domingo, 25 de março de 2012

Mãe é tudo igual. NÃO! NÃO, É!

Mãe é tudo igual!!!
Nossa. Como eu fico doida quando ouço isso. Mãe não é tudo igual. Tem mãe que é carinhosa, tem mãe que não. Tem mãe que é paciente, tem mãe que não. Tem mãe que é normal, e tem mãe que não.
As pessoas vêem uma cena, na qual tem uma criança e sua mãe, observam, analisam e dão o veredito: Olha lá, mãe é tudo igual.
Quando eu era mais nova - ou seja, a pouquíssimo tempo atrás -, eu ficava me imaginando mãe, e eu tinha total certeza de que eu seria uma mãe genial. Eu seria moderna, descolada e muito amiga de meus filhos. Eu os levaria ao parque, à biblioteca e a todos os shows de rock que eu fosse. Consegui cumprir com quase todos os meus desejos. Digo quase, pois ainda não tive coragem de levá-los ao show de rock.
Irônico, eu sei. Mas real.
Quando eu não tinha filhos, eu ia à um barzinho e achava super legal quando via crianças sentadas com seus pais. Hoje em dia, antes de levá-los, eu analiso horários, o que vão comer, se alguém vai fumar perto deles e se eu acho legal eles crescerem vendo todos bebendo e rindo, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo.
Contraditório, eu sei. Mas real.
De vez em quando, eu e meu marido, saímos sem as crianças. Vamos a bares, restaurantes ou show de rock. Me sinto livre e feliz por ter meu momento sem criança. Mas quando chego no lugar, fico olhando em volta, e se vejo uma criança no recinto, pronto! Já começo a me perguntar por que não os levei comigo. Esqueço todas as minhas próprias regras - horários, fumantes ou comida. A única coisa que me vem na cabeça, é que sou uma mãe horrível por sair sem minha cria em baixo do braço.
Bipolar, eu sei. Mas real.
Algumas pessoas acham um horror eu sair sem meus filhos de vez em quando, e outras acham um absurdo eu escolher lugares que tenha lugar para eles se divertirem. Algumas pessoas acham que eu devo levá-los a bares e shows - essa é minha realidade, e eles tem que se acostumar -, outras acham que EU é que devo parar de ir a esses lugares.
A conclusão disso, para mim, é que eu sou assim. Acho legal levá-los ao Mercado Municipal de Sampa, mas não consigo levá-los à um barzinho. A outra mãe, prefere que o filho vá com ela todo domingo na casa da madrinha - mesmo que a criança odeie isso - do que fazer ele se divertir dentro de um shopping.
Eu sou mãe bipolar, já tenho plena consciência disso, mas tenho total respeito à mãe radical, à mãe religiosa, à mãe carente e por todas as outras. Mas de uma coisa eu sei, não somos todas iguais. Somos muito diferentes umas das outras. E é isso que nos torna tão boas no que fazemos. Conseguimos criar crianças com um ótimo caráter, respeitosas, educadas e amiga,s sendo todas tão diferentes umas das outras.
Portanto, MÃE NÃO É TUDO IGUAL. Pronto, falei.
Até mais.

domingo, 18 de março de 2012

Cachoeira e criança combinam.

Quando eu era mais nova - ou seja, a pouquíssimo tempo atrás -, eu e minha melhor amiga adorávamos ir para a Serra do Japi fazer trilha. Passávamos o dia andando de cachoeira em cachoeira. Era simplesmente maravilhoso.
Hoje tive a oportunidade de proporcionar isso ao meu filho. A pequena Lilica teve que ficar em casa com a avó, mas o Pedrão virou aventureiro.
Um amigo, que tem o filho da mesma idade do Pedrão, nos convidou para ir à Serra caminhar até uma cachoeira. Um passeio legal e bem tranquilo para as crianças.
Nem pensei antes de responder. Lóóóógico que fomos. 
O lugar é maravilhoso, uma queda d'água enorme e de tirar o fôlego de tanta beleza. Ah! A água também tira o fôlego de tão gelada. Mas faz parte.
Foi engraçado ver a evolução do Pedro com o passeio. No começo, ele estava morrendo de medo. Qualquer barulhinho e ele já assustava e corria perto de nós. Ninguém precisa saber que ele estava morrendo de medo de encontrar onça pelo caminho, já que o seu pai tocou o terror com ele dizendo que elas moravam por ali. 
O amiguinho do Pedro estava completamente familiarizado com o ambiente. Pegou um bambu para fazer de cajado, e saiu desbravando - literalmente - todo o lugar. Olhava as formigas, minhocas e ficava feliz em ver até uma folhinha furada. Enquanto isso o Pedrão fazia caras e bocas com os sustos que tomava com os barulhinhos de nossos pés na terra.
Eu já achava que nosso passeio tinha sido a maior roubada. Se ele estava assim na trilha, imagina quando visse aquela cortina de água gigante caindo nas pedras? 
Assim que chegamos na primeira queda - que é absurdamente linda e grande - tudo se modificou. O amigo do Pedro se fechou. Não queria se molhar, não queria se sujar e só queria se entupir de salgadinho. Em compensação o Pedrão, se soltou.
Ele pulava na água e saltava de pedra em pedra com tanta facilidade, que achei que ele tinha ventosas na sola dos pés e eu nunca tinha visto. 
Ele chegava perto de aranhas para tirar foto e até ficou feliz quando um viu um girino E um sapinho - tá, eu odiei essa parte. Foi lindo de ver.
O anjo da guarda dele fez um trabalho memorável, pois ele, além de não cair, nem chegou a se quer escorregar em alguma pedra - que para ser sincera era mais lisa que sabão.
Depois de vê-lo se acabar nas águas e nas pedras, foi uma delícia voltar e escutar ele dizendo assim:
_Esse foi o melhor passeio que já fiz na vida!
Valeu todo o esforço em fazê-lo ficar de pé.
Até mais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vai um quadrinho de recompensa aí??

Preciso compartilhar minha mais nova experiência com vocês.
Eu estava passando por um período muito turbulento com meu filho mais velho, Pedrão. Além do ciúmes da irmã, que já faz parte do calendário semana-sim-semana-não, ele estava agressivo e com algumas atitudes que me deixaram encanada.
Ele não comia mais sozinho, até aí tudo bem, eu já estava até acostumada a dar comida na boca dele. Mas começou a brincar com a comida, jogava no chão e achava tudo engraçado. Largava brinquedos espalhados por todo o canto e nunca se preocupava em guardar. Achei que era coisa de criança, não tem paciência para guardar brinquedos, quer comida na boca igual a irmã de um ano, mas até que um dia eu escuto ele dizendo: "minha mãe limpa...minha mãe guarda..."
Nossa, fiquei enfurecida. Já comecei a imaginar ele adulto, chegando em sua casa depois do trabalho, sua esposa descabelada correndo de um lado para o outro para deixar tudo organizado, a comida pronta e ele vira para ela e diz: CADÊ MINHA COMIDAAAA....TA DEMORANDO MUITOOO...E xinga, reclama...
Não mesmo. Não é isso que quero para meu filho. Quero que ele seja um homem educado e que valorize tudo e todos.
Então comecei a quebrar minha cabeça para tentar melhorar isso nele. Tentei fazer com que ele limpasse outro dia a comida que ele derrubou no chão. Me senti escravizando menores. Ele gritava, chorava e dizia que sua mão doía. Olhei para a avó dele - que estava com seu olhar acusador sobre mim -, e ela só balançou a cabeça negativamente.
Mas foi aí que lembrei da grande Super Nanny e seus quadros de recompensas. Bolei um com os seguintes itens: arrumar cama, tratar bem a irmã, comer sozinho, guardar brinquedos, se trocar e guardar as roupas. Fiz desenhos e o Pedrão pintou para deixar tudo mais bonito.
No fim do dia, colocamos carinhas felizes para as tarefas realizadas ou carinhas tristes para as que não foram feitas. Na sexta, se ele não tiver mais que quatro carinhas tristes, ele ganha cinco reais de semanada (um real por ano de vida).
Se funcionou???? Pedrão é uma nova criança. Ele não só trata bem a irmã, como cuida dela para mim. Guarda seus brinquedos e o da irmã também. Se cai comida no chão, ele mesmo pega um paninho e vai limpar. Deixa a cama esticadinha e cumpre todas as obrigações - tomar banho, escovar dentes e etc - na maior felicidade.
Essa semana ele irá receber a primeira semanada dele. Ele já está com altos planos para esse dinheiro. Vai gastar uma parte com sorvete e a outra parte vai guardar para comprar a base do imaginext.
E de quebra, já fazem duas semanas que estamos na semana-não (bom comportamento e sem ciúmes da irmã).
Acho que vou patentear o quadrinho.
Até mais.

terça-feira, 13 de março de 2012

Tirinhas de novo.

Mamãe:_Pedro, você é meu amor!
Pedro:_E você é minha amora!

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Pedro:_Vamos brincar de Casa do Mickey, mamãe?
Mamãe:_Claro. Quem você vai ser?
Pedro:_Eu sou o Mickey. (claro)
Mamãe:_E eu? Quem vou ser, então?
Pedro:_A Mika. (dãr)

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Historinha antiga de uma amiga antiga.
Irmãozinho caçula:_Aprendi a cantar parabéns à você em inglês.
Ela:_Que legal! Canta para mim.
Irmãozinho caçula:_BLOCKBUSTER TO YOU, BLOCKBUSTER TO YOU....
(???)

Até mais.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Pratiquem o desapego.

Para variar, fui mais uma vez para a praia no fim de semana. E tive uma lição muito importante - pelo menos para mim, claro.
Vocês já devem ter percebido que sou uma pessoa mandona e autoritária. Além disso, gosto de controlar tudo a minha volta. Já sofri muito com isso, mas ser assim se tornou necessário perante minha profissão.
Mas hoje em dia eu sou apenas mãe. E por mais que tentasse mudar, acabei trazendo esse meu jeito esquisito para dentro de casa.
Sempre achei que criança precisa de rotina para se sentir segura. E que alguns passeio é melhor serem evitados até certa idade dos pequenos.
Ultimamente tenho me policiado tanto, que estou fazendo altas loucuras com as crianças. Até para a vinte e cinco de março eu já fui com eles. E ir para a praia, foi mais um desafio.
Até porque não é uma praia qualquer. É PRAIA GRANDE, minha gente. Farofa, bagunça e lotação.
No começo eu estressei. Quis impor horários e regras nos passeios. Precisei de somente duas horas tentando isso e um marido um pouco mais sensato para perceber que eu estragaria a viagem inteira assim.
Chegamos na praia - em horário de pico, pois todo mundo dormiu até tarde - e me deparei com várias cenas importantes para meu crescimento pessoal. Desde de criança tirando cochilo na areia até irmãos enterrando a irmã caçula.
Mas o que me deixou mais surpresa foi ver váááárias mães com nenéns recém nascidos, em plena onze horas da manhã, debaixo de um sol infernal - tá, tem guarda sol, mas e o mormaço? - super tranquilas e felizes. Os bebês com aquelas carinhas sem expressão de tão nenéns que eram, com a cabecinha balançando para um lado e para o outro, super tranquilinhos e felizes. Elas amamentavam e eles dormiam em seus carrinhos.
Depois que vi isso, olhei meus filhotinhos: Pedrão detonando na arquitetura de um castelo e Lilica comendo batatinha com areia. E felizes. E adorando. E curtindo.
A partir disso desapeguei total. Ficamos na praia até quase três horas da tarde, comendo porcaria - e no caso da Alice, areia também -, dando risada e pulando ondas. A noite, ficamos andando até meia noite procurando todos os parquinhos existentes, pois, como disse Pedrão, as crianças precisavam gastar energia.
Pois é. As regras e rotina são ótimas. Mas quebrá-las de vez em quando, não tem preço. O duro é voltar ao normal agora.
Até mais.

terça-feira, 6 de março de 2012

Carpe Diem.

"...e então eu olhei para sua boquinha e: surpresa!!, seu primeiro dentinho apareceu. Abracei, beijei e apertei aquele pequeno serzinho de felicidade, por saber que uma nova etapa estava começando. Mas ai comecei a chorar, desenfreadamente. Então, depois que me acalmei, fui tentar entender por que tive essa reação. A resposta é simples. Chorei por saber que nunca mais veria aquela boquinha de velhinho banguela de novo."

Esse pequeno depoimento é de uma mãe em um livro que estou lendo. Assim que li isso, meus olhos encheram de lágrimas - eu sei, isso não é novidade. Por um minuto, tive um flash back de meus dois filhos. Do dia em que nasceram até agora.
É engraçado lembrar. Foram tantas coisas, tantas histórias, tantos acontecimentos. E...já passou. Rápido assim.
Nunca mais vou ter aquela sensação maravilhosa de olhar a carinha deles assim que saem da barriga. Toda achatada, vermelha e suja. A curiosidade de saber se vai ser cabeludo, grande, moreno ou parecido com a mãe - nunca é parecido com a mãe. Isso já passou.
Nunca mais vou ter a sensação de vitória quando ele disser primeiro mamãe, ao invés de papai. E nunca mais vou poder ficar ansiosa para ser a primeira a ver o pequeno dar sua primeira gargalhada. Isso também já passou.
O primeiro banho, a primeira mamada, a primeira papinha, os primeiro passos...Já passaram. Rápidos demais.
E então me pego falando para uma amiga, que não vejo a hora que minha filha esteja maior e pare de usar fraldas. Ou que faça tudo sozinha, assim posso descansar um pouco mais.
Me arrependi na mesma hora de ter dito isso. Quando menos esperar, ela já estará assim. Os dias de hoje, já terão passado, e sentirei saudades da dependência dela em mim.
Aproveitamos menos o presente, ás vezes, por ansiedade pelo futuro. E quando o futuro chega, percebemos o tempo que perdemos. Um erro terrível, e com consequências irreparáveis. Esses dias nunca mais poderão voltar.
Os dias de uma mãe - seja ela de filho único, dois ou três filhos ou de múltiplos - são agitados e muitas vezes insanos. Chegamos à extremos tão grandes que, muitas vezes, quando tudo se acalma, pensamos como foi que conseguimos enfrentar aqueles momentos avassaladores.
Pois eu tenho um conselho para dar. Não só para vocês, isso vale para mim também. Quando esses momentos chegarem - pois eles sempre chegam, todos os dias -, lembrem-se que eles NUNCA mais vão voltar. Eles são únicos e irreparáveis.
Vamos aproveitá-los insanamente. Já que eles são únicos, vamos torná-los inesquecíveis.
Nossos pequenos agradecem. E nossas consciências - e lembranças - se tornarão mais tranquilas e felizes.
É isso.
Até mais.

domingo, 4 de março de 2012

Avós que amam irritantemente.

Ontem li um artigo sobre avós. Era a visão do neto, contando o que ele acha de ter os avós tão presente em sua vida. Ele conta como é bom saber que alguém irá sempre comprar aquele chocolate fora de hora, que a mãe nunca deixa comer. Ou que, na casa deles, ele pode almoçar no sofá assistindo TV.
Mas o que eu achei mais legal, é que esse menino diz que ele adora o avô porque toda a vez que ele pergunta alguma coisa, ao invés do avô logo gritar que não tem tempo para isso, ou falar que depois responde, o avô sempre para o que está fazendo para pensar na pergunta e logo em seguida responder. Nem que a resposta seja não sei.
 É simplesmente o máximo. Foi então que refleti.
Minha mãe mora comigo - na mesma casa -, e meu sogro mora no mesmo terreno que eu. Meus filhos tem os avós muito presente em suas vidas. Minha mãe praticamente criou meu primeiro filho até eu resolver parar de trabalhar quando ele já estava com dois anos.
E eu, lógico, fico super mega pirada quando meus filhos estão aprontando alguma coisa, eu dou um castigo e depois vai minha mãe e fala: Ownnnnn...vem no colinho da vovó agora. Não demoro nada para começar a falar algumas verdades - minhas verdades, claro - para ela e acabar com essa melação fora de hora.
Mas depois que li esse artigo, pensei comigo. Já pensou como deve ser bom poder pegar uma criança, que você ama como se fosse seu filho, e poder só fazer coisas legais com ela?
A gente mesmo, não tem horas que gostaríamos de abdicar um pouco da função de mãe, e virar uma amigona daquelas que fazem mil loucuras impensadas só para poder morrer de rir? Bom, eu tenho essas vontades várias vezes ao dia. Mas sei que não posso fazer isso.
Tento compensar com passeios, brincadeiras e até algumas miniloucuras de vez em quando. Mas logo preciso voltar à postura de mãe, mandar parar - porque as coisas sempre fogem do controle - e, muitas vezes, voltar aos afazeres do dia a dia.
Minha mãe me proporciona muitos momentos de descontração sem meus filhos. Aquele momentinho só meu e de meu marido, ou um passeio com algumas amigas só para descontrair. E faço tudo isso tranquila, pois sei que meus filhos ficam sem mim, mas muito felizes. Sei que estarão se divertindo - às vezes até mais do que se eu estivesse junto. E ao mesmo tempo, proporciono a vovozinha, aquele momento tão delicioso de mimar sem medo seus netos.
Os avós nos irritam mesmo. Mas percebi que, bem lá no fundo, minha irritação nada mais é do que uma pequena ponta de inveja por não poder fazer o mesmo que eles podem com nossos pequenos.
Mas deixe estar. Eu também terei netos. E então, usarei todos os meus artifício para deixar meus pequerruchos tão mimados que fará qualquer avó me usar como ponto de referência.
Até mais.