Não é segredo para ninguém que uma de minhas maiores preocupações é que meus filhos sejam mais do que simplesmente irmãos. Quero que sejam amigos, companheiros, cúmplices.
Há uns dias atrás eu tive uma pequena prova de que estou no caminho certo. Pedrão teve sua primeira experiência de herói.
Estava eu fazendo comida enquanto os pequenos estavam super compenetrados em um dvd - estratégia básica para alguns minutos de cozimento em paz. Tudo calmo e dentro do cronograma.
Mas minha princesa Alice - que se acha independente e com pelo menos cinco anos -, resolveu que era hora de passear no pequeno quintal de casa. O problema nisso é que, como ela sabe que eu não gosto que ele saia sozinha pois o quintal é grande, com escadas e rampa, ela toma a decisão e....corre. Corre com fé e coragem, sem olhar para trás.
E foi o que ela fez.
Ela correu, fingindo que ninguém estava ligando para onde ela iria. Mas eu - que não sou nada desesperada -, comecei a gritar por ela e correr também. Largando comida no fogo e colher suja por todo o lado. O Pedrão - que é ainda mais desesperado que eu -, também começou a gritar e correr junto.
Alice foi em direção à uma rampa que tenho na frente de casa. Uma rampa mortal: cheia de limo, cimento quebrado e obstáculos quase impossíveis de serem passados por uma criança com a perninha tão curta como a dela.
Eu gritava e corria. O Pedrão gritava e corria também. Mas eu sou lenta - na verdade o que me atrapalhou foi o chinelo, ok? -, e logo vi que não iria alcançá-la a tempo. Ela começou a descer a rampa, toda desgovernada e eu não tinha mais nada a fazer. Minha reação foi colocar a mão na cabeça e esperar o que estava por vir.
Mas Pedrão não é lento - e não estava de chinelo, estava descalço, o que lhe dava muitas vantagens. Ele me ultrapassou, e desceu a rampa gritando pela irmã.
Alice começou a catar cavaco - sabe, a cabeça para frente do corpo -, quase sem equilíbrio. Pedrão passou na sua frente e...e... A SEGUROU bravamente. Alice não caiu.
Mas Pedrão estava em prantos. De longe ele parecia intacto. Mas quando me aproximei...humm....
Alice estava risonha querendo descer de novo a rampa e o Pedrão culpando a irmã pelo incidente.
Resultado: Pedrão ficou sem a unha e a tampa do dedão, sem a unha do amigo do dedinho, e um ralado no peito do pé. Tudo pela irmãzinha indefesa.
O mais irônico disso tudo, é que o Pedrão estava vestido de Batman. Mas, segundo ele mesmo, se ele fosse o Batman de verdade, sua unha ainda estaria em seu dedão.
Não importa. Para mim ele foi um verdadeiro super herói.
Até mais.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Tirinhas de Carnaval.
Rodrigo Moita está assistindo TV com sua mamys Bia, e no desenho um leão corre atrás de sua presa, um outro animal. Então ele pergunta:
_Mãe, o leão come esse bicho? - ele estava se referindo à uma zebra.
_Sim. - responde Bia.
_Por que? - ele já a olha interessado.
_Porque os leões são carnívoros, comem carne. Alguns animais também são herbívoros, comem folhas, e outros são onívoros, como a mamãe, que come carne e folhas. - explica a super mamys prestativa, feliz por ver o interesse de seu pequeno. - E você, Ro? O que você é?
Ele nem precisou pensar para responder:
_Sou chocolateiro. Só como chocolate.
Ai, ai.
------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Nosso pequeno Samuca, está em uma fase difícil, enfrenta os pais e responde como um pré adolescente. Outro dia, depois de alguns minutos de discussão acalorada, o papys Adriano já havia perdido a compostura.
_Samuel, não fale comigo assim. - a voz grossa e séria. Eu fiquei com medo. - Olha que você apanha, hein, menino.
_Eu não tenho medo de você. - diz o pequeno, enfrentando com cara de desprezo.
O pai não pensa duas vezes: tira a cinta da calça e faz sua ameaça já fracassada. Mostra a cinta para ele e diz:
_E agora? Não tem medo de mim?
_Eu não. Eu tenho medo é da sua cinta, não de você.
Esse é nosso pequeno advogado.
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Pedro:_Mamãe, quem dirige ônibus o que é?
Mãe:_Motorista, filho.
Pedro:_E quem dirige caminhão?
Mãe:_Caminhoneiro.
Pedro:_E moto?
Mãe (já se irritando um pouco):_Motoqueiro.
Pedro pensa.
Pedro:_Já sei, e quem anda a pé é Andeiro, não é?
Putz.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
XÔ, PRECONCEITO!!!
Esses dias recebi uma indicação de blog que me deixou mais do que impressionada. Me deixou feliz.
Feliz por saber que ainda existem pessoas livres de qualquer tipo de preconceito, sejam eles raciais, religiosos ou pela orientação sexual de cada um.
Se tem algo que abomino é o preconceito, e isso é uma das coisas que, aqui em casa, tento passar para os meus filhos. Meu marido partilha da mesma opinião - por isso é que somos casados e felizes, lógico -, temos a plena certeza de que caráter está muito acima de outras qualificações.
Na escola de meu filho, desde o ano passado, tivemos inclusões de crianças cadeirantes e com deficiências auditivas e visuais. No início do ano foi feito um trabalho com as crianças, para que elas aprendessem a lidar com os novos amigos, pois nem todos tem em sua realidade uma criança "diferente" em seu convívio.
Não preciso nem dizer que a iniciativa - além de ser linda - foi um sucesso e ensinou muito, não só para os pequenos, como para nós adultos. Meu filho vibrava verdadeiramente a cada nova conquista de seus amigos. Um sorriso, uma fala, um reconhecimento.
Aprendeu a não julgar e, o melhor de tudo - e que considero o mais importante -, aprendeu a tratá-los normalmente, como trata a todas as outras crianças. Brinca, ri, se diverte, mas também chora, bate e briga. Como fazem todas as crianças ditas normais.
Quem dera nós adultos conseguíssemos pensar assim. Tratar um amigo de infância, que depois de adulto te conta que é gay, sem olhá-lo diferente. Ou não olhar de soslaio aquela amiga sua que está muito acima do peso, bem diferente de quando eram adolescentes.
Gostaria que todas nós pensássemos como essa mãe desse blog. Que antes de pensar no que o filho vai querer, ela pensa no que o filho vai ser: se vai ser feliz, se vai ser honesto, se vai ter caráter e ser verdadeiro.
Neste blog, eles abordam todo tipo de preconceito, e conseguimos ver como é doído para quem é "diferente" viver em uma sociedade que é sigilosamente preconceituosa.
Mas o que achei mais legal é que, essa mãe, nos lembra que todo adulto já foi uma criança. E toda mãe se sensibiliza com criança. Mas nunca pensa que o "diferente" pode estar crescendo em baixo de suas asas. Seríamos muito hipócritas em achar que estamos longe disso tudo. Que um homofóbico nunca iria frequentar nossa casa, ou que um obeso nunca faria parte de nossa família.
Só quem já sofreu preconceito sabe como isso dói. E só quem acompanhou uma pessoa que ama sofrer preconceito, sabe o quão nos sentimos impotentes com isso.
Gostaria que todas lessem o blog (http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/01/todo-adulto-gay-foi-uma-crianca-gay.html) , e pensassem: e se fosse nosso(a) filho(a)? Eu conseguiria agir assim?
Eu digo com orgulho: SIM! EU E MEU MARIDO, CONSEGUIRÍAMOS PENSAR PRIMEIRO NA FELICIDADE DE MEU FILHO. PRONTO, FALEI.
Até mais.
Feliz por saber que ainda existem pessoas livres de qualquer tipo de preconceito, sejam eles raciais, religiosos ou pela orientação sexual de cada um.
Se tem algo que abomino é o preconceito, e isso é uma das coisas que, aqui em casa, tento passar para os meus filhos. Meu marido partilha da mesma opinião - por isso é que somos casados e felizes, lógico -, temos a plena certeza de que caráter está muito acima de outras qualificações.
Na escola de meu filho, desde o ano passado, tivemos inclusões de crianças cadeirantes e com deficiências auditivas e visuais. No início do ano foi feito um trabalho com as crianças, para que elas aprendessem a lidar com os novos amigos, pois nem todos tem em sua realidade uma criança "diferente" em seu convívio.
Não preciso nem dizer que a iniciativa - além de ser linda - foi um sucesso e ensinou muito, não só para os pequenos, como para nós adultos. Meu filho vibrava verdadeiramente a cada nova conquista de seus amigos. Um sorriso, uma fala, um reconhecimento.
Aprendeu a não julgar e, o melhor de tudo - e que considero o mais importante -, aprendeu a tratá-los normalmente, como trata a todas as outras crianças. Brinca, ri, se diverte, mas também chora, bate e briga. Como fazem todas as crianças ditas normais.
Quem dera nós adultos conseguíssemos pensar assim. Tratar um amigo de infância, que depois de adulto te conta que é gay, sem olhá-lo diferente. Ou não olhar de soslaio aquela amiga sua que está muito acima do peso, bem diferente de quando eram adolescentes.
Gostaria que todas nós pensássemos como essa mãe desse blog. Que antes de pensar no que o filho vai querer, ela pensa no que o filho vai ser: se vai ser feliz, se vai ser honesto, se vai ter caráter e ser verdadeiro.
Neste blog, eles abordam todo tipo de preconceito, e conseguimos ver como é doído para quem é "diferente" viver em uma sociedade que é sigilosamente preconceituosa.
Mas o que achei mais legal é que, essa mãe, nos lembra que todo adulto já foi uma criança. E toda mãe se sensibiliza com criança. Mas nunca pensa que o "diferente" pode estar crescendo em baixo de suas asas. Seríamos muito hipócritas em achar que estamos longe disso tudo. Que um homofóbico nunca iria frequentar nossa casa, ou que um obeso nunca faria parte de nossa família.
Só quem já sofreu preconceito sabe como isso dói. E só quem acompanhou uma pessoa que ama sofrer preconceito, sabe o quão nos sentimos impotentes com isso.
Gostaria que todas lessem o blog (http://minoriaeamae.blogspot.com/2012/01/todo-adulto-gay-foi-uma-crianca-gay.html) , e pensassem: e se fosse nosso(a) filho(a)? Eu conseguiria agir assim?
Eu digo com orgulho: SIM! EU E MEU MARIDO, CONSEGUIRÍAMOS PENSAR PRIMEIRO NA FELICIDADE DE MEU FILHO. PRONTO, FALEI.
Até mais.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Protejo sim, e daí?
BY BIA.
Em
uma conversa com minha amiga Cássia, ela disse “Vou pagar os
estudos da minha filha por aqui mesmo... onde já se viu querer
estudar longe? Quero ela bem perto de mim....”
Assim
que ouvi o término da frase, olhei assustada para minha amiga como
se tivesse ali ...ouvindo minha própria mãe falando e querendo a
filha debaixo da asa. Tentei em vão, convencê-la de que ela estava
atrapalhando um futuro promissor para uma menina tão inteligente...
Agora já mulher...Afinal que amor era esse que estava impedindo essa
menina de crescer?
Mas
como a vida é cheia de paradoxos... Naquele dia mesmo, pego meu
filho de cinco anos na escola e ele vem me contando seus “pequenos
problemas” escolares... Eu começo a me incomodar por dentro
sentindo um desejo enorme de estar sempre ao lado dele para resolver
qualquer problema que possa deixá-lo constrangido....querendo
protegê-lo de tudo e de todos... Pergunto então, se ele conseguiu
resolver o problema. E como sempre, os filhos se viram bem melhor do
que imaginamos e ele confirma que tudo no final ficou bem.
Sabe,
superproteger não deve ser nada bom para os filhos. Certamente com
esse intuito tiramos deles (dos filhos) a oportunidade de resolverem
sozinhos seus “pequenos problemas”. Mas...para o coração das
mães, superproteção é tudo de bom. Traz um conforto...... uma
segurança...É como se pudéssemos privá-los de qualquer dor,
qualquer sofrimento. Nos imaginamos como um “escudo humano” que
nada, nenhum fragmento de nadinha, irá afetar nosso pequeno ser que
provavelmente dependerá da gente o resto da vida.
É...
pensando bem, o bom mesmo é ter um equilíbrio, saber até onde
proteger e até onde deixar crescer. Difícil pra mim é encontrar o
tal “ponto de equilíbrio”. Só mesmo escrevendo nesse blog para
ver se me encontro.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Regras, para que?
O post da Bia me fez repensar alguns conceitos em minha vida.
Na verdade, eu já estava com algumas opiniões semi formadas, e agora eu tive a certeza de que algumas coisas devem mudar aqui em casa.
A família buscapé aqui, resolveu viajar dois finais de semana seguidos para a praia. Para ser mais específica, fomos para a Praia Grande.
Bom, todas sabemos que a Praia Grande é famosa por sua Grande Farofada. Nós, como bons buscapés que somos, não fizemos diferente. Entramos no clima total.
Eu e Rodrigão, antes de viajarmos, conversamos bastante para que, quando chegássemos lá, não saísse brigas. Resolvemos desencanar. Desencanar de horários, de castigos, de alimentação saudável, de disciplinas e etc.
Para quem me conhece sabe que as coisas comigo não funcionam assim tão simples. Nas duas vezes que fomos, pegamos um trânsito digno de virada de ano. No primeiro fim de semana, levamos cinco horas para descer, e no segundo, três horas. Adivinhem quem deu trabalho? Os adultos. As crianças se divertiram até com o carro parado. Mais uma prova de temos muito o que aprender com os pequenos. E no segundo fim de semana, foi chuva sem parar - o grande estigma voltou.
Passado isso, o fim de semana foi simplesmente MARAVILHOSO. As crianças se esbaldaram, mergulharam, correram, se empanaram e comeram muita tranqueira - e ninguém passou mal, o que é melhor.
Sempre que estamos voltando de um passeio ou uma viagem, no carro, eu pergunto para o Rodrigão:
_E então, qual o balanço do passeio?
E aí, fazemos uma recapitulação com os prós, contras e as notas para sabermos se vale ou não a pena voltar para aquele lugar.
A nota para essas viagens foram dez. E a conclusão que chegamos é que foi um sucesso porque conseguimos se desapegar das regras. Tivemos que disciplinar e dar umas bronquinhas, claro, mas nada que chegasse a estressar a gente.
Consegui curtir meus filhos, como há muito tempo não curtia. Brincamos na areia, pulamos onda, e nos entupimos de sorvete.
Trouxe essa experiência para minha casa. Estou me disciplinando em aproveitar mais os momentos com meus pequenos, deixando eles fazerem um pouco mais de bagunça, ou um pouco mais de barulho. O resultado está sendo mais que positivo. Pedrão entende mais que em alguns momentos ele tem que parar para escovar dentes, para tomar banho e até para dormir. Alice está mais calma e ao mesmo tempo, mais sorridente.
Cheguei a conclusão de que precisamos muito das regras, mas precisamos mais ainda quebrá-las de vez em quando.
Valeu, Bia.
Até mais.
Na verdade, eu já estava com algumas opiniões semi formadas, e agora eu tive a certeza de que algumas coisas devem mudar aqui em casa.
A família buscapé aqui, resolveu viajar dois finais de semana seguidos para a praia. Para ser mais específica, fomos para a Praia Grande.
Bom, todas sabemos que a Praia Grande é famosa por sua Grande Farofada. Nós, como bons buscapés que somos, não fizemos diferente. Entramos no clima total.
Eu e Rodrigão, antes de viajarmos, conversamos bastante para que, quando chegássemos lá, não saísse brigas. Resolvemos desencanar. Desencanar de horários, de castigos, de alimentação saudável, de disciplinas e etc.
Para quem me conhece sabe que as coisas comigo não funcionam assim tão simples. Nas duas vezes que fomos, pegamos um trânsito digno de virada de ano. No primeiro fim de semana, levamos cinco horas para descer, e no segundo, três horas. Adivinhem quem deu trabalho? Os adultos. As crianças se divertiram até com o carro parado. Mais uma prova de temos muito o que aprender com os pequenos. E no segundo fim de semana, foi chuva sem parar - o grande estigma voltou.
Passado isso, o fim de semana foi simplesmente MARAVILHOSO. As crianças se esbaldaram, mergulharam, correram, se empanaram e comeram muita tranqueira - e ninguém passou mal, o que é melhor.
Sempre que estamos voltando de um passeio ou uma viagem, no carro, eu pergunto para o Rodrigão:
_E então, qual o balanço do passeio?
E aí, fazemos uma recapitulação com os prós, contras e as notas para sabermos se vale ou não a pena voltar para aquele lugar.
A nota para essas viagens foram dez. E a conclusão que chegamos é que foi um sucesso porque conseguimos se desapegar das regras. Tivemos que disciplinar e dar umas bronquinhas, claro, mas nada que chegasse a estressar a gente.
Consegui curtir meus filhos, como há muito tempo não curtia. Brincamos na areia, pulamos onda, e nos entupimos de sorvete.
Trouxe essa experiência para minha casa. Estou me disciplinando em aproveitar mais os momentos com meus pequenos, deixando eles fazerem um pouco mais de bagunça, ou um pouco mais de barulho. O resultado está sendo mais que positivo. Pedrão entende mais que em alguns momentos ele tem que parar para escovar dentes, para tomar banho e até para dormir. Alice está mais calma e ao mesmo tempo, mais sorridente.
Cheguei a conclusão de que precisamos muito das regras, mas precisamos mais ainda quebrá-las de vez em quando.
Valeu, Bia.
Até mais.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Post da Mamy Bia
BY BIA
Acordo
cedo...E faltando exatamente quinze minutos para sair para o
trabalho, meu filho Rodrigo grita por mim “mãããeeee.... vem aqui
” como sempre corro até o quarto para ver o que é. Ele ainda meio
que dormindo, meio que acordado me implora sem sair da cama ....
“deita comigo”. Eu poderia mentir e dizer ...”Daqui a pouco eu
vou” e sair bem de mansinho, como já fiz outras vezes.
Mas,
olho para o relógio e tento negociar... “ a mamãe deita cinco
minutos só.... porque tem que ir trabalhar” .
Mas
nesses cinco minutos deitada, esperando ele pegar no sono de novo, me
lembro do Blog da Bruna e do texto que ela escreveu sobre chantagem.
Fiquei pensando... por que será que a chantagem é algo tão ruim
assim ?
E
como se fosse um filme na minha cabeça me lembrei da minha infância
cercada pelas regras de um “regime militar” dentro de casa. E
que tinha como pano de fundo uma época de Ditadura no país todo,
afinal nasci na década de setenta. Mas que não demorou muito para
que eu crescesse e tivesse a consciência de que também existia a
anistia, a liberdade de expressão, a revolução sexual e o
feminismo... Conhecer as músicas de Chico Buarque de Holanda, ler
poemas de Millôr Fernandes e se encantar com o feminismo de Simone
de Beauvoir certamente me fizeram ser uma pessoa com um pensamento
voltado para a liberdade e para a verdade.
Foi
aí que tudo fez sentido pra mim.... O que é a chantagem senão uma
mentira??
Então
cheguei à conclusão que é para isso que serve nosso blog. Para
tentarmos ser mães mais verdadeiras, mais transparentes.Tentando criar filhos mais independentes, com mais consciência da
vida, com menos medo, com bem menos mentiras...
De
vez em quando a gente “tropeça” e volta pro “regime militar”,
mas depois se ergue e começa a refletir tudo de novo.
Olhei
novamente para o Rodrigo. Ele já estava dormindo. Dei um beijo
em seu rosto angelical e fui trabalhar.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Primeiro dia da mãe na escola.
ACABOU!!!!
As férias, enfim, acabaram. Legal, né?!
Que nada. To sofrendo igual uma condenada à forca. Eu sabia que seria assim. Sofri imensamente durante as férias de tanto estresse e cansaço, mas lutei com todas as minhas forças para não reclamar. Foi impossível - todas já sabem disso, pois me escutaram e aguentaram -, e agora o arrependimento já apareceu.
Aliás, eu já acordei com saudades do meu pequeno. Levantei e, quando olhei aquela carinha dormindo, deu vontade de chorar e gritar para o mundo ouvir:
_Nããããoooooo....ele vai ficar comigo o dia todoooooooo!!!!!
Mas eu sei que não adianta. Eles precisam que ir, e pronto. Eles precisam aprender a se virarem sozinhos, a perder a timidez, aprender coisas novas e, principalmente, saber que eles vão, ficam longe, mas nós sempre estaremos aqui, esperando eles voltarem.
Por isso que, antes da criançada acordar, preparei meu espírito. Eu teria que ficar segura para passar segurança à ele. Até que deu certo. Pelo menos eu achei.
Tudo era motivo para a escola ser o lugar mais legal do mundo. Lá ele iria usar sua mochila nova. Eba! Lá ele iria poder correr muito. Eba! Lá ele iria reencontrar os amigos. Eba! Lá ele iria ficar sozinho, sem a supervisão da mãe. Ops!
Pedrão estava feliz até colocar o pé no primeiro degrau gelado da escola. Ali sua feição já mudou e suas palavras, antes tão otimistas e gentis, se tornaram cheia de tristeza.
_Eu odeio escola. Eu odeio esse lugar.
Na mesma hora já vi o que iria enfrentar. Não deu outra. O maior berreiro, com direito a agarrar blusa da mãe e tudo.
Sair de lá foi o maior esforço que já fiz na vida. Mas eu não podia fraquejar. Fui embora - quer dizer, fiquei escondida na secretaria - com dor no coração e me sentindo a mãe mais sem coração da face da Terra.
No fim tudo deu certo. Lógico. Ele amou o dia na escola, e aproveitou tudo o que tinha direito.
Mas, como uma boa mãe insegura que sou, fui buscá-lo mais cedo. E depois de passar o dia todo angustiada, fui obrigada a ouvir uma bronca por tirá-lo das brincadeira antes dos amiguinhos.
Sim. Eu mereci essa.
Até mais.
As férias, enfim, acabaram. Legal, né?!
Que nada. To sofrendo igual uma condenada à forca. Eu sabia que seria assim. Sofri imensamente durante as férias de tanto estresse e cansaço, mas lutei com todas as minhas forças para não reclamar. Foi impossível - todas já sabem disso, pois me escutaram e aguentaram -, e agora o arrependimento já apareceu.
Aliás, eu já acordei com saudades do meu pequeno. Levantei e, quando olhei aquela carinha dormindo, deu vontade de chorar e gritar para o mundo ouvir:
_Nããããoooooo....ele vai ficar comigo o dia todoooooooo!!!!!
Mas eu sei que não adianta. Eles precisam que ir, e pronto. Eles precisam aprender a se virarem sozinhos, a perder a timidez, aprender coisas novas e, principalmente, saber que eles vão, ficam longe, mas nós sempre estaremos aqui, esperando eles voltarem.
Por isso que, antes da criançada acordar, preparei meu espírito. Eu teria que ficar segura para passar segurança à ele. Até que deu certo. Pelo menos eu achei.
Tudo era motivo para a escola ser o lugar mais legal do mundo. Lá ele iria usar sua mochila nova. Eba! Lá ele iria poder correr muito. Eba! Lá ele iria reencontrar os amigos. Eba! Lá ele iria ficar sozinho, sem a supervisão da mãe. Ops!
Pedrão estava feliz até colocar o pé no primeiro degrau gelado da escola. Ali sua feição já mudou e suas palavras, antes tão otimistas e gentis, se tornaram cheia de tristeza.
_Eu odeio escola. Eu odeio esse lugar.
Na mesma hora já vi o que iria enfrentar. Não deu outra. O maior berreiro, com direito a agarrar blusa da mãe e tudo.
Sair de lá foi o maior esforço que já fiz na vida. Mas eu não podia fraquejar. Fui embora - quer dizer, fiquei escondida na secretaria - com dor no coração e me sentindo a mãe mais sem coração da face da Terra.
No fim tudo deu certo. Lógico. Ele amou o dia na escola, e aproveitou tudo o que tinha direito.
Mas, como uma boa mãe insegura que sou, fui buscá-lo mais cedo. E depois de passar o dia todo angustiada, fui obrigada a ouvir uma bronca por tirá-lo das brincadeira antes dos amiguinhos.
Sim. Eu mereci essa.
Até mais.
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