Andei meio sumida, eu sei. Foram vários fatores os responsáveis por isso, mas o principal deles é o tempo que voa. Administrar meu tempo está bem complicado. A gente acha que por não trabalhar fora dá conta de tudo, e que tem muito mais tempo que os outros. A realidade é bem diferente.
E um desses compromissos que arrumei foi uma pequena viagem - bem chaaato, eu sei...rs..- no fim de semana até Águas de Lindóia.
Com certeza vocês devem ter pensado: que delícia, ela foi dar uma descansada. Outra vez, a realidade é bem diferente.
Chegamos na sexta feira à noite. Quem é mãe vai entender: criançada detonada de canseira. Para variar chegamos causando todas no hotel. Pedrão entrou dando uma estrela quase sem as mãos, e a Alice achou o caminho da brinquedoteca mais rápido que o próprio dono do hotel.
Nem vou comentar sobre nossa primeira noite, pois ela foi....bem, quase traumatizante. Meu marido queria voltar antes do sol raiar.
No outro dia, todos acordaram suuuper cedo - claro -, mas descansados, de qualquer forma. Nos trocamos, nos arrumamos e quando abrimos a porta: chuva. Não tive como não soltar um grunhido de desânimo. Mas somos mães, somos fortes e prontas para o que der e vier. Meu marido, já queria vir embora antes do almoço.
Foi uma correria, era criança pulando na lama de um lado, criança pulando em poça de outro, e a mãe e o pai gritando e correndo - e acabando com o sossego de todos aqueles velhinho simpáticos e cansados que estavam na cidade.
A manhã cinzenta, por causa da chuva, deixou as crianças cinzas e os pais roxos de tanto nervoso. Foi insano.
Quando chegou a hora do almoço, confesso que estava quase desistindo. Eu não via mais a luz no fim do túnel, e estava me convencendo que era melhor passar nervoso em casa. Mas como que por milagre, exatamente ao meio dia e meio, o sol se abriu. Foi IN-CRÍ-VEL!!!!!Um dia lindo, iluminado, brilhante. Bolhas de sabão pairavam no ar da praça e brinquedos gigantes infláveis apareciam.
Então, como se fosse um anjo, eu soltei a cria naquele lugar, um com bicicleta e outra com crocs, e eles correram, andaram, pularam e se sujaram. Ficaram assim até de noite, o que custou toda a sua energia e, finalmente, veio a recompensa: NOITE BEM DORMIDA.Sete horas estavam todos desmaiados na cama.
No domingo, a mesma coisa, dia lindo, crianças correndo e pais felizes. O que me fez pensar - mais uma vez - que nós, adultos, somos muito preocupados com tudo. Por que não deixar as crianças se divertirem com chuva e tudo? Que pisem na lama, que se molhem - e depois tomem Kaloba. Tudo passa tão rápido, como sempre dizemos, então precisamos aprender isso com eles, aproveitar o momento não importa como.
Tudo passa rápido, até a chuva em dia de viagem.
Até mais.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
O resultado chegou, e foi ótimo.
Domingo foi um dia especial para Pedrão - e para mim, claro.
Nosso dia começou como todos os outros. Vídeo game, família unida, broncas, gritarias, risadas e tudo o que é relacionado à uma família em um dia de ócio.
Mas no fim da tarde, fui levar Rodrigão para trabalhar - sim, ele foi trabalhar e, sim, ele estava irritado com isso - e quando voltei dei de cara com Pedrão, Alice e Vovó apreciando a bicicleta do Pedrão.
Ela não é nova. Ele a ganhou já faz mais de um ano. Aproveitou pra caramba a bike com rodinhas até que isso não era mais tão legal. Resolvemos tirar as rodinhas. Ele pegou rápido, mas alguém tinha que o segurar para sair e correr para fazê-lo brecar - ou então algo o brecava antes. Mas isso foi em julho do ano passado. Depois ele acabou se desinteressando, e desistiu de tentar aprimorar as técnicas da bike. Tentamos todo tipo de conversa para que ele voltasse a andar, mas nada adiantava. O mesmo tipo de agonia que sinto com relação as atividades físicas fracassadas me dominava quando tentávamos mostrar o quanto seria legal se ele pelo menos tentasse novamente subir na bicicleta.
Mas então, no domingo, ele olhou para a bicicleta e disse: Será que consigo? Foi a minha deixa. Eu disse: Clarooo que consegue, é só subir e dar impulso. E foi o que ele fez. Subiu, sem ajuda, arrumou o pedal e deu impulso. Duas pedaladas sem cair. No mesmo instante juntei bike, tonca, Pedrão, Alice e Vovó e fomos em uma pequena avenida que tem perto de casa que fica fechava para pedestres aos domingos. Foi só colocar a bike no chão e Pedrão subiu e simplesmente saiu andando. Eu dava pulos, Vovó gritava para tomar cuidado - e que eu deveria correr mais rápido, claro - e Alice seguia em direção ao irmão semi descontrolado no volante. Tudo bem, ela foi atropelada por ele, mas não foi nava grave. Quase chorei em ver a cena. Pedrão na bicicleta, sozinho, andando, brecando e fazendo curvas sem ajuda de ninguém.
Mas o que me deixou mais emocionada foi confirmar tudo o que todas vocês me disseram. Esses dias todos fiquei me controlando. Percebi que respeitar o momento das crianças é muito mais difícil do que simplesmente ser mãe. Achamos que sabemos tudo o que é bom para eles, e que sabemos tudo o que eles querem. Então acontecem essas coisas e mostram que, mais do que cuidar e se preocupar, é respeitá-los como um ser pensante. Eles são pequenos, mas tem sua personalidade e suas vontades. Isso é deixá-los crescer, como a Bia disse. Dar as opções, e respeitar se eles não as quiserem. Pode ser que agora eles não as queiram, mas daqui a pouco eles voltem atrás - não é, Ju?!
O momento da bike do Pedrão, para mim, teve um significado muito maior. Vê-lo andando agora, sozinho e livre, foi ver o quanto ele está crescido. E que talvez minha função agora tenha mudado. Eu não preciso mais só ensinar, eu preciso ensinar e indicar. Indico o caminho correto e observo. Ele vai olhar para trás, assim como na bicicleta, para se certificar de que está fazendo tudo certo, então cabe a mim fazer o positivo ou o negativo.
Para fechar a noite, fizemos um programa de mocinhos - como ele mesmo diz. Fomos assistir ao show do Titãs, com direito a gritar: Eu sou rockeiro! e tudo mais. O primeiro show de rock oficial do Pedrão. Um dia para entrar para a história de meu ex-pequeno filho. Yééééaahhhh!
Até mais.
Nosso dia começou como todos os outros. Vídeo game, família unida, broncas, gritarias, risadas e tudo o que é relacionado à uma família em um dia de ócio.
Mas no fim da tarde, fui levar Rodrigão para trabalhar - sim, ele foi trabalhar e, sim, ele estava irritado com isso - e quando voltei dei de cara com Pedrão, Alice e Vovó apreciando a bicicleta do Pedrão.
Ela não é nova. Ele a ganhou já faz mais de um ano. Aproveitou pra caramba a bike com rodinhas até que isso não era mais tão legal. Resolvemos tirar as rodinhas. Ele pegou rápido, mas alguém tinha que o segurar para sair e correr para fazê-lo brecar - ou então algo o brecava antes. Mas isso foi em julho do ano passado. Depois ele acabou se desinteressando, e desistiu de tentar aprimorar as técnicas da bike. Tentamos todo tipo de conversa para que ele voltasse a andar, mas nada adiantava. O mesmo tipo de agonia que sinto com relação as atividades físicas fracassadas me dominava quando tentávamos mostrar o quanto seria legal se ele pelo menos tentasse novamente subir na bicicleta.
Mas então, no domingo, ele olhou para a bicicleta e disse: Será que consigo? Foi a minha deixa. Eu disse: Clarooo que consegue, é só subir e dar impulso. E foi o que ele fez. Subiu, sem ajuda, arrumou o pedal e deu impulso. Duas pedaladas sem cair. No mesmo instante juntei bike, tonca, Pedrão, Alice e Vovó e fomos em uma pequena avenida que tem perto de casa que fica fechava para pedestres aos domingos. Foi só colocar a bike no chão e Pedrão subiu e simplesmente saiu andando. Eu dava pulos, Vovó gritava para tomar cuidado - e que eu deveria correr mais rápido, claro - e Alice seguia em direção ao irmão semi descontrolado no volante. Tudo bem, ela foi atropelada por ele, mas não foi nava grave. Quase chorei em ver a cena. Pedrão na bicicleta, sozinho, andando, brecando e fazendo curvas sem ajuda de ninguém.
Mas o que me deixou mais emocionada foi confirmar tudo o que todas vocês me disseram. Esses dias todos fiquei me controlando. Percebi que respeitar o momento das crianças é muito mais difícil do que simplesmente ser mãe. Achamos que sabemos tudo o que é bom para eles, e que sabemos tudo o que eles querem. Então acontecem essas coisas e mostram que, mais do que cuidar e se preocupar, é respeitá-los como um ser pensante. Eles são pequenos, mas tem sua personalidade e suas vontades. Isso é deixá-los crescer, como a Bia disse. Dar as opções, e respeitar se eles não as quiserem. Pode ser que agora eles não as queiram, mas daqui a pouco eles voltem atrás - não é, Ju?!
O momento da bike do Pedrão, para mim, teve um significado muito maior. Vê-lo andando agora, sozinho e livre, foi ver o quanto ele está crescido. E que talvez minha função agora tenha mudado. Eu não preciso mais só ensinar, eu preciso ensinar e indicar. Indico o caminho correto e observo. Ele vai olhar para trás, assim como na bicicleta, para se certificar de que está fazendo tudo certo, então cabe a mim fazer o positivo ou o negativo.
Para fechar a noite, fizemos um programa de mocinhos - como ele mesmo diz. Fomos assistir ao show do Titãs, com direito a gritar: Eu sou rockeiro! e tudo mais. O primeiro show de rock oficial do Pedrão. Um dia para entrar para a história de meu ex-pequeno filho. Yééééaahhhh!
Até mais.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
E agora? O que faço?
Já faz alguma tempo que estou querendo que o Pedrão faça algum esporte. Mas sabe como é, eu pesquiso, vejo horários, valores, e acabo não levando por falta de tempo, esquecimento, essas coisas.
Até que veio Kátia (mais conhecida como mãe do Samuca e da Julinha) e disse que iria levar nosso fofo Samuel para fazer uma aula de karatê. Fiquei empolgadinha e fui falar com Pedrão. Ele amou. Ficou entusiasmado, ansioso, não via a hora de treinar com o melhor amigo.
No dia da primeira aula, pegamos os pequenos na escola e fomos em comboio para o karatê.
Chegamos na academia - um lugar agradável, lindo e muito legal -, Pedrão já começou a dar o primeiro vestígio de que o negócio não ia rolar. Ele olhou para mim e falou: Esse lugar é chato!, e seus olhos encheram de lágrimas. Isso mesmo, lágrimas. Então, como se eu fosse largá-lo ali, naquele lugar desconhecido e com pessoas que ele nunca viu na vida, ele grudou em minha perna e soltou o seu primeiro Não voooou choraminguento. Só para constar, ele sabia que eu iria ficar com ele durante o treino, e o lugar é ótimo pois os pais ficam sentados bem próximos do tatame. Ele iria ficar, praticamente, do meu lado treinando.
Nem preciso acabar de descrever o que aconteceu. Lógico que ele não parou de chorar um minuto, não entrou no treino - mas eu fiquei lá com ele para assistir, pois a esperança é a última que morre - e ainda fez com que seu amigão ficasse todo cheio de dó dele. Pelo menos o Samuca aproveitou e adorou.
Tentei levá-lo mais um dia, fiquei conversando desde de manhã, dizendo onde íamos depois da aula, como seria e que seria muito legal. Ele até concordou e estava começando a gostar da ideia. Mas foi só ele me ver na porta da escola que já começou a chorar porque não queria ir. Conversei, ponderei, e até chantageei, mas por fim desisti e não o levei.
Foi aí que a dúvida surgiu. Até onde devemos insistir? Vou ser sincera, por mim, eu o levaria chorando mesmo, até ele pelo menos entrar no tatame e fazer uma aula que seja. Mas me disseram que isso pode piorar a situação. Vou forçá-lo a fazer algo que não quer, o que irá fazer com que ele crie asco e mine todas as possibilidades de que ele, de repente, venha a gostar do esporte quando estiver um pouco mais velho.
Dúvida cruel. O pior é que, depois disso, qualquer esporte que eu comente com ele que poderia gostar, ele já diz de antemão que não quer ir.
Resolvi dar um tempo à ele. Esperar, quem sabe, ele amadurecer um pouco mais e então levá-lo novamente para conhecer alguns tipos de esporte. Mas a dúvida ficou martelando em minha cabeça: o que fazer em uma situação como essa? Forçar a barra, ou aliviar? Até agora não cheguei a nenhuma conclusão, mas uma coisa eu tenho certeza, esporte é importante e vai chegar uma hora em que ele terá que tentar fazer algo de qualquer maneira. Mas até lá, confesso que eu gostaria que tudo fosse um pouco mais fácil.
Fazer o que.
Até mais.
Até que veio Kátia (mais conhecida como mãe do Samuca e da Julinha) e disse que iria levar nosso fofo Samuel para fazer uma aula de karatê. Fiquei empolgadinha e fui falar com Pedrão. Ele amou. Ficou entusiasmado, ansioso, não via a hora de treinar com o melhor amigo.
No dia da primeira aula, pegamos os pequenos na escola e fomos em comboio para o karatê.
Chegamos na academia - um lugar agradável, lindo e muito legal -, Pedrão já começou a dar o primeiro vestígio de que o negócio não ia rolar. Ele olhou para mim e falou: Esse lugar é chato!, e seus olhos encheram de lágrimas. Isso mesmo, lágrimas. Então, como se eu fosse largá-lo ali, naquele lugar desconhecido e com pessoas que ele nunca viu na vida, ele grudou em minha perna e soltou o seu primeiro Não voooou choraminguento. Só para constar, ele sabia que eu iria ficar com ele durante o treino, e o lugar é ótimo pois os pais ficam sentados bem próximos do tatame. Ele iria ficar, praticamente, do meu lado treinando.
Nem preciso acabar de descrever o que aconteceu. Lógico que ele não parou de chorar um minuto, não entrou no treino - mas eu fiquei lá com ele para assistir, pois a esperança é a última que morre - e ainda fez com que seu amigão ficasse todo cheio de dó dele. Pelo menos o Samuca aproveitou e adorou.
Tentei levá-lo mais um dia, fiquei conversando desde de manhã, dizendo onde íamos depois da aula, como seria e que seria muito legal. Ele até concordou e estava começando a gostar da ideia. Mas foi só ele me ver na porta da escola que já começou a chorar porque não queria ir. Conversei, ponderei, e até chantageei, mas por fim desisti e não o levei.
Foi aí que a dúvida surgiu. Até onde devemos insistir? Vou ser sincera, por mim, eu o levaria chorando mesmo, até ele pelo menos entrar no tatame e fazer uma aula que seja. Mas me disseram que isso pode piorar a situação. Vou forçá-lo a fazer algo que não quer, o que irá fazer com que ele crie asco e mine todas as possibilidades de que ele, de repente, venha a gostar do esporte quando estiver um pouco mais velho.
Dúvida cruel. O pior é que, depois disso, qualquer esporte que eu comente com ele que poderia gostar, ele já diz de antemão que não quer ir.
Resolvi dar um tempo à ele. Esperar, quem sabe, ele amadurecer um pouco mais e então levá-lo novamente para conhecer alguns tipos de esporte. Mas a dúvida ficou martelando em minha cabeça: o que fazer em uma situação como essa? Forçar a barra, ou aliviar? Até agora não cheguei a nenhuma conclusão, mas uma coisa eu tenho certeza, esporte é importante e vai chegar uma hora em que ele terá que tentar fazer algo de qualquer maneira. Mas até lá, confesso que eu gostaria que tudo fosse um pouco mais fácil.
Fazer o que.
Até mais.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Um dia para recordar...
Sábado
12/05/12 eu tinha uma programação feita e perfeita: acordar bem
cedo, levar o Márcio para o curso, ir até a casa da minha mãe,
ajudá-la com a limpeza já que estava com o joelho recém operado,
terminar de levar minhas coisas que ficaram para trás (mudei tem
alguns dias), trocar a pastilha de freio do carro, e como minha irmã
estava grávida me propus a levar minha mãe até a casa dela, já
que a tarde elas iriam na apresentação do “Dia das Mães” do
meu sobrinho Samuca. Depois eu iria
fazer unha, pegar o Marcio no curso, ir para o apartamento, dar uma
geral ... até ai já seria aproximadamente 19h00.
Pois bem, vocês acham que correu tudo conforme o planejado? Nã na ni na não.
Consegui cumprir algumas tarefas, até a parte “trocar pastilhas de freio” deu certo. A caminho da casa da minha irmã minha mãe recebe uma ligação! Alguns minutos de silêncio e: -“NÃO ACREDITO? E VOCÊ ESTÁ ONDE? TÁ ME LIGA ASSIM QUE CHEGAR LÁ!! TÁ BOM, TÁ BOM NÃO VAMOS AGORA, EU ESPERO VOCÊ ME LIGAR”. Como disse anteriormente, minha irmã estava grávida, então alguém se arrisca a chutar o que aconteceu? Sim, a bolsa rompeu!!!!!!!!!!! E melhor, a marrenta da Kátia Fabiana não queria que fossemos ao hospital, porque ela achava que era a bexiga que não estava segurando xixi, tipo, alarme falso. Aqueles que me conhecem sabem o quanto sou corujaaaa, como eu não iria correndo ao hospital? E quem me conhece deve conhecer minha irmã, como eu poderia deixá-la nervosa gravidíssima e aparecer lá? Fiz o primeiro retorno, em vez de ir sentido Colônia fui sentido Centro de Jundiaí, em plena véspera de dia das mães .... sim, peguei o maior trânsito!!!! Devia ser 12h40 quando consegui estacionar e decidimos ir na Tropicana comer uma coxinha de queijo, afinal não podíamos aparecer nem ligar, senão a marrenta nos mataria. As 12h55 minha mãe atende o celular, silêncio again, e: -“TÁ BOM ESTAMOS INDO PARA O HOSPITAL”, nesta altura minha mãe já estava chorando. Resumindo, eu tinha que correr para o hospital, já que minha irmeã estava em trabalho de parto e eu, euzinha aqui, assistiria-o. Quase enfartei de alegria, pois eu pedi muito para assistir o parto e sempre ouvi um não. Acho que porque obedeci e não fui ao hospital antes, ela resolveu me dar um presente! E que presente hein!?
O Adriano e Samuca estavam em Vinhedo, e eles não sabiam de nada. Aproximadamente 13h40 eles chegaram no hospital esbaforidos, o Samuca achava que já veria a irmã, quando percebeu que não, olhou para a mãe dele e disse: -“Noxa (som de “x” dele) mãe, hoje tem minha apesentaxão”. Eu e minha irmã quase morremos, ai que amoooooooooor!!!! A Fabiana foi explicar que ela não poderia ir, mas não deu nem tempo, ele virou para a enfermeira e disse: -“ Olha, você pode liberá minha mãe maix cedo? As quato holas tem apesentaxão na minha escola, lá na Fansxisco Teles, tá bem?”. Por isso que eu digo que ele é o amor da minha vida .
Lá fora, na sala de espera ele parecia o pai da criança, contava e conversava com todos, até que ele viu uma figura conhecida aparecer (era a médica da minha irmã), olhou, pensou e disparou: -“Noxa doutola, voxê apareceu bem na hora hein!!!!?????” Tipo, que coincidência!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não a cena, eu estava na sala do pré-parto com minha irmã, desesperada, nervosa e lógico que muito brava. É até engraçado, mas ela estava tendo contrações e morrendo de medo de ter parto normal. Agora que passa, a gente realmente ri.
Fui a primeira a ver a Julinha, (depois das médicas é claro) que nasceu as 15h10, linda, saudável com 46 cm, 2.770kgs e muito cabelo.
As 15h30 sai do centro cirúrgico, peguei minha bolsa, o Samuca e junto com as duas avós fomos para a apresentação dele na escola. Gente juro, ele falou e mostrou foto para todo mundo, estava tão orgulhoso que tinha uma irmã que fiquei emocionada.
Detalhe: Eu estava com roupa de ficar em casa em uma apresentação de dias das mães, com aquelas mães todas cheirosas e chiquetosas. Agradeci ao Samuca por ele espalhar a novidade, assim todos entenderiam o motivo do meu ilustre traje, a lá Jurema.
Combinamos que ele olharia para a minha câmera para que eu tirasse fotos, assim a mamãe Fabiana iria vê-lo direitinho depois, e ele, como irmão mais velho deu o exemplo. Localizou-me depois no momento muito bem traduzido pela Bruna “Luz na cara”, jogou beijos, fez gestos e riu para a minha câmera.
Adorei ser mãe substituta, e nem venham falar que não fui, porque bato o pé, fui sim !!!!! Não foi a altura claro, mas adorei o momento.
Enfim, minha programação foi por água abaixo, GRAÇAS A DEUS. A emoção de ver a Julia nascer, participar da ansiedade e alegria do Samuca e ir na apresentação dele no dia das mães .... foi única e inesquecível. Literalmente, NÃO TEM PREÇO.
Tem inúmeras historinhas deste dia, que se eu fosse contar tudo, precisaria de mais umas 02 horas escrevendo. Só quis mostrar que um dia que sai do planejado, que é mega corrido e cheio de ansiedade, pode ser MARAVILHOSO.
Bruna, obrigada pelo help!!! Kkkkkkkk
Ana (Fabiana) obrigada por fazer o meu dia 12/05/12 tão especial! Te amo!!!!
Beijos, da Tia Patixa
Tia do Samuel, da Anna e da Julia.
Pois bem, vocês acham que correu tudo conforme o planejado? Nã na ni na não.
Consegui cumprir algumas tarefas, até a parte “trocar pastilhas de freio” deu certo. A caminho da casa da minha irmã minha mãe recebe uma ligação! Alguns minutos de silêncio e: -“NÃO ACREDITO? E VOCÊ ESTÁ ONDE? TÁ ME LIGA ASSIM QUE CHEGAR LÁ!! TÁ BOM, TÁ BOM NÃO VAMOS AGORA, EU ESPERO VOCÊ ME LIGAR”. Como disse anteriormente, minha irmã estava grávida, então alguém se arrisca a chutar o que aconteceu? Sim, a bolsa rompeu!!!!!!!!!!! E melhor, a marrenta da Kátia Fabiana não queria que fossemos ao hospital, porque ela achava que era a bexiga que não estava segurando xixi, tipo, alarme falso. Aqueles que me conhecem sabem o quanto sou corujaaaa, como eu não iria correndo ao hospital? E quem me conhece deve conhecer minha irmã, como eu poderia deixá-la nervosa gravidíssima e aparecer lá? Fiz o primeiro retorno, em vez de ir sentido Colônia fui sentido Centro de Jundiaí, em plena véspera de dia das mães .... sim, peguei o maior trânsito!!!! Devia ser 12h40 quando consegui estacionar e decidimos ir na Tropicana comer uma coxinha de queijo, afinal não podíamos aparecer nem ligar, senão a marrenta nos mataria. As 12h55 minha mãe atende o celular, silêncio again, e: -“TÁ BOM ESTAMOS INDO PARA O HOSPITAL”, nesta altura minha mãe já estava chorando. Resumindo, eu tinha que correr para o hospital, já que minha irmeã estava em trabalho de parto e eu, euzinha aqui, assistiria-o. Quase enfartei de alegria, pois eu pedi muito para assistir o parto e sempre ouvi um não. Acho que porque obedeci e não fui ao hospital antes, ela resolveu me dar um presente! E que presente hein!?
O Adriano e Samuca estavam em Vinhedo, e eles não sabiam de nada. Aproximadamente 13h40 eles chegaram no hospital esbaforidos, o Samuca achava que já veria a irmã, quando percebeu que não, olhou para a mãe dele e disse: -“Noxa (som de “x” dele) mãe, hoje tem minha apesentaxão”. Eu e minha irmã quase morremos, ai que amoooooooooor!!!! A Fabiana foi explicar que ela não poderia ir, mas não deu nem tempo, ele virou para a enfermeira e disse: -“ Olha, você pode liberá minha mãe maix cedo? As quato holas tem apesentaxão na minha escola, lá na Fansxisco Teles, tá bem?”. Por isso que eu digo que ele é o amor da minha vida .
Lá fora, na sala de espera ele parecia o pai da criança, contava e conversava com todos, até que ele viu uma figura conhecida aparecer (era a médica da minha irmã), olhou, pensou e disparou: -“Noxa doutola, voxê apareceu bem na hora hein!!!!?????” Tipo, que coincidência!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não a cena, eu estava na sala do pré-parto com minha irmã, desesperada, nervosa e lógico que muito brava. É até engraçado, mas ela estava tendo contrações e morrendo de medo de ter parto normal. Agora que passa, a gente realmente ri.
Fui a primeira a ver a Julinha, (depois das médicas é claro) que nasceu as 15h10, linda, saudável com 46 cm, 2.770kgs e muito cabelo.
As 15h30 sai do centro cirúrgico, peguei minha bolsa, o Samuca e junto com as duas avós fomos para a apresentação dele na escola. Gente juro, ele falou e mostrou foto para todo mundo, estava tão orgulhoso que tinha uma irmã que fiquei emocionada.
Detalhe: Eu estava com roupa de ficar em casa em uma apresentação de dias das mães, com aquelas mães todas cheirosas e chiquetosas. Agradeci ao Samuca por ele espalhar a novidade, assim todos entenderiam o motivo do meu ilustre traje, a lá Jurema.
Combinamos que ele olharia para a minha câmera para que eu tirasse fotos, assim a mamãe Fabiana iria vê-lo direitinho depois, e ele, como irmão mais velho deu o exemplo. Localizou-me depois no momento muito bem traduzido pela Bruna “Luz na cara”, jogou beijos, fez gestos e riu para a minha câmera.
Adorei ser mãe substituta, e nem venham falar que não fui, porque bato o pé, fui sim !!!!! Não foi a altura claro, mas adorei o momento.
Enfim, minha programação foi por água abaixo, GRAÇAS A DEUS. A emoção de ver a Julia nascer, participar da ansiedade e alegria do Samuca e ir na apresentação dele no dia das mães .... foi única e inesquecível. Literalmente, NÃO TEM PREÇO.
Tem inúmeras historinhas deste dia, que se eu fosse contar tudo, precisaria de mais umas 02 horas escrevendo. Só quis mostrar que um dia que sai do planejado, que é mega corrido e cheio de ansiedade, pode ser MARAVILHOSO.
Bruna, obrigada pelo help!!! Kkkkkkkk
Ana (Fabiana) obrigada por fazer o meu dia 12/05/12 tão especial! Te amo!!!!
Beijos, da Tia Patixa
Tia do Samuel, da Anna e da Julia.
sábado, 12 de maio de 2012
Obrigado.
Obrigado, mãe.
Obrigado por aguentar minhas estripulias, minhas desobediências, minhas respostas mal educadas e minhas brincadeiras sem noção.
Obrigado por me acordar todo dia no horário certo, fazer comida nutritiva - mesmo que seja horrível -, me dar água para não desidratar e me fazer comer três porções de frutas todo dia.
Obrigado por me ajudar com os deveres de casa, sentando ao meu lado, me explicando com a maior paciência do mundo e ao invés de bater com o lápis na minha cabeça, apenas tamborilar com os dedos na mesa.
Obrigado por me ensinar brincadeiras super diferentes como pega-pega e mãe da rua, e por me dar aquele X-Box super legal com Kinect e três jogos lançamento.
Obrigado por não me beijar na frente da escola - porque é mico e ponto - e me dar dinheiro para comprar lanche da cantina.
Obrigado por cuidar de mim quando fico doente, me dar remédios - mesmo quando faço escândalos para tomar -, me levar ao médico e por ficar ao meu lado o tempo todo me dando carinho.
Obrigado por me ensinar a fazer xixi e cocô no banheiro, fazendo com que me livrasse daquele treco horrível que ficava o dia todo me incomodando. Obrigado por me perdoar por, nesse período, ter escapado xixi na sua cama, no sofá e naquele tapete novo e caro da sala.
Obrigado por dar aqueles beijinhos mágicos em meus machucados que os faz sarar em minutos, e por me consolar quando choro só porque estou com sono.
Obrigado por ter me amamentado com seu leitinho tão gostoso e que me deixou tão forte, fazendo que eu não só não sentisse fome, mas também me sentisse amado e protegido.
Obrigado por levantar todas as noites para me alimentar, trocar ou só para me cobrir, e nunca reclamar ou fazer cara feia.
Obrigado por deixar que eu ficasse dentro de sua barriga por quarenta semanas, fazendo você ficar gorda, andando esquisito e toda inchada, e mesmo assim te ver feliz.
Obrigado por escolher, entre tantas crianças que precisam de um anjo da guarda, ser o meu anjo particular, e fazer sua função com tanto amor, desempenho e dedicação.
Obrigado, simplesmente, por me deixar ser seu filho.
Mãe, te amo e sempre te amarei.
Obrigado por aguentar minhas estripulias, minhas desobediências, minhas respostas mal educadas e minhas brincadeiras sem noção.
Obrigado por me acordar todo dia no horário certo, fazer comida nutritiva - mesmo que seja horrível -, me dar água para não desidratar e me fazer comer três porções de frutas todo dia.
Obrigado por me ajudar com os deveres de casa, sentando ao meu lado, me explicando com a maior paciência do mundo e ao invés de bater com o lápis na minha cabeça, apenas tamborilar com os dedos na mesa.
Obrigado por me ensinar brincadeiras super diferentes como pega-pega e mãe da rua, e por me dar aquele X-Box super legal com Kinect e três jogos lançamento.
Obrigado por não me beijar na frente da escola - porque é mico e ponto - e me dar dinheiro para comprar lanche da cantina.
Obrigado por cuidar de mim quando fico doente, me dar remédios - mesmo quando faço escândalos para tomar -, me levar ao médico e por ficar ao meu lado o tempo todo me dando carinho.
Obrigado por me ensinar a fazer xixi e cocô no banheiro, fazendo com que me livrasse daquele treco horrível que ficava o dia todo me incomodando. Obrigado por me perdoar por, nesse período, ter escapado xixi na sua cama, no sofá e naquele tapete novo e caro da sala.
Obrigado por dar aqueles beijinhos mágicos em meus machucados que os faz sarar em minutos, e por me consolar quando choro só porque estou com sono.
Obrigado por ter me amamentado com seu leitinho tão gostoso e que me deixou tão forte, fazendo que eu não só não sentisse fome, mas também me sentisse amado e protegido.
Obrigado por levantar todas as noites para me alimentar, trocar ou só para me cobrir, e nunca reclamar ou fazer cara feia.
Obrigado por deixar que eu ficasse dentro de sua barriga por quarenta semanas, fazendo você ficar gorda, andando esquisito e toda inchada, e mesmo assim te ver feliz.
Obrigado por escolher, entre tantas crianças que precisam de um anjo da guarda, ser o meu anjo particular, e fazer sua função com tanto amor, desempenho e dedicação.
Obrigado, simplesmente, por me deixar ser seu filho.
Mãe, te amo e sempre te amarei.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Você toma calmante? Não, eu só surto mesmo.
Uma amiga minha me mandou pelo facebook um trecho de uma revista dizendo que mãe que é mãe, surta. Que precisamos surtar de vez em quando para se sentir leve, sem medo, sem peso na consciência. Depois é só curtir a leveza e a sensação de bem estar.
Bom, ao ler isso vi que eu sou mais do que uma boa mãe, eu sou um exemplo. Ando surtando tanto que até já perdeu a graça, já sou pós graduada no assunto.
Às vezes lembro que, antes da Alice nascer, eu ficava nervosa, perdia a paciência, mas não era tanto quanto agora. Tudo começou na gravidez.
Do meio para o final da gravidez eu já surtava com tudo. Com marido, mãe, filho, cachorro, barulho de passarinho e por ai vai. Todo mundo me falava: "São os hormônios, depois que nascer passa."
Propaganda enganosa. Não passou. E pior, está ficando cada vez mais corriqueiro. A Alice está com dois anos. Quem já teve filho nessa idade - e já passou -, sabe do que estou falando. É a pior idade. Junte isso à um irmão quase hiperativo, e voilá: temos uma mãe completamente surtada.
Sei que isso não tá legal, mas não consigo evitar. Vou respirando, aperto o cabelo da criança, e nada. Nenhum método está fazendo efeito.
Escutei outro dia uma amiga contando que a irmã, no auge das loucuras com seus dois filhos, um dia - daqueles, lógico -, ela simplesmente gritou, fechou a porta do quarto que eles estavam e saiu para o quintal da casa tomar sol. No dia pensei: "Nossa, coitada, a situação devia estar mesmo ruim para chegar a esse ponto."
Eu estou nesse ponto.
Para ajudar, passei uma noite em claro - eu não sou ninguém quando não durmo -, acordei com sintomas de gripe e tive um dia daqueles. Fiquei contando no relógio as horas para chegar o momento de colocar todo mundo na cama e eu poder descansar. Mas então, meu marido tem a brilhante ideia, de que nossos filhos deveriam ficar acordados até mais tarde. Tudo bem, pensei comigo, meia hora a mais não irá me matar.
O que eu não sabia, é que essa meia hora a mais iria deixá-los completamente ligados na tomada. Pegaram o maior fogo. Nada os acalmava. Quando os coloquei na cama, o quarto virou um picadeiro de circo. Cada um fazendo sua palhaçada de um lado do cômodo. Eles gargalhavam, gritavam, jogavam cobertor. E eu, chorava, gritava e surtava no quarto ao lado. A meia hora se tornou quase duas horas.
Até que não deu mais. Apaguei todas as luzes, deixei Pedrão no escuro - valeu, Samira - e Alice sem cói-cói. Choraram por mais ou menos quinze minutos, então fui lá, devolvi o cói-cói, acendi uma luz e gritei até dar eco:
_ESCUTEM AQUI, SE CONTINUAREM COM ESSA PALHAÇADA EU VOU APAGAR TUDO DE NOVO E VOU DORMIR NA RUA QUE É MAIS SILENCIOSO!!
Os dois me olharam com uma carinha de interrogação, se entreolharam depois e então cada um pegou seus devidos cói-cóis e viraram para o lado e dormiram.
Eu mereço? Não podiam ter dormido sem fazer tudo isso?
Agora que eu já surtei, já tenho novamente plena consciência de que logo tudo isso vai passar. Estou leve, e uma pequena sensação de bem estar está querendo me envolver. Estou chegando a conclusão que essa história de surtar, vira um vício, é melhor que tomar relaxante muscular. Vou me entregar a sensação.
Até mais.
Bom, ao ler isso vi que eu sou mais do que uma boa mãe, eu sou um exemplo. Ando surtando tanto que até já perdeu a graça, já sou pós graduada no assunto.
Às vezes lembro que, antes da Alice nascer, eu ficava nervosa, perdia a paciência, mas não era tanto quanto agora. Tudo começou na gravidez.
Do meio para o final da gravidez eu já surtava com tudo. Com marido, mãe, filho, cachorro, barulho de passarinho e por ai vai. Todo mundo me falava: "São os hormônios, depois que nascer passa."
Propaganda enganosa. Não passou. E pior, está ficando cada vez mais corriqueiro. A Alice está com dois anos. Quem já teve filho nessa idade - e já passou -, sabe do que estou falando. É a pior idade. Junte isso à um irmão quase hiperativo, e voilá: temos uma mãe completamente surtada.
Sei que isso não tá legal, mas não consigo evitar. Vou respirando, aperto o cabelo da criança, e nada. Nenhum método está fazendo efeito.
Escutei outro dia uma amiga contando que a irmã, no auge das loucuras com seus dois filhos, um dia - daqueles, lógico -, ela simplesmente gritou, fechou a porta do quarto que eles estavam e saiu para o quintal da casa tomar sol. No dia pensei: "Nossa, coitada, a situação devia estar mesmo ruim para chegar a esse ponto."
Eu estou nesse ponto.
Para ajudar, passei uma noite em claro - eu não sou ninguém quando não durmo -, acordei com sintomas de gripe e tive um dia daqueles. Fiquei contando no relógio as horas para chegar o momento de colocar todo mundo na cama e eu poder descansar. Mas então, meu marido tem a brilhante ideia, de que nossos filhos deveriam ficar acordados até mais tarde. Tudo bem, pensei comigo, meia hora a mais não irá me matar.
O que eu não sabia, é que essa meia hora a mais iria deixá-los completamente ligados na tomada. Pegaram o maior fogo. Nada os acalmava. Quando os coloquei na cama, o quarto virou um picadeiro de circo. Cada um fazendo sua palhaçada de um lado do cômodo. Eles gargalhavam, gritavam, jogavam cobertor. E eu, chorava, gritava e surtava no quarto ao lado. A meia hora se tornou quase duas horas.
Até que não deu mais. Apaguei todas as luzes, deixei Pedrão no escuro - valeu, Samira - e Alice sem cói-cói. Choraram por mais ou menos quinze minutos, então fui lá, devolvi o cói-cói, acendi uma luz e gritei até dar eco:
_ESCUTEM AQUI, SE CONTINUAREM COM ESSA PALHAÇADA EU VOU APAGAR TUDO DE NOVO E VOU DORMIR NA RUA QUE É MAIS SILENCIOSO!!
Os dois me olharam com uma carinha de interrogação, se entreolharam depois e então cada um pegou seus devidos cói-cóis e viraram para o lado e dormiram.
Eu mereço? Não podiam ter dormido sem fazer tudo isso?
Agora que eu já surtei, já tenho novamente plena consciência de que logo tudo isso vai passar. Estou leve, e uma pequena sensação de bem estar está querendo me envolver. Estou chegando a conclusão que essa história de surtar, vira um vício, é melhor que tomar relaxante muscular. Vou me entregar a sensação.
Até mais.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Historinhas são legais....mas só durante o dia.
Como todas sabem, a hora de dormir aqui em casa sempre foi um momento dramático. Hoje em dia está muito melhor, mas ainda ha muito a ser ajustado.
Pedrão sempre foi o causador desses momentos insanos. Ele não dormia. Além disso, me dava um baile para começar a relaxar. Para aquelas que não sabem, depois que o Pedro nasceu, só fui saber o que era dormir uma noite inteira quando eu estava grávida da Alice. Quer dizer, mesmo assim eu não dormi uma noite inteira, pois eu tinha que levantar para fazer xixi.
Eu tentava de tudo, desde cantar musiquinhas à benzimentos express. Mas nada adiantava.
Com a Alice já foi tudo diferente. Ela dorme super bem. Desde vinte dias de vida, já não acordava mais para mamar no meio da noite. Mas agora ela está grandinha - com dois anos -, e está aprendendo com seu ídolo a brigar com o sono. Os dois dormem no mesmo quarto, então é só colocá-los na cama para começar a bagunça.
Já tentei de tudo. Filminho antes de dormir, mamadeira quentinha, reza do terço e historinhas.
Ah, as historinhas!
É unânime, todos os programas relacionados à dicas de maternidade falam para a mãe ler uma historinha antes de dormir para a criança acalmar. Parece lindo na TV. A criança, em apenas dois dias, já sabe que depois da historinha irá dormir, então ela presta a atenção no tema e depois se entrega ao sono tranquila.
Aqui em casa - lógico - foi completamente diferente.
A escola do Pedrão tem um projeto - Projeto Leitura Solidária -, onde as crianças trazem para a casa um livro no fim de semana para lerem com a família. Vi nisso uma oportunidade. Eu teria livros diferentes para ler e tentar acalmá-los antes de dormir. Certo? Errado.
Eu já havia lido alguns livros que eu mesma havia comprado, e não tinha dado certo, por isso achei que eu não sabia escolher a história adequada para o momento. Mas mesmo com todas as opções que a escola manda - e olha que são livros bem legais -, a coisa não funcionou.
O último livro - com o título "Onde está meu travesseiro?" - tinha o tema sugestivo demais, estava perfeito demais. Pois ele foi o que mais surtiu o efeito contrário. Foi só eu começar a ler que o quarto virou uma batalha campal. A cada folha lida, minha voz tinha que subir uma oitava para que eu mesma me escutasse. Passou dos limites. Desisti por completo. Fechei o livro, dei um grito do tipo surtado, cobri a criançada e fui tomar um banho bem relaxante.
Meus filhos adoram livros, eles ficam horas vendo, virando as páginas, imaginando e curtindo. Mas isso fica lindo durante o dia. Á noite, pelo menos por enquanto, quero distância de livros infantis.
Viva a leitura diurna em família.
Assinar:
Postagens (Atom)