Foi uma bagunça. Família em casa, cheia de histórias, lembranças e piadinhas.
Junto com tudo isso vem os OVOS. Ovos de chocolate para todos os lados. Um milhão deles ou mais.
O primeiro ovo foi achado às oito da manhã. Consegui enrolar a criançada até nove horas com os brinquedinhos. Mas depois disso, foi impossível.
Resumo: começamos a comer chocolate as nove horas da manhã, e paramos as nove horas da noite. A família inteira estava com olhos arregalados e quicando ao invés de andar. Muita animaçãooooo.
O legal disso tudo, foi a mãe aqui, resolver que - em uma tentativa fracassada - ler uma historinha antes de dormir, acalmaria a tropa.
Peguei o livrinho, sentei ao lado da cama deles, e quando mostrei a capa, veio o primeiro grito:
_EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivroooooooooooooooo....
Pedrão, no seu maior estilo rockeiro mostrou sua empolgação.
Logo depois veio o outro grito, dessa vez mais estridente:
_Titinhooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo.....
Alice em seu estilo cópia do irmão.
Não preciso dizer que foi a leitura mais inútil que já fiz. Falei, falei, falei. Mostrei figuras, mudei a voz, e nada de atenção.
Agora estou aqui, ainda ligadona por causa dos chocolates, e praticamente sem voz de tanto ler a história em voz - literalmente - alta.
Boa Páscoa para todas vocês mamys e, principalmente, uma fungadinha de chocolate nos meus pequerruchos.
Até mais.
Aqui em casa não foi diferente, claro. Teve patinhas do coelhinho no chão, armadilhas e caça ao tesouro. Foi uma bagunça. Família em casa, cheia de histórias, lembranças e piadinhas.
Junto com tudo isso vem os OVOS. Ovos de chocolate para todos os lados. Um milhão deles ou mais.
O primeiro ovo foi achado às oito da manhã. Consegui enrolar a criançada até nove horas com os brinquedinhos. Mas depois disso, foi impossível.
Resumo: começamos a comer chocolate as nove horas da manhã, e paramos as nove horas da noite. A família inteira estava com olhos arregalados e quicando ao invés de andar. Muita animaçãooooo.
O legal disso tudo, foi a mãe aqui, resolver que - em uma tentativa fracassada - ler uma historinha antes de dormir, acalmaria a tropa.
Peguei o livrinho, sentei ao lado da cama deles, e quando mostrei a capa, veio o primeiro grito:
_EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivroooooooooooooooo....
Pedrão, no seu maior estilo rockeiro mostrou sua empolgação.
Logo depois veio o outro grito, dessa vez mais estridente:
_Titinhooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo.....
Alice em seu estilo cópia do irmão.
Não preciso dizer que foi a leitura mais inútil que já fiz. Falei, falei, falei. Mostrei figuras, mudei a voz, e nada de atenção.
Agora estou aqui, ainda ligadona por causa dos chocolates, e praticamente sem voz de tanto ler a história em voz - literalmente - alta.
Boa Páscoa para todas vocês mamys e, principalmente, uma fungadinha de chocolate nos meus pequerruchos.
Até mais.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Tirinhas - para nossa alegria!!!!
João Pedro viu o pai e a mãe falarem algumas verdades um para o outro. Depois, durante aquele climão, pai e mãe entraram no carro com a filharada e ele viu a oportunidade:
_Agora sentem um na frente do outro, pensem no que estão fazendo e peçam desculpas um para o outro.
Só faltou colocar de descanso.
________________________________________________________________________________
Pedrão e Francesco sentados comendo a sobremesa. Pedrão encantado com sua meia nova, que tem mil bolinhas de borracha na sola para não escorregar.
Pedrão:_Olha, Francesco, sabe o que tem em baixo da minha meia?
Francesco (com cara de interessado):_Tênis???
Putz.
________________________________________________________________________________
O Rafinha - amigo de Pedrão - estava se despedindo de sua mamys para ir ao cinema comigo e com Pedrão. Sua mãe - como todas as mamys - deu mil recomendações.
Mãe:_Você sabe que tem que se comportar e obedecer, não é, Rafinha?
Rafa:_Ai, mãe, eu sebo!
Mãe:_Não é sebo, filho.
Rafa:_Tá bom, tá bom. Eu sabo!
Ai.
_Agora sentem um na frente do outro, pensem no que estão fazendo e peçam desculpas um para o outro.
Só faltou colocar de descanso.
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Pedrão e Francesco sentados comendo a sobremesa. Pedrão encantado com sua meia nova, que tem mil bolinhas de borracha na sola para não escorregar.
Pedrão:_Olha, Francesco, sabe o que tem em baixo da minha meia?
Francesco (com cara de interessado):_Tênis???
Putz.
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O Rafinha - amigo de Pedrão - estava se despedindo de sua mamys para ir ao cinema comigo e com Pedrão. Sua mãe - como todas as mamys - deu mil recomendações.
Mãe:_Você sabe que tem que se comportar e obedecer, não é, Rafinha?
Rafa:_Ai, mãe, eu sebo!
Mãe:_Não é sebo, filho.
Rafa:_Tá bom, tá bom. Eu sabo!
Ai.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dica de mãe.
Eu estava na livraria do shopping para trocar um livro. Resolvi fazer isso acompanhada de TODA a família. Lógico que quase fomos expulsos da livraria. Alice chorava e gritava porque achou mais interessante correr no meio das prateleiras do que ver livrinhos. Pedrão se empolgou. E quando se empolga ele fala sem parar, e fala alto. Muito alto. Resumindo: a livraria toda estava inteiramente ciente de que a família Rabello Tiene estava presente no local.
Foi em um momento de desespero - e pressa - que o título do livro me chamou a atenção: Domando sua ferinha. Não pensei duas vezes. Peguei o cupom de troca, o livro, e corri para o caixa.
Demorei dois dias para criar coragem de começar a ler o tal livro. Mas quando comecei...SURPRESA!! O livro é genial.
É daqueles livro fáceis de ler, rapidinho. O autor é o máximo, bem humorado e super realista. Ele fala muito da criança de dois anos - que é considerada a fase mais difícil da infância - e de tudo que precisamos fazer e analisar antes de passarmos nervoso.
Mas o que achei mais legal, é que ele não dá aquelas dicas que a gente sabe que nunca vão funcionar. Ele simplesmente fala a real. Adorei uma parte que é sobre os apegos da criança - tipo mamadeira, naninha e etc. Ele fala que, se a criança se acalma com isso, e ela gosta dos apegos, porque nós adultos vamos estragar esse momento de prazer tanto para eles quanto para nós? Super me identifiquei com isso.
Pedrão ainda toma mamadeira e a Lilica chupa dedo, tem cói-cói e gosta da ponta da almofada amarela - a garota mais cheia de apegos que já vi.
Só que o assunto que mais chama a atenção, é sobre a expectativa dos pais. Nós criamos expectativas sobre nossos pequenos, esquecendo de que eles são apenas pequenos. Na maioria das vezes dizemos que eles dão trabalho, nos decepcionaram com o comportamento, quando na verdade eles só estão agindo como crianças de sua idade. Nada mais.
Isso para mim serviu como uma luva. As vezes fico irritada com meus filhos porque não se sentam em um restaurante para comer, ou não esperam sua vez em uma fila. Péssimo de minha parte.
Comecei a pensar um pouco mais antes de dar uma bronca ou até dar um chilique total. Analiso um pouco o que estão fazendo e o que EU estou obrigando eles a fazerem. Olha, e não é que está dando certo? Passo bem menos nervoso e meus filhos se divertem bem mais.
É isso. Para quem gosta deste tipo de leitura, é bem válido - e olha que eu sou experiente nesse tipo de livro - e interessante.
Espero que gostem.
Até mais.
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