Eu estava lendo alguns posts antigos meus, e comecei a relembrar da época que a Lilica nasceu. Na verdade, o que me lembrei mesmo foi do perrengue que eu passava para cuidar de um bebezinho e um menino mega ativo e ciumento.
Não foi nada fácil. E eu não estou falando da canseira, dessa vez. Canseira, se você for pensar, é bem fácil de lidar. Você descansa - fácil assim, né?! -, em alguma hora do dia a gente sempre arruma um minuto para dar um respirada. Nem que essa respirada seja pequena e acabe logo. Mesmo assim, essa ainda é a parte fácil. Pelo menos para mim.
Eu limpava casa, dava de mamá, limpava mais um pouco, trocava fralda, fazia comida, brincava de monstro, continuava a comida, jogava bola, fazia todo mundo comer e voltava a cuidar de tudo de novo. Um ciclo contínuo e desgastante. Mas o que sempre me judiou, que me deixava acabada e esgotada mesmo, era ver meu primeiro amorzinho, meu príncipe, meu pequerrucho Pedrão, sofrendo por ciúmes. E ele sofria. Ele olhava para irmãzinha, adorando e idolatrando aquela coisinha que já se encantava somente com sua voz, e queria brincar e fazer alguma coisa com ela. Mas ela só sabia olhar para ele. Aí ele olhava para mim, querendo brincar e fazer alguma coisa comigo. Mas ele só podia olhar, pois eu estava cuidando daquele serzinho pequenino e com alto poder de persuasão com seu choro.
É duro para nós, mães, que amamos todos os filhos igualmente, ver um deles sofrer por uma escolha nossa.
E a cada dia que passava, a cada conquista nova da Alice, Pedrão sofria mais com todas as atenções voltadas à ela, e para ele só sobravam as broncas e a frase: _Você já é grande, pode fazer isso sozinho, não é? E lá ia ele, desanimado, mostrar que ainda tinha um pouco de dignidade em seus cinco anos de vida.
Mas, como tudo na vida, a gente sempre alcança a luz no fim do túnel. Depois de tanto sofrimento, tantos problemas e encanações, os dias de calmaria chegaram. Agora que a Lilica está com dois anos - olha só, que mocinha -, os dois interagem e brincam juntos. Eles se divertem, correm, brincam, brigam e tomam bronca juntos. Tudo por igual. Pedrão é uma nova criança. Compreensivo, paciente e carinhoso. Nem dá para acreditar.
Hoje em dia consigo fazer almoço, olhando os dois brincando quietinhos - vocês entendem o quietinho que estou dizendo, não é?! -, e limpar a casa está voltando a ser um evento normal, como antigamente, aos poucos.
Estou falando isso, por que vejo algumas das mamys passando o perrengue que eu passava, e eu sinto agonia. Agonia por saber exatamente qual é a sensação que temos quando isso acontece. Mas gente, isso passa. Ciúmes, eu sei, é para vida inteira, mas as coisas melhoram e se acalmam de uma tal forma, que as vezes me sinto protagonista das propagandas de margarina. É só respirar, entoar um mantra, e aguentar mais um pouquinho. Os pequenos irão se curtir e se amar como a gente sempre sonhou.
Assim esperamos, para a vida inteira.
Até mais.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
Tudo acabou bem? Então agora posso dar risada.
Sabe aquele tipo de situação que é preocupante, perigosa e até pode levar à morte, e que depois que acaba - e tudo está bem, claro - a gente lembra e não consegue parar de rir? Bom, esse tipo de coisa acontece quase sempre comigo, mas esse acontecimento serve até de alerta para quem tem filhos com uma pitada de terrorismo no sangue.
Era um dia normal, como todos os outros. Corrido, insano e estressante. Manhã agitada, crianças atacadas e eu contando os minutos para poder levar Pedrão na escola e ter pelo menos um pouquinho de tranquilidade. Levei Pedrão na escola, Alice dormiu um pouco, arrumei a casa e quando vi, já estava atrasada para pega-lo de novo - as horas voam quando estamos tranquilas. A ida para buscá-lo foi sossegada. Alice foi o caminho todo cantando musiquinha e batendo palmas. Adorou pegar o Tatão e levá-lo até o carro de mãos dadas e tudo mais.
Até que eu, a mãe, resolvo colocá-la de volta em sua cadeirinha - um abuso de minha parte. Se alguém tivesse soltado uma granada dentro do meu carro, não teria feito tanto barulho quanto essa pequenina estava fazendo ao lutar contra minhas forças. Eu tentava prendê-la, e ela escorregava e gritava. Quando consegui passar o cinto, ela já estava inteira vermelha de tanto chorar e de tanta raiva. Mas ficou sentada. Torta e com um braço solto, mas ficou.
Comecei a andar com o carro e, claro, peguei o maior trânsito já registrado na cidade de Jundiaí. Demorei mais de quinze minutos para chegar até o viaduto da Ponte São João. Para quem não conhece esse viaduto, ele é duas mãos, uma mão que vai e outra que vem. Um carro de cada lado. Se o carro quebrar ou tiver que parar ali, todo mundo pára junto. Pois é. Eu parei o viaduto. Assim que meu carro chegou no pico do viaduto - para não ter chance de sair dali -, a Alice consegue se soltar e cai no assoalho do carro. Começa a pular, gritar e subir no encosto do banco da frente. Eu tentava controlar a situação de onde eu estava, mas quando vi que ela estava prestes a cair de cabeça no chão, não pensei duas vezes. Parei o carro, desci correndo, fui até o lado da porta dela - ela senta do lado oposto ao meu -, gritei, puxei e apertei ela de novo em sua cadeirinha até ela ficar vermelha novamente. Fechei a porta, dei saudações com o dedo do meio para todos que estavam buzinando e voltei a dirigir.
Ela parecia ter se convencido de que não poderia sair dali, pois ficou quietinha. Não se ouvia mais sua voz. Não se ouvia mais choro. Respirei fundo e apreciei o silêncio. De repente escuto Pedrão:
_Mãe, olha a Alice. Acho que é perigoso.
Olhei esperando ver ela com o dedo no nariz ou sei lá. Mas ela estava com meio corpo para fora, pendurada no vidro que ela mesma abriu e completamente solta do cinto que ela mesma escapou. Peeeeeeeeeeeensa em uma loka saindo do carro - com ele ainda andando -, no meio da rua, tirando uma garotinha pela janela que já estava quase saindo sozinha? Pois é, minha gente. E ela ainda ficou chorando e gritando porque queria andar daquele jeito no carro. Ainda bem que eu já estava perto de casa. Assim que parei o carro, eu chorei. Acho que fiquei um pouco nervosa e estressada. Sei lá.
Ou talvez eu só tenha ficado chateada com um senhorzinho que, enquanto eu tirava a Alice da janela, gritou para mim: _Mãe relaxada, não sabe para que serve o cinto de segurança??!!!
Acho que preciso de férias.
Até mais.
Era um dia normal, como todos os outros. Corrido, insano e estressante. Manhã agitada, crianças atacadas e eu contando os minutos para poder levar Pedrão na escola e ter pelo menos um pouquinho de tranquilidade. Levei Pedrão na escola, Alice dormiu um pouco, arrumei a casa e quando vi, já estava atrasada para pega-lo de novo - as horas voam quando estamos tranquilas. A ida para buscá-lo foi sossegada. Alice foi o caminho todo cantando musiquinha e batendo palmas. Adorou pegar o Tatão e levá-lo até o carro de mãos dadas e tudo mais.
Até que eu, a mãe, resolvo colocá-la de volta em sua cadeirinha - um abuso de minha parte. Se alguém tivesse soltado uma granada dentro do meu carro, não teria feito tanto barulho quanto essa pequenina estava fazendo ao lutar contra minhas forças. Eu tentava prendê-la, e ela escorregava e gritava. Quando consegui passar o cinto, ela já estava inteira vermelha de tanto chorar e de tanta raiva. Mas ficou sentada. Torta e com um braço solto, mas ficou.
Comecei a andar com o carro e, claro, peguei o maior trânsito já registrado na cidade de Jundiaí. Demorei mais de quinze minutos para chegar até o viaduto da Ponte São João. Para quem não conhece esse viaduto, ele é duas mãos, uma mão que vai e outra que vem. Um carro de cada lado. Se o carro quebrar ou tiver que parar ali, todo mundo pára junto. Pois é. Eu parei o viaduto. Assim que meu carro chegou no pico do viaduto - para não ter chance de sair dali -, a Alice consegue se soltar e cai no assoalho do carro. Começa a pular, gritar e subir no encosto do banco da frente. Eu tentava controlar a situação de onde eu estava, mas quando vi que ela estava prestes a cair de cabeça no chão, não pensei duas vezes. Parei o carro, desci correndo, fui até o lado da porta dela - ela senta do lado oposto ao meu -, gritei, puxei e apertei ela de novo em sua cadeirinha até ela ficar vermelha novamente. Fechei a porta, dei saudações com o dedo do meio para todos que estavam buzinando e voltei a dirigir.
Ela parecia ter se convencido de que não poderia sair dali, pois ficou quietinha. Não se ouvia mais sua voz. Não se ouvia mais choro. Respirei fundo e apreciei o silêncio. De repente escuto Pedrão:
_Mãe, olha a Alice. Acho que é perigoso.
Olhei esperando ver ela com o dedo no nariz ou sei lá. Mas ela estava com meio corpo para fora, pendurada no vidro que ela mesma abriu e completamente solta do cinto que ela mesma escapou. Peeeeeeeeeeeensa em uma loka saindo do carro - com ele ainda andando -, no meio da rua, tirando uma garotinha pela janela que já estava quase saindo sozinha? Pois é, minha gente. E ela ainda ficou chorando e gritando porque queria andar daquele jeito no carro. Ainda bem que eu já estava perto de casa. Assim que parei o carro, eu chorei. Acho que fiquei um pouco nervosa e estressada. Sei lá.
Ou talvez eu só tenha ficado chateada com um senhorzinho que, enquanto eu tirava a Alice da janela, gritou para mim: _Mãe relaxada, não sabe para que serve o cinto de segurança??!!!
Acho que preciso de férias.
Até mais.
domingo, 29 de julho de 2012
Aprecie o morango. Sempre.
Sexta-feira fomos no Hopi Hari. Uma galerinha das boas nos acompanhou. Para variar foi super divertido, mega engraçado e blaster cansativo. Mas Hopi Hari é sempre Hopi Hari, eu me acabo e deixo todo mundo que está comigo acabado também - inclusive as crianças.
Mas dessa vez algo foi diferente para mim. Eu fiquei dividida. O dia todo, o tempo todo. Vou explicar. A Alice foi junto - claro -, e ela não pode ir em quase nenhum brinquedo pois não tem o tamanho que é permitido no parque. O Pedrão, pelo contrário, já pode ir em quase todos e ainda adora os mais radicais - que no dia não estavam funcionando, uma pena para ele. Então...com quem eu vou e em qual brinquedo? Para agradar o Pedrão, eu deixava a Alice com uma das mamys que estavam junto, para agradar a Alice, eu deixava o Pedrão com uma das mamys ou ele ia sozinho com os amigos, quando dava.
Pensando agora, nem parece tão problemático. Mas, minhas amigas, quando eu passava no brinquedo e olhava a carinha da Alice me esperando, fazendo tchauzinho e me chamando...não vou negar, meu coração ficou despedaçado. Teve horas que eu tinha vontade de ir embora e brincar o dia todo com eles na balancinha - humilde e mequetrefe - que temos aqui em casa.
Outras vezes eu me sentia uma mãe péssima por não conseguir dar conta dos dois de uma vez. Onde já se viu eu ter que desagradar a um por causa do outro? E ainda eu cedi à minha própria vontade no fim do dia, e deixei os dois com as mamys para ir na montanha russa. Pensa em uma fila demorada - ficamos vinte minutos nela - e cruel. Fique tensa, preocupada e olhando para lugar nenhum a toda hora para ter certeza de que nenhum deles estariam chorando ou coisa e tal.
No fim das contas o dia foi ótimo, claro. Pedrão amou de paixão e a Alice não para de falar no Castelo que tinha a boneca que dança e no carro do céu - mais conhecido como carrossel. Desde sexta-feira não se fala de outra coisa aqui em casa a não ser dos acontecimentos do Hopi. Só eu que fiquei pensando e preocupada com coisas desnecessárias. Para variar.
É incrível como temos o poder de estragar nossos próprios passeio com pequenas besteiras que nós mesmas colocamos em nossas cabeças de vez em quando. Por que somos assim? Ou melhor, por que EU sou assim? Deu tudo certo, todo mundo adorou - até a Kátia Fabiana gostou, vá...- mas eu fiquei me martirizando durante horas e horas à toa.
Tem uma história de um samurai que está fugindo de um leão, quando de repente cai em um precipício, mas acaba conseguindo se pendurar em um galho. Em cima, um leão esfomeado, em baixo...bem, em baixo, né?! Ele olha do lado e tem um morango nascido naquele galho. Então ele pega o morango e come, apreciando lentamente. Moral? Quando não se tem saída, aprecie o morango. Aprecie o momento.
É o que vou tentar, a partir de agora, fazer. Se eu tivesse apenas apreciado o morango na sexta-feira, teria aproveitado um pouco mais. Com certeza.
Até mais.
Mas dessa vez algo foi diferente para mim. Eu fiquei dividida. O dia todo, o tempo todo. Vou explicar. A Alice foi junto - claro -, e ela não pode ir em quase nenhum brinquedo pois não tem o tamanho que é permitido no parque. O Pedrão, pelo contrário, já pode ir em quase todos e ainda adora os mais radicais - que no dia não estavam funcionando, uma pena para ele. Então...com quem eu vou e em qual brinquedo? Para agradar o Pedrão, eu deixava a Alice com uma das mamys que estavam junto, para agradar a Alice, eu deixava o Pedrão com uma das mamys ou ele ia sozinho com os amigos, quando dava.
Pensando agora, nem parece tão problemático. Mas, minhas amigas, quando eu passava no brinquedo e olhava a carinha da Alice me esperando, fazendo tchauzinho e me chamando...não vou negar, meu coração ficou despedaçado. Teve horas que eu tinha vontade de ir embora e brincar o dia todo com eles na balancinha - humilde e mequetrefe - que temos aqui em casa.
Outras vezes eu me sentia uma mãe péssima por não conseguir dar conta dos dois de uma vez. Onde já se viu eu ter que desagradar a um por causa do outro? E ainda eu cedi à minha própria vontade no fim do dia, e deixei os dois com as mamys para ir na montanha russa. Pensa em uma fila demorada - ficamos vinte minutos nela - e cruel. Fique tensa, preocupada e olhando para lugar nenhum a toda hora para ter certeza de que nenhum deles estariam chorando ou coisa e tal.
No fim das contas o dia foi ótimo, claro. Pedrão amou de paixão e a Alice não para de falar no Castelo que tinha a boneca que dança e no carro do céu - mais conhecido como carrossel. Desde sexta-feira não se fala de outra coisa aqui em casa a não ser dos acontecimentos do Hopi. Só eu que fiquei pensando e preocupada com coisas desnecessárias. Para variar.
É incrível como temos o poder de estragar nossos próprios passeio com pequenas besteiras que nós mesmas colocamos em nossas cabeças de vez em quando. Por que somos assim? Ou melhor, por que EU sou assim? Deu tudo certo, todo mundo adorou - até a Kátia Fabiana gostou, vá...- mas eu fiquei me martirizando durante horas e horas à toa.
Tem uma história de um samurai que está fugindo de um leão, quando de repente cai em um precipício, mas acaba conseguindo se pendurar em um galho. Em cima, um leão esfomeado, em baixo...bem, em baixo, né?! Ele olha do lado e tem um morango nascido naquele galho. Então ele pega o morango e come, apreciando lentamente. Moral? Quando não se tem saída, aprecie o morango. Aprecie o momento.
É o que vou tentar, a partir de agora, fazer. Se eu tivesse apenas apreciado o morango na sexta-feira, teria aproveitado um pouco mais. Com certeza.
Até mais.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Objeto da discórdia.
Mais uma vez as férias estão se acabando. Posso dizer que dessa vez a criançada aqui em casa se divertiu. Teve passeios, amigos em casa - vários ao mesmo tempo -, amigos dormindo em casa, dormir na casa do amigo, parques, zoológicos e dias de ócio. Teve semana que eu achei que ia explodir de tanta coisa que fizemos. Simplesmente delicioso. Trabalhoso, mas delicioso.
Mas como sempre, tivemos um objeto da discórdia. Sabe aquele objeto que faz com que toda uma brincadeira se acabe? Ou toda a harmonia de um dia desapareça? Pois é. E esse objeto se chama vídeo game.
Antes que algumas das mamys tentem me lembrar do quanto eu rezava para que o Pedrão tomasse gosto pelo vídeo game, eu já aviso: sim, eu me arrependo disso.
Antes do vídeo game entrar em minha vida, eu não sabia o quanto uma criança parada na frente da televisão me incomodava. Na verdade incomodar não é a palavra certa, isso me mata aos poucos por dentro.
Teve um dia, uma segunda-feira, que amanheceu um frio daqueles que a gente não tem nem coragem de tirar o pijama. Nós levantamos, pegamos uma coberta, e ficamos sentados, brincando em baixo de uma mantinha quentinha e fofa. Até que surgiu a ideia: chega de filminho e brincadeira, quero jogar vídeo game. Pronto. Já me incomodou. Ninguém mais conversa, ninguém mais fala, ninguém mais brinca. Pedrão começa a jogar e esquece do mundo. Ele me irrita e acaba irritando a Alice, pois ela perde a atenção de seu amigo e companheiro. Não sosseguei até que ele parasse.
Comecei a reparar que ele está até desaprendendo a brincar. Isso mesmo. Não consegue mais criar brincadeiras legais porque só quer ficar mendigando horas e minutos com seu amado vídeo game. Fica emburrado, e fala que está triste pelos cantos da casa, porque eu não deixo ele fazer nada. É mole?
Eu sei que a gente precisa ter uma válvula de escape, alguma coisa que prenda muito a atenção da criança para certas horas que precisamos fazer algo que para eles é chato. Mas eu gostaria de controlar mais isso. Sinto que já está virando um vício, e isso me deu medo.
Fazendo uma autoanalise bem crítica, descobri que eu gosto de ter filhos agitados. Gosto de ver minha casa cheia de crianças, correndo para lá e para cá, eu tendo que gritar para ser ouvida e depois ter que dar banho com bucha natural para tirar a sujeira da criançada. Gosto de me deitar na cama esgotada, pensar que não tive tempo para nada pois só corri atrás de criança do dia todo. Gosto de ver que, quando eles pegam no sono, dormem torto, babam e roncam de tão cansados que ficaram. Quando acabo o dia desse jeito, fecho os olhos e tenho a sensação de dever cumprido. As crianças foram alimentadas, trocadas, limpas e desgastadas por brincadeiras sadias.
Estou impondo uma rotina severa agora em relação ao vídeo game. Ele só pode ser usado uma hora por dia. Já está dando o que falar e rolando vários choros intensos. Mas eu estou determinada, e somente um resultado negativo me fará voltar atrás. Espero que eu esteja certa e tudo volte a ser como antes.
Atá mais.
Mas como sempre, tivemos um objeto da discórdia. Sabe aquele objeto que faz com que toda uma brincadeira se acabe? Ou toda a harmonia de um dia desapareça? Pois é. E esse objeto se chama vídeo game.
Antes que algumas das mamys tentem me lembrar do quanto eu rezava para que o Pedrão tomasse gosto pelo vídeo game, eu já aviso: sim, eu me arrependo disso.
Antes do vídeo game entrar em minha vida, eu não sabia o quanto uma criança parada na frente da televisão me incomodava. Na verdade incomodar não é a palavra certa, isso me mata aos poucos por dentro.
Teve um dia, uma segunda-feira, que amanheceu um frio daqueles que a gente não tem nem coragem de tirar o pijama. Nós levantamos, pegamos uma coberta, e ficamos sentados, brincando em baixo de uma mantinha quentinha e fofa. Até que surgiu a ideia: chega de filminho e brincadeira, quero jogar vídeo game. Pronto. Já me incomodou. Ninguém mais conversa, ninguém mais fala, ninguém mais brinca. Pedrão começa a jogar e esquece do mundo. Ele me irrita e acaba irritando a Alice, pois ela perde a atenção de seu amigo e companheiro. Não sosseguei até que ele parasse.
Comecei a reparar que ele está até desaprendendo a brincar. Isso mesmo. Não consegue mais criar brincadeiras legais porque só quer ficar mendigando horas e minutos com seu amado vídeo game. Fica emburrado, e fala que está triste pelos cantos da casa, porque eu não deixo ele fazer nada. É mole?
Eu sei que a gente precisa ter uma válvula de escape, alguma coisa que prenda muito a atenção da criança para certas horas que precisamos fazer algo que para eles é chato. Mas eu gostaria de controlar mais isso. Sinto que já está virando um vício, e isso me deu medo.
Fazendo uma autoanalise bem crítica, descobri que eu gosto de ter filhos agitados. Gosto de ver minha casa cheia de crianças, correndo para lá e para cá, eu tendo que gritar para ser ouvida e depois ter que dar banho com bucha natural para tirar a sujeira da criançada. Gosto de me deitar na cama esgotada, pensar que não tive tempo para nada pois só corri atrás de criança do dia todo. Gosto de ver que, quando eles pegam no sono, dormem torto, babam e roncam de tão cansados que ficaram. Quando acabo o dia desse jeito, fecho os olhos e tenho a sensação de dever cumprido. As crianças foram alimentadas, trocadas, limpas e desgastadas por brincadeiras sadias.
Estou impondo uma rotina severa agora em relação ao vídeo game. Ele só pode ser usado uma hora por dia. Já está dando o que falar e rolando vários choros intensos. Mas eu estou determinada, e somente um resultado negativo me fará voltar atrás. Espero que eu esteja certa e tudo volte a ser como antes.
Atá mais.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
2 anos - a adolescência infantil.
Eu sei...estou sumida e super desnaturada. Mas também, né, minha gente, é férias. Só quem é mãe e tem uma criança na fase dos dois anos em casa sabe como isso é o suficiente para acabar com sua vida social.
Estas férias estão sendo bem diferente e, de um modo geral, bem legal. Eu estava bem apreensiva com a sua chegada, pois os dias que a antecederam foram muito tensos. Mas até que estou conseguindo manter o controle.
Qual era a minha preocupação maior?
Alice. Uma fofa menina de cabelos enroladinhos, com gênio super marcante - para não dizer outra coisa - e na belíssima fase dos dois anos de idade. Uma fase linda, cheia de descobertas e expectativas e que nos faz repensar em tudo a que se refere à maternidade.
Agora falando sério, naquele papo de mãe para mãe - sem segredos e cheio de sinceridades - : O QUE É ESSA FASE DA CRIANÇA??? EU NÃO AGUENTO MAIS!!
Pronto, falei.
O Pedrão também passou por essa fase, lógico, e teve suas artes imortalizadas em minha memória. Mas com a Alice está sendo muito mais difícil. Eu associo isso diretamente ao fato de ela ser menina, e ter um gênio muito....bom, muito parecido com o meu, no caso. Ela grita, esperneia, bate e morde quando alguém não faz o que ela quer. E sabem aquela tática de fingir que não está vendo as birras em lugares públicos? Com ela não funciona, ela se aproveita desses momentos para correr para o lado contrário a que estou indo e se sentir livre e independente. Nessa brincadeira eu já quase a perdi dentro de uma loja de roupas - e ela nem se abalou.
Quando os amigos do Pedrão vem em casa a situação fica muito pior. A junção dos sentimentos - ciúmes, falta de atenção e necessidade de todos os olhares em cima dela - faz com que ela se torne mais agressiva e a irmã caçula mais pentelha do mundo. Ela, pacientemente, espera os meninos montarem os cinquenta soldadinhos em posições de guerra - que eles levam em torno de meia hora para preparar - e quando eles estão prestes a começar a batalha, ela chega com seus pequenos pezinhos, chuta todos os soldados e ainda pula em cima daqueles que conseguiram resistir e ficaram em pé. Aí, então, começam as brigas que só terão fim quando eu a colocar para dormir.
Mas o auge de tudo isso foi quando um amiguinho do Pedrão veio dormir em casa - o famoso Samuca, claro -, e os dois estavam tão cansados que pediram para dormir - um milagre, eu sei -, e ela quis dormir também. Como aqui em casa eles dormem juntos, todas as crianças ficaram no mesmo quarto. Imaginem dois meninos acabados de tanto correr e pular o dia todo? Seus olhinhos fechando involuntariamente de tanta canseira?! Agora, imaginem ao lado deles, uma menina cantando TODAS as musicas da Galinha Pintadinha, tendo acessos de riso e gargalhadas sem motivo e brincando de cuspir para cima para cair em cima dela mesma? Pois é. Eles nem quiserem ficar conversando e rindo até tarde da noite. Acabou que eles dormiram e ela continuou cantando o repertório inteiro do Cocoricó.
Só espero que até que ela saia dessa fase de adolescência infantil, Pedrão continue um meninão bonzinho e eu consiga manter minha serenidade e sanidade mental.
TAMO JUNTO, GALERA!!
Até mais.
Estas férias estão sendo bem diferente e, de um modo geral, bem legal. Eu estava bem apreensiva com a sua chegada, pois os dias que a antecederam foram muito tensos. Mas até que estou conseguindo manter o controle.
Qual era a minha preocupação maior?
Alice. Uma fofa menina de cabelos enroladinhos, com gênio super marcante - para não dizer outra coisa - e na belíssima fase dos dois anos de idade. Uma fase linda, cheia de descobertas e expectativas e que nos faz repensar em tudo a que se refere à maternidade.
Agora falando sério, naquele papo de mãe para mãe - sem segredos e cheio de sinceridades - : O QUE É ESSA FASE DA CRIANÇA??? EU NÃO AGUENTO MAIS!!
Pronto, falei.
O Pedrão também passou por essa fase, lógico, e teve suas artes imortalizadas em minha memória. Mas com a Alice está sendo muito mais difícil. Eu associo isso diretamente ao fato de ela ser menina, e ter um gênio muito....bom, muito parecido com o meu, no caso. Ela grita, esperneia, bate e morde quando alguém não faz o que ela quer. E sabem aquela tática de fingir que não está vendo as birras em lugares públicos? Com ela não funciona, ela se aproveita desses momentos para correr para o lado contrário a que estou indo e se sentir livre e independente. Nessa brincadeira eu já quase a perdi dentro de uma loja de roupas - e ela nem se abalou.
Quando os amigos do Pedrão vem em casa a situação fica muito pior. A junção dos sentimentos - ciúmes, falta de atenção e necessidade de todos os olhares em cima dela - faz com que ela se torne mais agressiva e a irmã caçula mais pentelha do mundo. Ela, pacientemente, espera os meninos montarem os cinquenta soldadinhos em posições de guerra - que eles levam em torno de meia hora para preparar - e quando eles estão prestes a começar a batalha, ela chega com seus pequenos pezinhos, chuta todos os soldados e ainda pula em cima daqueles que conseguiram resistir e ficaram em pé. Aí, então, começam as brigas que só terão fim quando eu a colocar para dormir.
Mas o auge de tudo isso foi quando um amiguinho do Pedrão veio dormir em casa - o famoso Samuca, claro -, e os dois estavam tão cansados que pediram para dormir - um milagre, eu sei -, e ela quis dormir também. Como aqui em casa eles dormem juntos, todas as crianças ficaram no mesmo quarto. Imaginem dois meninos acabados de tanto correr e pular o dia todo? Seus olhinhos fechando involuntariamente de tanta canseira?! Agora, imaginem ao lado deles, uma menina cantando TODAS as musicas da Galinha Pintadinha, tendo acessos de riso e gargalhadas sem motivo e brincando de cuspir para cima para cair em cima dela mesma? Pois é. Eles nem quiserem ficar conversando e rindo até tarde da noite. Acabou que eles dormiram e ela continuou cantando o repertório inteiro do Cocoricó.
Só espero que até que ela saia dessa fase de adolescência infantil, Pedrão continue um meninão bonzinho e eu consiga manter minha serenidade e sanidade mental.
TAMO JUNTO, GALERA!!
Até mais.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Coisas de mãe.
Sabe aquelas frases ou até coisinhas que nossas mães faziam quando éramos pequenas, e que nós jurávamos que NUNCA iríamos fazer?????Pois é...é isso mesmo....atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu fazendo algumas das façanhas horrorosas de nossas mães com seus filhos...
Aí vão algumas para tirar a prova.
- "Não pula no sofá, ele é para sentar, não para usar de cama elástica."
- A criança não para de chorar por motivo nenhum. Você: "Pára de chorar senão vou te dar um motivo de verdade para isso."
- A gente fala para levar blusa pois vai esfriar, e está um sol de 40°. O filho não leva e depois a temperatura cai para -5°.
_"Eu sei que você não gosta de ervilha, mas olha só, não tem nenhuma na sua colherada" - e você escondeu em baixo do arroz.
_Quando a criança sai do banho, a gente penteia o cabelinho de lado, bem mauricinho e não deixa nada no mundo desarrumar.
_O filho está descalço, no maior calor, aí bate um ventinho e a gente grita: "COLOCA UM CHINELO PARA NÃO TOMAR FRIAGEM."
_"Come feijão senão você não cresce."
_A gente estica a meia até chegar no joelho da criança.
_"Desce daí agora, por que seu eu tiver que subir te pegar....aiiiiiiiiiiiiiiiii......"
- "Não fale assim comigo, por que senão olha aqui..." - e mostra a cinta na cintura que não vai ser utilizada.
- "É tudo eu nessa casa, tudo eu.." - quando o filho pede um copo de água, um minuto depois de você se sentar.
- "Nunca mais vou guardar nenhum brinquedo seu que estiver espalhado." - enquanto guarda os bonecos do Ben 10.
- "Se você quebrar esse brinquedo novo, vou jogá-lo no lixo e nunca mais comprar brinquedo na sua vida."
- O filho pega o controle remoto da TV e ele escapa da sua mão e cai no chão. Você: "ISSOOO...QUEBRA TUDO MESMO...NÃO DÁ VALOR PARA NADA QUE A GENTE COMPRA!!"
-O filho pede algo e a gente nega. Ele, revoltado, fala que ninguém liga para ele e que não damos nada a ele. Você: " Escuta aqui, TUDO o que eu faço é por você. Me mato de trabalhar só para comprar tudo para você. Mas ninguém nessa casa da valor."
- "Escuta o que eu to te dizendo, eu sou sua mãe, eu sei das coisas."
- "Olhaaa, não bate na mamãe, Papai do Céu fica triste."
Será que tem mais alguma coisa?????
Até mais.
domingo, 1 de julho de 2012
A primeira noite a gente nunca esquece.
_Sim, mamãe! Eu quero!
E foi com essa frase-resposta de meu filho que começou meu inferno particular.
A pergunta que originou essa resposta veio, na verdade, da mãe de um amiguinho - a famosa, Kátia Fabiana, mãe do famoso Samuca. Era último dia de aula, sexta feira, aquele clima de festa no ar. Uma alegria pairava como brisa, junto com a gritaria da criançada, que estavam animadas um pouco demais. E então, Kátia tem sua excelente ideia: _Por que você não deixa o Pedrão dormir aqui?
Por mim a resposta já teria sido dada. Não, e ponto. Mas ponderei e achei sensato trocar uma ideia com meu marido, afinal, ele é o pai. No fundo eu sabia que ele diria não. Me enganei. Ele achou ótimo essa experiência para nosso pequeno. Humpf!
Então pensei: vou perguntar para o Pedrão, e é claro que ele não vai querer ir. Me enganei de novo. Humpf! Ele não só topou, como ficou empolgadíssimo com a ideia. Não tive alternativa a não ser deixa-lo ir.
Assim que cheguei na casa do Samucae vi Pedrão correndo para longe de mim, uma amargura tomou conta de meu peito. A sensação era a de que eu estava abandonando meu próprio filho, que o estava rejeitando. Um exagero, eu sei, mas ainda assim real. Ainda bem que a Fá se mostrou extremamente paciente. Me tranquilizou e me ligou as duzentas vezes que pedi para que ligasse.
No fundo eu tinha certeza de que teria que ir buscá-lo lá pelas tantas da noite, depois de Pedrão pedir arrego e confessar saudade incontrolável da mãe. Mas isso também não foi como o esperado.
Ele ficou super bem. Brincou, bagunçou, dormiu, acordou e brincou de novo. E nem lembrou que tinha mãe.
Olhando pelo ponto de vista prático - e positivo -, foi uma noite especial para ele. Ele desafiou seus medos, conseguindo enfrentar algo desconhecido e novo. Teve que se virar sozinho para conseguir o que queria, tendo que chamar a Tia para ajudá-lo em algumas tarefas e em outras teve que fazer sem ajuda de ninguém. Ele se sentiu orgulhoso de si mesmo.
Em casa também teve seu lado bom. A Alice teve seus momentos de filha única, sendo paparicada e mimado como nunca havia sido. E ela soube aproveitar esses momentos, nos abraçava e beijava, brincou, correu e depois ficou tão quietinha que até perdi hora para colocá-la na cama.
O lado ruim disso tudo, na verdade, foi só para mim. Por mais que eu soubesse que ele estava bem - só deixaria meu filho dormir em uma casa que eu tivesse completa confiança nas pessoas que iriam cuidar dele, claro -, não consegui dormir direito, e tive que me policiar a cada minuto para não pegar o telefone e ficar ligando à todo momento para a dedicada Fabiana.
O reencontro no dia seguinte demorou a chegar, mas foi uma sensação ótima ver meu pequeno filhote brilhando de tanta satisfação. E depois de alguns beijos e abraços, ele me diz:
_Obrigada, mamãe. Foi o melhor passeio do mundo!!
E assim eu vi que fiz a coisa certa.
Mas agora, chega. Só os amiguinhos virão em casa, não tenho mais coração para mais uma noite sem meu filho por perto.
Atá mais.
E foi com essa frase-resposta de meu filho que começou meu inferno particular.
A pergunta que originou essa resposta veio, na verdade, da mãe de um amiguinho - a famosa, Kátia Fabiana, mãe do famoso Samuca. Era último dia de aula, sexta feira, aquele clima de festa no ar. Uma alegria pairava como brisa, junto com a gritaria da criançada, que estavam animadas um pouco demais. E então, Kátia tem sua excelente ideia: _Por que você não deixa o Pedrão dormir aqui?
Por mim a resposta já teria sido dada. Não, e ponto. Mas ponderei e achei sensato trocar uma ideia com meu marido, afinal, ele é o pai. No fundo eu sabia que ele diria não. Me enganei. Ele achou ótimo essa experiência para nosso pequeno. Humpf!
Então pensei: vou perguntar para o Pedrão, e é claro que ele não vai querer ir. Me enganei de novo. Humpf! Ele não só topou, como ficou empolgadíssimo com a ideia. Não tive alternativa a não ser deixa-lo ir.
Assim que cheguei na casa do Samucae vi Pedrão correndo para longe de mim, uma amargura tomou conta de meu peito. A sensação era a de que eu estava abandonando meu próprio filho, que o estava rejeitando. Um exagero, eu sei, mas ainda assim real. Ainda bem que a Fá se mostrou extremamente paciente. Me tranquilizou e me ligou as duzentas vezes que pedi para que ligasse.
No fundo eu tinha certeza de que teria que ir buscá-lo lá pelas tantas da noite, depois de Pedrão pedir arrego e confessar saudade incontrolável da mãe. Mas isso também não foi como o esperado.
Ele ficou super bem. Brincou, bagunçou, dormiu, acordou e brincou de novo. E nem lembrou que tinha mãe.
Olhando pelo ponto de vista prático - e positivo -, foi uma noite especial para ele. Ele desafiou seus medos, conseguindo enfrentar algo desconhecido e novo. Teve que se virar sozinho para conseguir o que queria, tendo que chamar a Tia para ajudá-lo em algumas tarefas e em outras teve que fazer sem ajuda de ninguém. Ele se sentiu orgulhoso de si mesmo.
Em casa também teve seu lado bom. A Alice teve seus momentos de filha única, sendo paparicada e mimado como nunca havia sido. E ela soube aproveitar esses momentos, nos abraçava e beijava, brincou, correu e depois ficou tão quietinha que até perdi hora para colocá-la na cama.
O lado ruim disso tudo, na verdade, foi só para mim. Por mais que eu soubesse que ele estava bem - só deixaria meu filho dormir em uma casa que eu tivesse completa confiança nas pessoas que iriam cuidar dele, claro -, não consegui dormir direito, e tive que me policiar a cada minuto para não pegar o telefone e ficar ligando à todo momento para a dedicada Fabiana.
O reencontro no dia seguinte demorou a chegar, mas foi uma sensação ótima ver meu pequeno filhote brilhando de tanta satisfação. E depois de alguns beijos e abraços, ele me diz:
_Obrigada, mamãe. Foi o melhor passeio do mundo!!
E assim eu vi que fiz a coisa certa.
Mas agora, chega. Só os amiguinhos virão em casa, não tenho mais coração para mais uma noite sem meu filho por perto.
Atá mais.
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