domingo, 19 de agosto de 2012

Atividades extra estressantes.

Uma das coisas mais difíceis em ter dois filhos - pelo menos para mim, claro - é conciliar tudo o que você quer fazer com o filho mais velho, tipo esportes, brincadeiras e aulas extras, com a boa vontade do filho menor. Bom, semana passada eu tive meu pequeno teste para saber se devo ou não continuar arrumando coisas para Pedrão fazer.
É assim: terça de manhã, Pedrão tem meia hora de fono; sexta de manhã, uma hora de Radkids - esporte. Pouco não é? Não para quem tem que ficar na espera com uma pequenina de dois anos chamada Alice.
Vamos começar pela terça-feira. Levantamos, nos alimentamos, arrumamos tudo e deixei que a Lilica escolhesse seu objeto de distração - vulgo, brinquedo - para ficar na sala de espera enquanto Pedrão está lá treinando seus Rs.
A sala de espera da clínica não é nada atrativa para crianças. Aliás, para qualquer mãe um pouco mais zelos, aquilo parece uma bomba atômica prestes a explodir. Escadas sem proteção, e um sofá bem em baixo do parapeito da mesma. Eu sempre me sento ali, para impedir que Alice tente "ver" quem está subindo. Mas nessa terça, tive que levantar para assinar uns papéis. Nem cheguei na mesa da recepcionista. Foi só me levantar, para a Alice dar um moshe no sofá e se deitar no parapeito como se estivesse presa a um paraquedas. A sala inteira pulou na direção dela. Uma das mulheres até me atropelou na tentativa de chegar antes. Não aconteceu nada com ela, claro, mas com meu coração...bom, esse envelheceu uns trinta anos só nesse dia.
E depois de dois dias de intensos momentos caseiros, chega a tão clamada sexta-feira. E vamos nós para o Radkids do Pedrão. Ele adora. Encontra José Henrique - seu amigão -, e faz todas os esportes de uma vez.
Enquanto ele está lá, pulando, se exercitando e se divertindo, estou eu, Juli - mãe do José Henriquei - e Lilica esperando os pimpões. Depois de quinze minutos, o pequeno espaço de espera é tedioso demais para ela. Ficamos em um sobe e desce sem fim em uma escada - acho que ela tem um quê com escadas - até ela achar a porta da rua e resolver que ficar parada no meio - literalmente - da rua é bem mais divertido que ficar na salinha chata de espera. Claro que ela nem chegou a tentar essa possibilidade, eu a tirei de lá sob protestos árduos: choros altos, bateção de pé e gritaria. Juli essas horas era somente mais uma lendo revistas tranquilamente na sala que um dia foi silenciosa.
Depois de alguns minutos - que pareceram horas para mim -, Alice para na portinha da sala do Radkids e fica lá, calma e serena, olhando o irmão e o amigo treinarem, tagarelando palavras consigo mesma. Me sentei para respirar um pouco. E quando olhei para Juli e pensei em trocar meia dúzia de palavras com a minha amiga, escutamos um barulhinho de água. Bom, é uma academia de natação, pensei comigo, deve ser água da piscina. Mas o raciocínio de mãe foi um pouco mais rápido. Percebi que só tinha o barulhinho de água. Mais nada. Sem voz da Alice de fundo. Quando pensei em olhar com mais atenção de onde vinha a água, Juli vira para mim e diz:
_Brunaa...a Alice ta apertando o botão da água!
Dei um pulo de quinze metros da cadeira e saltei em direção ao bebedouro - chiquééééérrimo - que tem ali, onde a santinha estava apertando o botão de sair água sem copo em baixo.
....
Sim, minha gente. Tudo isso é pouco para mim. Fui eu - somente eu - que quis que Pedrão fizesse atividades extras na parte da manhã. Agora eu tenho que aguentar.
Por isso, mães de mais de um filho, pensem bem - na verdade muuuuito - quando quiserem fazer coisinhas com seus filhotes mais velhos. A não ser que o lugar onde ele vá tenha brinquedoteca com monitor. Aí sim vai funcionar.
Até mais.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

É a mãe que mima a filha? Não, é o irmão mesmo.

Estou com um pequeno problema aqui em casa. Primeiramente, para vocês conseguirem entender, tenho que fazer um pequeno resumo sobre as personalidades dos meus filhos.
Pedrão: mega ativo, solidário, carinhoso, compreensivo e bonzinho - no sentido total da palavra.
Alice: ativa, independente, decidida, teimosa, carinhosa, meiga e turrona - no sentido literal da palavra.
Agora uma cena corriqueira das manhãs aqui em casa: Alice e Pedrão sentam-se no sofá para assistir um filme. Pedrão quer Era do Gelo - ele já desistiu dos filmes do Max Steel e Ben 10 -, mas Alice quer Galinha Pintadinha. Quem vence? Alice.
Os dois resolvem ir brincar no quintal. Pedrão quer andar de bike, mas Alice quer ir na balança - que é em um lugar onde só pode ir com um adulto. Quem vence? Alice.
Pedrão quer brincar na árvore - aquela que segura a balança que a Alice estava querendo ir -, mas Alice resolve que quer ir para a brinquedoteca. Quem vence? Alice, de novo.
Então vocês devem estar se perguntando, por que a MÃE não toma uma atitude e ensina essa menina a parar de ser mimada e conseguir tudo o que quer? A resposta é exatamente o meu grande problema. Quem cede a tudo é o próprio irmão. Mas ele não faz isso por que ele realmente quer aquilo que ela pediu, ele só cede por ficar com dó da pequena irmã.
Lindo, não é?
Bom, não fica assim tão lindo quando estou na casa de alguém, e a pequena Lilica resolve "escolher" o quer assistir, brincar ou fazer. Ela já se acostumou que todos cedem ao que ela quer. Pelo menos em casa, com seu irmão é assim.
Já tentei conversar com Pedrão, expliquei e expliquei novamente. Não adiantou. Então mudei de estratégia, e, quando isso acontecia, eu brigava com ela e com ele. Mas ele ficava tão chateado, tão tão tão chateado que eu não aguentava e o agradava. Mas ele pedia - na verdade, quase implorava - para que eu não a castigasse mais.
A pergunta básica é: E AGORA?
Quando fico sozinha com a Lilica, consigo ensiná-la e ela fica na boa. Mas é só o irmão chegar que ela já começa com suas exigências. Ela fica pior do que criança junto de mãe.
Estou tentando levar numa boa, ensinando quando dá e educando quando posso. Mas não vou mentir, está difícil.
Então eu lhes pergunto: e agora, mamys?
Até mais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Achei a luz no fim do túnel.

Eu estava lendo alguns posts antigos meus, e comecei a relembrar da época que a Lilica nasceu. Na verdade, o que me lembrei mesmo foi do perrengue que eu passava para cuidar de um bebezinho e um menino mega ativo e ciumento.
Não foi nada fácil. E eu não estou falando da canseira, dessa vez. Canseira, se você for pensar, é bem fácil de lidar. Você descansa - fácil assim, né?! -, em alguma hora do dia a gente sempre arruma um minuto para dar um respirada. Nem que essa respirada seja pequena e acabe logo. Mesmo assim, essa ainda é a parte fácil. Pelo menos para mim.
Eu limpava casa, dava de mamá, limpava mais um pouco, trocava fralda, fazia comida, brincava de monstro, continuava a comida, jogava bola, fazia todo mundo comer e voltava a cuidar de tudo de novo. Um ciclo contínuo e desgastante. Mas o que sempre me judiou, que me deixava acabada e esgotada mesmo, era ver meu primeiro amorzinho, meu príncipe, meu pequerrucho Pedrão, sofrendo por ciúmes. E ele sofria. Ele olhava para irmãzinha, adorando e idolatrando aquela coisinha que já se encantava somente com sua voz, e queria brincar e fazer alguma coisa com ela. Mas ela só sabia olhar para ele. Aí ele olhava para mim, querendo brincar e fazer alguma coisa comigo. Mas ele só podia olhar, pois eu estava cuidando daquele serzinho pequenino e com alto poder de persuasão com seu choro.
É duro para nós, mães, que amamos todos os filhos igualmente, ver um deles sofrer por uma escolha nossa.
E a cada dia que passava, a cada conquista nova da Alice, Pedrão sofria mais com todas as atenções voltadas à ela, e para ele só sobravam as broncas e a frase: _Você já é grande, pode fazer isso sozinho, não é? E lá ia ele, desanimado, mostrar que ainda tinha um pouco de dignidade em seus cinco anos de vida.
Mas, como tudo na vida, a gente sempre alcança a luz no fim do túnel. Depois de tanto sofrimento, tantos problemas e encanações, os dias de calmaria chegaram. Agora que a Lilica está com dois anos - olha só, que mocinha -, os dois interagem e brincam juntos. Eles se divertem, correm, brincam, brigam e tomam bronca juntos. Tudo por igual. Pedrão é uma nova criança. Compreensivo, paciente e carinhoso. Nem dá para acreditar.
Hoje em dia consigo fazer almoço, olhando os dois brincando quietinhos - vocês entendem o quietinho que estou dizendo, não é?! -, e limpar a casa está voltando a ser um evento normal, como antigamente, aos poucos.
Estou falando isso, por que vejo algumas das mamys passando o perrengue que eu passava, e eu sinto agonia. Agonia por saber exatamente qual é a sensação que temos quando isso acontece. Mas gente, isso passa. Ciúmes, eu sei, é para vida inteira, mas as coisas melhoram e se acalmam de uma tal forma, que as vezes me sinto protagonista das propagandas de margarina. É só respirar, entoar um mantra, e aguentar mais um pouquinho. Os pequenos irão se curtir e se amar como a gente sempre sonhou.
Assim esperamos, para a vida inteira.
Até mais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Tudo acabou bem? Então agora posso dar risada.

Sabe aquele tipo de situação que é preocupante, perigosa e até pode levar à morte, e que depois que acaba - e tudo está bem, claro - a gente lembra e não consegue parar de rir? Bom, esse tipo de coisa acontece quase sempre comigo, mas esse acontecimento serve até de alerta para quem tem filhos com uma pitada de terrorismo no sangue.
Era um dia normal, como todos os outros. Corrido, insano e estressante. Manhã agitada, crianças atacadas e eu contando os minutos para poder levar Pedrão na escola e ter pelo menos um pouquinho de tranquilidade. Levei Pedrão na escola, Alice dormiu um pouco, arrumei a casa e quando vi, já estava atrasada para pega-lo de novo - as horas voam quando estamos tranquilas. A ida para buscá-lo foi sossegada. Alice foi o caminho todo cantando musiquinha e batendo palmas. Adorou pegar o Tatão e levá-lo até o carro de mãos dadas e tudo mais.
Até que eu, a mãe, resolvo colocá-la de volta em sua cadeirinha - um abuso de minha parte. Se alguém tivesse soltado uma granada dentro do meu carro, não teria feito tanto barulho quanto essa pequenina estava fazendo ao lutar contra minhas forças. Eu tentava prendê-la, e ela escorregava e gritava. Quando consegui passar o cinto, ela já estava inteira vermelha de tanto chorar e de tanta raiva. Mas ficou sentada. Torta e com um braço solto, mas ficou.
Comecei a andar com o carro e, claro, peguei o maior trânsito já registrado na cidade de Jundiaí. Demorei mais de quinze minutos para chegar até o viaduto da Ponte São João. Para quem não conhece esse viaduto, ele é duas mãos, uma mão que vai e outra que vem. Um carro de cada lado. Se o carro quebrar ou tiver que parar ali, todo mundo pára junto. Pois é. Eu parei o viaduto. Assim que meu carro chegou no pico do viaduto - para não ter chance de sair dali -, a Alice consegue se soltar e cai no assoalho do carro. Começa a pular, gritar e subir no encosto do banco da frente. Eu tentava controlar a situação de onde eu estava, mas quando vi que ela estava prestes a cair de cabeça no chão, não pensei duas vezes. Parei o carro, desci correndo, fui até o lado da porta dela - ela senta do lado oposto ao meu -, gritei, puxei e apertei ela de novo em sua cadeirinha até ela ficar vermelha novamente. Fechei a porta, dei saudações com o dedo do meio para todos que estavam buzinando e voltei a dirigir.
Ela parecia ter se convencido de que não poderia sair dali, pois ficou quietinha. Não se ouvia mais sua voz. Não se ouvia mais choro. Respirei fundo e apreciei o silêncio. De repente escuto Pedrão:
_Mãe, olha a Alice. Acho que é perigoso.
Olhei esperando ver ela com o dedo no nariz ou sei lá. Mas ela estava com meio corpo para fora, pendurada no vidro que ela mesma abriu e completamente solta do cinto que ela mesma escapou. Peeeeeeeeeeeensa em uma loka saindo do carro - com ele ainda andando -, no meio da rua, tirando uma garotinha pela janela que já estava quase saindo sozinha? Pois é, minha gente. E ela ainda ficou chorando e gritando porque queria andar daquele jeito no carro. Ainda bem que eu já estava perto de casa. Assim que parei o carro, eu chorei. Acho que fiquei um pouco nervosa e estressada. Sei lá.
Ou talvez eu só tenha ficado chateada com um senhorzinho que, enquanto eu tirava a Alice da janela, gritou para mim: _Mãe relaxada, não sabe para que serve o cinto de segurança??!!!
Acho que preciso de férias.
Até mais.

domingo, 29 de julho de 2012

Aprecie o morango. Sempre.

Sexta-feira fomos no Hopi Hari. Uma galerinha das boas nos acompanhou. Para variar foi super divertido, mega engraçado e blaster cansativo. Mas Hopi Hari é sempre Hopi Hari, eu me acabo e deixo todo mundo que está comigo acabado também - inclusive as crianças.
Mas dessa vez algo foi diferente para mim. Eu fiquei dividida. O dia todo, o tempo todo. Vou explicar. A Alice foi junto - claro -, e ela não pode ir em quase nenhum brinquedo pois não tem o tamanho que é permitido no parque. O Pedrão, pelo contrário, já pode ir em quase todos e ainda adora os mais radicais - que no dia não estavam funcionando, uma pena para ele. Então...com quem eu vou e em qual brinquedo? Para agradar o Pedrão, eu deixava a Alice com uma das mamys que estavam junto, para agradar a Alice, eu deixava o Pedrão com uma das mamys ou ele ia sozinho com os amigos, quando dava.
Pensando agora, nem parece tão problemático. Mas, minhas amigas, quando eu passava no brinquedo e olhava a carinha da Alice me esperando, fazendo tchauzinho e me chamando...não vou negar, meu coração ficou despedaçado. Teve horas que eu tinha vontade de ir embora e brincar o dia todo com eles na balancinha - humilde e mequetrefe - que temos aqui em casa.
Outras vezes eu me sentia uma mãe péssima por não conseguir dar conta dos dois de uma vez. Onde já se viu eu ter que desagradar a um por causa do outro? E ainda eu cedi à minha própria vontade no fim do dia, e deixei os dois com as mamys para ir na montanha russa. Pensa em uma fila demorada - ficamos vinte minutos nela - e cruel. Fique tensa, preocupada e olhando para lugar nenhum a toda hora para ter certeza de que nenhum deles estariam chorando ou coisa e tal.
No fim das contas o dia foi ótimo, claro. Pedrão amou de paixão e a Alice não para de falar no Castelo que tinha a boneca que dança e no carro do céu - mais conhecido como carrossel. Desde sexta-feira não se fala de outra coisa aqui em casa a não ser dos acontecimentos do Hopi. Só eu que fiquei pensando e preocupada com coisas desnecessárias. Para variar.
É incrível como temos o poder de estragar nossos próprios passeio com pequenas besteiras que nós mesmas colocamos em nossas cabeças de vez em quando. Por que somos assim? Ou melhor, por que EU sou assim? Deu tudo certo, todo mundo adorou - até a Kátia Fabiana gostou, vá...- mas eu fiquei me martirizando durante horas e horas à toa.
Tem uma história de um samurai que está fugindo de um leão, quando de repente cai em um precipício, mas acaba conseguindo se pendurar em um galho. Em cima, um leão esfomeado, em baixo...bem, em baixo, né?! Ele olha do lado e tem um morango nascido naquele galho. Então ele pega o morango e come, apreciando lentamente. Moral? Quando não se tem saída, aprecie o morango. Aprecie o momento.
É o que vou tentar, a partir de agora, fazer. Se eu tivesse apenas apreciado o morango na sexta-feira, teria aproveitado um pouco mais. Com certeza.
Até mais.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Objeto da discórdia.

Mais uma vez as férias estão se acabando. Posso dizer que dessa vez a criançada aqui em casa se divertiu. Teve passeios, amigos em casa - vários ao mesmo tempo -, amigos dormindo em casa, dormir na casa do amigo, parques, zoológicos e dias de ócio. Teve semana que eu achei que ia explodir de tanta coisa que fizemos. Simplesmente delicioso. Trabalhoso, mas delicioso.
Mas como sempre, tivemos um objeto da discórdia. Sabe aquele objeto que faz com que toda uma brincadeira se acabe? Ou toda a harmonia de um dia desapareça? Pois é. E esse objeto se chama vídeo game.
Antes que algumas das mamys tentem me lembrar do quanto eu rezava para que o Pedrão tomasse gosto pelo vídeo game, eu já aviso: sim, eu me arrependo disso.
Antes do vídeo game entrar em minha vida, eu não sabia o quanto uma criança parada na frente da televisão me incomodava. Na verdade incomodar não é a palavra certa, isso me mata aos poucos por dentro.
Teve um dia, uma segunda-feira, que amanheceu um frio daqueles que a gente não tem nem coragem de tirar o pijama. Nós levantamos, pegamos uma coberta, e ficamos sentados, brincando em baixo de uma mantinha quentinha e fofa. Até que surgiu a ideia: chega de filminho e brincadeira, quero jogar vídeo game. Pronto. Já me incomodou. Ninguém mais conversa, ninguém mais fala, ninguém mais brinca. Pedrão começa a jogar e esquece do mundo. Ele me irrita e acaba irritando a Alice, pois ela perde a atenção de seu amigo e companheiro. Não sosseguei até que ele parasse.
Comecei a reparar que ele está até desaprendendo a brincar. Isso mesmo. Não consegue mais criar brincadeiras legais porque só quer ficar mendigando horas e minutos com seu amado vídeo game. Fica emburrado, e fala que está triste pelos cantos da casa, porque eu não deixo ele fazer nada. É mole?
Eu sei que a gente precisa ter uma válvula de escape, alguma coisa que prenda muito a atenção da criança para certas horas que precisamos fazer algo que para eles é chato. Mas eu gostaria de controlar mais isso. Sinto que já está virando um vício, e isso me deu medo.
Fazendo uma autoanalise bem crítica, descobri que eu gosto de ter filhos agitados. Gosto de ver minha casa cheia de crianças, correndo para lá e para cá, eu tendo que gritar para ser ouvida e depois ter que dar banho com bucha natural para tirar a sujeira da criançada. Gosto de me deitar na cama esgotada, pensar que não tive tempo para nada pois só corri atrás de criança do dia todo. Gosto de ver que, quando eles pegam no sono, dormem torto, babam e roncam de tão cansados que ficaram. Quando acabo o dia desse jeito, fecho os olhos e tenho a sensação de dever cumprido. As crianças foram alimentadas, trocadas, limpas e desgastadas por brincadeiras sadias.
Estou impondo uma rotina severa agora em relação ao vídeo game. Ele só pode ser usado uma hora por dia. Já está dando o que falar e rolando vários choros intensos. Mas eu estou determinada, e somente um resultado negativo me fará voltar atrás. Espero que eu esteja certa e tudo volte a ser como antes.
Atá mais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

2 anos - a adolescência infantil.

Eu sei...estou sumida e super desnaturada. Mas também, né, minha gente, é férias. Só quem é mãe e tem uma criança na fase dos dois anos em casa sabe como isso é o suficiente para acabar com sua vida social.
Estas férias estão sendo bem diferente e, de um modo geral, bem legal. Eu estava bem apreensiva com a sua chegada, pois os dias que a antecederam foram muito tensos. Mas até que estou conseguindo manter o controle.
Qual era a minha preocupação maior?
Alice. Uma fofa menina de cabelos enroladinhos, com gênio super marcante - para não dizer outra coisa - e na belíssima fase dos dois anos de idade. Uma fase linda, cheia de descobertas e expectativas e que nos faz repensar em tudo a que se refere à maternidade.
Agora falando sério, naquele papo de mãe para mãe - sem segredos e cheio de sinceridades - : O QUE É ESSA FASE DA CRIANÇA??? EU NÃO AGUENTO MAIS!!
Pronto, falei.
O Pedrão também passou por essa fase, lógico, e teve suas artes imortalizadas em minha memória. Mas com a Alice está sendo muito mais difícil. Eu associo isso diretamente ao fato de ela ser menina, e ter um gênio muito....bom, muito parecido com o meu, no caso. Ela grita, esperneia, bate e morde quando alguém não faz o que ela quer. E sabem aquela tática de fingir que não está vendo as birras em lugares públicos? Com ela não funciona, ela se aproveita desses momentos para correr para o lado contrário a que estou indo e se sentir livre e independente. Nessa brincadeira eu já quase a perdi dentro de uma loja de roupas - e ela nem se abalou.
Quando os amigos do Pedrão vem em casa a situação fica muito pior. A junção dos sentimentos - ciúmes, falta de atenção e necessidade de todos os olhares em cima dela - faz com que ela se torne mais agressiva e a irmã caçula mais pentelha do mundo. Ela, pacientemente, espera os meninos montarem os cinquenta soldadinhos em posições de guerra - que eles levam em torno de meia hora para preparar - e quando eles estão prestes a começar a batalha, ela chega com seus pequenos pezinhos, chuta todos os soldados e ainda pula em cima daqueles que conseguiram resistir e ficaram em pé. Aí, então, começam as brigas que só terão fim quando eu a colocar para dormir.
Mas o auge de tudo isso foi quando um amiguinho do Pedrão veio dormir em casa - o famoso Samuca, claro -, e os dois estavam tão cansados que pediram para dormir - um milagre, eu sei -, e ela quis dormir também. Como aqui em casa eles dormem juntos, todas as crianças ficaram no mesmo quarto. Imaginem dois meninos acabados de tanto correr e pular o dia todo? Seus olhinhos fechando involuntariamente de tanta canseira?! Agora, imaginem ao lado deles, uma menina cantando TODAS as musicas da Galinha Pintadinha, tendo acessos de riso e gargalhadas sem motivo e brincando de cuspir para cima para cair em cima dela mesma? Pois é. Eles nem quiserem ficar conversando e rindo até tarde da noite. Acabou que eles dormiram e ela continuou cantando o repertório inteiro do Cocoricó.
Só espero que até que ela saia dessa fase de adolescência infantil, Pedrão continue um meninão bonzinho e eu consiga manter minha serenidade e sanidade mental.
TAMO JUNTO, GALERA!!
Até mais.