Que a mulher é forte, é muito mais resistente à dor, é mais decidida e menos medrosa todos já sabem. Até eu sabia. Mas o que eu não sabia era do poder que a mulher tem dentro de uma casa.
Não sei se vocês já perceberam, mas nossa casa não é exatamente o que é nossa família, ela é exatamente o que NÓS somos. Se estamos bem, a casa está bem. Se estamos mal, tudo fica mal.
Nosso marido levanta de manhã, em um daqueles dias que a única explicação é que ele dormiu com a bunda descoberta de tão mal humorado que está. Ele sai para trabalhar e quando volta, a gente agrada, faz uma comidinha especial, faz um chamego, uma brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Nossos pequenos acordam atacados, daquele jeito que a única explicação é que houve revezamento de anjos da guarda e o que está de plantão é hiper ativo. Levamos ao parque, fazemos chazinho, inventamos brincadeira e pronto! Todo mundo feliz novamente.
Agora, nós acordamos daquele jeito, sabe, TPM e ponto - poucas explicações bastam para isso. O que acontece?
É só levantarmos da cama para uma criança tropeçar, cair e bater a cabeça. O marido, que já está pronto para trabalhar, derruba café na camisa um minuto antes de sair - atrasado. Queimamos a comida, atrasamos para pegar as crianças na escola por conta do trânsito, quebramos um copo, falta água, o bebê têm cólicas, o ferro de passar para de funcionar, chove o dia todo...
É o caos fechado em quatro paredes de nossa residência. Nem um tsunami causaria tanto estrago quanto o grito que damos na hora que cai a última gota em nosso copinho - que nesses dias é bem pequeno.
Já percebi que o dia que estou assim, é o dia que tudo acontece. Por mais que tente me controlar, às vezes, é impossível, e aí o dia se estende da pior maneira possível.
Resumo: Mãe mal humorada, filhos mal humorados, marido mal humorado.
Tento entender que somos mulheres e humanas, como todo mundo.Apesar de sermos responsáveis direta por muitas coisas, não podemos ser perfeitas. Nunca seremos.
Só podemos ser melhores. Podemos tentar, a cada dia, melhorar. Se hoje foi bom, vamos melhorar para amanhã ser ótimo, mas se hoje foi ruim, vamos melhorar para que nunca mais esse dia se repita.
Quando estou assim, achando que os dias de harmonia nunca mais vão voltar, à noite, quando coloco os pequenos para dormir, fico olhando aquelas carinhas cansadas, de olhinhos fechados, tranquilos que, provavelmente, estão sonhando com parques e brincadeiras. Parece que eles nunca serão capazes de aprontar tudo o que aprontam normalmente. Então gravo em minha memória que, por pior que seja o dia, sempre terá um minuto de tranquilidade e paz. E que, mesmo com nossos altos e baixos de humor, nossos amados dormem tranquilos e sem preocupações, sabendo que estaremos lá amanhã, para deixar tudo como estava novamente.
Nossa família agradece nosso esforço.
É o que podemos fazer. Eu acho.
Até mais.
domingo, 15 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Amor de barrigudas.
Hoje eu estava observando uma grávida andando na rua.
O que me chamou a atenção não foi o jeito esquisito e universal de andar, na verdade foi ver a forma como ela olhava para todos em sua volta. Um certo de ar de arrogância do bem, do tipo superior legal.
Bom, eu nem tiro a razão dela em estar assim. É o momento mais importante e mágico da vida de uma mulher. Estar grávida é uma delícia. As pessoas te paparicam, te olham com ternura, te ajudam e sempre tem um palavra gentil para lhe dizer - exceto uma minoria que adooora contar casos bizarros de outras vidas.
Uma mulher grávida tem o olhar diferente. Ela te olha segura e superior. Ela tem a pele linda, os cabelos brilhantes - e não caem -, e principalmente elas são seguras de si.
Ah! E tem a variação de humor. Começamos um assunto rindo, e terminamos chorando de tanta tristeza. Os maridos sabem bem disso. Mas nós nos permitimos sentir isso, e falamos sobre o assunto com orgulho.
Eu tenho uma teoria para isso. Ficamos assim porque andamos - literalmente - com o rei (ou rainha) na barriga. É nosso tesouro maior que está dentro de nós. Não preciso dizer mais nada. Todas entendem isso, não é?
Além de eu mesma ter passado por duas gestações completas - por isso sei bem como é essa sensação -, já faz um bom tempo que ando cercada de grávidas em minha volta. Uma delícia. Aquele barrigão mexendo, as reclamações por não dormir direito, a ansiedade e, o mais importante e mais legal, a irritação.
As grávidas não tem paciência. Elas são facilmente irritadas e não conseguem se segurar. É uma explosão de hormônios que se vê a olho nu.
Minha amiga Eleni que o diga. Quando ela chegava perto de mim, ainda calma, tranquila e feliz, eu ficava falando que ela tinha que passar mal e que ela estava com cara de irritada, e BINGO. Ela se irritava. Agora temos a Fabiana - mais conhecida como Kátia -, como é fácil irritá-la. Uma delícia. A Ronyse é irritada - e brava - até hoje. Nem deu graça. A Camila, só consigo vê-la irritada quando está grávida. E por ai vai.
Assim como fui paparicada - e irritada - por todos quando eu estava grávida, hoje em dia adoro fazer o mesmo pelas minhas foférrimas. Adoro essas barrigudas.
Mas quero deixar bem claro, que adoro essas barrigas, mas AMOOOO os pequenos reis e rainhas que estão carregando. Portanto, irritações a parte, quero que cuidem bem desses tesouros para que depois eu possa morder e apertar esses pequerruchos.
Até mais.
domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa: renovação, alegria e muuuuito chocolate.
Páscoa é dia de renovação. Dia de família reunida, feliz e muita alegria.
Aqui em casa não foi diferente, claro. Teve patinhas do coelhinho no chão, armadilhas e caça ao tesouro. Foi uma bagunça. Família em casa, cheia de histórias, lembranças e piadinhas.
Junto com tudo isso vem os OVOS. Ovos de chocolate para todos os lados. Um milhão deles ou mais.
O primeiro ovo foi achado às oito da manhã. Consegui enrolar a criançada até nove horas com os brinquedinhos. Mas depois disso, foi impossível.
Resumo: começamos a comer chocolate as nove horas da manhã, e paramos as nove horas da noite. A família inteira estava com olhos arregalados e quicando ao invés de andar. Muita animaçãooooo.
O legal disso tudo, foi a mãe aqui, resolver que - em uma tentativa fracassada - ler uma historinha antes de dormir, acalmaria a tropa.
Peguei o livrinho, sentei ao lado da cama deles, e quando mostrei a capa, veio o primeiro grito:
_EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivroooooooooooooooo....
Pedrão, no seu maior estilo rockeiro mostrou sua empolgação.
Logo depois veio o outro grito, dessa vez mais estridente:
_Titinhooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo.....
Alice em seu estilo cópia do irmão.
Não preciso dizer que foi a leitura mais inútil que já fiz. Falei, falei, falei. Mostrei figuras, mudei a voz, e nada de atenção.
Agora estou aqui, ainda ligadona por causa dos chocolates, e praticamente sem voz de tanto ler a história em voz - literalmente - alta.
Boa Páscoa para todas vocês mamys e, principalmente, uma fungadinha de chocolate nos meus pequerruchos.
Até mais.
Aqui em casa não foi diferente, claro. Teve patinhas do coelhinho no chão, armadilhas e caça ao tesouro. Foi uma bagunça. Família em casa, cheia de histórias, lembranças e piadinhas.
Junto com tudo isso vem os OVOS. Ovos de chocolate para todos os lados. Um milhão deles ou mais.
O primeiro ovo foi achado às oito da manhã. Consegui enrolar a criançada até nove horas com os brinquedinhos. Mas depois disso, foi impossível.
Resumo: começamos a comer chocolate as nove horas da manhã, e paramos as nove horas da noite. A família inteira estava com olhos arregalados e quicando ao invés de andar. Muita animaçãooooo.
O legal disso tudo, foi a mãe aqui, resolver que - em uma tentativa fracassada - ler uma historinha antes de dormir, acalmaria a tropa.
Peguei o livrinho, sentei ao lado da cama deles, e quando mostrei a capa, veio o primeiro grito:
_EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEbaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiivroooooooooooooooo....
Pedrão, no seu maior estilo rockeiro mostrou sua empolgação.
Logo depois veio o outro grito, dessa vez mais estridente:
_Titinhooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo.....
Alice em seu estilo cópia do irmão.
Não preciso dizer que foi a leitura mais inútil que já fiz. Falei, falei, falei. Mostrei figuras, mudei a voz, e nada de atenção.
Agora estou aqui, ainda ligadona por causa dos chocolates, e praticamente sem voz de tanto ler a história em voz - literalmente - alta.
Boa Páscoa para todas vocês mamys e, principalmente, uma fungadinha de chocolate nos meus pequerruchos.
Até mais.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Tirinhas - para nossa alegria!!!!
João Pedro viu o pai e a mãe falarem algumas verdades um para o outro. Depois, durante aquele climão, pai e mãe entraram no carro com a filharada e ele viu a oportunidade:
_Agora sentem um na frente do outro, pensem no que estão fazendo e peçam desculpas um para o outro.
Só faltou colocar de descanso.
________________________________________________________________________________
Pedrão e Francesco sentados comendo a sobremesa. Pedrão encantado com sua meia nova, que tem mil bolinhas de borracha na sola para não escorregar.
Pedrão:_Olha, Francesco, sabe o que tem em baixo da minha meia?
Francesco (com cara de interessado):_Tênis???
Putz.
________________________________________________________________________________
O Rafinha - amigo de Pedrão - estava se despedindo de sua mamys para ir ao cinema comigo e com Pedrão. Sua mãe - como todas as mamys - deu mil recomendações.
Mãe:_Você sabe que tem que se comportar e obedecer, não é, Rafinha?
Rafa:_Ai, mãe, eu sebo!
Mãe:_Não é sebo, filho.
Rafa:_Tá bom, tá bom. Eu sabo!
Ai.
_Agora sentem um na frente do outro, pensem no que estão fazendo e peçam desculpas um para o outro.
Só faltou colocar de descanso.
________________________________________________________________________________
Pedrão e Francesco sentados comendo a sobremesa. Pedrão encantado com sua meia nova, que tem mil bolinhas de borracha na sola para não escorregar.
Pedrão:_Olha, Francesco, sabe o que tem em baixo da minha meia?
Francesco (com cara de interessado):_Tênis???
Putz.
________________________________________________________________________________
O Rafinha - amigo de Pedrão - estava se despedindo de sua mamys para ir ao cinema comigo e com Pedrão. Sua mãe - como todas as mamys - deu mil recomendações.
Mãe:_Você sabe que tem que se comportar e obedecer, não é, Rafinha?
Rafa:_Ai, mãe, eu sebo!
Mãe:_Não é sebo, filho.
Rafa:_Tá bom, tá bom. Eu sabo!
Ai.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dica de mãe.
Eu estava na livraria do shopping para trocar um livro. Resolvi fazer isso acompanhada de TODA a família. Lógico que quase fomos expulsos da livraria. Alice chorava e gritava porque achou mais interessante correr no meio das prateleiras do que ver livrinhos. Pedrão se empolgou. E quando se empolga ele fala sem parar, e fala alto. Muito alto. Resumindo: a livraria toda estava inteiramente ciente de que a família Rabello Tiene estava presente no local.
Foi em um momento de desespero - e pressa - que o título do livro me chamou a atenção: Domando sua ferinha. Não pensei duas vezes. Peguei o cupom de troca, o livro, e corri para o caixa.
Demorei dois dias para criar coragem de começar a ler o tal livro. Mas quando comecei...SURPRESA!! O livro é genial.
É daqueles livro fáceis de ler, rapidinho. O autor é o máximo, bem humorado e super realista. Ele fala muito da criança de dois anos - que é considerada a fase mais difícil da infância - e de tudo que precisamos fazer e analisar antes de passarmos nervoso.
Mas o que achei mais legal, é que ele não dá aquelas dicas que a gente sabe que nunca vão funcionar. Ele simplesmente fala a real. Adorei uma parte que é sobre os apegos da criança - tipo mamadeira, naninha e etc. Ele fala que, se a criança se acalma com isso, e ela gosta dos apegos, porque nós adultos vamos estragar esse momento de prazer tanto para eles quanto para nós? Super me identifiquei com isso.
Pedrão ainda toma mamadeira e a Lilica chupa dedo, tem cói-cói e gosta da ponta da almofada amarela - a garota mais cheia de apegos que já vi.
Só que o assunto que mais chama a atenção, é sobre a expectativa dos pais. Nós criamos expectativas sobre nossos pequenos, esquecendo de que eles são apenas pequenos. Na maioria das vezes dizemos que eles dão trabalho, nos decepcionaram com o comportamento, quando na verdade eles só estão agindo como crianças de sua idade. Nada mais.
Isso para mim serviu como uma luva. As vezes fico irritada com meus filhos porque não se sentam em um restaurante para comer, ou não esperam sua vez em uma fila. Péssimo de minha parte.
Comecei a pensar um pouco mais antes de dar uma bronca ou até dar um chilique total. Analiso um pouco o que estão fazendo e o que EU estou obrigando eles a fazerem. Olha, e não é que está dando certo? Passo bem menos nervoso e meus filhos se divertem bem mais.
É isso. Para quem gosta deste tipo de leitura, é bem válido - e olha que eu sou experiente nesse tipo de livro - e interessante.
Espero que gostem.
Até mais.
sexta-feira, 30 de março de 2012
A dor de ser feliz.
Em um dia que o Pedrão estava com dor de barriga, ele vira e me fala:
_Ai, mãe, como queria ser você agora, e que você fosse eu. Assim quem estaria com dor era você.
O normal seria eu dar risada, tirar uma onda da cara dele de folgado, etc. Mas a primeira coisa que pensei foi: Putz, eu também queria.
Queria entender por que somos assim. Por que não suportamos ver nossos filhos sofrendo, seja lá pelo que for. Por que quando vemos aquela carinha de sofrimento, ou dor, parece que um buraco se abre em nosso coração.
Essa semana foi muito intensa aqui em casa. Na verdade, eu fiquei até em dúvida se não estava errando o dia meu aniversário, pois tive quase certeza de que estava em meu inferno astral. Semana difícil, dias intensos. Até Alice, que nunca deu trabalho para dormir, resolveu dar o maior show e brigar com o sono.
Eu sei que era manha, reconheci o choro forçado de longe - a gente tem esse dom, sabemos o que é cada choro deles -, mas mesmo assim, vê-la dando aqueles solucinhos, acabou comigo. De contra partida, ver o irmão não conseguindo dormir, se irritando com o choro dela e, mesmo assim, ficando quietinho na cama, esperando o chilique da irmã passar, me doeu mais ainda.
Assim que tudo passou, olhei os dois dormindo, e de repente a Alice solta um suspiro com soluço...nossa, achei que ia rasgar por dentro.
Até nas horas que temos que falar não, ou dar uma bronca mais dura, olhar aquela carinha do Gato de Botas, faz com que engolir ácido seja remédio para aliviar dor de garganta. E olha que broncas são necessárias, é algo que TEMOS que fazer.
Com relação aos dodóis, eu nem quero entrar no mérito. A gente reclama todos os dias que nossos filhos não param, que são espevitados, que nos deixam loucas. Mas é só eles deitarem e ficarem quietos por mais que dois minutos, que temos vontade de gritar para os deuses. Dá vontade de trocar de corpo, literalmente, como disse Pedrão. Seria ótimo, eu aguentaria todas as dores deles numa boa, só para vê-los correndo de novo.
Para ser sincera, eu odeio ser assim. Odeio sentir essa dor. Essa dor que eu nunca havia imaginado sentir antes de ter filhos. Dói, dói demais. Queria ser forte, olhar a pirraça de um filho e dizer: tomou bronca porque mereceu. Olhar um amiguinho desprezá-lo e dizer: a vida é assim, tem que aprender desde já. E vê-lo doente e pensar: agora calma, vamos ver que remédio dar primeiro.
Mas eu não sou assim. E nesses momentos, minha dor faz com que me sinta uma pessoa fraca, frágil e vulnerável. Por mais que eu tente, não consigo mudar.
Preciso evoluir. Preciso ser mais mãe e, principalmente, preciso ser mais forte.
Do jeito que está, não dá.
O que me consola, é que a partir do momento que resolvi ser mãe, eu sabia que seria assim - só não imaginei a intensidade, claro -, mas aceitei o pacote. E apesar de tudo, é isso que me faz me sentir humana, e totalmente completa.
Até mais.
_Ai, mãe, como queria ser você agora, e que você fosse eu. Assim quem estaria com dor era você.
O normal seria eu dar risada, tirar uma onda da cara dele de folgado, etc. Mas a primeira coisa que pensei foi: Putz, eu também queria.
Queria entender por que somos assim. Por que não suportamos ver nossos filhos sofrendo, seja lá pelo que for. Por que quando vemos aquela carinha de sofrimento, ou dor, parece que um buraco se abre em nosso coração.
Essa semana foi muito intensa aqui em casa. Na verdade, eu fiquei até em dúvida se não estava errando o dia meu aniversário, pois tive quase certeza de que estava em meu inferno astral. Semana difícil, dias intensos. Até Alice, que nunca deu trabalho para dormir, resolveu dar o maior show e brigar com o sono.
Eu sei que era manha, reconheci o choro forçado de longe - a gente tem esse dom, sabemos o que é cada choro deles -, mas mesmo assim, vê-la dando aqueles solucinhos, acabou comigo. De contra partida, ver o irmão não conseguindo dormir, se irritando com o choro dela e, mesmo assim, ficando quietinho na cama, esperando o chilique da irmã passar, me doeu mais ainda.
Assim que tudo passou, olhei os dois dormindo, e de repente a Alice solta um suspiro com soluço...nossa, achei que ia rasgar por dentro.
Até nas horas que temos que falar não, ou dar uma bronca mais dura, olhar aquela carinha do Gato de Botas, faz com que engolir ácido seja remédio para aliviar dor de garganta. E olha que broncas são necessárias, é algo que TEMOS que fazer.
Com relação aos dodóis, eu nem quero entrar no mérito. A gente reclama todos os dias que nossos filhos não param, que são espevitados, que nos deixam loucas. Mas é só eles deitarem e ficarem quietos por mais que dois minutos, que temos vontade de gritar para os deuses. Dá vontade de trocar de corpo, literalmente, como disse Pedrão. Seria ótimo, eu aguentaria todas as dores deles numa boa, só para vê-los correndo de novo.
Para ser sincera, eu odeio ser assim. Odeio sentir essa dor. Essa dor que eu nunca havia imaginado sentir antes de ter filhos. Dói, dói demais. Queria ser forte, olhar a pirraça de um filho e dizer: tomou bronca porque mereceu. Olhar um amiguinho desprezá-lo e dizer: a vida é assim, tem que aprender desde já. E vê-lo doente e pensar: agora calma, vamos ver que remédio dar primeiro.
Mas eu não sou assim. E nesses momentos, minha dor faz com que me sinta uma pessoa fraca, frágil e vulnerável. Por mais que eu tente, não consigo mudar.
Preciso evoluir. Preciso ser mais mãe e, principalmente, preciso ser mais forte.
Do jeito que está, não dá.
O que me consola, é que a partir do momento que resolvi ser mãe, eu sabia que seria assim - só não imaginei a intensidade, claro -, mas aceitei o pacote. E apesar de tudo, é isso que me faz me sentir humana, e totalmente completa.
Até mais.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Balada com filhos e uma banda.
Há algumas semanas atrás, foi aniversário do meu tio. A comemoração seria só entre nós, familiares, em uma pizzaria/bar, onde os amigos de minha prima iriam tocar e queriam que todos fossem prestigiá-los. Bom, não preciso explicar muito, mas como o aniversariante é meu tio, minha mãe iria junto - captaram? -, portanto se eu quisesse ir, teria que levar a prole toda. Pensei e ponderei com Rodrigão, e chegamos a conclusão que deveríamos arriscar. Então, todos que tinham filhos se empolgaram e quiseram levar também.
Quando chegamos lá, o lugar ainda estava meio vazio, então achamos o lugar que haviam reservado perfeito. No deck, bem em frente a banda, com algum espaço entre as mesas.
Precisei de dez minutos no lugar, para perceber que tudo iria acabar mal.
Nossa mesa era enorme, e tinha exatamente dois meninos - contando com o Pedro -, duas meninas e uma semi-gente - no caso, a Alice. Esse era o total de crianças do recinto todo. Assim que percebi que as crianças estavam um pouco agitadas, fui olhando em volta para tentar achar um lugar seguro para virar a brinquedoteca deles. Não tinha. Quanto mais eu procurava, mais eu percebia que a noite ia ser longa. Até que as crianças mesmo acharam um lugar. Uma rampa. Gente, uma rampa. Não é genial? Isso não é nada. A rampa era simplesmente o acesso de entrada do lugar. Legal, né? As pessoas chegavam e, já de cara, tropeçavam em pequenos seres que estavam brincando.
Fiquei lá de babá de todos, pois a minha semi gente A-DO-ROU a rampa. Ela corria em direção a descida, achando o máximo o baratinho que o medo dava. Eu rezava pelo momento que as pizzas chegassem e eu poderia dar uma sentada e uma relaxada.
Esse momento não chegou. Eu tenho o hábito de dar comida para meus pequenos em casa, antes de sair, então, enquanto eu estava faminta e fraca pela falta de alimento, as crianças estavam com a corda toda, com a energia totalmente abastecida.
Eis que chega uma porção de batatas, e todos vão tentar comer. Vira uma batalha entre os pequenos - os adultos deixando para as crianças e elas não deixando nada para nós -, e eles comem, parecendo vikings, e isso dá mais energia para eles.
Aí, chegou o ápice da noite. As crianças, tentando agradar os adultos, nos deixam ficar sentados. Mas vão brincar de mãe da rua, sendo que no meio da rua, estava a meiga vocalista da banda. Quase derrubaram a caixa de som e, até agora, não sei como aquela moça conseguiu cantar sem errar a letra nenhuma vez. Foi tenso.
Tenho certeza que faltou comida naquele dia, porque todos do lugar, queriam que fôssemos embora o mais rápido possível. Foi uma pena, para os donos do restaurante, que as mães fossem tão prevenidas.
Até mais.
Assinar:
Postagens (Atom)