sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tirinhas - para nossa alegria!!!!

João Pedro viu o pai e a mãe falarem algumas verdades um para o outro. Depois, durante aquele climão, pai e mãe entraram no carro com a filharada e ele viu a oportunidade:
_Agora sentem um na frente do outro, pensem no que estão fazendo e peçam desculpas um para o outro.

Só faltou colocar de descanso.

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Pedrão e Francesco sentados comendo a sobremesa. Pedrão encantado com sua meia nova, que tem mil bolinhas de borracha na sola para não escorregar.
Pedrão:_Olha, Francesco, sabe o que tem em baixo da minha meia?
Francesco (com cara de interessado):_Tênis???

Putz.

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O Rafinha - amigo de Pedrão - estava se despedindo de sua mamys para ir ao cinema comigo e com Pedrão. Sua mãe - como todas as mamys - deu mil recomendações.
Mãe:_Você sabe que tem que se comportar e obedecer, não é, Rafinha?
Rafa:_Ai, mãe, eu sebo!
Mãe:_Não é sebo, filho.
Rafa:_Tá bom, tá bom. Eu sabo!

Ai.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dica de mãe.

Eu estava na livraria do shopping para trocar um livro. Resolvi fazer isso acompanhada de TODA  a família. Lógico que quase fomos expulsos da livraria. Alice chorava e gritava porque achou mais interessante correr no meio das prateleiras do que ver livrinhos. Pedrão se empolgou. E quando se empolga ele fala sem parar, e fala alto. Muito alto. Resumindo: a livraria toda estava inteiramente ciente de que a família Rabello Tiene estava presente no local.
Foi em um momento de desespero - e pressa - que o título do livro me chamou a atenção: Domando sua ferinha. Não pensei duas vezes. Peguei o cupom de troca, o livro, e corri para o caixa. 
Demorei dois dias para criar coragem de começar a ler o tal livro. Mas quando comecei...SURPRESA!! O livro é genial. 
É daqueles livro fáceis de ler, rapidinho. O autor é o máximo, bem humorado e super realista. Ele fala muito da criança de dois anos - que é considerada a fase mais difícil da infância - e de tudo que precisamos fazer e analisar antes de passarmos nervoso. 
Mas o que achei mais legal, é que ele não dá aquelas dicas que a gente sabe que nunca vão funcionar. Ele simplesmente fala a real. Adorei uma parte que é sobre os apegos da criança - tipo mamadeira, naninha e etc. Ele fala que, se a criança se acalma com isso, e ela gosta dos apegos, porque nós adultos vamos estragar esse momento de prazer tanto para eles quanto para nós? Super me identifiquei com isso. 
Pedrão ainda toma mamadeira e a Lilica chupa dedo, tem cói-cói e gosta da ponta da almofada amarela - a garota mais cheia de apegos que já vi. 
Só que o assunto que mais chama a atenção, é sobre a expectativa dos pais. Nós criamos expectativas sobre nossos pequenos, esquecendo de que eles são apenas pequenos. Na maioria das vezes dizemos que eles dão trabalho, nos decepcionaram com o comportamento, quando na verdade eles só estão agindo como crianças de sua idade. Nada mais. 
Isso para mim serviu como uma luva. As vezes fico irritada com meus filhos porque não se sentam em um restaurante para comer, ou não esperam sua vez em uma fila. Péssimo de minha parte. 
Comecei a pensar um pouco mais antes de dar uma bronca ou até dar um chilique total. Analiso um pouco o que estão fazendo e o que EU estou obrigando eles a fazerem. Olha, e não é que está dando certo? Passo bem menos nervoso e meus filhos se divertem bem mais.
É isso. Para quem gosta deste tipo de leitura, é bem válido - e olha que eu sou experiente nesse tipo de livro - e interessante.
Espero que gostem.
Até mais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A dor de ser feliz.

Em um dia que o Pedrão estava com dor de barriga, ele vira e me fala:
_Ai, mãe, como queria ser você agora, e que você fosse eu. Assim quem estaria com dor era você.
O normal seria eu dar risada, tirar uma onda da cara dele de folgado, etc. Mas a primeira coisa que pensei foi: Putz, eu também queria.
Queria entender por que somos assim. Por que não suportamos ver nossos filhos sofrendo, seja lá pelo que for. Por que quando vemos aquela carinha de sofrimento, ou dor, parece que um buraco se abre em nosso coração.
Essa semana foi muito intensa aqui em casa. Na verdade, eu fiquei até em dúvida se não estava errando o dia meu aniversário, pois tive quase certeza de que estava em meu inferno astral. Semana difícil, dias intensos. Até Alice, que nunca deu trabalho para dormir, resolveu dar o maior show e brigar com o sono.
Eu sei que era manha, reconheci o choro forçado de longe - a gente tem esse dom, sabemos o que é cada choro deles -, mas mesmo assim, vê-la dando aqueles solucinhos, acabou comigo. De contra partida, ver o irmão não conseguindo dormir, se irritando com o choro dela e, mesmo assim, ficando quietinho na cama, esperando o chilique da irmã passar, me doeu mais ainda.
Assim que tudo passou, olhei os dois dormindo, e de repente a Alice solta um suspiro com soluço...nossa, achei que ia rasgar por dentro.
Até nas horas que temos que falar não, ou dar uma bronca mais dura, olhar aquela carinha do Gato de Botas, faz com que engolir ácido seja remédio para aliviar dor de garganta. E olha que broncas são necessárias, é algo que TEMOS que fazer.
Com relação aos dodóis, eu nem quero entrar no mérito. A gente reclama todos os dias que nossos filhos não param, que são espevitados, que nos deixam loucas. Mas é só eles deitarem e ficarem quietos por mais que dois minutos, que temos vontade de gritar para os deuses. Dá vontade de trocar de corpo, literalmente, como disse Pedrão. Seria ótimo, eu aguentaria todas as dores deles numa boa, só para vê-los correndo de novo.
Para ser sincera, eu odeio ser assim. Odeio sentir essa dor. Essa dor que eu nunca havia imaginado sentir antes de ter filhos. Dói, dói demais. Queria ser forte, olhar a pirraça de um filho e dizer: tomou bronca porque mereceu. Olhar um amiguinho desprezá-lo e dizer: a vida é assim, tem que aprender desde já. E vê-lo doente e pensar: agora calma, vamos ver que remédio dar primeiro.
Mas eu não sou assim. E nesses momentos, minha dor faz com que me sinta uma pessoa fraca, frágil e vulnerável. Por mais que eu tente, não consigo mudar.
Preciso evoluir. Preciso ser mais mãe e, principalmente, preciso ser mais forte.
Do jeito que está, não dá.
O que me consola, é que a partir do momento que resolvi ser mãe, eu sabia que seria assim - só não imaginei a intensidade, claro -, mas aceitei o pacote. E apesar de tudo, é isso que me faz me sentir humana, e totalmente completa.
Até mais.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Balada com filhos e uma banda.

Há algumas semanas atrás, foi aniversário do meu tio. A comemoração seria só entre nós, familiares, em uma pizzaria/bar, onde os amigos de minha prima iriam tocar e queriam que todos fossem prestigiá-los. Bom, não preciso explicar muito, mas como o aniversariante é meu tio, minha mãe iria junto - captaram? -, portanto se eu quisesse ir, teria que levar a prole toda. Pensei e ponderei com Rodrigão, e chegamos a conclusão que deveríamos arriscar. Então, todos que tinham filhos se empolgaram e quiseram levar também. 
Quando chegamos lá, o lugar ainda estava meio vazio, então achamos o lugar que haviam reservado perfeito. No deck, bem em frente a banda, com algum espaço entre as mesas.
Precisei de dez minutos no lugar, para perceber que tudo iria acabar mal.
Nossa mesa era enorme, e tinha exatamente dois meninos  - contando com o Pedro -, duas meninas e uma semi-gente - no caso, a Alice. Esse era o total de crianças do recinto todo. Assim que percebi que as crianças estavam um pouco agitadas, fui olhando em volta para tentar achar um lugar seguro para virar a brinquedoteca deles. Não tinha. Quanto mais eu procurava, mais eu percebia que a noite ia ser longa. Até que as crianças mesmo acharam um lugar. Uma rampa. Gente, uma rampa. Não é genial? Isso não é nada. A rampa era simplesmente o acesso de entrada do lugar. Legal, né? As pessoas chegavam e, já de cara, tropeçavam em pequenos seres que estavam brincando.
Fiquei lá de babá de todos, pois a minha semi gente A-DO-ROU a rampa. Ela corria em direção a descida, achando o máximo o baratinho que o medo dava. Eu rezava pelo momento que as pizzas chegassem e eu poderia dar uma sentada e uma relaxada.
Esse momento não chegou. Eu tenho o hábito de dar comida para meus pequenos em casa, antes de sair, então, enquanto eu estava faminta e fraca pela falta de alimento, as crianças estavam com a corda toda, com a energia totalmente abastecida.
Eis que chega uma porção de batatas, e todos vão tentar comer. Vira uma batalha entre os pequenos - os adultos deixando para as crianças e elas não deixando nada para nós -, e eles comem, parecendo vikings, e isso dá mais energia para eles. 
Aí, chegou o ápice da noite. As crianças, tentando agradar os adultos, nos deixam ficar sentados. Mas vão brincar de mãe da rua, sendo que no meio da rua, estava a meiga vocalista da banda. Quase derrubaram a caixa de som e, até agora, não sei como aquela moça conseguiu cantar sem errar a letra nenhuma vez. Foi tenso.
Tenho certeza que faltou comida naquele dia, porque todos do lugar, queriam que fôssemos embora o mais rápido possível. Foi uma pena, para os donos do restaurante, que as mães fossem tão prevenidas.
Até mais.

domingo, 25 de março de 2012

Mãe é tudo igual. NÃO! NÃO, É!

Mãe é tudo igual!!!
Nossa. Como eu fico doida quando ouço isso. Mãe não é tudo igual. Tem mãe que é carinhosa, tem mãe que não. Tem mãe que é paciente, tem mãe que não. Tem mãe que é normal, e tem mãe que não.
As pessoas vêem uma cena, na qual tem uma criança e sua mãe, observam, analisam e dão o veredito: Olha lá, mãe é tudo igual.
Quando eu era mais nova - ou seja, a pouquíssimo tempo atrás -, eu ficava me imaginando mãe, e eu tinha total certeza de que eu seria uma mãe genial. Eu seria moderna, descolada e muito amiga de meus filhos. Eu os levaria ao parque, à biblioteca e a todos os shows de rock que eu fosse. Consegui cumprir com quase todos os meus desejos. Digo quase, pois ainda não tive coragem de levá-los ao show de rock.
Irônico, eu sei. Mas real.
Quando eu não tinha filhos, eu ia à um barzinho e achava super legal quando via crianças sentadas com seus pais. Hoje em dia, antes de levá-los, eu analiso horários, o que vão comer, se alguém vai fumar perto deles e se eu acho legal eles crescerem vendo todos bebendo e rindo, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Contraditório, eu sei. Mas real.
De vez em quando, eu e meu marido, saímos sem as crianças. Vamos a bares, restaurantes ou show de rock. Me sinto livre e feliz por ter meu momento sem criança. Mas quando chego no lugar, fico olhando em volta, e se vejo uma criança no recinto, pronto! Já começo a me perguntar por que não os levei comigo. Esqueço todas as minhas próprias regras - horários, fumantes ou comida. A única coisa que me vem na cabeça, é que sou uma mãe horrível por sair sem minha cria em baixo do braço.
Bipolar, eu sei. Mas real.
Algumas pessoas acham um horror eu sair sem meus filhos de vez em quando, e outras acham um absurdo eu escolher lugares que tenha lugar para eles se divertirem. Algumas pessoas acham que eu devo levá-los a bares e shows - essa é minha realidade, e eles tem que se acostumar -, outras acham que EU é que devo parar de ir a esses lugares.
A conclusão disso, para mim, é que eu sou assim. Acho legal levá-los ao Mercado Municipal de Sampa, mas não consigo levá-los à um barzinho. A outra mãe, prefere que o filho vá com ela todo domingo na casa da madrinha - mesmo que a criança odeie isso - do que fazer ele se divertir dentro de um shopping.
Eu sou mãe bipolar, já tenho plena consciência disso, mas tenho total respeito à mãe radical, à mãe religiosa, à mãe carente e por todas as outras. Mas de uma coisa eu sei, não somos todas iguais. Somos muito diferentes umas das outras. E é isso que nos torna tão boas no que fazemos. Conseguimos criar crianças com um ótimo caráter, respeitosas, educadas e amiga,s sendo todas tão diferentes umas das outras.
Portanto, MÃE NÃO É TUDO IGUAL. Pronto, falei.
Até mais.

domingo, 18 de março de 2012

Cachoeira e criança combinam.

Quando eu era mais nova - ou seja, a pouquíssimo tempo atrás -, eu e minha melhor amiga adorávamos ir para a Serra do Japi fazer trilha. Passávamos o dia andando de cachoeira em cachoeira. Era simplesmente maravilhoso.
Hoje tive a oportunidade de proporcionar isso ao meu filho. A pequena Lilica teve que ficar em casa com a avó, mas o Pedrão virou aventureiro.
Um amigo, que tem o filho da mesma idade do Pedrão, nos convidou para ir à Serra caminhar até uma cachoeira. Um passeio legal e bem tranquilo para as crianças.
Nem pensei antes de responder. Lóóóógico que fomos. 
O lugar é maravilhoso, uma queda d'água enorme e de tirar o fôlego de tanta beleza. Ah! A água também tira o fôlego de tão gelada. Mas faz parte.
Foi engraçado ver a evolução do Pedro com o passeio. No começo, ele estava morrendo de medo. Qualquer barulhinho e ele já assustava e corria perto de nós. Ninguém precisa saber que ele estava morrendo de medo de encontrar onça pelo caminho, já que o seu pai tocou o terror com ele dizendo que elas moravam por ali. 
O amiguinho do Pedro estava completamente familiarizado com o ambiente. Pegou um bambu para fazer de cajado, e saiu desbravando - literalmente - todo o lugar. Olhava as formigas, minhocas e ficava feliz em ver até uma folhinha furada. Enquanto isso o Pedrão fazia caras e bocas com os sustos que tomava com os barulhinhos de nossos pés na terra.
Eu já achava que nosso passeio tinha sido a maior roubada. Se ele estava assim na trilha, imagina quando visse aquela cortina de água gigante caindo nas pedras? 
Assim que chegamos na primeira queda - que é absurdamente linda e grande - tudo se modificou. O amigo do Pedro se fechou. Não queria se molhar, não queria se sujar e só queria se entupir de salgadinho. Em compensação o Pedrão, se soltou.
Ele pulava na água e saltava de pedra em pedra com tanta facilidade, que achei que ele tinha ventosas na sola dos pés e eu nunca tinha visto. 
Ele chegava perto de aranhas para tirar foto e até ficou feliz quando um viu um girino E um sapinho - tá, eu odiei essa parte. Foi lindo de ver.
O anjo da guarda dele fez um trabalho memorável, pois ele, além de não cair, nem chegou a se quer escorregar em alguma pedra - que para ser sincera era mais lisa que sabão.
Depois de vê-lo se acabar nas águas e nas pedras, foi uma delícia voltar e escutar ele dizendo assim:
_Esse foi o melhor passeio que já fiz na vida!
Valeu todo o esforço em fazê-lo ficar de pé.
Até mais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vai um quadrinho de recompensa aí??

Preciso compartilhar minha mais nova experiência com vocês.
Eu estava passando por um período muito turbulento com meu filho mais velho, Pedrão. Além do ciúmes da irmã, que já faz parte do calendário semana-sim-semana-não, ele estava agressivo e com algumas atitudes que me deixaram encanada.
Ele não comia mais sozinho, até aí tudo bem, eu já estava até acostumada a dar comida na boca dele. Mas começou a brincar com a comida, jogava no chão e achava tudo engraçado. Largava brinquedos espalhados por todo o canto e nunca se preocupava em guardar. Achei que era coisa de criança, não tem paciência para guardar brinquedos, quer comida na boca igual a irmã de um ano, mas até que um dia eu escuto ele dizendo: "minha mãe limpa...minha mãe guarda..."
Nossa, fiquei enfurecida. Já comecei a imaginar ele adulto, chegando em sua casa depois do trabalho, sua esposa descabelada correndo de um lado para o outro para deixar tudo organizado, a comida pronta e ele vira para ela e diz: CADÊ MINHA COMIDAAAA....TA DEMORANDO MUITOOO...E xinga, reclama...
Não mesmo. Não é isso que quero para meu filho. Quero que ele seja um homem educado e que valorize tudo e todos.
Então comecei a quebrar minha cabeça para tentar melhorar isso nele. Tentei fazer com que ele limpasse outro dia a comida que ele derrubou no chão. Me senti escravizando menores. Ele gritava, chorava e dizia que sua mão doía. Olhei para a avó dele - que estava com seu olhar acusador sobre mim -, e ela só balançou a cabeça negativamente.
Mas foi aí que lembrei da grande Super Nanny e seus quadros de recompensas. Bolei um com os seguintes itens: arrumar cama, tratar bem a irmã, comer sozinho, guardar brinquedos, se trocar e guardar as roupas. Fiz desenhos e o Pedrão pintou para deixar tudo mais bonito.
No fim do dia, colocamos carinhas felizes para as tarefas realizadas ou carinhas tristes para as que não foram feitas. Na sexta, se ele não tiver mais que quatro carinhas tristes, ele ganha cinco reais de semanada (um real por ano de vida).
Se funcionou???? Pedrão é uma nova criança. Ele não só trata bem a irmã, como cuida dela para mim. Guarda seus brinquedos e o da irmã também. Se cai comida no chão, ele mesmo pega um paninho e vai limpar. Deixa a cama esticadinha e cumpre todas as obrigações - tomar banho, escovar dentes e etc - na maior felicidade.
Essa semana ele irá receber a primeira semanada dele. Ele já está com altos planos para esse dinheiro. Vai gastar uma parte com sorvete e a outra parte vai guardar para comprar a base do imaginext.
E de quebra, já fazem duas semanas que estamos na semana-não (bom comportamento e sem ciúmes da irmã).
Acho que vou patentear o quadrinho.
Até mais.