Acordo de manhã, preparo as mamadeiras, ajeito a criançada e sinto minha barriga roncar. Então, me sento na mesa, e tento - só tento, pois nunca consigo - tomar um café da manhã nutritivo e reforçado. É claro que sou interrompida logo depois de dar o primeiro gole em meu café, por uma pequena disputa pela almofada amarela, ou até um lugar especial no sofá. Depois disso, são mais cinco interrupções - em média. Acabo desistindo, largo meu café e vou à luta.
Limpo casa, preparo almoço, cuido da prole. Não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente nessa tranquilidade. Hora do almoço percebo que não comi nada a manhã inteira - nem aquela fruta que dou para as crianças todo dia. Quando penso em dar uma garfada generosa, a pequena resolve que aquela é a garfada gostosa. Perdi. Dou inteirinha para ela. O importante é a criança se alimentar. A cade dez colheradas para cada filho, eu ganho uma inteirinha só para mim.Um bônus pelo bom desempenho.
Depois que levo o filho para escola, arruma cozinha, coloco a pequena para dormir, aproveito esse momento para lavar um banheiro, ou cozinha, ou quintal - alguém consegue lavar algum ambiente da casa com uma criança de um ano e meio? -, pego a pequena que acordou, brinco e a alimento e vou buscar o mais velho na escola. Percebo, tarde demais novamente, que passei a tarde toda sem comer.
No jantar, o bônus do almoço prevalece. Pelo menos a barriga não fica totalmente vazia.
Depois disso, mais algumas brincadeiras para dar aquela canseirinha básica para o sono aparecer.
Coloco a tropa para dormir e, enfim, vem o descanso dos pais.
Bom, em casa o descanso vem junto com um milhão de gordices. Tudo o que as crianças não podem comer - chocolate, salgadinhos de isopor, amendoins, sorvetes e mais chocolates -, os adultos atacam nessa hora. É praticamente uma guerra de sobrevivência. Quem chega primeiro no armário, ganha os melhores bombons da caixa. Uma batalha sem escrúpulos. A lei do mais forte e do mais esperto.
Aí, te pergunto: Por que estou engordando tanto se passo quase o dia todo sem comer?
Culpa dos fabricantes das Gordices, que fazem essas coisas nada saudáveis, e nós mães temos que comer escondidos dos pequenos à noite. O horário que mais engorda.
Estou revoltada. O pior é que tem um brigadeiro de colher inteiro me esperando na cozinha. Ó céus! Ó vida!
Até mais.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Rapidinha esclarecedora.
Ontem eu estava no maior desabafo com minha prima-sobrinha-comadre, atualizando-a dos eventos febris da criançada durante a semana.
Só para constar, a Lilica começou com febrão em um dia, sem motivo nenhum. Ficou dois dias com febre - o que me fez pagar uma fortuna de consulta médica, e chegou lá esbanjando saúde.
Depois foi a vez de Pedrão. Mesma ladainha. Dois dias com febre e pronto. Acabou. Do jeito que veio, foi embora, sem maiores problemas.
Bom, contei a minha amada Karol - que não tem filhos, e é dez anos mais nova que eu - e ela simplesmente me deu uma explicação es-pe-ta-cu-lar. Até agora estou aqui pensando como eu não havia pensado nisso antes. E pior ainda, como eu pude PAGAR uma consulta sem antes ter falado com ela? Quero compartilhar isso com vocês, Mamys, para que todas saibam o que acontece com essas febres do nada que nosso filhos têm de vez em quando. Segue explicação:
"É muita energia acumulada que fez com que o metabolismo deles acelerassem, gerando a alta temperatura, resultando em febre, mas nada mais é do que excesso de energia que foi desperdiçada".
Só para constar, a Lilica começou com febrão em um dia, sem motivo nenhum. Ficou dois dias com febre - o que me fez pagar uma fortuna de consulta médica, e chegou lá esbanjando saúde.
Depois foi a vez de Pedrão. Mesma ladainha. Dois dias com febre e pronto. Acabou. Do jeito que veio, foi embora, sem maiores problemas.
Bom, contei a minha amada Karol - que não tem filhos, e é dez anos mais nova que eu - e ela simplesmente me deu uma explicação es-pe-ta-cu-lar. Até agora estou aqui pensando como eu não havia pensado nisso antes. E pior ainda, como eu pude PAGAR uma consulta sem antes ter falado com ela? Quero compartilhar isso com vocês, Mamys, para que todas saibam o que acontece com essas febres do nada que nosso filhos têm de vez em quando. Segue explicação:
"É muita energia acumulada que fez com que o metabolismo deles acelerassem, gerando a alta temperatura, resultando em febre, mas nada mais é do que excesso de energia que foi desperdiçada".
Então tá, então. Bazzinga!!
Até mais.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Eu choro, eu me acabo.
Que eu sou chorona, isso todo mundo já sabe. Mas o que ninguém sabe, é que meu caso só se agravou depois que tive meu primeiro filho, Pedrão.
Desde que ele nasceu, não consegui mais assistir a filmes tristes. Noticiário me dá agonia. Histórias de crianças sofredoras então, nem gosto de mencionar. Até aquelas propagandas das Casas Bahia de dia dos pais, dia das mães me fazem chorar as bicas.
Nas apresentações de escola do Pedrão, eu sou a sensação. Choro desde a abertura - com o berçário -, até a hora que meu pequeno entra no palco. É incontrolável. E irritante.
Ando tão irritada com essa sensibilidade a flor da pele, que comecei a analisar alguns fatos de minha vida, para ver se achava alguma coisa que me desse um fio de esperança á seguir. Algo que pudesse ter me traumatizado, ou bloqueado algo dentro de mim.
A única coisa que me vem em mente, foi o seguinte episódio.
Descobri que estava grávida. Nem vou ficar falando muito das emoções dessa descoberta, senão choro. Enfim, sai contando para todos a boa nova, feliz da vida. Um momento mágico.
Estávamos todos comemorando e ia ter uma festinha familiar dali a alguns dias. Seria perfeito para anunciar para mais alguns milhares de conhecidos que agora eu ia ser mãe.
No dia da festinha - que foi exatamente depois de dois dias de minha descoberta - , a prima da irmã da tia da esposa de meu vizinho, veio se sentar ao meu lado. Aparentemente muito feliz com o notícia que dei, claro. As aparências enganam.
Só para vocês entenderem, a conversa começou assim:
_Que bom que está grávida. Isso é ótimo! Você já teve algum sonho estranho? Sabe, minha sobrinha assim que ficou grávida, sonhava toda a noite que estava parindo um cachorro. - pausa para uma risadinha descontraída. - Você acha? Até hoje ela pensa que sua filha é peluda por causa do sonho.
Nossa. Que coisa legal para se contar para uma grávida recente.
E não parou por ai, pois depois duas amigas - do mesmo tipo de simpatia - se juntou a nós, contando histórias verídicas de crianças que nasceram com "coisas estranhas" - palavras delas, não minha - depois de terem sonhados esse tipo de coisa. Ninguém vinha me contar que a prima sonhou que o filho nasceu com a carinha do Brad Pitt, ou que o filho da sobrinha nasceu fazendo contas matemáticas.
Genteeee, para queeeee?
Depois desse dia, durante toda a minha gravidez eu criei um imã particular, que atraia somente pessoas que A-DO-RA-VAM me manter bem informada com as tragédias do mundo infantil.
Quando Pedrão nasceu, vê-lo ali, chorando, saudável foi mais do que um dia especialmente feliz. Foi quase um alívio. Assim que o peguei no colo pela primeira vez, ainda anestesiada, falei um BAHHHH para esse povinho mal amado que me atormentou durante todas esses meses.
Eu só podia ser uma pessoa extremamente sensível.
Mas ninguém precisa saber que, mais tarde, sozinha no quarto do hospital, eu contei todos os dedinhos do meu pequerrucho, só para averiguar se todos estavam realmente ali.
Até mais.
Desde que ele nasceu, não consegui mais assistir a filmes tristes. Noticiário me dá agonia. Histórias de crianças sofredoras então, nem gosto de mencionar. Até aquelas propagandas das Casas Bahia de dia dos pais, dia das mães me fazem chorar as bicas.
Nas apresentações de escola do Pedrão, eu sou a sensação. Choro desde a abertura - com o berçário -, até a hora que meu pequeno entra no palco. É incontrolável. E irritante.
Ando tão irritada com essa sensibilidade a flor da pele, que comecei a analisar alguns fatos de minha vida, para ver se achava alguma coisa que me desse um fio de esperança á seguir. Algo que pudesse ter me traumatizado, ou bloqueado algo dentro de mim.
A única coisa que me vem em mente, foi o seguinte episódio.
Descobri que estava grávida. Nem vou ficar falando muito das emoções dessa descoberta, senão choro. Enfim, sai contando para todos a boa nova, feliz da vida. Um momento mágico.
Estávamos todos comemorando e ia ter uma festinha familiar dali a alguns dias. Seria perfeito para anunciar para mais alguns milhares de conhecidos que agora eu ia ser mãe.
No dia da festinha - que foi exatamente depois de dois dias de minha descoberta - , a prima da irmã da tia da esposa de meu vizinho, veio se sentar ao meu lado. Aparentemente muito feliz com o notícia que dei, claro. As aparências enganam.
Só para vocês entenderem, a conversa começou assim:
_Que bom que está grávida. Isso é ótimo! Você já teve algum sonho estranho? Sabe, minha sobrinha assim que ficou grávida, sonhava toda a noite que estava parindo um cachorro. - pausa para uma risadinha descontraída. - Você acha? Até hoje ela pensa que sua filha é peluda por causa do sonho.
Nossa. Que coisa legal para se contar para uma grávida recente.
E não parou por ai, pois depois duas amigas - do mesmo tipo de simpatia - se juntou a nós, contando histórias verídicas de crianças que nasceram com "coisas estranhas" - palavras delas, não minha - depois de terem sonhados esse tipo de coisa. Ninguém vinha me contar que a prima sonhou que o filho nasceu com a carinha do Brad Pitt, ou que o filho da sobrinha nasceu fazendo contas matemáticas.
Genteeee, para queeeee?
Depois desse dia, durante toda a minha gravidez eu criei um imã particular, que atraia somente pessoas que A-DO-RA-VAM me manter bem informada com as tragédias do mundo infantil.
Quando Pedrão nasceu, vê-lo ali, chorando, saudável foi mais do que um dia especialmente feliz. Foi quase um alívio. Assim que o peguei no colo pela primeira vez, ainda anestesiada, falei um BAHHHH para esse povinho mal amado que me atormentou durante todas esses meses.
Eu só podia ser uma pessoa extremamente sensível.
Mas ninguém precisa saber que, mais tarde, sozinha no quarto do hospital, eu contei todos os dedinhos do meu pequerrucho, só para averiguar se todos estavam realmente ali.
Até mais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Herói por um dia.
Não é segredo para ninguém que uma de minhas maiores preocupações é que meus filhos sejam mais do que simplesmente irmãos. Quero que sejam amigos, companheiros, cúmplices.
Há uns dias atrás eu tive uma pequena prova de que estou no caminho certo. Pedrão teve sua primeira experiência de herói.
Estava eu fazendo comida enquanto os pequenos estavam super compenetrados em um dvd - estratégia básica para alguns minutos de cozimento em paz. Tudo calmo e dentro do cronograma.
Mas minha princesa Alice - que se acha independente e com pelo menos cinco anos -, resolveu que era hora de passear no pequeno quintal de casa. O problema nisso é que, como ela sabe que eu não gosto que ele saia sozinha pois o quintal é grande, com escadas e rampa, ela toma a decisão e....corre. Corre com fé e coragem, sem olhar para trás.
E foi o que ela fez.
Ela correu, fingindo que ninguém estava ligando para onde ela iria. Mas eu - que não sou nada desesperada -, comecei a gritar por ela e correr também. Largando comida no fogo e colher suja por todo o lado. O Pedrão - que é ainda mais desesperado que eu -, também começou a gritar e correr junto.
Alice foi em direção à uma rampa que tenho na frente de casa. Uma rampa mortal: cheia de limo, cimento quebrado e obstáculos quase impossíveis de serem passados por uma criança com a perninha tão curta como a dela.
Eu gritava e corria. O Pedrão gritava e corria também. Mas eu sou lenta - na verdade o que me atrapalhou foi o chinelo, ok? -, e logo vi que não iria alcançá-la a tempo. Ela começou a descer a rampa, toda desgovernada e eu não tinha mais nada a fazer. Minha reação foi colocar a mão na cabeça e esperar o que estava por vir.
Mas Pedrão não é lento - e não estava de chinelo, estava descalço, o que lhe dava muitas vantagens. Ele me ultrapassou, e desceu a rampa gritando pela irmã.
Alice começou a catar cavaco - sabe, a cabeça para frente do corpo -, quase sem equilíbrio. Pedrão passou na sua frente e...e... A SEGUROU bravamente. Alice não caiu.
Mas Pedrão estava em prantos. De longe ele parecia intacto. Mas quando me aproximei...humm....
Alice estava risonha querendo descer de novo a rampa e o Pedrão culpando a irmã pelo incidente.
Resultado: Pedrão ficou sem a unha e a tampa do dedão, sem a unha do amigo do dedinho, e um ralado no peito do pé. Tudo pela irmãzinha indefesa.
O mais irônico disso tudo, é que o Pedrão estava vestido de Batman. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o Batman de verdade, sua unha ainda estaria em seu dedão.
Não importa. Para mim ele foi um verdadeiro super herói.
Até mais.
Há uns dias atrás eu tive uma pequena prova de que estou no caminho certo. Pedrão teve sua primeira experiência de herói.
Estava eu fazendo comida enquanto os pequenos estavam super compenetrados em um dvd - estratégia básica para alguns minutos de cozimento em paz. Tudo calmo e dentro do cronograma.
Mas minha princesa Alice - que se acha independente e com pelo menos cinco anos -, resolveu que era hora de passear no pequeno quintal de casa. O problema nisso é que, como ela sabe que eu não gosto que ele saia sozinha pois o quintal é grande, com escadas e rampa, ela toma a decisão e....corre. Corre com fé e coragem, sem olhar para trás.
E foi o que ela fez.
Ela correu, fingindo que ninguém estava ligando para onde ela iria. Mas eu - que não sou nada desesperada -, comecei a gritar por ela e correr também. Largando comida no fogo e colher suja por todo o lado. O Pedrão - que é ainda mais desesperado que eu -, também começou a gritar e correr junto.
Alice foi em direção à uma rampa que tenho na frente de casa. Uma rampa mortal: cheia de limo, cimento quebrado e obstáculos quase impossíveis de serem passados por uma criança com a perninha tão curta como a dela.
Eu gritava e corria. O Pedrão gritava e corria também. Mas eu sou lenta - na verdade o que me atrapalhou foi o chinelo, ok? -, e logo vi que não iria alcançá-la a tempo. Ela começou a descer a rampa, toda desgovernada e eu não tinha mais nada a fazer. Minha reação foi colocar a mão na cabeça e esperar o que estava por vir.
Mas Pedrão não é lento - e não estava de chinelo, estava descalço, o que lhe dava muitas vantagens. Ele me ultrapassou, e desceu a rampa gritando pela irmã.
Alice começou a catar cavaco - sabe, a cabeça para frente do corpo -, quase sem equilíbrio. Pedrão passou na sua frente e...e... A SEGUROU bravamente. Alice não caiu.
Mas Pedrão estava em prantos. De longe ele parecia intacto. Mas quando me aproximei...humm....
Alice estava risonha querendo descer de novo a rampa e o Pedrão culpando a irmã pelo incidente.
Resultado: Pedrão ficou sem a unha e a tampa do dedão, sem a unha do amigo do dedinho, e um ralado no peito do pé. Tudo pela irmãzinha indefesa.
O mais irônico disso tudo, é que o Pedrão estava vestido de Batman. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o Batman de verdade, sua unha ainda estaria em seu dedão.
Não importa. Para mim ele foi um verdadeiro super herói.
Até mais.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Tirinhas de Carnaval.
Rodrigo Moita está assistindo TV com sua mamys Bia, e no desenho um leão corre atrás de sua presa, um outro animal. Então ele pergunta:
_Mãe, o leão come esse bicho? - ele estava se referindo à uma zebra.
_Sim. - responde Bia.
_Por que? - ele já a olha interessado.
_Porque os leões são carnívoros, comem carne. Alguns animais também são herbívoros, comem folhas, e outros são onívoros, como a mamãe, que come carne e folhas. - explica a super mamys prestativa, feliz por ver o interesse de seu pequeno. - E você, Ro? O que você é?
Ele nem precisou pensar para responder:
_Sou chocolateiro. Só como chocolate.
Ai, ai.
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Nosso pequeno Samuca, está em uma fase difícil, enfrenta os pais e responde como um pré adolescente. Outro dia, depois de alguns minutos de discussão acalorada, o papys Adriano já havia perdido a compostura.
_Samuel, não fale comigo assim. - a voz grossa e séria. Eu fiquei com medo. - Olha que você apanha, hein, menino.
_Eu não tenho medo de você. - diz o pequeno, enfrentando com cara de desprezo.
O pai não pensa duas vezes: tira a cinta da calça e faz sua ameaça já fracassada. Mostra a cinta para ele e diz:
_E agora? Não tem medo de mim?
_Eu não. Eu tenho medo é da sua cinta, não de você.
Esse é nosso pequeno advogado.
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Pedro:_Mamãe, quem dirige ônibus o que é?
Mãe:_Motorista, filho.
Pedro:_E quem dirige caminhão?
Mãe:_Caminhoneiro.
Pedro:_E moto?
Mãe (já se irritando um pouco):_Motoqueiro.
Pedro pensa.
Pedro:_Já sei, e quem anda a pé é Andeiro, não é?
Putz.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
XÔ, PRECONCEITO!!!
Esses dias recebi uma indicação de blog que me deixou mais do que impressionada. Me deixou feliz.
Feliz por saber que ainda existem pessoas livres de qualquer tipo de preconceito, sejam eles raciais, religiosos ou pela orientação sexual de cada um.
Se tem algo que abomino é o preconceito, e isso é uma das coisas que, aqui em casa, tento passar para os meus filhos. Meu marido partilha da mesma opinião - por isso é que somos casados e felizes, lógico -, temos a plena certeza de que caráter está muito acima de outras qualificações.
Na escola de meu filho, desde o ano passado, tivemos inclusões de crianças cadeirantes e com deficiências auditivas e visuais. No início do ano foi feito um trabalho com as crianças, para que elas aprendessem a lidar com os novos amigos, pois nem todos tem em sua realidade uma criança "diferente" em seu convívio.
Não preciso nem dizer que a iniciativa - além de ser linda - foi um sucesso e ensinou muito, não só para os pequenos, como para nós adultos. Meu filho vibrava verdadeiramente a cada nova conquista de seus amigos. Um sorriso, uma fala, um reconhecimento.
Aprendeu a não julgar e, o melhor de tudo - e que considero o mais importante -, aprendeu a tratá-los normalmente, como trata a todas as outras crianças. Brinca, ri, se diverte, mas também chora, bate e briga. Como fazem todas as crianças ditas normais.
Quem dera nós adultos conseguíssemos pensar assim. Tratar um amigo de infância, que depois de adulto te conta que é gay, sem olhá-lo diferente. Ou não olhar de soslaio aquela amiga sua que está muito acima do peso, bem diferente de quando eram adolescentes.
Gostaria que todas nós pensássemos como essa mãe desse blog. Que antes de pensar no que o filho vai querer, ela pensa no que o filho vai ser: se vai ser feliz, se vai ser honesto, se vai ter caráter e ser verdadeiro.
Neste blog, eles abordam todo tipo de preconceito, e conseguimos ver como é doído para quem é "diferente" viver em uma sociedade que é sigilosamente preconceituosa.
Mas o que achei mais legal é que, essa mãe, nos lembra que todo adulto já foi uma criança. E toda mãe se sensibiliza com criança. Mas nunca pensa que o "diferente" pode estar crescendo em baixo de suas asas. Seríamos muito hipócritas em achar que estamos longe disso tudo. Que um homofóbico nunca iria frequentar nossa casa, ou que um obeso nunca faria parte de nossa família.
Só quem já sofreu preconceito sabe como isso dói. E só quem acompanhou uma pessoa que ama sofrer preconceito, sabe o quão nos sentimos impotentes com isso.
Gostaria que todas lessem o blog (http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/01/todo-adulto-gay-foi-uma-crianca-gay.html) , e pensassem: e se fosse nosso(a) filho(a)? Eu conseguiria agir assim?
Eu digo com orgulho: SIM! EU E MEU MARIDO, CONSEGUIRÍAMOS PENSAR PRIMEIRO NA FELICIDADE DE MEU FILHO. PRONTO, FALEI.
Até mais.
Feliz por saber que ainda existem pessoas livres de qualquer tipo de preconceito, sejam eles raciais, religiosos ou pela orientação sexual de cada um.
Se tem algo que abomino é o preconceito, e isso é uma das coisas que, aqui em casa, tento passar para os meus filhos. Meu marido partilha da mesma opinião - por isso é que somos casados e felizes, lógico -, temos a plena certeza de que caráter está muito acima de outras qualificações.
Na escola de meu filho, desde o ano passado, tivemos inclusões de crianças cadeirantes e com deficiências auditivas e visuais. No início do ano foi feito um trabalho com as crianças, para que elas aprendessem a lidar com os novos amigos, pois nem todos tem em sua realidade uma criança "diferente" em seu convívio.
Não preciso nem dizer que a iniciativa - além de ser linda - foi um sucesso e ensinou muito, não só para os pequenos, como para nós adultos. Meu filho vibrava verdadeiramente a cada nova conquista de seus amigos. Um sorriso, uma fala, um reconhecimento.
Aprendeu a não julgar e, o melhor de tudo - e que considero o mais importante -, aprendeu a tratá-los normalmente, como trata a todas as outras crianças. Brinca, ri, se diverte, mas também chora, bate e briga. Como fazem todas as crianças ditas normais.
Quem dera nós adultos conseguíssemos pensar assim. Tratar um amigo de infância, que depois de adulto te conta que é gay, sem olhá-lo diferente. Ou não olhar de soslaio aquela amiga sua que está muito acima do peso, bem diferente de quando eram adolescentes.
Gostaria que todas nós pensássemos como essa mãe desse blog. Que antes de pensar no que o filho vai querer, ela pensa no que o filho vai ser: se vai ser feliz, se vai ser honesto, se vai ter caráter e ser verdadeiro.
Neste blog, eles abordam todo tipo de preconceito, e conseguimos ver como é doído para quem é "diferente" viver em uma sociedade que é sigilosamente preconceituosa.
Mas o que achei mais legal é que, essa mãe, nos lembra que todo adulto já foi uma criança. E toda mãe se sensibiliza com criança. Mas nunca pensa que o "diferente" pode estar crescendo em baixo de suas asas. Seríamos muito hipócritas em achar que estamos longe disso tudo. Que um homofóbico nunca iria frequentar nossa casa, ou que um obeso nunca faria parte de nossa família.
Só quem já sofreu preconceito sabe como isso dói. E só quem acompanhou uma pessoa que ama sofrer preconceito, sabe o quão nos sentimos impotentes com isso.
Gostaria que todas lessem o blog (http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/01/todo-adulto-gay-foi-uma-crianca-gay.html) , e pensassem: e se fosse nosso(a) filho(a)? Eu conseguiria agir assim?
Eu digo com orgulho: SIM! EU E MEU MARIDO, CONSEGUIRÍAMOS PENSAR PRIMEIRO NA FELICIDADE DE MEU FILHO. PRONTO, FALEI.
Até mais.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Protejo sim, e daí?
BY BIA.
Em
uma conversa com minha amiga Cássia, ela disse “Vou pagar os
estudos da minha filha por aqui mesmo... onde já se viu querer
estudar longe? Quero ela bem perto de mim....”
Assim
que ouvi o término da frase, olhei assustada para minha amiga como
se tivesse ali ...ouvindo minha própria mãe falando e querendo a
filha debaixo da asa. Tentei em vão, convencê-la de que ela estava
atrapalhando um futuro promissor para uma menina tão inteligente...
Agora já mulher...Afinal que amor era esse que estava impedindo essa
menina de crescer?
Mas
como a vida é cheia de paradoxos... Naquele dia mesmo, pego meu
filho de cinco anos na escola e ele vem me contando seus “pequenos
problemas” escolares... Eu começo a me incomodar por dentro
sentindo um desejo enorme de estar sempre ao lado dele para resolver
qualquer problema que possa deixá-lo constrangido....querendo
protegê-lo de tudo e de todos... Pergunto então, se ele conseguiu
resolver o problema. E como sempre, os filhos se viram bem melhor do
que imaginamos e ele confirma que tudo no final ficou bem.
Sabe,
superproteger não deve ser nada bom para os filhos. Certamente com
esse intuito tiramos deles (dos filhos) a oportunidade de resolverem
sozinhos seus “pequenos problemas”. Mas...para o coração das
mães, superproteção é tudo de bom. Traz um conforto...... uma
segurança...É como se pudéssemos privá-los de qualquer dor,
qualquer sofrimento. Nos imaginamos como um “escudo humano” que
nada, nenhum fragmento de nadinha, irá afetar nosso pequeno ser que
provavelmente dependerá da gente o resto da vida.
É...
pensando bem, o bom mesmo é ter um equilíbrio, saber até onde
proteger e até onde deixar crescer. Difícil pra mim é encontrar o
tal “ponto de equilíbrio”. Só mesmo escrevendo nesse blog para
ver se me encontro.
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