quinta-feira, 14 de março de 2013

Homeopatia....para quem?

Mais uma das histórias que entrarão para o livro do "Coisas que só acontecem com a Bruna".
Bom, para quem conhece a minha pequena Alice, sabe o quanto ela é brava. Ela adora dar broncas, apontar dedinhos e controlar toda a situação com um bom castigo. Tentei de tudo para aliviar essa braveza, mas não consegui, então achei que, de repente, a homeopatia seria uma opção legal para tratar isso de uma maneira menos agressiva.
Lá vou eu com minha pequerrucha na homeopata. Comecei a descrever o gênio da Lilica e enquanto eu falava, a médica a observava brincando no canto do consultório. A Alice costuma chorar quando vai ao médico. Chorar mesmo, no maior estilo Maria do Bairro - aliás, personagem que deve ter sido inspirada na minha filha -, fazendo escândalos, se jogando no chão e gritando para o mundo ouvir. Falei isso à médica também.
Não preciso nem dizer que nesse dia, um anjo calmo e tranquilo jogou seu pozinho mágico nela, e a Alice ficou um doce. Nada das brincadeira de colocar bonecas no castigo. Nesse dia, ela fazia bolinho e dava mamadeiras. A médica me lançava olhares um tanto quanto questionadores para mim. Então pensei comigo: "Rá! Quero só ver na hora de examinar. É tirar a roupa e o escândalo começar" . É. Só que não. Nesse dia, ela cooperou tanto, que tirou a roupa sozinha para ajudar a pobre médica. Minha vontade era dar um beliscão escondido nela, só para começar a chorar. Mas me contive, claro.
A médica a examinou, enchendo a Lilica de elogios, e vez ou outra me lançando olhares do tipo: Como assim? Eu fingi que não entendi.
Aí, chegou a hora do veredicto. Nos sentamos e o anjo Lilica continuou sua papinha para as bonecas. Segue as palavras da médica:
_Então...veja só...a personalidade que você me diz, não condiz com a garotinha que vejo. O que demonstra, para mim, que ela só te imita - pausa para minha reação. - Eu olho para ela, e vejo uma mini você. Ela tem os trejeitos iguais aos seus, até a entonação da voz é igual - mais uma pausa para minha reação. Eu só respirei. - Sabe, eu acho que você deveria se acalmar mais. Talvez você esteja um pouco estressada e está ficando tão nervosa que acaba gritando muito, sobrecarregando as crianças com castigos e ainda as deixando bravas também.
Foi então que não aguentei. Desabafei para a mulher. Falei poucas e boas, dizendo que não é fácil ter essa vida louca que temos, que uma hora a gente surta. É claro que eu sei que minha filha me imita. Eu vejo isso. Mas também, não é para tanto. Na minha cabeça, o único pensamento que aparecia é: por que a Jullyane e a Isa não são assim? A Ronyse é muito mais brava que eu!
Só que o meu surto, só acabou por confirmar tudo o que a médica dizia. E assim que eu acabei de falar, ela só levantou as sobrancelhas e me olhou penalizada. Fiquei quieta, peguei as receitas e guias, ajudei a Lilica a guardar os brinquedos e fui embora. Mas de cabeça erguida.
Acho que vou começar a fazer um tratamento homeopático.
Até mais.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Aprendi....

Com meus filhos aprendi que um bebê sujo e chorão, pode ser tão lindo, que a foto de seu nascimento, na minha opinião, poderia fazer parte de um book fotográfico. 
Aprendi que amamentar é um ato de amor. Principalmente porque dói, machuca e, mesmo assim, sentimos prazer em fazer isso. E não há dor que nos faça parar de tentar.
Aprendi que uma pessoa pode ficar sem dormir durante uma semana inteira, e mesmo assim não morrer de mau humor. 
Aprendi que posso ficar sem chocolate e sem minha amada cervejinha de happy hour, só para não dar cólicas ou prejudicar meu bebezinho. E mesmo assim, me divertir no fim do dia.
Aprendi que fazer uma criança sorrir, é muito mais difícil - às vezes - do que fazer um grupo de adultos dar gargalhadas. E que quando conseguirmos, nos traz muito mais prazer.
Aprendi que para dizer EU TE AMO, nem sempre precisamos das palavras. Um abraço, um chamego e um beijo, já é o suficiente para que aquele pequeno ser se sinta amado e seguro.
Aprendi que beijo cura muito mais do que carência. Cura cortes, raladas no joelho e pancadas em geral.
Aprendi que uma cara triste, as vezes, surte mais efeito do que uma bronca ou castigo. E que ao invés de desculpas, a gente se contenta com um beijo.
Aprendi que choro não é um só. Existe o choro da dor, da manha, da fome e até da falta de carinho. E a risada de alegria, de nervoso ou até mesmo de peraltice aprontada.
Aprendi que nunca sabemos o que nossos filhos realmente gostam de comer, até que falamos para o vizinho que ele não come feijão, e o moleque bate um pratão de feijão puro e sem tempero.
Aprendi que pai e mãe não sofre de timidez. E os que sofrem, se curam até os filhos completarem dois anos. 
Aprendi que andar de bicicleta pode ser uma aventura, e que uma criança tem muito mais resistência do que um adulto que participa de down rio.
Aprendi que falar de pum pode tirar a cara de choro de qualquer menino. E que chamar uma menina de princesa, cativa qualquer idade.
Aprendi a carregar criança, bolsa fashion, bolsa maternidade, bebê conforto, malinha de mamadeira, porta chupeta, paninho cói-cói, chave do carro, óculos escuros e não cair do salto agulha 10cm.
Aprendi a usar roupa casual, rasteirinha e maquiagem express. Passar protetor solar em casa, e todo o resto no carro a caminho do pediatra. 
Aprendi que Pediatra é um tipo de ser que não dorme, come pouco e ainda sabe ler pensamentos de mãe e pai. Chega a dar medo a conexão que eles possuem com toda a família.
Aprendi que mesmo depois de um dia cheio de problemas, completamente sobrecarregada e com o corpo esgotado, sou capaz de jogar bola, dançar Galinha Pintadinha e brincar de massinha. 
E o que me faz ter força para tudo isso, é ver que, na minha casa, eu tenho sempre dois sorrisos prontos para me alegrar, braços para me abraçar bem apertado, beijos babados de montão e, independente se eu ganhei dinheiro, estresse, se eu bati o carro ou levei multa, eles me amam e ficam mais do que felizes em me ver. 
Pedro e Alice, é por causa de vocês que minha vida é iluminada e cheia de alegrias e bom humor.
Alguma mãe discorda disso?
Até mais.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Vamos escolher uma escola legal?

O assunto da semana é: Escola. Não se fala em outra coisa a não ser o início das aulas. O conteúdo é diverso: mães sofrendo pela volta as aulas, mães felizes pela volta as aulas, crianças chorando para ficar na escola, deveres, horários e por aí vai. Mas esse ano, reparei em um conteúdo desse tema um pouco diferente. Muitas mães ficaram em dúvida. Dúvida com professores, com métodos pedagógicos, com diretores e até com a escolha de uma escola.
Que atire a primeira chupeta a mãe que nunca se sentiu em dúvida em qual escola matricular seu filho. Todas já passamos por isso. A gente passa mesmo depois que estão grandinhos e bem adaptados. Mas nada se compara a dúvida que sentimos quando temos que escolher a primeira escola.
Para aquelas que não sabem, eu tive uma experiência horrível com a primeira escola que matriculei o Pedro. Ele tinha um ano e meio, e eu trabalhava fora e não tinha com quem deixá-lo mais. Escolhi uma escola que, apesar de eu não ter gostado muito da carinha dela, tive muitas recomendações e a escola é bem tradicional em Jundiaí. Mas a minha sorte é que o Pedro começou a falar muito cedo, e acabou me contando quando as coisas começaram a ficar complicadas. Ele caiu do trocador - e tanto a professora quando a diretora negaram até a morte  -, e depois ele falava que a professora ficava brava e puxava a orelha. Mas para mim, o pior, foi a parte psicológica que, com uma criança de um ano, é o que mais pega. Ele ficou inseguro, chorão e não largava de mim para nada.
Mas conseguimos superar. Só que, quando precisei achar outra escola para ele, foi bem complicado. Por fim foi ele quem escolheu para mim. Entramos no Telles - que ele está até hoje - e, depois de levá-lo para conhecer chorando outras cinco escolas, lá ele entrou sozinho, correu no parque com o Tio Lucas e comeu lanchinho com a Tia Andréia, feliz da vida. Não tive duvidas. Matriculei e estou feliz até hoje por isso.
Na verdade, onde estou querendo chegar é que, não existe uma receita para achar uma boa escola para nossos tesouros. Vida de mãe é feita de erros e acertos, e não conheço uma única mãe que tente errar. Todas nós queremos só acertar. O que posso fazer é dar minha opinião a partir de minha própria experiência - e na parte boa da experiência, claro.
A pré escolha é sempre pelo método pedagógico. Fiz uma pesquisa antes para saber quais eram os métodos de algumas escolas, e as que mais me agradaram foram as que fui fazer visitas.
Se eu fosse escolher uma escola nova hoje, eu veria os seguintes itens:
-escola de confiança não precisa de tempo para colocar mãe dentro do lugar. Mãe chegou, mãe entrou.
-limpeza e organização do lugar (principalmente banheiros);
-crianças quietas demais, sinal de disciplina severa. Criança normal faz barulho.
-escola boa, tem funcionários felizes. Todas sabemos ver se os professores estão felizes de verdade.
-para berçários, o número de bebês por berçaristas é muito importante. Quanto menos bebês, melhor, ou, quanto mais berçaristas - felizes - também.
-lugares bem arejados, com sol, terá menos propensão a surtos de viroses.
Outra coisa que aprendi, é que não existe escola perfeita. Nós somos exigentes por natureza quando se trata de nossos filhos, então se a escola está perfeita demais, sem nenhuma reclamação, é por que algo está errado. Quando a relação escola-família é aberta, as opiniões divergem de forma natural e construtiva. Nós nunca vamos encontrar uma escola perfeita. Pensem nisso.
O mais importante nisso tudo, é que mãe tem intuição, e parece que algo fica martelando em nossa cabeça quando tem alguma coisa errada. Hoje em dia, confiaria cem por cento em minha intuição - se eu a tivesse seguido na primeira escola, teria evitado muita coisa.
Por isso, para terminar, digo com propriedade e convicção: visitem a escola e sigam seu coração. Mãe não se engana, e Deus nos ajuda sempre.
Até mais.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Férias, sim. Estresse, não.

Férias sempre rende um post novo. A mesma ladainha de sempre: é uma correria, é cansativo, a gente não aguenta mais ficar com as crianças e também vai sentir falta quando voltarem as aulas.
Por isso vou tentar mudar um pouco o foco dessa vez. Vou tentar mostrar algumas situações que me ensinaram, de uma forma boa ou não, o que se deve ou não fazer nas férias escolares.
Logo que as férias começaram, meu marido também tirou férias. O que eu achei que fosse ser o período mais estressante para mim, foi o mais gostoso e gratificante. Eu coloquei em prática uma das teorias que foram lançadas nos cafés da mamys: Marido só fica com os filhos, quando as mães realmente deixam eles ficarem com os filhos. Sou a prova viva disso. Eu simplesmente larguei - no bom sentido, claro.
Fomos para a praia e o papai entrava na água com as duas crianças para a mamãe poder ler um pouquinho um livro em baixo do guarda sol. Fomos para Águas de Lindóia, e o papai ficou sozinho com os dois pequenos na piscina, enquanto a mamãe comprava roupinhas no centro. Como gratidão, eu também fiquei sozinha com os dois nas duas viagens para o papai fazer o que quisesse. E - pasmem vocês - ele não abusou do tempo.
Quando voltamos para a casa, foi a mesma coisa. Consegui ir ao shopping sozinha - fique até deslocada, voltei rápido porque me bateu uma solidão -, arrumar a casa cantando e dançando, e me livrei dos almoços. Em troca, meus pequenos ganharam momentos especiais com o papai, que agora está mais prestativo que antes.
Ponto positivo.
Depois disso, fiquei sozinha com os dois. Eu pensei comigo: Poxa, é férias, vou liberar algumas coisas que antes eu controlava. Vai ser legal. E então, fiz a besteira de liberar o vídeo game e a televisão. Eu até acho que, em uma casa normal, teria dado certo. As crianças ficam quietinhas, os pais adiantam serviços e descansam um pouco. Mas aqui, onde todos são elétricos e não param quietos, não rolou.
A Alice passava o dia assistindo seus filminhos e Pedrão jogando video game - só joguinhos de criança, sem lutas. Vez ou outra, eles paravam, brincavam um pouco no quintal e voltavam para seus cantos. Então, quando o relógio batia 20:00h, o furacão começava. Parecia que alguém havia acendido uma tocha e gritado: JÁ!!!! Eles corriam, Alice pulava no sofá, Pedrão subia no batente da porta - e depois saltava para ver a distância que alcançava -, brincavam de pega-pega, esconde-esconde, lutas de gladiadores e por aí vai. Não demorou para eu perceber que, aqueles momentos diurnos de tranquilidade, não valiam tanto a pena assim. Gente, de noite ninguém aguenta tudo isso.
Ponto negativo.
Então, radicalizei. Arrumei programas para todos os dias. Mas não qualquer programa. Eram passeios que detonavam a energia deles. Amigos - aos montes - em casa, e só podiam brincar na terra. Hopi Hari e, para ir de um brinquedo ao outro, tinha que ser correndo. Ensinei a pular corda, pedalar, fazer embaixadinha e, quando iam jogar video game, tinha que ser em pé, e quando o personagem pulava, eles tinham que pular também. Eu dava risada o dia todo com as coisinhas de crianças, e eles gastavam energia.
Durante esses dias intensos, quando o relógio batia as 20:00h, as crianças estavam abanando a bandeira branca.
Ponto mais que positivo e com os jurados aplaudindo em pé.
E para ficar perfeito, perdi um quilo - gente, um quilo já é bem legal, vai - nesse mês. Agora minha nova meta, é diminuir as comilâncias assim que as férias acabarem. Como já estão no fim, tenho só mais essa semana para comer fora de hora. Por isso, até mais, que eu vou comer um chocolate.
Até.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cinema chique? É nóis....

Antes de eu ter filhos e até mesmo pensar em me casar, eu dizia que adoraria ter uma família daquelas tipo Buscapé. Sabe aquele tipo que por onde passa deixa sua marca? Pois então. Como dizem por ai, as palavras tem poder. Minha família é assim.
Essa semana resolvemos fazer um programa em família. Pedrão estava querendo ir ao cinema e resolvemos pegar a deixa e ir todo mundo. Foi um daqueles momentos que eu chamo de Ideias Geniais - só para esclarecer, Ideias Geniais são aquelas que nunca dão certo, mas a gente as tem a todo momento.
Então, juntamos toda a galera - inclusive a vovó - e fomos. Não contente em sair para assistir a um filme, resolvemos ir ao shopping novo, para conhecer o cinema de lá - outra Ideia Genial.
Chegamos todos naquele shopping phino, compramos nossas entradas, pipoca, refrigerante, água, nachos e um chocolatinho - a gente não faz farofa, isso é lenda.
Assim que colocamos os pés dentro da sala de cinema, percebi o erro que estávamos cometendo. A sala não estava cheia, mas as poucas pessoas que estavam ali estavam em um silêncio sepulcral. Percebi isso logo de cara, pois assim que Pedrão passou pela porta ele falou - só falou, não gritou -: Mãe, olha que graaandeeeee...E sua frase deu eco no lugar. Até o personagem do desenho olhou para nós.
Pronto. O principal já estava feito. Todos do lugar sabiam que nós havíamos chegado.
Como se não bastasse isso, meu marido pede para as crianças pegar um assento de criança, mas estava escuro, e eu fui tentar pegar e derrubei tudo. Meus filhos tentaram arrumar e só pioraram a situação. Desisti daquilo e falei que ninguém precisava mais de assento, já estavam grandes.
Fomos para nossos lugares e eu fingia que não ouvia meus pequenos gritando - agora eles gritavam mesmo - o quanto aquele lugar era lindo, e grande, e o máximo, e tudo...
Nos acomodamos e fui tentando acalmar a galera para quando começasse o filme todos ficassem quietos. Foi difícil ficar quieto com o pai tirando foto, a pipoca passando entre todos, os nachos sendo divididos e coisa e tal. Mas quando o filme começou todos se aquietaram. Eu olhava para eles cheia de orgulho. Meus filhos são educados por fim, pensei comigo. A Alice ficou sentadinha, de pernas cruzadas, se achando toda importante com seus óculos 3D - que antes não queria colocá-los por que não eram cor de rosa.
Isso durou até a metade do filme. Pedrão estava hipnotizado, mas a Alice conseguiu se dar um banho de água - molhou camiseta, short e até calcinha - e derrubou pipoca até na fileira de baixo da nossa.
Começou a andar entre as cadeiras e eu não podia chamá-la alto, então não conseguia trazê-la de volta.
Quando o filme acabou, minha fileira de cadeiras parecia um brejo. Pipocas no chão, nachos na cadeira, água por todo o lado. Pensei, por um minuto, em ficar ali e limpar tudo aquilo antes de sair, mas resolvi que sair correndo seria a melhor opção.
Peguei todos e sai da sala como se tudo aquilo fosse a coisa mais normal de acontecer dentro de uma sessão de cinema. sai, sem olhar para trás.
Resumo: só vi fragmentos do filme - mesmo assim consegui chorar -, passei vergonha e superei e depois passei vergonha de novo. E, o mais importante, meus filhos A-MA-RAM o passeio.
Bom, então acho que todo esse mico valeu a pena.
Até mais.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Melancolia clichê.

Férias. Bagunça, falta de rotina, casa cheia de criança, dormir tarde e dormir até tarde, jogar vídeo game, comer chocolate fora de hora e tempo de crescer. Isso mesmo. Tempo de crescer. É clichê, mas é verdade.
No meio dessa baderna das férias, percebemos que o Pedrão já estava ficando grande para sua mini cama. Então resolvemos comprar uma cama de verdade para ele e, automaticamente, tirar a Alice do berço e passá-la para a mini cama. Foi uma farra a mais para as férias. Escolher cama, lençol, mamãe fazer projetinho, escolher objetos novos e mudar posição dos móveis do quarto. Depois de tudo pronto e escolhido, compramos a cama e ficamos na expectativa para a chegada dela.
Quando passamos o Pedro para a caminha, ficamos com tanto medo que ele se sentisse rejeitado por ter que sair de seu berço para dar para a irmãzinha que ia nascer, que ficávamos todo dia exaltando as vantagens e a beleza de sua nova cama. Funcionou, pois ele adorou sua caminha e se sentiu super importante por não usar mais o berço.
Com a Alice, fizemos a mesma coisa, mas não com tanta ênfase, claro. Conversamos com ela, mostramos como era gostoso dormir em um cama e não no berço, compramos coberta da Barbie, lençol da Gatinha Marie, e ela estava adorando.
Então chegou o grande dia. A cama nova do Pedrão chegou, e junto com ela, reinventamos a caminha e desmontamos o berço.
Visão do pai para esse momento: "_Ufa! Um trambolhão a menos. Cama é mais fácil de arrumar de manhã, o lençol é mais barato e tem mais opção. E eu posso deitar junto com meu filho se ele acordar a noite."
Visão da mãe: "_Ahhh...minha filhinha cresceu. Já não tenho mais bebezinho em casa. Nunca mais vou ver aquela carinha fofa por entre as gradinhas do berço branquinho. Ela não vai mais me chamar para que eu vá tirá-la dali, ela simplesmente sairá sozinha e pronto. Ownnn....
Visão da criança - no caso, a Alice -: "_QUE HISTÓRIA É ESSA DE SUMIREM COM MEU BERCINHO LINDO E ACONCHEGANTE???? EU NÃO LIGO DE AINDA SER UMA BEBÊ!"
Entenderam? Ela amou a caminha com Barbies, Maries e cor de rosa para todo o lado. Mas quando chegou a noite, ela queria o bercinho de volta. Ela não ligava em ser bebê, contanto que ser bebê trouxesse seu cantinho quentinho para ela novamente.
Foi de cortar o coração. Quase sucumbi e fui montar novamente o berço. Mas como ninguém quis me ajudar, tive que continuar firme com a decisão.
Para nós, foi uma surpresa ver essa reação, principalmente partindo do princípio que com o Pedro a conversa toda que fizemos havia funcionado. Mas tem aquela de que cada um é cada um, e nessa a gente acabou vacilando e se dando mal.
De qualquer forma, agora ela já se convenceu - mas continua não amando a ideia - de que sua caminha é linda e gostosinha. E eu ainda estou trabalhando meu psicológico para passar por mais essa etapa. Não vamos ter mais filhos, então essa foi a ultima vez que tiramos um filho do berço. Chega a ser triste e me traz um pouco de melancolia.
Esse momento é clichê, eu sei, mas é impossível de me controlar. O bom disso, é que a Alice está em uma mini cama, então teremos que passar por mais uma troca futuramente. Para ela acho que não vai ser tão legal, mas para mim, serve como consolo momentâneo.
Ver os filhos crescerem é uma delícia, mas nos deixa melancólico às vezes.
Até mais.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Casa de Samira.


BY BIA.

Quando entramos na casa de alguém, fazemos uma leitura daquele momento. Daquela fração de tempo que passamos ali...
Nossos sentidos ficam apurados, nossa sensibilidade aumenta e nossas “antenas” ficam atentas tentando captar tudo o que acontece. É como se estivéssemos montando um quebra-cabeça, vamos recolhendo informações aqui e ali para visualizar melhor o funcionamento da casa. E tudo isso não foi diferente quando visitei a casa de Samira. A casa é grande e com três filhos - nada melhor do que uma casa grande, não é mesmo? -, então fiquei observando a “musicalidade” da casa: crianças correndo, brincando e até brigando. E até me deu vontade ( mínima ...mas deu ..) de ter uma “família grande” assim. As mamys lá, tomando café e orientando as crianças da melhor forma possível, para manter a harmonia durante aquelas preciosas horas. Foi quando me dei conta que eu não conseguiria de jeito nenhum administrar três filhos e uma casa grande como aquela sozinha. Com sacadas e escadas, quintal e cachorro. No mínimo, iria precisar de uma auxiliar todos os dias para as tarefas domésticas e mais uma babá para ajudar com as crianças. Comecei a achar a Samira uma vitoriosa por conseguir, além de tudo, manter a harmonia no lar e ainda conseguir criar as crianças com valores como solidariedade, companheirismo, amor.É visível que a família valoriza os estudos, o que me fez “lançar” um olhar mais apurado para as crianças. Olhei para o Guisepe e vi um futuro engenheiro. Sabe, daqueles que trabalham na NASA? Depois olhei para o Francesco e vi uma criança mais criativa. Como alguém que irá trabalhar com publicidade, com Markenting, por exemplo. E a Elena... nossa, essa eu não sei bem o que vai seguir, mas que ela se vira bem sozinha... disso eu não tenho dúvidas. Elena é daquele tipo de criança que não se intimida e vai atrás do que quer, de forma educada, como “manda” a educação do lar, consegue de forma discreta o que precisa para sobreviver ( como alimento, por exemplo). Ou quando não consegue sozinha a façanha, recorre a sua mãe e com voz baixinha solicitando auxílio. Mas de qualquer forma sabe ir atrás do que quer. Talvez Elena deveria seguir uma carreira como odontologia ou medicina. Se era para imaginar, já vi logo uma moça de cabelos longos e olhos claros com “ar superior” vestida com jaleco branco. Mas doce, de coração nobre ( afinal, está sendo criada pela Samira). Mas, independente do que serão no futuro, agora, são só crianças. Como o meu pequeno Rodrigo que também corria pela casa. Então me dei conta por que moramos num apartamento. Porque Deus faz as coisas certas. Com um “Rodrigo” numa casa dessas e mais dois irmãos, eu já teria enlouquecido.  Depois lancei meu olhar para as mamys ali todas reunidas. Que raio de cumplicidade aquela nos fazia nos encontrar com nossos pequenos? Fui lembrando dos outros encontros: uma chega e diz “Meu filho finge que lavou a mão depois que saiu do banheiro e não lavou coisa nenhuma”. A outra se surpreende: "Nossa, o seu também? Minha filha também faz isso ”, e logo vem mais mamys dizendo a mesma coisa. E aquela primeira mãe,  que achava que estava criando um “mentiroso” dentro de casa, lá bem dentro de si faz um “ufa” “meu filho é normal”. A outra mamy relata: "Minha filha não quer ir ao banheiro sozinha, diz que tem “monstro”. A outra mamy intervém: “Meu pequeno também, acho que é só atenção que querem”. E então, o que antes era caso de psicóloga, se torna um fato banal,  corriqueiro. E as mamys se acalmam. Acalmam seus corações, acalmam seus filhos. Certa vez um autor disse que um encontro nos “desloca e nos recompõe.” Imaginem então tantos encontros de mamys? Com abraços calorosos, risos, às vezes reclamações e choradeiras. Voltei feliz para o meu lar. Fazia parte de um universo feminino singular. E de uma família, que faz o possível e o impossível para ser cada vez mais feliz.