segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Dormir? Para quê?

Um assunto que sempre rende muitas discussões e trocas de informações é sobre o sono dos filhos. Eu sou uma expert nisso. Bom, na verdade, sou expert em técnicas para fazer uma criança dormir.
Como todos já devem saber, Pedrão, meu primeiro filho, simplesmente não dormia. Hoje, já com seis anos, ele dorme a noite inteira, mas sempre tenta ir dormir mais tarde. Ele diz que dormir é chato porque fica parado (???).
Quando ele nasceu, eu ainda trabalhava fora, e meu trabalho me consumia. Eu tinha hora para começar a trabalhar, mas só Deus sabia que horas eu iria parar. Para quem tem esse tipo de trabalho, uma noite bem dormida é essencial para se manter sã. Por isso, até hoje, todos os pitis que tive eu relaciono diretamente a essas noites mal dormida.
Já com Alice não. Desde de um mês já dormia a noite inteira. Fiquei até assustada e liguei para a pediatra:
_Dr., ela não acorda nem para mamar! Eu joguei leite na carinha dela e ela não se abala.
_E você está reclamando? Passou quatro anos reclamando do Pedro que não dormia, agora que sua filha dorme, relaxe e faça o mesmo!
Pois foi o que fiz. Que dizer, tentei. Foi então que descobri que depois que temos filhos, nós dormimos, mas nosso sono é tão leve que o simples fato de eles se mexerem em suas camas, nos acorda. Eu não passo uma noite sem acordar pelo menos umas duas vezes. Levanto e vou cobri-los, ou apenas dou uma olhada para ver se não tem pernilongo, essas besteirinhas. Então volto para a cama e durmo de novo. Quando estou muito cansada e dou aquelas apagadas - que a gente nem sonha -, quando acordo de manhã, acordo assustada. Pura neura.
Então esses dias um amigo meu - isso mesmo, amigO -, falou que estava desesperado pois seu filho de um ano não dorme direto. Acorda de duas em duas horas, chora, pede colo, e volta a dormir. O que fazer?
A resposta?
Sei lá. Já cheguei a conclusão que, na maioria das vezes, os meninos dão mais trabalho para dormir do que as meninas. Acho que por que são mais agitados. Então temos que imaginar o que faríamos no lugar deles. Ficaria com o sono leve, e quando acorda o que vê? O quarto escuro? - depois de assistir desenhos de monstros o dia inteiro, eu ficaria com medo. A mãe longe? O pai longe? Talvez um bichinho de pelúcia no berço ajude. Ou talvez, não. Talvez uma luzinha suave acesa durante a noite, ajude. Ou talvez, não.
Outro fato é que, quando a criança começa a andar, ela só quer andar. Então, na maioria, também dá mais trabalho para dormir. Elas não querem parar. Essa foi a única fase que a Alice me deu trabalho para dormir. Ela acordava no meio da noite e pedia chão.
Para finalizar, o conselho que acho que é mais válido para todas - e todos -, é que a criança que tem dificuldade para dormir, precisa de uma rotina militar uma hora antes da hora de dormir. Isso foi o que melhorou tudo aqui em casa. Fazíamos um ritual. Ás nove horas, escovávamos os dentes, colocávamos o boneco - o amigão do Pedro - para dormir, fazia xixi, e mamãe e papai cobria o filhão e dava beijos de boa noite. Entramos em uma paranoia tão grande, que até as frases que falávamos antes de dormir, eram as mesmas. Um exagero, mas acontecia.
Por isso eu digo que, para quem quer melhorar as horas que antecedem o sono do pequeno, rotina é a palavra. Funcionou aqui, e para um monte de amigas.
Bom, espero que ajude alguém isso.
Até mais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Vintage - ta na moda e não mata ninguém.

Semana passada fiquei sabendo de um caso de um pai que esqueceu seu filho, de alguns meses, dentro do carro enquanto saia para conversar com amigos em um barzinho (me perdoem se a informação não estiver cem por cento correta, como elas não não passam no discovery kids, eu só fico sabendo das notícias fragmentadas). Claro que a criança não aguentou, e quando o pai se lembrou dela já era tarde demais. Ela não resistiu e acabou falecendo.
Com certeza a maioria de vocês devem estar falando que essa não é a primeira notícia desse tipo que vemos e nem será a ultima, mas para mim continua sendo algo absurdo e assustador. Como alguém pode esquecer uma criança - no caso seu próprio filho - dentro do carro e sair? É o tipo de coisa que não me entra na cabeça.
Então, para variar, fiquei analisando isso um pouco. Lógico que nada nesse mundo justifica uma falha dessa. Nada, nem ninguém me convenceria que há uma explicação lógica e racional para um erro desse, mas é algo que está se tornando tão comum, que pensei que deve ter uma explicação para que isso ocorra tão frequentemente. Em uma única palavra: estresse.
Hoje em dia vivemos sob uma pressão tão grande, no trabalho, no trânsito, na escola, na vida, que qualquer coisa que façamos fora de nossa rotina, nos desequilibra totalmente. As pessoas não tem tempo para mais nada, e vivem correndo de um lado para o outro, cumprindo prazos e metas absurdas, em uma alucinante guerra contra o relógio.
As mulheres montam cronogramas diários para dar conta de entregar projetos, atender clientes e buscar filhos na escola na hora certa. Os homens travam uma guerra para não perder cargos e bons salários e ainda chegarem inteiros - e com o caráter intacto - para brincar um pouco com seus filhos.
É tanta coisa durante apenas doze horas, que a mente não absorve nada além de trabalhos, problemas e estresse.
Então eu pergunto: onde as crianças se encaixam? Nessa vida louca e alucinante, como faremos para "lembrar" de nossos pequenos?
A coisa começa pequena: chegando tarde em casa e não vendo os filhos acordados. O próximo passo, alguém esquecerá o filho na escola. E depois disso, quem sabe esquecer um bebê que adormeceu e ficou quietinho no banco de trás do carro? Dessa maneira, acho fácil e simples isso acontecer. E depois que acontece, não terá mais volta.
Não queremos perder emprego, luxos para o dia a dia - na maioria das vezes corremos pelo ganho a mais, não pelo ganho essencial -, e então o que se perde é muito mais que dinheiro e trabalho. Perdemos nossa maior riqueza que são nossos filhos. E não estou falando somente em perdas como desse homem, que chegou ao ponto extremo da tragédia, falo também em perder a infância, os momentos mágicos que passam tão rápidos e que jamais irão voltar.
Meu sonho, é que o mundo pare um pouco de girar. Que todos tenhamos tempo para trabalhar, fazer o que gosta, mas também possamos curtir nossos pequenos sem cobranças e preocupações. Talvez voltarmos aqueles tempos onde de domingo nada abria, e na hora do almoço tudo estava fechado.
E pensar que, naquela época, eu achava tudo isso horrível. Proponho vivermos uma vida completamente Vintage. É legal, chique, tá na moda e, o que é melhor, nos dá vida longa e com muitos prazeres. Vamos aderir, galera!!
Até mais.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Para as mamys de primeira viagem.

Estou mega feliz. Alguns meses atrás descobri que uma grande amiga-sócia-comadre estava grávida. Semana passada foi uma cliente - que é quase mais que cliente, é amiga mesmo - também está grávida. Elas estão grávidas pela primeira vez  e queriam muito ter filhos. E sem contar as novas grávidas remanescentes (Luciana é uma delas).
Ao mesmo tempo que fico feliz pelas mais novas barrigudas do pedaço, eu fico super melancólica por saber que eu não vou mais passar por isso. Meu marido já operou e eu, na verdade, não cogitaria mais filhos nessa altura do campeonato, mas mesmo assim, dá saudade de ser barriguda. Poder ter sono e não sentir vergonha de dormir em qualquer lugar. Sentir aquele mau humor, aquela irritação que só uma grávida sabe sentir - e ninguém poder reclamar, claro. E o olhar superior que temos com aquele barrigão?Ah...isso é único. Como já foi dito aqui uma vez, as barrigudas andam com o rei na barriga - literalmente.
Sinto falta, também, daqueles chutes que o bebê dá bem na costela, sabe? A gente sente tanta dor, reclama tanto, mas amamos demais a sensação. Alguma vezes sinto saudades até dos enjoos. Daria tudo para não querer comer mais. Pelo menos por alguns dias - só para perder meus cinco quilos extras.
Pensando nisso, achei legal listar algumas coisas para essas barrigudas de primeira viagem. São dicas, comentários. Coisas que ninguém me falou e que, na segunda gravidez, eu ria por já saber o que iria acontecer. Aí vai:
- Barrigudas sentem sono. Muito sono. A gente acha que será impossível ficar com os olhos abertos por mais de oito minutos. Isso é normal.
_Barrigudas sentem preguiça. Não é uma preguiça normal. É uma preguiça que anestesia nossos músculos, e acabamos perdendo os movimentos básicos, o que faz com que não consigamos andar e nem falar direito. A gente balbucia.
_Barrigudas são bipolares. Na verdade esse sintoma ficará para o resto da vida materna. É triste, mas ainda assim, uma realidade.
-Barrigudas sentem fome, mas quem amamenta sente mais ainda. Não assustem, mas depois que o bebê nasce, a fome não vai embora.
_Depois que o bebê nasce, a gente acha que vai ficar sem cabelo. Umas dizem que começa assim que paramos de amamentar, outras enquanto ainda amamentam. A verdade é que cai tanto cabelo que chega a ser assustador. Mas é normal. Vocês não irão ficar careca.
_Carrinho de bebê bom, é carrinho compacto. Nada de comprar aquele carrinho espacial com porta mamadeiras, porta fraldas, porta bolsa e porta latinha de cerveja. Esse tipo de carrinho não vai sair de casa. O melhor são os mais compactos e de preferência do tipo "guarda chuva".
-Quando saímos da maternidade, saímos com um bebê no colo e a barriga de oito meses. Para as mães do segundo filho, a barriga fica mole igual gelatina - principalmente depois do segundo mês. É desesperador. Mas ela volta ao normal, fiquem tranquilas.
_O primeiro mês a gente se arrepende de ter tido filho. É um sentimento completamente ambíguo. Não precisa lutar contra ele, ele some naturalmente.
_Não se empolguem na compra de sapatinhos, normalmente eles nem entram no pé do bebê. É melhor gastar com sapatos para a mamãe mesmo.

Acho que é isso. Se alguma mamy quiser acrescentar mais alguma coisa, sintam-se a vontade.
Agora, para fechar a lista - e tenho certeza de que isso será uma opinião unânime -, a maternidade nos completa de uma forma absurda. Passamos perrengue, sofremos e nos desgastamos, mas somos amadas incondicionalmente, e nosso retorno é algo mágico, que só quem é mãe sabe como é.
Aproveitem.
Até mais.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Só para dar risada....agora que tudo passou.

Essa história é antiga e já era para ter virado post há muito tempo. Bom, nunca é tarde.
Pedrão tinha quatro anos, Alice nem um. Os cafés não era um evento tão corriqueiro e os amigos do Pedrão vinham com os pais aqui em casa. O maior frequentador da época era o Dudu. E junto, claro, sua mamy Dani. Todo mundo conhece a Dani - literalmente. Fala mansa, calma, tranquila e meio doida.
Beleza.
Era uma tarde qualquer, Pedrão e Dudu brincando com suas brincadeira saudáveis como lutas, guerras e muita correria. Eu e Dani, observando, tomando café, brincando com Alice - que na época ficava quietinha sentadinha no chão com seus brinquedos.
Até que Pedrão e Dudu se sentaram para comer - um milagre. Comeram calmamente. Então, sem um aviso prévio, os dois pulam de suas cadeiras e correm. Mas em direções contrárias. Um sai pela porta da cozinha, e outro pela porta da sala. Sendo que ambas acabam em meu quintal coberto. Tenho certeza de que todas as mamys franziram o cenho adivinhando o que aconteceu em seguida. Eles trombaram.
Imaginem comigo: duas crianças cheias de energia, que acabaram de comer e beber água, correndo com toda a força - para ganharem alguma competição imaginária - dando um encontrão. Isso mesmo. Foi tão forte, tão forte, que Pedrão, assim que sua testa encontrou a testa do Dudu, voou para trás, caindo de costas no chão. Dudu fez a mesma coisa. Só que atrás dele havia a quina da minha porta. Uma pequena porta de madeira maciça que possui uma quina afiada como faca. Ah! O Dudu era carequinha na época.
Lógico que abiu um corte mega fundo e o sangue escorria aos montes.
O pânico começou. Só que em mim, claro.
Eu peguei a Alice no colo - até hoje não sei porque - e comecei a acalmá-la. Ela começou a chorar. Peguei o Pedro no colo e comecei a acalmá-lo. Ele também começou a chorar. Corri para a Dani para acalmá-la. Ela....começou a ME acalmar.
_Bruna, calma...calma...pega um pouco de gelo para eu colocar na cabeça do Dudu.
Sai correndo e percebi que eu tinha três geladeira - em casa, na churrasqueira e na casa do meu sogro - e em nenhuma tinha gelo. Eu corria de um lado para o outro, com as duas crianças no colo, em pânico de ver o tanto de sangue que saia da cabeça do Dudu. Eu tinha que fazer alguma coisa. Fui até meu freezer, peguei uma peça da bacon congelado e taquei na cabeça do menino. O sangue estancou, e foi parando não só de escorrer, como a dor também foi melhorando e ele foi acalmando. O bacon funcionou.
Não contente, eu e Dani - agora já mais calmas - começamos a ficar preocupadas com aquele corte aberto e ele brincando e correndo - Dudu essas horas já estava impaciente para voltar para a corrida. Eu já queria levá-lo para o hospital e dar um milhão de pontos. Mas a Dani, já mais acostumada e muito mais calma que eu, viu que não seria necessário. Então tivemos a brilhante ideia de colocar um band-aid. Isso mesmo, minha gente, colocamos um band-aid em uma cabeça com um corte grande - e fundo - e cheia de cabelos.
Dudu brincou e não sangrou mais. O resultado foi: um galo tamanho médio na testa do Pedro, e tivemos que cortar o pouco de cabelo que o Dudu tinha para tirar o band-aid depois.
O importante é que o bacon funcionou. Mas, por via das dúvidas, eu sempre tenho gelo no meu freezer depois desse dia.
Até mais.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Escola é legal.

Já faz um tempo escutei uma mãe descendo o sarrafo em outra mãe que teve a infeliz ideia de comentar com ela que iria colocar seu filho de dois anos na escola para interagir com crianças. Ela dizia que falar isso era só uma forma da mãe esconder de si mesma o quanto não aguenta ficar mais com os filhos.
Bom, respeitando a lei de que cada um tem sua opinião, eu analisei sozinha a questão e cheguei a algumas conclusões particulares - claro.
Minhas experiências são as seguintes: Pedrão, quando nasceu, eu trabalha igual maluca. Então quem cuidava dele era minha mãe, pois achamos melhor do que colocá-lo tão cedo em uma escola - já que tínhamos a opção de mantê-lo em casa. Quando Pedrão estava para completar dois anos, eu parei de trabalhar, e continuei com ele em casa. Até que um dia, ele estava brincando na água do banho, percebi que ele brincava de lavar louça. Morri de dó. Por mais que eu passasse o dia brincando e criando um milhão de coisas com ele - e era exatamente isso -, nunca seria igual a brincar com crianças da mesma idade. Então, quando ele estava para completar três anos, o matriculei na escola.
A Alice, quando nasceu, eu já não estava mais trabalhando fora, e minha casa já estava em um ritmo em que quase todos os dias havia uma criança diferente aqui. Então achei que, por ter tanta criança convivendo com ela, a escola não faria falta. Mas as crianças que frequentam minha casa são meninos, e são mais velhos, ou seja, ninguém da bola para ela. E agora que ela já esta maiorzinha, eles vem aqui e ela fica doida querendo brincar, mas eles não querem brincar com ela.
E tem outra, quando a Alice vai comigo na escola do Pedrão, ela chora que quer ficar lá. Ela fica simplesmente alucinada ao ver aquele monte de crianças correndo, brincando e se divertindo.
Eu sei que isso não é base para muita coisa, pois ela realmente não entende que irá ficar lá sozinha, sem a mãe e tal. Mas dá para ver que ela sente a necessidade de ter amigos de sua idade por perto.
Eu acho que escola não só é muito importante, como é muito legal para as crianças. Adoro ter a oportunidade de poder ficar mais tempo perto dos meus filhos, e imaginei que isso supriria a necessidade de uma vida escolar antecipada. Mas percebo que hoje em dia, se as crianças não vão para a escola, dificilmente irão ter um circulo de amigos formado em outro lugar.
Eu não moro em condomínio, e minha rua é muito perigosa, ninguém sai para brincar ou até mesmo para conversar no portão. Se Pedrão não tivesse ido para a escola, hoje não teria esse monte de amiguinhos que completam nossas vidas. E eu, não teria esse monte de casais amigos com filhos da mesma idade que proporcionam momentos de descontração para mim e para meus filhos ao mesmo tempo. E, mais do que isso, não teríamos nossos cafés, e para finalizar, nem existiria esse blog.
Resumindo: foi bom para toda a família.
Por essas e outras que acho que a escola faz bem para as crianças, e as ajudam a interagir sim. Muito melhor se pudermos escolher a fase que achamos melhor para colocá-los lá, mas de qualquer forma, sempre irá fazer bem para eles. Se começarem no berçário, ou se começarem com seis anos, todas as mães serão unânimes em dizer que os filhos adoram ir para a escola.
Ano que vem, minha Lilica irá começar. E tenho certeza de que ela irá curtir muito e aproveitará cada momentinho lá dentro. Enquanto isso, eu, como mãe e dona de casa, também não tenho vergonha de dizer, que terei meus momentinhos de sossego e carregamento de bateria. Mais uma vez, será bom para toda a família.
Até mais.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dormir abraçadinho com filhos...ahh...que delícia...

_Mããeee....posso dormir na sua cama??
Qual mãe que nunca ouviu isso na vida? E qual mãe que nunca gostou de ter o seu pequeno dormindo agarradinho com ela?
Bom, eu sempre me imaginei com meus filhotes vindo na minha cama e ficando abraçadinhos com papai e mamãe.
É claro que a realidade é muuuuito diferente. Quando Pedrão nasceu, com todas as dificuldades que ele tinha para dormir, eu morria de medo de que ele não conseguisse sair da minha cama quando mais velho. E também, ele chegava na minha cama e ficava completamente aceso. Nada de sono.
A Alice já foi acostumada a dormir sozinha no berço. Eu a coloco lá, e ela dorme. Por isso, não consegue pegar no sono se está com a gente.
Mas, como ninguém é de ferro, nem mesmo as crianças, vira e mexe eles correm para a minha cama. Geralmente eu adoro, fico feliz por estarem querendo isso. Mas não demora para eu me arrepender em acatar o pedido.
Acompanhem comigo:
mais ou menos duas horas da manhã, Pedrão me chama. Vou até lá para ver o que é, e ele faz o pedido. Eu estou morrendo de sono, ainda meio sonhando, mas mesmo assim vem aquela alegriazinha e eu deixo que ele vá comigo. Nos deitamos. Eu me ajeito, afofo o travesseiro, e o abraço bem apertadinho.
Então ele sente uma coceira no pé. Solta uma mão e coça, coça, coça, então para. Me ajeito de novo.
Então ele sente uma coceira no bumbum. Solta de novo a mão e coça, coça, coça. Antes mesmo de voltar a me abraçar, ele já começa a coçar a cabeça. Coça, coça, coça. Meus olhos já não estão mais tão fechados quanto antes, mas ainda estou com muito sono. Resolvo me desfazer do abraço e fico só encostadinha nele. Me ajeito de novo, em outra posição e suspiro para relaxar de novo.
Entãooo, ele começa a murmurar acontecimentos do ultimo episódio do Ben 10 Ultimate. Mando ele ficar quietinho pois é hora de dormir. Ele reclama, mas, depois de se mexer por aproximadamente dez minutos até acha a posição correta, ele dorme. Demoro para relaxar, pois fiquei agitadinha com as coceiras e tudo mais. Quando, enfim, volto a ficar acomodada, um sonho começa a querer apontar em meu subconsciente, até que: PANF! Tomo uma mãozada na cabeça. Como estava quase passando para o sono pesado, o susto é muito maior do que era para ser. Me acalmo e tento de novo. Meu sonho recomeça e então: PUFT! O pé dele está meu pescoço. Teve dia que ele puxou meu cabelo. PUXOU MEU CABELO DORMINDO, MINHA GENTE! Não há sono que resista a isso.
O mais engraçado é que quando eu o vejo dormindo em sua caminha, ele está sempre quietinho, tranquilo e na mesma posição. O que será que acontece? Minha cama tem algum tipo de repelente de criança, no qual, meu colchão detecta a presença de pequenas pessoas então solta leves alfinetadas, fazendo com que a criança desista de seu sono tranquilo?
A verdade é que eu AMO dormir com meus filhos. Eu virada para a esquerda, e eles virados para a direita, e entre nós uma distância de pelo menos dez centímetros. Acho que a gente pode ficar abraçados durante o dia, o efeito emocional deve ser o mesmo, não é?
Até mais.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Tecnologia acima de tudo.

Já faz um tempo, fui buscar Pedrão na escola e encontrei a Dani (mãe do Dudu). Quando ela parou em seu carro, eu vi que ela tinha aqueles aparelhinhos de Dvd's portátil. Eu olhei e, toda empolgada, falei que achava legal aquilo, pois com o trânsito que pegamos na saída da escola, é uma boa distração para as crianças e tal. Então ela disse que não usava durante a semana, pois se ligasse a pequena TV, não havia mais conversa no carro.
Eu bufei e fui embora. Naquele momento para mim, a única coisa que me atraia eram alguns minutos de silêncio, e mais nada.
Foi então que nós trocamos de carro, e o rádio do carro novo deu um problema e ficou no conserto durante um mês  por causa da garantia.
A diferença das idas e vindas de carro que faço com as crianças foi gritante. Sem o rádio, a gente conversava, brincava e até cantava musicas trocando todas as letras. Por incrível que pareça, a falta do silêncio não me fez mal, pelo contrário, me deixou mais feliz.
Comecei a fazer a mesma coisa em casa. Antes, o primeiro que acordava, ligava a TV. E dificilmente ela seria desligada antes do horário de sair para ir a escola. Ou seja: eu limpando, lavando, correndo, e as crianças, cada uma de um lado do sofá, vidradas na TV. Restringi os horários de televisão, e as brincadeiras começaram a fluir melhor.
Confesso que não havia reparado que a situação estava desse jeito. Acho que isso foi acontecendo gradualmente aqui em casa, então , talvez, foi por isso que demorei para perceber que estávamos assim.
Hoje em dia achamos o máximo quando uma criança de dois anos domina quase completamente um aparelho celular, ou um mouse de computador. Mas não percebemos que isso os isola do mundo. Eles ficarão como nós, cada um em seu aparelho, curtindo suas próprias coisas sem ao menos olhar para os lados.
Penso assim, internet, celular, tablets, essas coisas, são muito legais. Ajudam o nosso dia a dia, de certa forma. Mas ao mesmo tempo nos afasta do mundo real, do contato humano. Não consigo achar que a tecnologia seja tão ruim, mas também começo a ver o quanto ela prejudica em alguns aspectos.
Mais uma vez devemos achar o equilíbrio. Mas será fácil achar o equilíbrio, sendo que nós mesmas somos "viciadas" nisso tudo?
Adotei o método de controle de tempo aqui em casa. Deixo jogar video game por um tempo, assistir TV em outro tempo, e por ai vai. Mas nada rigoroso demais, tento fazer tudo parecer natural. Enquanto estão assistindo alguma coisa que vejo que não é tããooo legal assim, os chamo para ver o passarinho esquisito lá fora. E funciona. Eles se distraem e não voltam para o sofá. No carro, só coloco musica, depois que vejo que os assuntos já se esgotaram, e que todos querem curtir um momento quietinho no seu canto.
Tenho que dar a mão a palmatória: a Dani tinha razão. Com tecnologia por perto, não há conversa.
Que tal ensinarmos nossos pequenos a mexer nisso tudo - se faz necessário, para o futuro deles mesmos -, mas também ensinarmos que brincar de pega-pega, ou jogar peteca, ou ler um livro, ou jogar um jogo apenas as vezes é até mais legal que um jogo de computador?
Sei lá. Acho que a gente vai acabar curtindo muito mais nossos filhos, e eles vão ter lembranças ótimas de sua infância.
Até mais.