"...e então eu olhei para sua boquinha e: surpresa!!, seu primeiro dentinho apareceu. Abracei, beijei e apertei aquele pequeno serzinho de felicidade, por saber que uma nova etapa estava começando. Mas ai comecei a chorar, desenfreadamente. Então, depois que me acalmei, fui tentar entender por que tive essa reação. A resposta é simples. Chorei por saber que nunca mais veria aquela boquinha de velhinho banguela de novo."
Esse pequeno depoimento é de uma mãe em um livro que estou lendo. Assim que li isso, meus olhos encheram de lágrimas - eu sei, isso não é novidade. Por um minuto, tive um flash back de meus dois filhos. Do dia em que nasceram até agora.
É engraçado lembrar. Foram tantas coisas, tantas histórias, tantos acontecimentos. E...já passou. Rápido assim.
Nunca mais vou ter aquela sensação maravilhosa de olhar a carinha deles assim que saem da barriga. Toda achatada, vermelha e suja. A curiosidade de saber se vai ser cabeludo, grande, moreno ou parecido com a mãe - nunca é parecido com a mãe. Isso já passou.
Nunca mais vou ter a sensação de vitória quando ele disser primeiro mamãe, ao invés de papai. E nunca mais vou poder ficar ansiosa para ser a primeira a ver o pequeno dar sua primeira gargalhada. Isso também já passou.
O primeiro banho, a primeira mamada, a primeira papinha, os primeiro passos...Já passaram. Rápidos demais.
E então me pego falando para uma amiga, que não vejo a hora que minha filha esteja maior e pare de usar fraldas. Ou que faça tudo sozinha, assim posso descansar um pouco mais.
Me arrependi na mesma hora de ter dito isso. Quando menos esperar, ela já estará assim. Os dias de hoje, já terão passado, e sentirei saudades da dependência dela em mim.
Aproveitamos menos o presente, ás vezes, por ansiedade pelo futuro. E quando o futuro chega, percebemos o tempo que perdemos. Um erro terrível, e com consequências irreparáveis. Esses dias nunca mais poderão voltar.
Os dias de uma mãe - seja ela de filho único, dois ou três filhos ou de múltiplos - são agitados e muitas vezes insanos. Chegamos à extremos tão grandes que, muitas vezes, quando tudo se acalma, pensamos como foi que conseguimos enfrentar aqueles momentos avassaladores.
Pois eu tenho um conselho para dar. Não só para vocês, isso vale para mim também. Quando esses momentos chegarem - pois eles sempre chegam, todos os dias -, lembrem-se que eles NUNCA mais vão voltar. Eles são únicos e irreparáveis.
Vamos aproveitá-los insanamente. Já que eles são únicos, vamos torná-los inesquecíveis.
Nossos pequenos agradecem. E nossas consciências - e lembranças - se tornarão mais tranquilas e felizes.
É isso.
Até mais.
terça-feira, 6 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Avós que amam irritantemente.
Ontem li um artigo sobre avós. Era a visão do neto, contando o que ele acha de ter os avós tão presente em sua vida. Ele conta como é bom saber que alguém irá sempre comprar aquele chocolate fora de hora, que a mãe nunca deixa comer. Ou que, na casa deles, ele pode almoçar no sofá assistindo TV.
Mas o que eu achei mais legal, é que esse menino diz que ele adora o avô porque toda a vez que ele pergunta alguma coisa, ao invés do avô logo gritar que não tem tempo para isso, ou falar que depois responde, o avô sempre para o que está fazendo para pensar na pergunta e logo em seguida responder. Nem que a resposta seja não sei.
É simplesmente o máximo. Foi então que refleti.
Minha mãe mora comigo - na mesma casa -, e meu sogro mora no mesmo terreno que eu. Meus filhos tem os avós muito presente em suas vidas. Minha mãe praticamente criou meu primeiro filho até eu resolver parar de trabalhar quando ele já estava com dois anos.
E eu, lógico, fico super mega pirada quando meus filhos estão aprontando alguma coisa, eu dou um castigo e depois vai minha mãe e fala: Ownnnnn...vem no colinho da vovó agora. Não demoro nada para começar a falar algumas verdades - minhas verdades, claro - para ela e acabar com essa melação fora de hora.
Mas depois que li esse artigo, pensei comigo. Já pensou como deve ser bom poder pegar uma criança, que você ama como se fosse seu filho, e poder só fazer coisas legais com ela?
A gente mesmo, não tem horas que gostaríamos de abdicar um pouco da função de mãe, e virar uma amigona daquelas que fazem mil loucuras impensadas só para poder morrer de rir? Bom, eu tenho essas vontades várias vezes ao dia. Mas sei que não posso fazer isso.
Tento compensar com passeios, brincadeiras e até algumas miniloucuras de vez em quando. Mas logo preciso voltar à postura de mãe, mandar parar - porque as coisas sempre fogem do controle - e, muitas vezes, voltar aos afazeres do dia a dia.
Minha mãe me proporciona muitos momentos de descontração sem meus filhos. Aquele momentinho só meu e de meu marido, ou um passeio com algumas amigas só para descontrair. E faço tudo isso tranquila, pois sei que meus filhos ficam sem mim, mas muito felizes. Sei que estarão se divertindo - às vezes até mais do que se eu estivesse junto. E ao mesmo tempo, proporciono a vovozinha, aquele momento tão delicioso de mimar sem medo seus netos.
Os avós nos irritam mesmo. Mas percebi que, bem lá no fundo, minha irritação nada mais é do que uma pequena ponta de inveja por não poder fazer o mesmo que eles podem com nossos pequenos.
Mas deixe estar. Eu também terei netos. E então, usarei todos os meus artifício para deixar meus pequerruchos tão mimados que fará qualquer avó me usar como ponto de referência.
Até mais.
Mas o que eu achei mais legal, é que esse menino diz que ele adora o avô porque toda a vez que ele pergunta alguma coisa, ao invés do avô logo gritar que não tem tempo para isso, ou falar que depois responde, o avô sempre para o que está fazendo para pensar na pergunta e logo em seguida responder. Nem que a resposta seja não sei.
É simplesmente o máximo. Foi então que refleti.
Minha mãe mora comigo - na mesma casa -, e meu sogro mora no mesmo terreno que eu. Meus filhos tem os avós muito presente em suas vidas. Minha mãe praticamente criou meu primeiro filho até eu resolver parar de trabalhar quando ele já estava com dois anos.
E eu, lógico, fico super mega pirada quando meus filhos estão aprontando alguma coisa, eu dou um castigo e depois vai minha mãe e fala: Ownnnnn...vem no colinho da vovó agora. Não demoro nada para começar a falar algumas verdades - minhas verdades, claro - para ela e acabar com essa melação fora de hora.
Mas depois que li esse artigo, pensei comigo. Já pensou como deve ser bom poder pegar uma criança, que você ama como se fosse seu filho, e poder só fazer coisas legais com ela?
A gente mesmo, não tem horas que gostaríamos de abdicar um pouco da função de mãe, e virar uma amigona daquelas que fazem mil loucuras impensadas só para poder morrer de rir? Bom, eu tenho essas vontades várias vezes ao dia. Mas sei que não posso fazer isso.
Tento compensar com passeios, brincadeiras e até algumas miniloucuras de vez em quando. Mas logo preciso voltar à postura de mãe, mandar parar - porque as coisas sempre fogem do controle - e, muitas vezes, voltar aos afazeres do dia a dia.
Minha mãe me proporciona muitos momentos de descontração sem meus filhos. Aquele momentinho só meu e de meu marido, ou um passeio com algumas amigas só para descontrair. E faço tudo isso tranquila, pois sei que meus filhos ficam sem mim, mas muito felizes. Sei que estarão se divertindo - às vezes até mais do que se eu estivesse junto. E ao mesmo tempo, proporciono a vovozinha, aquele momento tão delicioso de mimar sem medo seus netos.
Os avós nos irritam mesmo. Mas percebi que, bem lá no fundo, minha irritação nada mais é do que uma pequena ponta de inveja por não poder fazer o mesmo que eles podem com nossos pequenos.
Mas deixe estar. Eu também terei netos. E então, usarei todos os meus artifício para deixar meus pequerruchos tão mimados que fará qualquer avó me usar como ponto de referência.
Até mais.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Gordices maternas
Acordo de manhã, preparo as mamadeiras, ajeito a criançada e sinto minha barriga roncar. Então, me sento na mesa, e tento - só tento, pois nunca consigo - tomar um café da manhã nutritivo e reforçado. É claro que sou interrompida logo depois de dar o primeiro gole em meu café, por uma pequena disputa pela almofada amarela, ou até um lugar especial no sofá. Depois disso, são mais cinco interrupções - em média. Acabo desistindo, largo meu café e vou à luta.
Limpo casa, preparo almoço, cuido da prole. Não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente nessa tranquilidade. Hora do almoço percebo que não comi nada a manhã inteira - nem aquela fruta que dou para as crianças todo dia. Quando penso em dar uma garfada generosa, a pequena resolve que aquela é a garfada gostosa. Perdi. Dou inteirinha para ela. O importante é a criança se alimentar. A cade dez colheradas para cada filho, eu ganho uma inteirinha só para mim.Um bônus pelo bom desempenho.
Depois que levo o filho para escola, arruma cozinha, coloco a pequena para dormir, aproveito esse momento para lavar um banheiro, ou cozinha, ou quintal - alguém consegue lavar algum ambiente da casa com uma criança de um ano e meio? -, pego a pequena que acordou, brinco e a alimento e vou buscar o mais velho na escola. Percebo, tarde demais novamente, que passei a tarde toda sem comer.
No jantar, o bônus do almoço prevalece. Pelo menos a barriga não fica totalmente vazia.
Depois disso, mais algumas brincadeiras para dar aquela canseirinha básica para o sono aparecer.
Coloco a tropa para dormir e, enfim, vem o descanso dos pais.
Bom, em casa o descanso vem junto com um milhão de gordices. Tudo o que as crianças não podem comer - chocolate, salgadinhos de isopor, amendoins, sorvetes e mais chocolates -, os adultos atacam nessa hora. É praticamente uma guerra de sobrevivência. Quem chega primeiro no armário, ganha os melhores bombons da caixa. Uma batalha sem escrúpulos. A lei do mais forte e do mais esperto.
Aí, te pergunto: Por que estou engordando tanto se passo quase o dia todo sem comer?
Culpa dos fabricantes das Gordices, que fazem essas coisas nada saudáveis, e nós mães temos que comer escondidos dos pequenos à noite. O horário que mais engorda.
Estou revoltada. O pior é que tem um brigadeiro de colher inteiro me esperando na cozinha. Ó céus! Ó vida!
Até mais.
Limpo casa, preparo almoço, cuido da prole. Não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente nessa tranquilidade. Hora do almoço percebo que não comi nada a manhã inteira - nem aquela fruta que dou para as crianças todo dia. Quando penso em dar uma garfada generosa, a pequena resolve que aquela é a garfada gostosa. Perdi. Dou inteirinha para ela. O importante é a criança se alimentar. A cade dez colheradas para cada filho, eu ganho uma inteirinha só para mim.Um bônus pelo bom desempenho.
Depois que levo o filho para escola, arruma cozinha, coloco a pequena para dormir, aproveito esse momento para lavar um banheiro, ou cozinha, ou quintal - alguém consegue lavar algum ambiente da casa com uma criança de um ano e meio? -, pego a pequena que acordou, brinco e a alimento e vou buscar o mais velho na escola. Percebo, tarde demais novamente, que passei a tarde toda sem comer.
No jantar, o bônus do almoço prevalece. Pelo menos a barriga não fica totalmente vazia.
Depois disso, mais algumas brincadeiras para dar aquela canseirinha básica para o sono aparecer.
Coloco a tropa para dormir e, enfim, vem o descanso dos pais.
Bom, em casa o descanso vem junto com um milhão de gordices. Tudo o que as crianças não podem comer - chocolate, salgadinhos de isopor, amendoins, sorvetes e mais chocolates -, os adultos atacam nessa hora. É praticamente uma guerra de sobrevivência. Quem chega primeiro no armário, ganha os melhores bombons da caixa. Uma batalha sem escrúpulos. A lei do mais forte e do mais esperto.
Aí, te pergunto: Por que estou engordando tanto se passo quase o dia todo sem comer?
Culpa dos fabricantes das Gordices, que fazem essas coisas nada saudáveis, e nós mães temos que comer escondidos dos pequenos à noite. O horário que mais engorda.
Estou revoltada. O pior é que tem um brigadeiro de colher inteiro me esperando na cozinha. Ó céus! Ó vida!
Até mais.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Rapidinha esclarecedora.
Ontem eu estava no maior desabafo com minha prima-sobrinha-comadre, atualizando-a dos eventos febris da criançada durante a semana.
Só para constar, a Lilica começou com febrão em um dia, sem motivo nenhum. Ficou dois dias com febre - o que me fez pagar uma fortuna de consulta médica, e chegou lá esbanjando saúde.
Depois foi a vez de Pedrão. Mesma ladainha. Dois dias com febre e pronto. Acabou. Do jeito que veio, foi embora, sem maiores problemas.
Bom, contei a minha amada Karol - que não tem filhos, e é dez anos mais nova que eu - e ela simplesmente me deu uma explicação es-pe-ta-cu-lar. Até agora estou aqui pensando como eu não havia pensado nisso antes. E pior ainda, como eu pude PAGAR uma consulta sem antes ter falado com ela? Quero compartilhar isso com vocês, Mamys, para que todas saibam o que acontece com essas febres do nada que nosso filhos têm de vez em quando. Segue explicação:
"É muita energia acumulada que fez com que o metabolismo deles acelerassem, gerando a alta temperatura, resultando em febre, mas nada mais é do que excesso de energia que foi desperdiçada".
Só para constar, a Lilica começou com febrão em um dia, sem motivo nenhum. Ficou dois dias com febre - o que me fez pagar uma fortuna de consulta médica, e chegou lá esbanjando saúde.
Depois foi a vez de Pedrão. Mesma ladainha. Dois dias com febre e pronto. Acabou. Do jeito que veio, foi embora, sem maiores problemas.
Bom, contei a minha amada Karol - que não tem filhos, e é dez anos mais nova que eu - e ela simplesmente me deu uma explicação es-pe-ta-cu-lar. Até agora estou aqui pensando como eu não havia pensado nisso antes. E pior ainda, como eu pude PAGAR uma consulta sem antes ter falado com ela? Quero compartilhar isso com vocês, Mamys, para que todas saibam o que acontece com essas febres do nada que nosso filhos têm de vez em quando. Segue explicação:
"É muita energia acumulada que fez com que o metabolismo deles acelerassem, gerando a alta temperatura, resultando em febre, mas nada mais é do que excesso de energia que foi desperdiçada".
Então tá, então. Bazzinga!!
Até mais.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Eu choro, eu me acabo.
Que eu sou chorona, isso todo mundo já sabe. Mas o que ninguém sabe, é que meu caso só se agravou depois que tive meu primeiro filho, Pedrão.
Desde que ele nasceu, não consegui mais assistir a filmes tristes. Noticiário me dá agonia. Histórias de crianças sofredoras então, nem gosto de mencionar. Até aquelas propagandas das Casas Bahia de dia dos pais, dia das mães me fazem chorar as bicas.
Nas apresentações de escola do Pedrão, eu sou a sensação. Choro desde a abertura - com o berçário -, até a hora que meu pequeno entra no palco. É incontrolável. E irritante.
Ando tão irritada com essa sensibilidade a flor da pele, que comecei a analisar alguns fatos de minha vida, para ver se achava alguma coisa que me desse um fio de esperança á seguir. Algo que pudesse ter me traumatizado, ou bloqueado algo dentro de mim.
A única coisa que me vem em mente, foi o seguinte episódio.
Descobri que estava grávida. Nem vou ficar falando muito das emoções dessa descoberta, senão choro. Enfim, sai contando para todos a boa nova, feliz da vida. Um momento mágico.
Estávamos todos comemorando e ia ter uma festinha familiar dali a alguns dias. Seria perfeito para anunciar para mais alguns milhares de conhecidos que agora eu ia ser mãe.
No dia da festinha - que foi exatamente depois de dois dias de minha descoberta - , a prima da irmã da tia da esposa de meu vizinho, veio se sentar ao meu lado. Aparentemente muito feliz com o notícia que dei, claro. As aparências enganam.
Só para vocês entenderem, a conversa começou assim:
_Que bom que está grávida. Isso é ótimo! Você já teve algum sonho estranho? Sabe, minha sobrinha assim que ficou grávida, sonhava toda a noite que estava parindo um cachorro. - pausa para uma risadinha descontraída. - Você acha? Até hoje ela pensa que sua filha é peluda por causa do sonho.
Nossa. Que coisa legal para se contar para uma grávida recente.
E não parou por ai, pois depois duas amigas - do mesmo tipo de simpatia - se juntou a nós, contando histórias verídicas de crianças que nasceram com "coisas estranhas" - palavras delas, não minha - depois de terem sonhados esse tipo de coisa. Ninguém vinha me contar que a prima sonhou que o filho nasceu com a carinha do Brad Pitt, ou que o filho da sobrinha nasceu fazendo contas matemáticas.
Genteeee, para queeeee?
Depois desse dia, durante toda a minha gravidez eu criei um imã particular, que atraia somente pessoas que A-DO-RA-VAM me manter bem informada com as tragédias do mundo infantil.
Quando Pedrão nasceu, vê-lo ali, chorando, saudável foi mais do que um dia especialmente feliz. Foi quase um alívio. Assim que o peguei no colo pela primeira vez, ainda anestesiada, falei um BAHHHH para esse povinho mal amado que me atormentou durante todas esses meses.
Eu só podia ser uma pessoa extremamente sensível.
Mas ninguém precisa saber que, mais tarde, sozinha no quarto do hospital, eu contei todos os dedinhos do meu pequerrucho, só para averiguar se todos estavam realmente ali.
Até mais.
Desde que ele nasceu, não consegui mais assistir a filmes tristes. Noticiário me dá agonia. Histórias de crianças sofredoras então, nem gosto de mencionar. Até aquelas propagandas das Casas Bahia de dia dos pais, dia das mães me fazem chorar as bicas.
Nas apresentações de escola do Pedrão, eu sou a sensação. Choro desde a abertura - com o berçário -, até a hora que meu pequeno entra no palco. É incontrolável. E irritante.
Ando tão irritada com essa sensibilidade a flor da pele, que comecei a analisar alguns fatos de minha vida, para ver se achava alguma coisa que me desse um fio de esperança á seguir. Algo que pudesse ter me traumatizado, ou bloqueado algo dentro de mim.
A única coisa que me vem em mente, foi o seguinte episódio.
Descobri que estava grávida. Nem vou ficar falando muito das emoções dessa descoberta, senão choro. Enfim, sai contando para todos a boa nova, feliz da vida. Um momento mágico.
Estávamos todos comemorando e ia ter uma festinha familiar dali a alguns dias. Seria perfeito para anunciar para mais alguns milhares de conhecidos que agora eu ia ser mãe.
No dia da festinha - que foi exatamente depois de dois dias de minha descoberta - , a prima da irmã da tia da esposa de meu vizinho, veio se sentar ao meu lado. Aparentemente muito feliz com o notícia que dei, claro. As aparências enganam.
Só para vocês entenderem, a conversa começou assim:
_Que bom que está grávida. Isso é ótimo! Você já teve algum sonho estranho? Sabe, minha sobrinha assim que ficou grávida, sonhava toda a noite que estava parindo um cachorro. - pausa para uma risadinha descontraída. - Você acha? Até hoje ela pensa que sua filha é peluda por causa do sonho.
Nossa. Que coisa legal para se contar para uma grávida recente.
E não parou por ai, pois depois duas amigas - do mesmo tipo de simpatia - se juntou a nós, contando histórias verídicas de crianças que nasceram com "coisas estranhas" - palavras delas, não minha - depois de terem sonhados esse tipo de coisa. Ninguém vinha me contar que a prima sonhou que o filho nasceu com a carinha do Brad Pitt, ou que o filho da sobrinha nasceu fazendo contas matemáticas.
Genteeee, para queeeee?
Depois desse dia, durante toda a minha gravidez eu criei um imã particular, que atraia somente pessoas que A-DO-RA-VAM me manter bem informada com as tragédias do mundo infantil.
Quando Pedrão nasceu, vê-lo ali, chorando, saudável foi mais do que um dia especialmente feliz. Foi quase um alívio. Assim que o peguei no colo pela primeira vez, ainda anestesiada, falei um BAHHHH para esse povinho mal amado que me atormentou durante todas esses meses.
Eu só podia ser uma pessoa extremamente sensível.
Mas ninguém precisa saber que, mais tarde, sozinha no quarto do hospital, eu contei todos os dedinhos do meu pequerrucho, só para averiguar se todos estavam realmente ali.
Até mais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Herói por um dia.
Não é segredo para ninguém que uma de minhas maiores preocupações é que meus filhos sejam mais do que simplesmente irmãos. Quero que sejam amigos, companheiros, cúmplices.
Há uns dias atrás eu tive uma pequena prova de que estou no caminho certo. Pedrão teve sua primeira experiência de herói.
Estava eu fazendo comida enquanto os pequenos estavam super compenetrados em um dvd - estratégia básica para alguns minutos de cozimento em paz. Tudo calmo e dentro do cronograma.
Mas minha princesa Alice - que se acha independente e com pelo menos cinco anos -, resolveu que era hora de passear no pequeno quintal de casa. O problema nisso é que, como ela sabe que eu não gosto que ele saia sozinha pois o quintal é grande, com escadas e rampa, ela toma a decisão e....corre. Corre com fé e coragem, sem olhar para trás.
E foi o que ela fez.
Ela correu, fingindo que ninguém estava ligando para onde ela iria. Mas eu - que não sou nada desesperada -, comecei a gritar por ela e correr também. Largando comida no fogo e colher suja por todo o lado. O Pedrão - que é ainda mais desesperado que eu -, também começou a gritar e correr junto.
Alice foi em direção à uma rampa que tenho na frente de casa. Uma rampa mortal: cheia de limo, cimento quebrado e obstáculos quase impossíveis de serem passados por uma criança com a perninha tão curta como a dela.
Eu gritava e corria. O Pedrão gritava e corria também. Mas eu sou lenta - na verdade o que me atrapalhou foi o chinelo, ok? -, e logo vi que não iria alcançá-la a tempo. Ela começou a descer a rampa, toda desgovernada e eu não tinha mais nada a fazer. Minha reação foi colocar a mão na cabeça e esperar o que estava por vir.
Mas Pedrão não é lento - e não estava de chinelo, estava descalço, o que lhe dava muitas vantagens. Ele me ultrapassou, e desceu a rampa gritando pela irmã.
Alice começou a catar cavaco - sabe, a cabeça para frente do corpo -, quase sem equilíbrio. Pedrão passou na sua frente e...e... A SEGUROU bravamente. Alice não caiu.
Mas Pedrão estava em prantos. De longe ele parecia intacto. Mas quando me aproximei...humm....
Alice estava risonha querendo descer de novo a rampa e o Pedrão culpando a irmã pelo incidente.
Resultado: Pedrão ficou sem a unha e a tampa do dedão, sem a unha do amigo do dedinho, e um ralado no peito do pé. Tudo pela irmãzinha indefesa.
O mais irônico disso tudo, é que o Pedrão estava vestido de Batman. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o Batman de verdade, sua unha ainda estaria em seu dedão.
Não importa. Para mim ele foi um verdadeiro super herói.
Até mais.
Há uns dias atrás eu tive uma pequena prova de que estou no caminho certo. Pedrão teve sua primeira experiência de herói.
Estava eu fazendo comida enquanto os pequenos estavam super compenetrados em um dvd - estratégia básica para alguns minutos de cozimento em paz. Tudo calmo e dentro do cronograma.
Mas minha princesa Alice - que se acha independente e com pelo menos cinco anos -, resolveu que era hora de passear no pequeno quintal de casa. O problema nisso é que, como ela sabe que eu não gosto que ele saia sozinha pois o quintal é grande, com escadas e rampa, ela toma a decisão e....corre. Corre com fé e coragem, sem olhar para trás.
E foi o que ela fez.
Ela correu, fingindo que ninguém estava ligando para onde ela iria. Mas eu - que não sou nada desesperada -, comecei a gritar por ela e correr também. Largando comida no fogo e colher suja por todo o lado. O Pedrão - que é ainda mais desesperado que eu -, também começou a gritar e correr junto.
Alice foi em direção à uma rampa que tenho na frente de casa. Uma rampa mortal: cheia de limo, cimento quebrado e obstáculos quase impossíveis de serem passados por uma criança com a perninha tão curta como a dela.
Eu gritava e corria. O Pedrão gritava e corria também. Mas eu sou lenta - na verdade o que me atrapalhou foi o chinelo, ok? -, e logo vi que não iria alcançá-la a tempo. Ela começou a descer a rampa, toda desgovernada e eu não tinha mais nada a fazer. Minha reação foi colocar a mão na cabeça e esperar o que estava por vir.
Mas Pedrão não é lento - e não estava de chinelo, estava descalço, o que lhe dava muitas vantagens. Ele me ultrapassou, e desceu a rampa gritando pela irmã.
Alice começou a catar cavaco - sabe, a cabeça para frente do corpo -, quase sem equilíbrio. Pedrão passou na sua frente e...e... A SEGUROU bravamente. Alice não caiu.
Mas Pedrão estava em prantos. De longe ele parecia intacto. Mas quando me aproximei...humm....
Alice estava risonha querendo descer de novo a rampa e o Pedrão culpando a irmã pelo incidente.
Resultado: Pedrão ficou sem a unha e a tampa do dedão, sem a unha do amigo do dedinho, e um ralado no peito do pé. Tudo pela irmãzinha indefesa.
O mais irônico disso tudo, é que o Pedrão estava vestido de Batman. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o Batman de verdade, sua unha ainda estaria em seu dedão.
Não importa. Para mim ele foi um verdadeiro super herói.
Até mais.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Tirinhas de Carnaval.
Rodrigo Moita está assistindo TV com sua mamys Bia, e no desenho um leão corre atrás de sua presa, um outro animal. Então ele pergunta:
_Mãe, o leão come esse bicho? - ele estava se referindo à uma zebra.
_Sim. - responde Bia.
_Por que? - ele já a olha interessado.
_Porque os leões são carnívoros, comem carne. Alguns animais também são herbívoros, comem folhas, e outros são onívoros, como a mamãe, que come carne e folhas. - explica a super mamys prestativa, feliz por ver o interesse de seu pequeno. - E você, Ro? O que você é?
Ele nem precisou pensar para responder:
_Sou chocolateiro. Só como chocolate.
Ai, ai.
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Nosso pequeno Samuca, está em uma fase difícil, enfrenta os pais e responde como um pré adolescente. Outro dia, depois de alguns minutos de discussão acalorada, o papys Adriano já havia perdido a compostura.
_Samuel, não fale comigo assim. - a voz grossa e séria. Eu fiquei com medo. - Olha que você apanha, hein, menino.
_Eu não tenho medo de você. - diz o pequeno, enfrentando com cara de desprezo.
O pai não pensa duas vezes: tira a cinta da calça e faz sua ameaça já fracassada. Mostra a cinta para ele e diz:
_E agora? Não tem medo de mim?
_Eu não. Eu tenho medo é da sua cinta, não de você.
Esse é nosso pequeno advogado.
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Pedro:_Mamãe, quem dirige ônibus o que é?
Mãe:_Motorista, filho.
Pedro:_E quem dirige caminhão?
Mãe:_Caminhoneiro.
Pedro:_E moto?
Mãe (já se irritando um pouco):_Motoqueiro.
Pedro pensa.
Pedro:_Já sei, e quem anda a pé é Andeiro, não é?
Putz.
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