sábado, 1 de setembro de 2012

10 MANEIRAS FÁCEIS PARA SE CRIAR UM DELINQUENTE.

Achei isso muito interessante....

1 - Comece na infância a dar a seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando ele crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja.
2 - Quando ele disser nomes feios, ache graça. Isto o fará considerar-se interessante.
3 - Nunca lhe dê orientação religiosa ou moral. Espere até que ele chegue aos 21 anos, e "decida por si mesmo".
4 - Apanhe tudo o que ele deixar jogado pela casa: livros, roupas, sapatos, etc. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar sobre os outros toda a responsabilidade pelos seus atos.
5 - Discuta com frequência na presença dele. Assim, não ficará muito chocado quando o lar se desfizer mais tarde.
6 - Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar seu próprio dinheiro. Por que terá ele de passar pelas mesmas dificuldades por qual você passou?
7 - Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negar, pode acarretar frustrações prejudiciais.
8 - Tome o partido dele contra vizinhos, professores, policiais. Afinal, todos tem má vontade para com seu filho.
9 - Quando ele se meter em alguma encrenca séria, de esta desculpa: "nunca consegui dominá-lo".
10 - Agindo assim, prepare-se para uma vida de desgosto. Será o seu merecido destino.
Autor desconhecido e inteligente.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Você tem medo de que????

Do que você tem medo?
Essa pergunta foi lançada para as mamys, por email e por acaso, depois da Tia Fá - mais conhecida como mãe do Samuca - confessar alguns medos que ela tem. Ela fez um desabafo que rendeu um milhão de emails em resposta, com mais um monte de desabafos também. Até que uma das mamys - que eu já nem lembro qual - comentou que nossos medos não podem ser transferidos para nossos filhos.
Pensando um pouco melhor nisso, percebi que a maioria de nossos medos foram passados pelas nossas mães, ou seja, iremos passar os nossos para nossos filhos.
Um exemplo meu: eu morria de medo de escuro. Pavor mesmo. Sempre dormi no quarto com minha mãe, e a gente sempre deixava uma luz acesa - ou de um abajur ou de outro cômodo perto. Só para vocês terem ideia do tamanho desse meu medo, uma vez a energia parou no meio da madrugada, eu estava dormindo, claro, mas meu subconsciente - acho que foi ele - me avisou e na mesma hora eu acordei suando sem conseguir enxergar um palmo à minha frente.
Então, eu casei. E meu marido não consegue dormir com nenhuma luz por perto. Nem aquelas luzes pequenas de televisão, que ficam o tempo todo acesas. Pensei: e agora?
Na primeira noite, fiquei dez minutos acordada agarrado no pescoço dele. Na segunda, nem lembrei que estava no escuro. Hoje em dia, me irrita saber que tem luz acesa em algum lugar perto de mim durante a noite. Enquanto minha mãe, até hoje, não gosta de dormir sem uma luz acesa.
Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Minha mãe nunca chegou para mim e disse: Escuro é ruim e eu tenho medo. Até hoje ela diz que não tem medo, apenas não gosta.
Pegaram a essência da coisa?
É simples. Medo é medo. Não se controla, não se engana e não se esconde. A gente sente, e mesmo que não verbalize, mostramos que estamos sentindo. E nossos filhos o captam melhor do que qualquer outra pessoa. Por mais que a gente não queira, eles percebem nossa insegurança e acabam ficando inseguros também, e isso, mais tarde, vira medo.
Depois desses emails, comecei a reparar e lembrar como eu lido com meus medos perto das crianças. Eu nunca tentei enganá-los. Juro mesmo. Uma vez, estávamos no Hopi Hari e Pedrão queria ir na roda gigante. Eu ando em qualquer brinquedo, MENOS na roda gigante. Tenho pavor daquilo. Então eu disse para ele, que eu tinha muito medo, mas se ele queria tanto ir eu o acompanharia. Eu fui, quase tive um AVC de tanto medo, e ele ficou o tempo todo segurando minha mão e me dando força. Fomos três vezes - mãe é mãe. No fim ele me disse: Parabéns, mamãe, conseguiu enfrentar seu medo. Fofo, eu sei, mas me deu até tique nervoso depois disso.
A única conclusão a que cheguei, foi que todas temos medo de alguma coisa. E isso é bom. Nos mantém prudente e cuidadosas, desde que seja na medida correta - nada que seja em exagero faz bem. Mas o que eu acho que devemos passar para nossos filhos - já que o medo é inevitável -, é que não devemos ter vergonha de sentirmos medo. Temos que falar sobre ele, e quem sabe até tentar enfrentá-lo, mas nunca, jamais menosprezá-lo. Isso irá mostrar para nossos pequenos que estamos sendo sinceras com eles e, acima de tudo, que iremos respeitar quando eles sentirem a mesma coisa.
Com medo ou sem, o importante é a relação de confiança que iremos criar com eles e que irá ficar cada vez mais forte. E isso, na minha opinião, ajuda a qualquer um enfrentar o medo e a insegurança que for.
Acho que é isso.
Até mais.

domingo, 19 de agosto de 2012

Atividades extra estressantes.

Uma das coisas mais difíceis em ter dois filhos - pelo menos para mim, claro - é conciliar tudo o que você quer fazer com o filho mais velho, tipo esportes, brincadeiras e aulas extras, com a boa vontade do filho menor. Bom, semana passada eu tive meu pequeno teste para saber se devo ou não continuar arrumando coisas para Pedrão fazer.
É assim: terça de manhã, Pedrão tem meia hora de fono; sexta de manhã, uma hora de Radkids - esporte. Pouco não é? Não para quem tem que ficar na espera com uma pequenina de dois anos chamada Alice.
Vamos começar pela terça-feira. Levantamos, nos alimentamos, arrumamos tudo e deixei que a Lilica escolhesse seu objeto de distração - vulgo, brinquedo - para ficar na sala de espera enquanto Pedrão está lá treinando seus Rs.
A sala de espera da clínica não é nada atrativa para crianças. Aliás, para qualquer mãe um pouco mais zelos, aquilo parece uma bomba atômica prestes a explodir. Escadas sem proteção, e um sofá bem em baixo do parapeito da mesma. Eu sempre me sento ali, para impedir que Alice tente "ver" quem está subindo. Mas nessa terça, tive que levantar para assinar uns papéis. Nem cheguei na mesa da recepcionista. Foi só me levantar, para a Alice dar um moshe no sofá e se deitar no parapeito como se estivesse presa a um paraquedas. A sala inteira pulou na direção dela. Uma das mulheres até me atropelou na tentativa de chegar antes. Não aconteceu nada com ela, claro, mas com meu coração...bom, esse envelheceu uns trinta anos só nesse dia.
E depois de dois dias de intensos momentos caseiros, chega a tão clamada sexta-feira. E vamos nós para o Radkids do Pedrão. Ele adora. Encontra José Henrique - seu amigão -, e faz todas os esportes de uma vez.
Enquanto ele está lá, pulando, se exercitando e se divertindo, estou eu, Juli - mãe do José Henriquei - e Lilica esperando os pimpões. Depois de quinze minutos, o pequeno espaço de espera é tedioso demais para ela. Ficamos em um sobe e desce sem fim em uma escada - acho que ela tem um quê com escadas - até ela achar a porta da rua e resolver que ficar parada no meio - literalmente - da rua é bem mais divertido que ficar na salinha chata de espera. Claro que ela nem chegou a tentar essa possibilidade, eu a tirei de lá sob protestos árduos: choros altos, bateção de pé e gritaria. Juli essas horas era somente mais uma lendo revistas tranquilamente na sala que um dia foi silenciosa.
Depois de alguns minutos - que pareceram horas para mim -, Alice para na portinha da sala do Radkids e fica lá, calma e serena, olhando o irmão e o amigo treinarem, tagarelando palavras consigo mesma. Me sentei para respirar um pouco. E quando olhei para Juli e pensei em trocar meia dúzia de palavras com a minha amiga, escutamos um barulhinho de água. Bom, é uma academia de natação, pensei comigo, deve ser água da piscina. Mas o raciocínio de mãe foi um pouco mais rápido. Percebi que só tinha o barulhinho de água. Mais nada. Sem voz da Alice de fundo. Quando pensei em olhar com mais atenção de onde vinha a água, Juli vira para mim e diz:
_Brunaa...a Alice ta apertando o botão da água!
Dei um pulo de quinze metros da cadeira e saltei em direção ao bebedouro - chiquééééérrimo - que tem ali, onde a santinha estava apertando o botão de sair água sem copo em baixo.
....
Sim, minha gente. Tudo isso é pouco para mim. Fui eu - somente eu - que quis que Pedrão fizesse atividades extras na parte da manhã. Agora eu tenho que aguentar.
Por isso, mães de mais de um filho, pensem bem - na verdade muuuuito - quando quiserem fazer coisinhas com seus filhotes mais velhos. A não ser que o lugar onde ele vá tenha brinquedoteca com monitor. Aí sim vai funcionar.
Até mais.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

É a mãe que mima a filha? Não, é o irmão mesmo.

Estou com um pequeno problema aqui em casa. Primeiramente, para vocês conseguirem entender, tenho que fazer um pequeno resumo sobre as personalidades dos meus filhos.
Pedrão: mega ativo, solidário, carinhoso, compreensivo e bonzinho - no sentido total da palavra.
Alice: ativa, independente, decidida, teimosa, carinhosa, meiga e turrona - no sentido literal da palavra.
Agora uma cena corriqueira das manhãs aqui em casa: Alice e Pedrão sentam-se no sofá para assistir um filme. Pedrão quer Era do Gelo - ele já desistiu dos filmes do Max Steel e Ben 10 -, mas Alice quer Galinha Pintadinha. Quem vence? Alice.
Os dois resolvem ir brincar no quintal. Pedrão quer andar de bike, mas Alice quer ir na balança - que é em um lugar onde só pode ir com um adulto. Quem vence? Alice.
Pedrão quer brincar na árvore - aquela que segura a balança que a Alice estava querendo ir -, mas Alice resolve que quer ir para a brinquedoteca. Quem vence? Alice, de novo.
Então vocês devem estar se perguntando, por que a MÃE não toma uma atitude e ensina essa menina a parar de ser mimada e conseguir tudo o que quer? A resposta é exatamente o meu grande problema. Quem cede a tudo é o próprio irmão. Mas ele não faz isso por que ele realmente quer aquilo que ela pediu, ele só cede por ficar com dó da pequena irmã.
Lindo, não é?
Bom, não fica assim tão lindo quando estou na casa de alguém, e a pequena Lilica resolve "escolher" o quer assistir, brincar ou fazer. Ela já se acostumou que todos cedem ao que ela quer. Pelo menos em casa, com seu irmão é assim.
Já tentei conversar com Pedrão, expliquei e expliquei novamente. Não adiantou. Então mudei de estratégia, e, quando isso acontecia, eu brigava com ela e com ele. Mas ele ficava tão chateado, tão tão tão chateado que eu não aguentava e o agradava. Mas ele pedia - na verdade, quase implorava - para que eu não a castigasse mais.
A pergunta básica é: E AGORA?
Quando fico sozinha com a Lilica, consigo ensiná-la e ela fica na boa. Mas é só o irmão chegar que ela já começa com suas exigências. Ela fica pior do que criança junto de mãe.
Estou tentando levar numa boa, ensinando quando dá e educando quando posso. Mas não vou mentir, está difícil.
Então eu lhes pergunto: e agora, mamys?
Até mais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Achei a luz no fim do túnel.

Eu estava lendo alguns posts antigos meus, e comecei a relembrar da época que a Lilica nasceu. Na verdade, o que me lembrei mesmo foi do perrengue que eu passava para cuidar de um bebezinho e um menino mega ativo e ciumento.
Não foi nada fácil. E eu não estou falando da canseira, dessa vez. Canseira, se você for pensar, é bem fácil de lidar. Você descansa - fácil assim, né?! -, em alguma hora do dia a gente sempre arruma um minuto para dar um respirada. Nem que essa respirada seja pequena e acabe logo. Mesmo assim, essa ainda é a parte fácil. Pelo menos para mim.
Eu limpava casa, dava de mamá, limpava mais um pouco, trocava fralda, fazia comida, brincava de monstro, continuava a comida, jogava bola, fazia todo mundo comer e voltava a cuidar de tudo de novo. Um ciclo contínuo e desgastante. Mas o que sempre me judiou, que me deixava acabada e esgotada mesmo, era ver meu primeiro amorzinho, meu príncipe, meu pequerrucho Pedrão, sofrendo por ciúmes. E ele sofria. Ele olhava para irmãzinha, adorando e idolatrando aquela coisinha que já se encantava somente com sua voz, e queria brincar e fazer alguma coisa com ela. Mas ela só sabia olhar para ele. Aí ele olhava para mim, querendo brincar e fazer alguma coisa comigo. Mas ele só podia olhar, pois eu estava cuidando daquele serzinho pequenino e com alto poder de persuasão com seu choro.
É duro para nós, mães, que amamos todos os filhos igualmente, ver um deles sofrer por uma escolha nossa.
E a cada dia que passava, a cada conquista nova da Alice, Pedrão sofria mais com todas as atenções voltadas à ela, e para ele só sobravam as broncas e a frase: _Você já é grande, pode fazer isso sozinho, não é? E lá ia ele, desanimado, mostrar que ainda tinha um pouco de dignidade em seus cinco anos de vida.
Mas, como tudo na vida, a gente sempre alcança a luz no fim do túnel. Depois de tanto sofrimento, tantos problemas e encanações, os dias de calmaria chegaram. Agora que a Lilica está com dois anos - olha só, que mocinha -, os dois interagem e brincam juntos. Eles se divertem, correm, brincam, brigam e tomam bronca juntos. Tudo por igual. Pedrão é uma nova criança. Compreensivo, paciente e carinhoso. Nem dá para acreditar.
Hoje em dia consigo fazer almoço, olhando os dois brincando quietinhos - vocês entendem o quietinho que estou dizendo, não é?! -, e limpar a casa está voltando a ser um evento normal, como antigamente, aos poucos.
Estou falando isso, por que vejo algumas das mamys passando o perrengue que eu passava, e eu sinto agonia. Agonia por saber exatamente qual é a sensação que temos quando isso acontece. Mas gente, isso passa. Ciúmes, eu sei, é para vida inteira, mas as coisas melhoram e se acalmam de uma tal forma, que as vezes me sinto protagonista das propagandas de margarina. É só respirar, entoar um mantra, e aguentar mais um pouquinho. Os pequenos irão se curtir e se amar como a gente sempre sonhou.
Assim esperamos, para a vida inteira.
Até mais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Tudo acabou bem? Então agora posso dar risada.

Sabe aquele tipo de situação que é preocupante, perigosa e até pode levar à morte, e que depois que acaba - e tudo está bem, claro - a gente lembra e não consegue parar de rir? Bom, esse tipo de coisa acontece quase sempre comigo, mas esse acontecimento serve até de alerta para quem tem filhos com uma pitada de terrorismo no sangue.
Era um dia normal, como todos os outros. Corrido, insano e estressante. Manhã agitada, crianças atacadas e eu contando os minutos para poder levar Pedrão na escola e ter pelo menos um pouquinho de tranquilidade. Levei Pedrão na escola, Alice dormiu um pouco, arrumei a casa e quando vi, já estava atrasada para pega-lo de novo - as horas voam quando estamos tranquilas. A ida para buscá-lo foi sossegada. Alice foi o caminho todo cantando musiquinha e batendo palmas. Adorou pegar o Tatão e levá-lo até o carro de mãos dadas e tudo mais.
Até que eu, a mãe, resolvo colocá-la de volta em sua cadeirinha - um abuso de minha parte. Se alguém tivesse soltado uma granada dentro do meu carro, não teria feito tanto barulho quanto essa pequenina estava fazendo ao lutar contra minhas forças. Eu tentava prendê-la, e ela escorregava e gritava. Quando consegui passar o cinto, ela já estava inteira vermelha de tanto chorar e de tanta raiva. Mas ficou sentada. Torta e com um braço solto, mas ficou.
Comecei a andar com o carro e, claro, peguei o maior trânsito já registrado na cidade de Jundiaí. Demorei mais de quinze minutos para chegar até o viaduto da Ponte São João. Para quem não conhece esse viaduto, ele é duas mãos, uma mão que vai e outra que vem. Um carro de cada lado. Se o carro quebrar ou tiver que parar ali, todo mundo pára junto. Pois é. Eu parei o viaduto. Assim que meu carro chegou no pico do viaduto - para não ter chance de sair dali -, a Alice consegue se soltar e cai no assoalho do carro. Começa a pular, gritar e subir no encosto do banco da frente. Eu tentava controlar a situação de onde eu estava, mas quando vi que ela estava prestes a cair de cabeça no chão, não pensei duas vezes. Parei o carro, desci correndo, fui até o lado da porta dela - ela senta do lado oposto ao meu -, gritei, puxei e apertei ela de novo em sua cadeirinha até ela ficar vermelha novamente. Fechei a porta, dei saudações com o dedo do meio para todos que estavam buzinando e voltei a dirigir.
Ela parecia ter se convencido de que não poderia sair dali, pois ficou quietinha. Não se ouvia mais sua voz. Não se ouvia mais choro. Respirei fundo e apreciei o silêncio. De repente escuto Pedrão:
_Mãe, olha a Alice. Acho que é perigoso.
Olhei esperando ver ela com o dedo no nariz ou sei lá. Mas ela estava com meio corpo para fora, pendurada no vidro que ela mesma abriu e completamente solta do cinto que ela mesma escapou. Peeeeeeeeeeeensa em uma loka saindo do carro - com ele ainda andando -, no meio da rua, tirando uma garotinha pela janela que já estava quase saindo sozinha? Pois é, minha gente. E ela ainda ficou chorando e gritando porque queria andar daquele jeito no carro. Ainda bem que eu já estava perto de casa. Assim que parei o carro, eu chorei. Acho que fiquei um pouco nervosa e estressada. Sei lá.
Ou talvez eu só tenha ficado chateada com um senhorzinho que, enquanto eu tirava a Alice da janela, gritou para mim: _Mãe relaxada, não sabe para que serve o cinto de segurança??!!!
Acho que preciso de férias.
Até mais.

domingo, 29 de julho de 2012

Aprecie o morango. Sempre.

Sexta-feira fomos no Hopi Hari. Uma galerinha das boas nos acompanhou. Para variar foi super divertido, mega engraçado e blaster cansativo. Mas Hopi Hari é sempre Hopi Hari, eu me acabo e deixo todo mundo que está comigo acabado também - inclusive as crianças.
Mas dessa vez algo foi diferente para mim. Eu fiquei dividida. O dia todo, o tempo todo. Vou explicar. A Alice foi junto - claro -, e ela não pode ir em quase nenhum brinquedo pois não tem o tamanho que é permitido no parque. O Pedrão, pelo contrário, já pode ir em quase todos e ainda adora os mais radicais - que no dia não estavam funcionando, uma pena para ele. Então...com quem eu vou e em qual brinquedo? Para agradar o Pedrão, eu deixava a Alice com uma das mamys que estavam junto, para agradar a Alice, eu deixava o Pedrão com uma das mamys ou ele ia sozinho com os amigos, quando dava.
Pensando agora, nem parece tão problemático. Mas, minhas amigas, quando eu passava no brinquedo e olhava a carinha da Alice me esperando, fazendo tchauzinho e me chamando...não vou negar, meu coração ficou despedaçado. Teve horas que eu tinha vontade de ir embora e brincar o dia todo com eles na balancinha - humilde e mequetrefe - que temos aqui em casa.
Outras vezes eu me sentia uma mãe péssima por não conseguir dar conta dos dois de uma vez. Onde já se viu eu ter que desagradar a um por causa do outro? E ainda eu cedi à minha própria vontade no fim do dia, e deixei os dois com as mamys para ir na montanha russa. Pensa em uma fila demorada - ficamos vinte minutos nela - e cruel. Fique tensa, preocupada e olhando para lugar nenhum a toda hora para ter certeza de que nenhum deles estariam chorando ou coisa e tal.
No fim das contas o dia foi ótimo, claro. Pedrão amou de paixão e a Alice não para de falar no Castelo que tinha a boneca que dança e no carro do céu - mais conhecido como carrossel. Desde sexta-feira não se fala de outra coisa aqui em casa a não ser dos acontecimentos do Hopi. Só eu que fiquei pensando e preocupada com coisas desnecessárias. Para variar.
É incrível como temos o poder de estragar nossos próprios passeio com pequenas besteiras que nós mesmas colocamos em nossas cabeças de vez em quando. Por que somos assim? Ou melhor, por que EU sou assim? Deu tudo certo, todo mundo adorou - até a Kátia Fabiana gostou, vá...- mas eu fiquei me martirizando durante horas e horas à toa.
Tem uma história de um samurai que está fugindo de um leão, quando de repente cai em um precipício, mas acaba conseguindo se pendurar em um galho. Em cima, um leão esfomeado, em baixo...bem, em baixo, né?! Ele olha do lado e tem um morango nascido naquele galho. Então ele pega o morango e come, apreciando lentamente. Moral? Quando não se tem saída, aprecie o morango. Aprecie o momento.
É o que vou tentar, a partir de agora, fazer. Se eu tivesse apenas apreciado o morango na sexta-feira, teria aproveitado um pouco mais. Com certeza.
Até mais.