sábado, 19 de janeiro de 2013

Melancolia clichê.

Férias. Bagunça, falta de rotina, casa cheia de criança, dormir tarde e dormir até tarde, jogar vídeo game, comer chocolate fora de hora e tempo de crescer. Isso mesmo. Tempo de crescer. É clichê, mas é verdade.
No meio dessa baderna das férias, percebemos que o Pedrão já estava ficando grande para sua mini cama. Então resolvemos comprar uma cama de verdade para ele e, automaticamente, tirar a Alice do berço e passá-la para a mini cama. Foi uma farra a mais para as férias. Escolher cama, lençol, mamãe fazer projetinho, escolher objetos novos e mudar posição dos móveis do quarto. Depois de tudo pronto e escolhido, compramos a cama e ficamos na expectativa para a chegada dela.
Quando passamos o Pedro para a caminha, ficamos com tanto medo que ele se sentisse rejeitado por ter que sair de seu berço para dar para a irmãzinha que ia nascer, que ficávamos todo dia exaltando as vantagens e a beleza de sua nova cama. Funcionou, pois ele adorou sua caminha e se sentiu super importante por não usar mais o berço.
Com a Alice, fizemos a mesma coisa, mas não com tanta ênfase, claro. Conversamos com ela, mostramos como era gostoso dormir em um cama e não no berço, compramos coberta da Barbie, lençol da Gatinha Marie, e ela estava adorando.
Então chegou o grande dia. A cama nova do Pedrão chegou, e junto com ela, reinventamos a caminha e desmontamos o berço.
Visão do pai para esse momento: "_Ufa! Um trambolhão a menos. Cama é mais fácil de arrumar de manhã, o lençol é mais barato e tem mais opção. E eu posso deitar junto com meu filho se ele acordar a noite."
Visão da mãe: "_Ahhh...minha filhinha cresceu. Já não tenho mais bebezinho em casa. Nunca mais vou ver aquela carinha fofa por entre as gradinhas do berço branquinho. Ela não vai mais me chamar para que eu vá tirá-la dali, ela simplesmente sairá sozinha e pronto. Ownnn....
Visão da criança - no caso, a Alice -: "_QUE HISTÓRIA É ESSA DE SUMIREM COM MEU BERCINHO LINDO E ACONCHEGANTE???? EU NÃO LIGO DE AINDA SER UMA BEBÊ!"
Entenderam? Ela amou a caminha com Barbies, Maries e cor de rosa para todo o lado. Mas quando chegou a noite, ela queria o bercinho de volta. Ela não ligava em ser bebê, contanto que ser bebê trouxesse seu cantinho quentinho para ela novamente.
Foi de cortar o coração. Quase sucumbi e fui montar novamente o berço. Mas como ninguém quis me ajudar, tive que continuar firme com a decisão.
Para nós, foi uma surpresa ver essa reação, principalmente partindo do princípio que com o Pedro a conversa toda que fizemos havia funcionado. Mas tem aquela de que cada um é cada um, e nessa a gente acabou vacilando e se dando mal.
De qualquer forma, agora ela já se convenceu - mas continua não amando a ideia - de que sua caminha é linda e gostosinha. E eu ainda estou trabalhando meu psicológico para passar por mais essa etapa. Não vamos ter mais filhos, então essa foi a ultima vez que tiramos um filho do berço. Chega a ser triste e me traz um pouco de melancolia.
Esse momento é clichê, eu sei, mas é impossível de me controlar. O bom disso, é que a Alice está em uma mini cama, então teremos que passar por mais uma troca futuramente. Para ela acho que não vai ser tão legal, mas para mim, serve como consolo momentâneo.
Ver os filhos crescerem é uma delícia, mas nos deixa melancólico às vezes.
Até mais.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Casa de Samira.


BY BIA.

Quando entramos na casa de alguém, fazemos uma leitura daquele momento. Daquela fração de tempo que passamos ali...
Nossos sentidos ficam apurados, nossa sensibilidade aumenta e nossas “antenas” ficam atentas tentando captar tudo o que acontece. É como se estivéssemos montando um quebra-cabeça, vamos recolhendo informações aqui e ali para visualizar melhor o funcionamento da casa. E tudo isso não foi diferente quando visitei a casa de Samira. A casa é grande e com três filhos - nada melhor do que uma casa grande, não é mesmo? -, então fiquei observando a “musicalidade” da casa: crianças correndo, brincando e até brigando. E até me deu vontade ( mínima ...mas deu ..) de ter uma “família grande” assim. As mamys lá, tomando café e orientando as crianças da melhor forma possível, para manter a harmonia durante aquelas preciosas horas. Foi quando me dei conta que eu não conseguiria de jeito nenhum administrar três filhos e uma casa grande como aquela sozinha. Com sacadas e escadas, quintal e cachorro. No mínimo, iria precisar de uma auxiliar todos os dias para as tarefas domésticas e mais uma babá para ajudar com as crianças. Comecei a achar a Samira uma vitoriosa por conseguir, além de tudo, manter a harmonia no lar e ainda conseguir criar as crianças com valores como solidariedade, companheirismo, amor.É visível que a família valoriza os estudos, o que me fez “lançar” um olhar mais apurado para as crianças. Olhei para o Guisepe e vi um futuro engenheiro. Sabe, daqueles que trabalham na NASA? Depois olhei para o Francesco e vi uma criança mais criativa. Como alguém que irá trabalhar com publicidade, com Markenting, por exemplo. E a Elena... nossa, essa eu não sei bem o que vai seguir, mas que ela se vira bem sozinha... disso eu não tenho dúvidas. Elena é daquele tipo de criança que não se intimida e vai atrás do que quer, de forma educada, como “manda” a educação do lar, consegue de forma discreta o que precisa para sobreviver ( como alimento, por exemplo). Ou quando não consegue sozinha a façanha, recorre a sua mãe e com voz baixinha solicitando auxílio. Mas de qualquer forma sabe ir atrás do que quer. Talvez Elena deveria seguir uma carreira como odontologia ou medicina. Se era para imaginar, já vi logo uma moça de cabelos longos e olhos claros com “ar superior” vestida com jaleco branco. Mas doce, de coração nobre ( afinal, está sendo criada pela Samira). Mas, independente do que serão no futuro, agora, são só crianças. Como o meu pequeno Rodrigo que também corria pela casa. Então me dei conta por que moramos num apartamento. Porque Deus faz as coisas certas. Com um “Rodrigo” numa casa dessas e mais dois irmãos, eu já teria enlouquecido.  Depois lancei meu olhar para as mamys ali todas reunidas. Que raio de cumplicidade aquela nos fazia nos encontrar com nossos pequenos? Fui lembrando dos outros encontros: uma chega e diz “Meu filho finge que lavou a mão depois que saiu do banheiro e não lavou coisa nenhuma”. A outra se surpreende: "Nossa, o seu também? Minha filha também faz isso ”, e logo vem mais mamys dizendo a mesma coisa. E aquela primeira mãe,  que achava que estava criando um “mentiroso” dentro de casa, lá bem dentro de si faz um “ufa” “meu filho é normal”. A outra mamy relata: "Minha filha não quer ir ao banheiro sozinha, diz que tem “monstro”. A outra mamy intervém: “Meu pequeno também, acho que é só atenção que querem”. E então, o que antes era caso de psicóloga, se torna um fato banal,  corriqueiro. E as mamys se acalmam. Acalmam seus corações, acalmam seus filhos. Certa vez um autor disse que um encontro nos “desloca e nos recompõe.” Imaginem então tantos encontros de mamys? Com abraços calorosos, risos, às vezes reclamações e choradeiras. Voltei feliz para o meu lar. Fazia parte de um universo feminino singular. E de uma família, que faz o possível e o impossível para ser cada vez mais feliz.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dormir? Para quê?

Um assunto que sempre rende muitas discussões e trocas de informações é sobre o sono dos filhos. Eu sou uma expert nisso. Bom, na verdade, sou expert em técnicas para fazer uma criança dormir.
Como todos já devem saber, Pedrão, meu primeiro filho, simplesmente não dormia. Hoje, já com seis anos, ele dorme a noite inteira, mas sempre tenta ir dormir mais tarde. Ele diz que dormir é chato porque fica parado (???).
Quando ele nasceu, eu ainda trabalhava fora, e meu trabalho me consumia. Eu tinha hora para começar a trabalhar, mas só Deus sabia que horas eu iria parar. Para quem tem esse tipo de trabalho, uma noite bem dormida é essencial para se manter sã. Por isso, até hoje, todos os pitis que tive eu relaciono diretamente a essas noites mal dormida.
Já com Alice não. Desde de um mês já dormia a noite inteira. Fiquei até assustada e liguei para a pediatra:
_Dr., ela não acorda nem para mamar! Eu joguei leite na carinha dela e ela não se abala.
_E você está reclamando? Passou quatro anos reclamando do Pedro que não dormia, agora que sua filha dorme, relaxe e faça o mesmo!
Pois foi o que fiz. Que dizer, tentei. Foi então que descobri que depois que temos filhos, nós dormimos, mas nosso sono é tão leve que o simples fato de eles se mexerem em suas camas, nos acorda. Eu não passo uma noite sem acordar pelo menos umas duas vezes. Levanto e vou cobri-los, ou apenas dou uma olhada para ver se não tem pernilongo, essas besteirinhas. Então volto para a cama e durmo de novo. Quando estou muito cansada e dou aquelas apagadas - que a gente nem sonha -, quando acordo de manhã, acordo assustada. Pura neura.
Então esses dias um amigo meu - isso mesmo, amigO -, falou que estava desesperado pois seu filho de um ano não dorme direto. Acorda de duas em duas horas, chora, pede colo, e volta a dormir. O que fazer?
A resposta?
Sei lá. Já cheguei a conclusão que, na maioria das vezes, os meninos dão mais trabalho para dormir do que as meninas. Acho que por que são mais agitados. Então temos que imaginar o que faríamos no lugar deles. Ficaria com o sono leve, e quando acorda o que vê? O quarto escuro? - depois de assistir desenhos de monstros o dia inteiro, eu ficaria com medo. A mãe longe? O pai longe? Talvez um bichinho de pelúcia no berço ajude. Ou talvez, não. Talvez uma luzinha suave acesa durante a noite, ajude. Ou talvez, não.
Outro fato é que, quando a criança começa a andar, ela só quer andar. Então, na maioria, também dá mais trabalho para dormir. Elas não querem parar. Essa foi a única fase que a Alice me deu trabalho para dormir. Ela acordava no meio da noite e pedia chão.
Para finalizar, o conselho que acho que é mais válido para todas - e todos -, é que a criança que tem dificuldade para dormir, precisa de uma rotina militar uma hora antes da hora de dormir. Isso foi o que melhorou tudo aqui em casa. Fazíamos um ritual. Ás nove horas, escovávamos os dentes, colocávamos o boneco - o amigão do Pedro - para dormir, fazia xixi, e mamãe e papai cobria o filhão e dava beijos de boa noite. Entramos em uma paranoia tão grande, que até as frases que falávamos antes de dormir, eram as mesmas. Um exagero, mas acontecia.
Por isso eu digo que, para quem quer melhorar as horas que antecedem o sono do pequeno, rotina é a palavra. Funcionou aqui, e para um monte de amigas.
Bom, espero que ajude alguém isso.
Até mais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vintage - ta na moda e não mata ninguém.

Semana passada fiquei sabendo de um caso de um pai que esqueceu seu filho, de alguns meses, dentro do carro enquanto saia para conversar com amigos em um barzinho (me perdoem se a informação não estiver cem por cento correta, como elas não não passam no discovery kids, eu só fico sabendo das notícias fragmentadas). Claro que a criança não aguentou, e quando o pai se lembrou dela já era tarde demais. Ela não resistiu e acabou falecendo.
Com certeza a maioria de vocês devem estar falando que essa não é a primeira notícia desse tipo que vemos e nem será a ultima, mas para mim continua sendo algo absurdo e assustador. Como alguém pode esquecer uma criança - no caso seu próprio filho - dentro do carro e sair? É o tipo de coisa que não me entra na cabeça.
Então, para variar, fiquei analisando isso um pouco. Lógico que nada nesse mundo justifica uma falha dessa. Nada, nem ninguém me convenceria que há uma explicação lógica e racional para um erro desse, mas é algo que está se tornando tão comum, que pensei que deve ter uma explicação para que isso ocorra tão frequentemente. Em uma única palavra: estresse.
Hoje em dia vivemos sob uma pressão tão grande, no trabalho, no trânsito, na escola, na vida, que qualquer coisa que façamos fora de nossa rotina, nos desequilibra totalmente. As pessoas não tem tempo para mais nada, e vivem correndo de um lado para o outro, cumprindo prazos e metas absurdas, em uma alucinante guerra contra o relógio.
As mulheres montam cronogramas diários para dar conta de entregar projetos, atender clientes e buscar filhos na escola na hora certa. Os homens travam uma guerra para não perder cargos e bons salários e ainda chegarem inteiros - e com o caráter intacto - para brincar um pouco com seus filhos.
É tanta coisa durante apenas doze horas, que a mente não absorve nada além de trabalhos, problemas e estresse.
Então eu pergunto: onde as crianças se encaixam? Nessa vida louca e alucinante, como faremos para "lembrar" de nossos pequenos?
A coisa começa pequena: chegando tarde em casa e não vendo os filhos acordados. O próximo passo, alguém esquecerá o filho na escola. E depois disso, quem sabe esquecer um bebê que adormeceu e ficou quietinho no banco de trás do carro? Dessa maneira, acho fácil e simples isso acontecer. E depois que acontece, não terá mais volta.
Não queremos perder emprego, luxos para o dia a dia - na maioria das vezes corremos pelo ganho a mais, não pelo ganho essencial -, e então o que se perde é muito mais que dinheiro e trabalho. Perdemos nossa maior riqueza que são nossos filhos. E não estou falando somente em perdas como desse homem, que chegou ao ponto extremo da tragédia, falo também em perder a infância, os momentos mágicos que passam tão rápidos e que jamais irão voltar.
Meu sonho, é que o mundo pare um pouco de girar. Que todos tenhamos tempo para trabalhar, fazer o que gosta, mas também possamos curtir nossos pequenos sem cobranças e preocupações. Talvez voltarmos aqueles tempos onde de domingo nada abria, e na hora do almoço tudo estava fechado.
E pensar que, naquela época, eu achava tudo isso horrível. Proponho vivermos uma vida completamente Vintage. É legal, chique, tá na moda e, o que é melhor, nos dá vida longa e com muitos prazeres. Vamos aderir, galera!!
Até mais.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Para as mamys de primeira viagem.

Estou mega feliz. Alguns meses atrás descobri que uma grande amiga-sócia-comadre estava grávida. Semana passada foi uma cliente - que é quase mais que cliente, é amiga mesmo - também está grávida. Elas estão grávidas pela primeira vez  e queriam muito ter filhos. E sem contar as novas grávidas remanescentes (Luciana é uma delas).
Ao mesmo tempo que fico feliz pelas mais novas barrigudas do pedaço, eu fico super melancólica por saber que eu não vou mais passar por isso. Meu marido já operou e eu, na verdade, não cogitaria mais filhos nessa altura do campeonato, mas mesmo assim, dá saudade de ser barriguda. Poder ter sono e não sentir vergonha de dormir em qualquer lugar. Sentir aquele mau humor, aquela irritação que só uma grávida sabe sentir - e ninguém poder reclamar, claro. E o olhar superior que temos com aquele barrigão?Ah...isso é único. Como já foi dito aqui uma vez, as barrigudas andam com o rei na barriga - literalmente.
Sinto falta, também, daqueles chutes que o bebê dá bem na costela, sabe? A gente sente tanta dor, reclama tanto, mas amamos demais a sensação. Alguma vezes sinto saudades até dos enjoos. Daria tudo para não querer comer mais. Pelo menos por alguns dias - só para perder meus cinco quilos extras.
Pensando nisso, achei legal listar algumas coisas para essas barrigudas de primeira viagem. São dicas, comentários. Coisas que ninguém me falou e que, na segunda gravidez, eu ria por já saber o que iria acontecer. Aí vai:
- Barrigudas sentem sono. Muito sono. A gente acha que será impossível ficar com os olhos abertos por mais de oito minutos. Isso é normal.
_Barrigudas sentem preguiça. Não é uma preguiça normal. É uma preguiça que anestesia nossos músculos, e acabamos perdendo os movimentos básicos, o que faz com que não consigamos andar e nem falar direito. A gente balbucia.
_Barrigudas são bipolares. Na verdade esse sintoma ficará para o resto da vida materna. É triste, mas ainda assim, uma realidade.
-Barrigudas sentem fome, mas quem amamenta sente mais ainda. Não assustem, mas depois que o bebê nasce, a fome não vai embora.
_Depois que o bebê nasce, a gente acha que vai ficar sem cabelo. Umas dizem que começa assim que paramos de amamentar, outras enquanto ainda amamentam. A verdade é que cai tanto cabelo que chega a ser assustador. Mas é normal. Vocês não irão ficar careca.
_Carrinho de bebê bom, é carrinho compacto. Nada de comprar aquele carrinho espacial com porta mamadeiras, porta fraldas, porta bolsa e porta latinha de cerveja. Esse tipo de carrinho não vai sair de casa. O melhor são os mais compactos e de preferência do tipo "guarda chuva".
-Quando saímos da maternidade, saímos com um bebê no colo e a barriga de oito meses. Para as mães do segundo filho, a barriga fica mole igual gelatina - principalmente depois do segundo mês. É desesperador. Mas ela volta ao normal, fiquem tranquilas.
_O primeiro mês a gente se arrepende de ter tido filho. É um sentimento completamente ambíguo. Não precisa lutar contra ele, ele some naturalmente.
_Não se empolguem na compra de sapatinhos, normalmente eles nem entram no pé do bebê. É melhor gastar com sapatos para a mamãe mesmo.

Acho que é isso. Se alguma mamy quiser acrescentar mais alguma coisa, sintam-se a vontade.
Agora, para fechar a lista - e tenho certeza de que isso será uma opinião unânime -, a maternidade nos completa de uma forma absurda. Passamos perrengue, sofremos e nos desgastamos, mas somos amadas incondicionalmente, e nosso retorno é algo mágico, que só quem é mãe sabe como é.
Aproveitem.
Até mais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Só para dar risada....agora que tudo passou.

Essa história é antiga e já era para ter virado post há muito tempo. Bom, nunca é tarde.
Pedrão tinha quatro anos, Alice nem um. Os cafés não era um evento tão corriqueiro e os amigos do Pedrão vinham com os pais aqui em casa. O maior frequentador da época era o Dudu. E junto, claro, sua mamy Dani. Todo mundo conhece a Dani - literalmente. Fala mansa, calma, tranquila e meio doida.
Beleza.
Era uma tarde qualquer, Pedrão e Dudu brincando com suas brincadeira saudáveis como lutas, guerras e muita correria. Eu e Dani, observando, tomando café, brincando com Alice - que na época ficava quietinha sentadinha no chão com seus brinquedos.
Até que Pedrão e Dudu se sentaram para comer - um milagre. Comeram calmamente. Então, sem um aviso prévio, os dois pulam de suas cadeiras e correm. Mas em direções contrárias. Um sai pela porta da cozinha, e outro pela porta da sala. Sendo que ambas acabam em meu quintal coberto. Tenho certeza de que todas as mamys franziram o cenho adivinhando o que aconteceu em seguida. Eles trombaram.
Imaginem comigo: duas crianças cheias de energia, que acabaram de comer e beber água, correndo com toda a força - para ganharem alguma competição imaginária - dando um encontrão. Isso mesmo. Foi tão forte, tão forte, que Pedrão, assim que sua testa encontrou a testa do Dudu, voou para trás, caindo de costas no chão. Dudu fez a mesma coisa. Só que atrás dele havia a quina da minha porta. Uma pequena porta de madeira maciça que possui uma quina afiada como faca. Ah! O Dudu era carequinha na época.
Lógico que abiu um corte mega fundo e o sangue escorria aos montes.
O pânico começou. Só que em mim, claro.
Eu peguei a Alice no colo - até hoje não sei porque - e comecei a acalmá-la. Ela começou a chorar. Peguei o Pedro no colo e comecei a acalmá-lo. Ele também começou a chorar. Corri para a Dani para acalmá-la. Ela....começou a ME acalmar.
_Bruna, calma...calma...pega um pouco de gelo para eu colocar na cabeça do Dudu.
Sai correndo e percebi que eu tinha três geladeira - em casa, na churrasqueira e na casa do meu sogro - e em nenhuma tinha gelo. Eu corria de um lado para o outro, com as duas crianças no colo, em pânico de ver o tanto de sangue que saia da cabeça do Dudu. Eu tinha que fazer alguma coisa. Fui até meu freezer, peguei uma peça da bacon congelado e taquei na cabeça do menino. O sangue estancou, e foi parando não só de escorrer, como a dor também foi melhorando e ele foi acalmando. O bacon funcionou.
Não contente, eu e Dani - agora já mais calmas - começamos a ficar preocupadas com aquele corte aberto e ele brincando e correndo - Dudu essas horas já estava impaciente para voltar para a corrida. Eu já queria levá-lo para o hospital e dar um milhão de pontos. Mas a Dani, já mais acostumada e muito mais calma que eu, viu que não seria necessário. Então tivemos a brilhante ideia de colocar um band-aid. Isso mesmo, minha gente, colocamos um band-aid em uma cabeça com um corte grande - e fundo - e cheia de cabelos.
Dudu brincou e não sangrou mais. O resultado foi: um galo tamanho médio na testa do Pedro, e tivemos que cortar o pouco de cabelo que o Dudu tinha para tirar o band-aid depois.
O importante é que o bacon funcionou. Mas, por via das dúvidas, eu sempre tenho gelo no meu freezer depois desse dia.
Até mais.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Escola é legal.

Já faz um tempo escutei uma mãe descendo o sarrafo em outra mãe que teve a infeliz ideia de comentar com ela que iria colocar seu filho de dois anos na escola para interagir com crianças. Ela dizia que falar isso era só uma forma da mãe esconder de si mesma o quanto não aguenta ficar mais com os filhos.
Bom, respeitando a lei de que cada um tem sua opinião, eu analisei sozinha a questão e cheguei a algumas conclusões particulares - claro.
Minhas experiências são as seguintes: Pedrão, quando nasceu, eu trabalha igual maluca. Então quem cuidava dele era minha mãe, pois achamos melhor do que colocá-lo tão cedo em uma escola - já que tínhamos a opção de mantê-lo em casa. Quando Pedrão estava para completar dois anos, eu parei de trabalhar, e continuei com ele em casa. Até que um dia, ele estava brincando na água do banho, percebi que ele brincava de lavar louça. Morri de dó. Por mais que eu passasse o dia brincando e criando um milhão de coisas com ele - e era exatamente isso -, nunca seria igual a brincar com crianças da mesma idade. Então, quando ele estava para completar três anos, o matriculei na escola.
A Alice, quando nasceu, eu já não estava mais trabalhando fora, e minha casa já estava em um ritmo em que quase todos os dias havia uma criança diferente aqui. Então achei que, por ter tanta criança convivendo com ela, a escola não faria falta. Mas as crianças que frequentam minha casa são meninos, e são mais velhos, ou seja, ninguém da bola para ela. E agora que ela já esta maiorzinha, eles vem aqui e ela fica doida querendo brincar, mas eles não querem brincar com ela.
E tem outra, quando a Alice vai comigo na escola do Pedrão, ela chora que quer ficar lá. Ela fica simplesmente alucinada ao ver aquele monte de crianças correndo, brincando e se divertindo.
Eu sei que isso não é base para muita coisa, pois ela realmente não entende que irá ficar lá sozinha, sem a mãe e tal. Mas dá para ver que ela sente a necessidade de ter amigos de sua idade por perto.
Eu acho que escola não só é muito importante, como é muito legal para as crianças. Adoro ter a oportunidade de poder ficar mais tempo perto dos meus filhos, e imaginei que isso supriria a necessidade de uma vida escolar antecipada. Mas percebo que hoje em dia, se as crianças não vão para a escola, dificilmente irão ter um circulo de amigos formado em outro lugar.
Eu não moro em condomínio, e minha rua é muito perigosa, ninguém sai para brincar ou até mesmo para conversar no portão. Se Pedrão não tivesse ido para a escola, hoje não teria esse monte de amiguinhos que completam nossas vidas. E eu, não teria esse monte de casais amigos com filhos da mesma idade que proporcionam momentos de descontração para mim e para meus filhos ao mesmo tempo. E, mais do que isso, não teríamos nossos cafés, e para finalizar, nem existiria esse blog.
Resumindo: foi bom para toda a família.
Por essas e outras que acho que a escola faz bem para as crianças, e as ajudam a interagir sim. Muito melhor se pudermos escolher a fase que achamos melhor para colocá-los lá, mas de qualquer forma, sempre irá fazer bem para eles. Se começarem no berçário, ou se começarem com seis anos, todas as mães serão unânimes em dizer que os filhos adoram ir para a escola.
Ano que vem, minha Lilica irá começar. E tenho certeza de que ela irá curtir muito e aproveitará cada momentinho lá dentro. Enquanto isso, eu, como mãe e dona de casa, também não tenho vergonha de dizer, que terei meus momentinhos de sossego e carregamento de bateria. Mais uma vez, será bom para toda a família.
Até mais.