Mais uma vez as férias estão se acabando. Posso dizer que dessa vez a criançada aqui em casa se divertiu. Teve passeios, amigos em casa - vários ao mesmo tempo -, amigos dormindo em casa, dormir na casa do amigo, parques, zoológicos e dias de ócio. Teve semana que eu achei que ia explodir de tanta coisa que fizemos. Simplesmente delicioso. Trabalhoso, mas delicioso.
Mas como sempre, tivemos um objeto da discórdia. Sabe aquele objeto que faz com que toda uma brincadeira se acabe? Ou toda a harmonia de um dia desapareça? Pois é. E esse objeto se chama vídeo game.
Antes que algumas das mamys tentem me lembrar do quanto eu rezava para que o Pedrão tomasse gosto pelo vídeo game, eu já aviso: sim, eu me arrependo disso.
Antes do vídeo game entrar em minha vida, eu não sabia o quanto uma criança parada na frente da televisão me incomodava. Na verdade incomodar não é a palavra certa, isso me mata aos poucos por dentro.
Teve um dia, uma segunda-feira, que amanheceu um frio daqueles que a gente não tem nem coragem de tirar o pijama. Nós levantamos, pegamos uma coberta, e ficamos sentados, brincando em baixo de uma mantinha quentinha e fofa. Até que surgiu a ideia: chega de filminho e brincadeira, quero jogar vídeo game. Pronto. Já me incomodou. Ninguém mais conversa, ninguém mais fala, ninguém mais brinca. Pedrão começa a jogar e esquece do mundo. Ele me irrita e acaba irritando a Alice, pois ela perde a atenção de seu amigo e companheiro. Não sosseguei até que ele parasse.
Comecei a reparar que ele está até desaprendendo a brincar. Isso mesmo. Não consegue mais criar brincadeiras legais porque só quer ficar mendigando horas e minutos com seu amado vídeo game. Fica emburrado, e fala que está triste pelos cantos da casa, porque eu não deixo ele fazer nada. É mole?
Eu sei que a gente precisa ter uma válvula de escape, alguma coisa que prenda muito a atenção da criança para certas horas que precisamos fazer algo que para eles é chato. Mas eu gostaria de controlar mais isso. Sinto que já está virando um vício, e isso me deu medo.
Fazendo uma autoanalise bem crítica, descobri que eu gosto de ter filhos agitados. Gosto de ver minha casa cheia de crianças, correndo para lá e para cá, eu tendo que gritar para ser ouvida e depois ter que dar banho com bucha natural para tirar a sujeira da criançada. Gosto de me deitar na cama esgotada, pensar que não tive tempo para nada pois só corri atrás de criança do dia todo. Gosto de ver que, quando eles pegam no sono, dormem torto, babam e roncam de tão cansados que ficaram. Quando acabo o dia desse jeito, fecho os olhos e tenho a sensação de dever cumprido. As crianças foram alimentadas, trocadas, limpas e desgastadas por brincadeiras sadias.
Estou impondo uma rotina severa agora em relação ao vídeo game. Ele só pode ser usado uma hora por dia. Já está dando o que falar e rolando vários choros intensos. Mas eu estou determinada, e somente um resultado negativo me fará voltar atrás. Espero que eu esteja certa e tudo volte a ser como antes.
Atá mais.
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 16 de julho de 2012
2 anos - a adolescência infantil.
Eu sei...estou sumida e super desnaturada. Mas também, né, minha gente, é férias. Só quem é mãe e tem uma criança na fase dos dois anos em casa sabe como isso é o suficiente para acabar com sua vida social.
Estas férias estão sendo bem diferente e, de um modo geral, bem legal. Eu estava bem apreensiva com a sua chegada, pois os dias que a antecederam foram muito tensos. Mas até que estou conseguindo manter o controle.
Qual era a minha preocupação maior?
Alice. Uma fofa menina de cabelos enroladinhos, com gênio super marcante - para não dizer outra coisa - e na belíssima fase dos dois anos de idade. Uma fase linda, cheia de descobertas e expectativas e que nos faz repensar em tudo a que se refere à maternidade.
Agora falando sério, naquele papo de mãe para mãe - sem segredos e cheio de sinceridades - : O QUE É ESSA FASE DA CRIANÇA??? EU NÃO AGUENTO MAIS!!
Pronto, falei.
O Pedrão também passou por essa fase, lógico, e teve suas artes imortalizadas em minha memória. Mas com a Alice está sendo muito mais difícil. Eu associo isso diretamente ao fato de ela ser menina, e ter um gênio muito....bom, muito parecido com o meu, no caso. Ela grita, esperneia, bate e morde quando alguém não faz o que ela quer. E sabem aquela tática de fingir que não está vendo as birras em lugares públicos? Com ela não funciona, ela se aproveita desses momentos para correr para o lado contrário a que estou indo e se sentir livre e independente. Nessa brincadeira eu já quase a perdi dentro de uma loja de roupas - e ela nem se abalou.
Quando os amigos do Pedrão vem em casa a situação fica muito pior. A junção dos sentimentos - ciúmes, falta de atenção e necessidade de todos os olhares em cima dela - faz com que ela se torne mais agressiva e a irmã caçula mais pentelha do mundo. Ela, pacientemente, espera os meninos montarem os cinquenta soldadinhos em posições de guerra - que eles levam em torno de meia hora para preparar - e quando eles estão prestes a começar a batalha, ela chega com seus pequenos pezinhos, chuta todos os soldados e ainda pula em cima daqueles que conseguiram resistir e ficaram em pé. Aí, então, começam as brigas que só terão fim quando eu a colocar para dormir.
Mas o auge de tudo isso foi quando um amiguinho do Pedrão veio dormir em casa - o famoso Samuca, claro -, e os dois estavam tão cansados que pediram para dormir - um milagre, eu sei -, e ela quis dormir também. Como aqui em casa eles dormem juntos, todas as crianças ficaram no mesmo quarto. Imaginem dois meninos acabados de tanto correr e pular o dia todo? Seus olhinhos fechando involuntariamente de tanta canseira?! Agora, imaginem ao lado deles, uma menina cantando TODAS as musicas da Galinha Pintadinha, tendo acessos de riso e gargalhadas sem motivo e brincando de cuspir para cima para cair em cima dela mesma? Pois é. Eles nem quiserem ficar conversando e rindo até tarde da noite. Acabou que eles dormiram e ela continuou cantando o repertório inteiro do Cocoricó.
Só espero que até que ela saia dessa fase de adolescência infantil, Pedrão continue um meninão bonzinho e eu consiga manter minha serenidade e sanidade mental.
TAMO JUNTO, GALERA!!
Até mais.
Estas férias estão sendo bem diferente e, de um modo geral, bem legal. Eu estava bem apreensiva com a sua chegada, pois os dias que a antecederam foram muito tensos. Mas até que estou conseguindo manter o controle.
Qual era a minha preocupação maior?
Alice. Uma fofa menina de cabelos enroladinhos, com gênio super marcante - para não dizer outra coisa - e na belíssima fase dos dois anos de idade. Uma fase linda, cheia de descobertas e expectativas e que nos faz repensar em tudo a que se refere à maternidade.
Agora falando sério, naquele papo de mãe para mãe - sem segredos e cheio de sinceridades - : O QUE É ESSA FASE DA CRIANÇA??? EU NÃO AGUENTO MAIS!!
Pronto, falei.
O Pedrão também passou por essa fase, lógico, e teve suas artes imortalizadas em minha memória. Mas com a Alice está sendo muito mais difícil. Eu associo isso diretamente ao fato de ela ser menina, e ter um gênio muito....bom, muito parecido com o meu, no caso. Ela grita, esperneia, bate e morde quando alguém não faz o que ela quer. E sabem aquela tática de fingir que não está vendo as birras em lugares públicos? Com ela não funciona, ela se aproveita desses momentos para correr para o lado contrário a que estou indo e se sentir livre e independente. Nessa brincadeira eu já quase a perdi dentro de uma loja de roupas - e ela nem se abalou.
Quando os amigos do Pedrão vem em casa a situação fica muito pior. A junção dos sentimentos - ciúmes, falta de atenção e necessidade de todos os olhares em cima dela - faz com que ela se torne mais agressiva e a irmã caçula mais pentelha do mundo. Ela, pacientemente, espera os meninos montarem os cinquenta soldadinhos em posições de guerra - que eles levam em torno de meia hora para preparar - e quando eles estão prestes a começar a batalha, ela chega com seus pequenos pezinhos, chuta todos os soldados e ainda pula em cima daqueles que conseguiram resistir e ficaram em pé. Aí, então, começam as brigas que só terão fim quando eu a colocar para dormir.
Mas o auge de tudo isso foi quando um amiguinho do Pedrão veio dormir em casa - o famoso Samuca, claro -, e os dois estavam tão cansados que pediram para dormir - um milagre, eu sei -, e ela quis dormir também. Como aqui em casa eles dormem juntos, todas as crianças ficaram no mesmo quarto. Imaginem dois meninos acabados de tanto correr e pular o dia todo? Seus olhinhos fechando involuntariamente de tanta canseira?! Agora, imaginem ao lado deles, uma menina cantando TODAS as musicas da Galinha Pintadinha, tendo acessos de riso e gargalhadas sem motivo e brincando de cuspir para cima para cair em cima dela mesma? Pois é. Eles nem quiserem ficar conversando e rindo até tarde da noite. Acabou que eles dormiram e ela continuou cantando o repertório inteiro do Cocoricó.
Só espero que até que ela saia dessa fase de adolescência infantil, Pedrão continue um meninão bonzinho e eu consiga manter minha serenidade e sanidade mental.
TAMO JUNTO, GALERA!!
Até mais.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Coisas de mãe.
Sabe aquelas frases ou até coisinhas que nossas mães faziam quando éramos pequenas, e que nós jurávamos que NUNCA iríamos fazer?????Pois é...é isso mesmo....atire a primeira pedra quem nunca se surpreendeu fazendo algumas das façanhas horrorosas de nossas mães com seus filhos...
Aí vão algumas para tirar a prova.
- "Não pula no sofá, ele é para sentar, não para usar de cama elástica."
- A criança não para de chorar por motivo nenhum. Você: "Pára de chorar senão vou te dar um motivo de verdade para isso."
- A gente fala para levar blusa pois vai esfriar, e está um sol de 40°. O filho não leva e depois a temperatura cai para -5°.
_"Eu sei que você não gosta de ervilha, mas olha só, não tem nenhuma na sua colherada" - e você escondeu em baixo do arroz.
_Quando a criança sai do banho, a gente penteia o cabelinho de lado, bem mauricinho e não deixa nada no mundo desarrumar.
_O filho está descalço, no maior calor, aí bate um ventinho e a gente grita: "COLOCA UM CHINELO PARA NÃO TOMAR FRIAGEM."
_"Come feijão senão você não cresce."
_A gente estica a meia até chegar no joelho da criança.
_"Desce daí agora, por que seu eu tiver que subir te pegar....aiiiiiiiiiiiiiiiii......"
- "Não fale assim comigo, por que senão olha aqui..." - e mostra a cinta na cintura que não vai ser utilizada.
- "É tudo eu nessa casa, tudo eu.." - quando o filho pede um copo de água, um minuto depois de você se sentar.
- "Nunca mais vou guardar nenhum brinquedo seu que estiver espalhado." - enquanto guarda os bonecos do Ben 10.
- "Se você quebrar esse brinquedo novo, vou jogá-lo no lixo e nunca mais comprar brinquedo na sua vida."
- O filho pega o controle remoto da TV e ele escapa da sua mão e cai no chão. Você: "ISSOOO...QUEBRA TUDO MESMO...NÃO DÁ VALOR PARA NADA QUE A GENTE COMPRA!!"
-O filho pede algo e a gente nega. Ele, revoltado, fala que ninguém liga para ele e que não damos nada a ele. Você: " Escuta aqui, TUDO o que eu faço é por você. Me mato de trabalhar só para comprar tudo para você. Mas ninguém nessa casa da valor."
- "Escuta o que eu to te dizendo, eu sou sua mãe, eu sei das coisas."
- "Olhaaa, não bate na mamãe, Papai do Céu fica triste."
Será que tem mais alguma coisa?????
Até mais.
domingo, 1 de julho de 2012
A primeira noite a gente nunca esquece.
_Sim, mamãe! Eu quero!
E foi com essa frase-resposta de meu filho que começou meu inferno particular.
A pergunta que originou essa resposta veio, na verdade, da mãe de um amiguinho - a famosa, Kátia Fabiana, mãe do famoso Samuca. Era último dia de aula, sexta feira, aquele clima de festa no ar. Uma alegria pairava como brisa, junto com a gritaria da criançada, que estavam animadas um pouco demais. E então, Kátia tem sua excelente ideia: _Por que você não deixa o Pedrão dormir aqui?
Por mim a resposta já teria sido dada. Não, e ponto. Mas ponderei e achei sensato trocar uma ideia com meu marido, afinal, ele é o pai. No fundo eu sabia que ele diria não. Me enganei. Ele achou ótimo essa experiência para nosso pequeno. Humpf!
Então pensei: vou perguntar para o Pedrão, e é claro que ele não vai querer ir. Me enganei de novo. Humpf! Ele não só topou, como ficou empolgadíssimo com a ideia. Não tive alternativa a não ser deixa-lo ir.
Assim que cheguei na casa do Samucae vi Pedrão correndo para longe de mim, uma amargura tomou conta de meu peito. A sensação era a de que eu estava abandonando meu próprio filho, que o estava rejeitando. Um exagero, eu sei, mas ainda assim real. Ainda bem que a Fá se mostrou extremamente paciente. Me tranquilizou e me ligou as duzentas vezes que pedi para que ligasse.
No fundo eu tinha certeza de que teria que ir buscá-lo lá pelas tantas da noite, depois de Pedrão pedir arrego e confessar saudade incontrolável da mãe. Mas isso também não foi como o esperado.
Ele ficou super bem. Brincou, bagunçou, dormiu, acordou e brincou de novo. E nem lembrou que tinha mãe.
Olhando pelo ponto de vista prático - e positivo -, foi uma noite especial para ele. Ele desafiou seus medos, conseguindo enfrentar algo desconhecido e novo. Teve que se virar sozinho para conseguir o que queria, tendo que chamar a Tia para ajudá-lo em algumas tarefas e em outras teve que fazer sem ajuda de ninguém. Ele se sentiu orgulhoso de si mesmo.
Em casa também teve seu lado bom. A Alice teve seus momentos de filha única, sendo paparicada e mimado como nunca havia sido. E ela soube aproveitar esses momentos, nos abraçava e beijava, brincou, correu e depois ficou tão quietinha que até perdi hora para colocá-la na cama.
O lado ruim disso tudo, na verdade, foi só para mim. Por mais que eu soubesse que ele estava bem - só deixaria meu filho dormir em uma casa que eu tivesse completa confiança nas pessoas que iriam cuidar dele, claro -, não consegui dormir direito, e tive que me policiar a cada minuto para não pegar o telefone e ficar ligando à todo momento para a dedicada Fabiana.
O reencontro no dia seguinte demorou a chegar, mas foi uma sensação ótima ver meu pequeno filhote brilhando de tanta satisfação. E depois de alguns beijos e abraços, ele me diz:
_Obrigada, mamãe. Foi o melhor passeio do mundo!!
E assim eu vi que fiz a coisa certa.
Mas agora, chega. Só os amiguinhos virão em casa, não tenho mais coração para mais uma noite sem meu filho por perto.
Atá mais.
E foi com essa frase-resposta de meu filho que começou meu inferno particular.
A pergunta que originou essa resposta veio, na verdade, da mãe de um amiguinho - a famosa, Kátia Fabiana, mãe do famoso Samuca. Era último dia de aula, sexta feira, aquele clima de festa no ar. Uma alegria pairava como brisa, junto com a gritaria da criançada, que estavam animadas um pouco demais. E então, Kátia tem sua excelente ideia: _Por que você não deixa o Pedrão dormir aqui?
Por mim a resposta já teria sido dada. Não, e ponto. Mas ponderei e achei sensato trocar uma ideia com meu marido, afinal, ele é o pai. No fundo eu sabia que ele diria não. Me enganei. Ele achou ótimo essa experiência para nosso pequeno. Humpf!
Então pensei: vou perguntar para o Pedrão, e é claro que ele não vai querer ir. Me enganei de novo. Humpf! Ele não só topou, como ficou empolgadíssimo com a ideia. Não tive alternativa a não ser deixa-lo ir.
Assim que cheguei na casa do Samucae vi Pedrão correndo para longe de mim, uma amargura tomou conta de meu peito. A sensação era a de que eu estava abandonando meu próprio filho, que o estava rejeitando. Um exagero, eu sei, mas ainda assim real. Ainda bem que a Fá se mostrou extremamente paciente. Me tranquilizou e me ligou as duzentas vezes que pedi para que ligasse.
No fundo eu tinha certeza de que teria que ir buscá-lo lá pelas tantas da noite, depois de Pedrão pedir arrego e confessar saudade incontrolável da mãe. Mas isso também não foi como o esperado.
Ele ficou super bem. Brincou, bagunçou, dormiu, acordou e brincou de novo. E nem lembrou que tinha mãe.
Olhando pelo ponto de vista prático - e positivo -, foi uma noite especial para ele. Ele desafiou seus medos, conseguindo enfrentar algo desconhecido e novo. Teve que se virar sozinho para conseguir o que queria, tendo que chamar a Tia para ajudá-lo em algumas tarefas e em outras teve que fazer sem ajuda de ninguém. Ele se sentiu orgulhoso de si mesmo.
Em casa também teve seu lado bom. A Alice teve seus momentos de filha única, sendo paparicada e mimado como nunca havia sido. E ela soube aproveitar esses momentos, nos abraçava e beijava, brincou, correu e depois ficou tão quietinha que até perdi hora para colocá-la na cama.
O lado ruim disso tudo, na verdade, foi só para mim. Por mais que eu soubesse que ele estava bem - só deixaria meu filho dormir em uma casa que eu tivesse completa confiança nas pessoas que iriam cuidar dele, claro -, não consegui dormir direito, e tive que me policiar a cada minuto para não pegar o telefone e ficar ligando à todo momento para a dedicada Fabiana.
O reencontro no dia seguinte demorou a chegar, mas foi uma sensação ótima ver meu pequeno filhote brilhando de tanta satisfação. E depois de alguns beijos e abraços, ele me diz:
_Obrigada, mamãe. Foi o melhor passeio do mundo!!
E assim eu vi que fiz a coisa certa.
Mas agora, chega. Só os amiguinhos virão em casa, não tenho mais coração para mais uma noite sem meu filho por perto.
Atá mais.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
MeninasXMeninos
Sou contra comparações, mas sempre digo o quanto comparar é inevitável na vida de uma mãe.
Eu tenho um casal de filhos - ah, vá?! - e não canso de me surpreender com as diferenças tão nítidas entre eles. O que é mais engraçado é que algumas características são próprias de cada sexo.
Por exemplo: meninos são agitados, meninas são calmas. E não me venha com aquela máxima: AAahhh, você não conhece minha filha...Nenhuma menina, por mais agitada que seja, chega aos pés de um menino agitado. Assim, como nenhum menino genioso, chega aos pés de uma menina geniosa. Mulher é bicho feio quando se trata de enfrentar qualquer tipo de autoridade que seja exercida sobre ela.
Outra diferença é sobre a maneira que cada um aprende alguma coisa. Meninos não tem paciência para escutar, raciocinar, aprender e fazer. Você fala e antes de acabar, eles saem correndo. As meninas escutam, observam, absorvem e fazem. Ah, e só param quando conseguem fazer direito.
Já percebi também que meninos comem mais alimentos saudáveis e meninas preferem....bem, elas preferem doces e porcarias - nossas famosas gordices. Além disso, meninos comem tudo e ponto. Meu filho volta da escola comendo uma fruta, come um pacote de pipoca, e ainda chega em casa e bate um pratão de comida fácil.
Meninos quando vão fazer carinho não conseguem controlar o primeiro contato e acaba virando um tapão descontrolado. Meninas de dois anos já podem carregar bebês e mesmo assim são capazes de não machucá-los.
Os meninos adoram qualquer tipo de brincadeira que envolva pum, cuspe ou arrotos. Meninas ficam com nojo de areia do parque na sandália.
E existem um milhão de outras coisas que, seu eu resolver fazer uma lista, o post irá ficar longo demais.
Mas o mais legal é ver como os meninos são adoradores e protetores de suas mães e as meninas são admiradoras e protetoras de seus pais. Como os meninos viram os olhos para a delicadeza e adoração por compras de suas mães e como as meninas acham infantis as brincadeiras dos pais e são companheiras em passeios de suas mães.
Sei que para toda regra existe uma exceção, mas convenhamos, a maioria é bem assim, não é mesmo?
Amo ser mãe de menino, e amo ser mãe de menina. Alguns dias é mais fácil cuidar deles e outros é mais fácil cuidar delas. Mas o que realmente importa é que amo de paixão essas diferenças, e agradeço a Deus todos os dias por ter me dado a oportunidade de vivenciar e aprender essas pequenas diferenças no meu dia a dia.
Até mais.
Eu tenho um casal de filhos - ah, vá?! - e não canso de me surpreender com as diferenças tão nítidas entre eles. O que é mais engraçado é que algumas características são próprias de cada sexo.
Por exemplo: meninos são agitados, meninas são calmas. E não me venha com aquela máxima: AAahhh, você não conhece minha filha...Nenhuma menina, por mais agitada que seja, chega aos pés de um menino agitado. Assim, como nenhum menino genioso, chega aos pés de uma menina geniosa. Mulher é bicho feio quando se trata de enfrentar qualquer tipo de autoridade que seja exercida sobre ela.
Outra diferença é sobre a maneira que cada um aprende alguma coisa. Meninos não tem paciência para escutar, raciocinar, aprender e fazer. Você fala e antes de acabar, eles saem correndo. As meninas escutam, observam, absorvem e fazem. Ah, e só param quando conseguem fazer direito.
Já percebi também que meninos comem mais alimentos saudáveis e meninas preferem....bem, elas preferem doces e porcarias - nossas famosas gordices. Além disso, meninos comem tudo e ponto. Meu filho volta da escola comendo uma fruta, come um pacote de pipoca, e ainda chega em casa e bate um pratão de comida fácil.
Meninos quando vão fazer carinho não conseguem controlar o primeiro contato e acaba virando um tapão descontrolado. Meninas de dois anos já podem carregar bebês e mesmo assim são capazes de não machucá-los.
Os meninos adoram qualquer tipo de brincadeira que envolva pum, cuspe ou arrotos. Meninas ficam com nojo de areia do parque na sandália.
E existem um milhão de outras coisas que, seu eu resolver fazer uma lista, o post irá ficar longo demais.
Mas o mais legal é ver como os meninos são adoradores e protetores de suas mães e as meninas são admiradoras e protetoras de seus pais. Como os meninos viram os olhos para a delicadeza e adoração por compras de suas mães e como as meninas acham infantis as brincadeiras dos pais e são companheiras em passeios de suas mães.
Sei que para toda regra existe uma exceção, mas convenhamos, a maioria é bem assim, não é mesmo?
Amo ser mãe de menino, e amo ser mãe de menina. Alguns dias é mais fácil cuidar deles e outros é mais fácil cuidar delas. Mas o que realmente importa é que amo de paixão essas diferenças, e agradeço a Deus todos os dias por ter me dado a oportunidade de vivenciar e aprender essas pequenas diferenças no meu dia a dia.
Até mais.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Amigos até na Diretoria da escola.
Essa semana aconteceu o que sempre temi. Meu filho foi para a diretoria da escola.
Isso mesmo, minha gente. O Pedrão, aquele garoto que todas acham pacato e tranquilo, foi para a diretoria com mais dois amigos - nem preciso falar que um deles era o Samuca - por causa de brincadeiras estupidas.
Quanto a isso, tudo bem. Quer dizer, lógico que fico preocupada com as brincadeiras e irei fazer com que ele perceba que não é legal esse tipo de coisa. Mas para mim, o pior, foi que eu não fiquei sabendo por ele. O Pedrão - que é o mais fofoqueirinho da turma - não me contou que havia tomado bronca. Ficou quieto e se fingiu de morto.
E por mais incrível que pareça, o fato de ele ter escondido de mim, me deixou mais preocupada do que o problema em si. Ele diz que ficou com vergonha de me contar, mas...será?
Conversei com ele, expliquei que essas coisas não podem acontecer, mas quando acontecem a mamãe tem que ficar sabendo, para poder lhe ensinar se ele realmente está errado ou se, de repente, está certo. Acabei que dei um castigo à ele por causa da omissão e não por causa do que eles aprontaram.
Agora vamos à parte engraçada de tudo isso.
Fui conversar com a coordenadora - o nome dela é Fátima e é muuuito brava. Falo com propriedade - e ela mesma não conseguia contar direito o que havia acontecido de tanto que ria.
Imaginem a cena: três meninos de cinco anos, com caras de travessos - e atitudes também - tentando explicar quem começou a brincadeira e quem foi o culpado. Rodrigo ficou quieto, Pedrão só gaguejou, e o Samuca....bem, o Samuca, né?! Ele fez a defesa da galera. Discursou e argumentou como ninguém. Não citou nomes e tudo o que fizeram - segundo ele, claro - foi uma coisinha de nada.
Outra coisa engraçada é que nenhum deles entregou o amigo. Nem sob tortura. O Pedrão, enquanto contava para mim o que havia acontecido, se auto acusou, dizendo que havia começado tudo e que a culpa foi toda dele. Acabamos o assunto com ele perguntando: Você não vai ficar brava com o Samuca e o Rodrigo, né? Eu mereço?
Mas, para mim, a pior parte foi ter que ficar dentro de uma sala, pequena, frente a frente com a Fátima. Gente, é como se eu tivesse quinze anos de novo. Ela foi a minha coordenadora, e foi a minha tortura pessoal na época. Ela brigava comigo e vivia chamando minha mãe para conversar.
Quando entrei naquela sala, quase dei meia volta e gritei pela minha mãe. Afinal, ela já está mais acostumada a aguentar as broncas da D. Fátima, não é?
Fiquei o tempo todo só ouvindo e concordando. Até me solidarizei com as crianças. Não é fácil aguentar a bronca depois da diversão.
Só espero que, de agora em diante, o Pedrão aprenda e perceba que é mais fácil falar comigo, do que EU falar com a Fátima.
Até mais.
Isso mesmo, minha gente. O Pedrão, aquele garoto que todas acham pacato e tranquilo, foi para a diretoria com mais dois amigos - nem preciso falar que um deles era o Samuca - por causa de brincadeiras estupidas.
Quanto a isso, tudo bem. Quer dizer, lógico que fico preocupada com as brincadeiras e irei fazer com que ele perceba que não é legal esse tipo de coisa. Mas para mim, o pior, foi que eu não fiquei sabendo por ele. O Pedrão - que é o mais fofoqueirinho da turma - não me contou que havia tomado bronca. Ficou quieto e se fingiu de morto.
E por mais incrível que pareça, o fato de ele ter escondido de mim, me deixou mais preocupada do que o problema em si. Ele diz que ficou com vergonha de me contar, mas...será?
Conversei com ele, expliquei que essas coisas não podem acontecer, mas quando acontecem a mamãe tem que ficar sabendo, para poder lhe ensinar se ele realmente está errado ou se, de repente, está certo. Acabei que dei um castigo à ele por causa da omissão e não por causa do que eles aprontaram.
Agora vamos à parte engraçada de tudo isso.
Fui conversar com a coordenadora - o nome dela é Fátima e é muuuito brava. Falo com propriedade - e ela mesma não conseguia contar direito o que havia acontecido de tanto que ria.
Imaginem a cena: três meninos de cinco anos, com caras de travessos - e atitudes também - tentando explicar quem começou a brincadeira e quem foi o culpado. Rodrigo ficou quieto, Pedrão só gaguejou, e o Samuca....bem, o Samuca, né?! Ele fez a defesa da galera. Discursou e argumentou como ninguém. Não citou nomes e tudo o que fizeram - segundo ele, claro - foi uma coisinha de nada.
Outra coisa engraçada é que nenhum deles entregou o amigo. Nem sob tortura. O Pedrão, enquanto contava para mim o que havia acontecido, se auto acusou, dizendo que havia começado tudo e que a culpa foi toda dele. Acabamos o assunto com ele perguntando: Você não vai ficar brava com o Samuca e o Rodrigo, né? Eu mereço?
Mas, para mim, a pior parte foi ter que ficar dentro de uma sala, pequena, frente a frente com a Fátima. Gente, é como se eu tivesse quinze anos de novo. Ela foi a minha coordenadora, e foi a minha tortura pessoal na época. Ela brigava comigo e vivia chamando minha mãe para conversar.
Quando entrei naquela sala, quase dei meia volta e gritei pela minha mãe. Afinal, ela já está mais acostumada a aguentar as broncas da D. Fátima, não é?
Fiquei o tempo todo só ouvindo e concordando. Até me solidarizei com as crianças. Não é fácil aguentar a bronca depois da diversão.
Só espero que, de agora em diante, o Pedrão aprenda e perceba que é mais fácil falar comigo, do que EU falar com a Fátima.
Até mais.
domingo, 17 de junho de 2012
Apenas um dia normal. Será?
O DIA...
A primeira criança acorda e chama do quarto: _Mãããe....acordeiiii....Vou até lá e ganho um abraço e um bom dia todo cheio de risos. Acaba que todos da casa se levantam e vão tomar café da manhã.
Enquanto as crianças tomam mamadeiras, deitadas e assistindo TV, nós estamos na mesa tomando o nosso café e colocando algumas conversas em dia.
Pela manhã brincamos de tudo, vídeo game, casinha, pega-pega, pintar revistas. Tenho que parar antes e preparar o almoço. Faço isso ao som das crianças correndo e brincando pelo quintal.
Sentamos à mesa para comer, todos juntos, cada um em seu lugar marcado ao acaso, conversando enquanto uma criança aprende a comer sozinha e a outra mostra orgulhosa como já saber fazer isso. À tarde alguns dormem um pouco e outros assistem à um filminho. Quando acordamos saímos para dar um passeio. Sorvete, café, parque, bicicleta. Depois de muita brincadeira, a volta para casa é regada de lembranças da nossa tarde, e essas conversas se estendem no banho e no jantar, quando todos se reúnem novamente à mesa.
Depois de limpos e alimentados, a família senta para assistir um pouco de algum programa educativo, onde todos se acalmam, tomam suas mamadeiras noturnas e vamos para a cama. Conto uma história, rezamos e dormimos para amanhã, começarmos tudo de novo.
O DIA REAL...
São sete e meia da manhã de domingo, estou no maior sono gostoso quando escuto:_Mãããe....acordeiiii...Vou até lá -xingando em silêncio - com a cara inchada por não dormir direito, e tento convencer a criança a dormir só mais um pouquinho. Mas ela já pula em meu pescoço gritando um bom dia irritante e estridente e rindo da minha cara esquisita. Tenho que fazer as mamadeiras - que sempre esqueço de já deixá-las prontas na noite anterior - ao som de pedidos e reclamações sobre a demora. Sento na mesa para tomar café com meu marido. Na verdade, sento umas trinta vezes seguidas, pois cada vez que tento colocar a xícara na boca alguma criança pede alguma coisa ou se estapeia com a outra.
Pela manhã resolvemos brincar. São várias brincadeira, mas nenhuma é concluída. Começamos o vídeo game, mas a irmã fica na frente da TV, tentamos casinha mas o irmão acaba fazendo o bebê de inimigo do Ben 10. Acabamos brincando de pega-pega: a mãe corre atrás da criança para colocar de castigo e o pai corre atrás do outro para soltar uma panela que não é brinquedo.
Vou fazer o almoço tentando tapar os ouvidos para não escutar a gritaria que está no quintal. Crianças correndo e pai surtando. Sentamos à mesa, e enquanto achamos que estamos comendo, as crianças brincam de dominar a colher mirando comida um no outro.
À tarde os esgotados caem no sono onde estão. Resolvemos sair um pouco depois do sono, para gastar mais energia das crianças e dormirem melhor à noite. Sorvete cai na roupa, café fica frio e bicicleta vira arma. Voltamos para casa recapitulando tudo o que fizeram de errado e feio até em casa e dando os devidos castigos para cada mal criação. No banho as conversas sérias são por causa das brigas que ocorreram no carro enquanto a gente dava os castigos. Ninguém consegue jantar pois estão todos muito cansados e comeram muita porcaria na rua.
Depois de limpos, alimentados e castigados, não sobra mais nada para fazer a não ser assistir Discovery Kids, a mãe colocar todos de castigos contando uma história e rezar para que todos melhores seu comportamento no dia seguinte.
Resumindo: para se ter um dia legal, basta mudar sua perspectiva.
Até mais.
A primeira criança acorda e chama do quarto: _Mãããe....acordeiiii....Vou até lá e ganho um abraço e um bom dia todo cheio de risos. Acaba que todos da casa se levantam e vão tomar café da manhã.
Enquanto as crianças tomam mamadeiras, deitadas e assistindo TV, nós estamos na mesa tomando o nosso café e colocando algumas conversas em dia.
Pela manhã brincamos de tudo, vídeo game, casinha, pega-pega, pintar revistas. Tenho que parar antes e preparar o almoço. Faço isso ao som das crianças correndo e brincando pelo quintal.
Sentamos à mesa para comer, todos juntos, cada um em seu lugar marcado ao acaso, conversando enquanto uma criança aprende a comer sozinha e a outra mostra orgulhosa como já saber fazer isso. À tarde alguns dormem um pouco e outros assistem à um filminho. Quando acordamos saímos para dar um passeio. Sorvete, café, parque, bicicleta. Depois de muita brincadeira, a volta para casa é regada de lembranças da nossa tarde, e essas conversas se estendem no banho e no jantar, quando todos se reúnem novamente à mesa.
Depois de limpos e alimentados, a família senta para assistir um pouco de algum programa educativo, onde todos se acalmam, tomam suas mamadeiras noturnas e vamos para a cama. Conto uma história, rezamos e dormimos para amanhã, começarmos tudo de novo.
O DIA REAL...
São sete e meia da manhã de domingo, estou no maior sono gostoso quando escuto:_Mãããe....acordeiiii...Vou até lá -xingando em silêncio - com a cara inchada por não dormir direito, e tento convencer a criança a dormir só mais um pouquinho. Mas ela já pula em meu pescoço gritando um bom dia irritante e estridente e rindo da minha cara esquisita. Tenho que fazer as mamadeiras - que sempre esqueço de já deixá-las prontas na noite anterior - ao som de pedidos e reclamações sobre a demora. Sento na mesa para tomar café com meu marido. Na verdade, sento umas trinta vezes seguidas, pois cada vez que tento colocar a xícara na boca alguma criança pede alguma coisa ou se estapeia com a outra.
Pela manhã resolvemos brincar. São várias brincadeira, mas nenhuma é concluída. Começamos o vídeo game, mas a irmã fica na frente da TV, tentamos casinha mas o irmão acaba fazendo o bebê de inimigo do Ben 10. Acabamos brincando de pega-pega: a mãe corre atrás da criança para colocar de castigo e o pai corre atrás do outro para soltar uma panela que não é brinquedo.
Vou fazer o almoço tentando tapar os ouvidos para não escutar a gritaria que está no quintal. Crianças correndo e pai surtando. Sentamos à mesa, e enquanto achamos que estamos comendo, as crianças brincam de dominar a colher mirando comida um no outro.
À tarde os esgotados caem no sono onde estão. Resolvemos sair um pouco depois do sono, para gastar mais energia das crianças e dormirem melhor à noite. Sorvete cai na roupa, café fica frio e bicicleta vira arma. Voltamos para casa recapitulando tudo o que fizeram de errado e feio até em casa e dando os devidos castigos para cada mal criação. No banho as conversas sérias são por causa das brigas que ocorreram no carro enquanto a gente dava os castigos. Ninguém consegue jantar pois estão todos muito cansados e comeram muita porcaria na rua.
Depois de limpos, alimentados e castigados, não sobra mais nada para fazer a não ser assistir Discovery Kids, a mãe colocar todos de castigos contando uma história e rezar para que todos melhores seu comportamento no dia seguinte.
Resumindo: para se ter um dia legal, basta mudar sua perspectiva.
Até mais.
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