BY BIA.
Em
uma conversa com minha amiga Cássia, ela disse “Vou pagar os
estudos da minha filha por aqui mesmo... onde já se viu querer
estudar longe? Quero ela bem perto de mim....”
Assim
que ouvi o término da frase, olhei assustada para minha amiga como
se tivesse ali ...ouvindo minha própria mãe falando e querendo a
filha debaixo da asa. Tentei em vão, convencê-la de que ela estava
atrapalhando um futuro promissor para uma menina tão inteligente...
Agora já mulher...Afinal que amor era esse que estava impedindo essa
menina de crescer?
Mas
como a vida é cheia de paradoxos... Naquele dia mesmo, pego meu
filho de cinco anos na escola e ele vem me contando seus “pequenos
problemas” escolares... Eu começo a me incomodar por dentro
sentindo um desejo enorme de estar sempre ao lado dele para resolver
qualquer problema que possa deixá-lo constrangido....querendo
protegê-lo de tudo e de todos... Pergunto então, se ele conseguiu
resolver o problema. E como sempre, os filhos se viram bem melhor do
que imaginamos e ele confirma que tudo no final ficou bem.
Sabe,
superproteger não deve ser nada bom para os filhos. Certamente com
esse intuito tiramos deles (dos filhos) a oportunidade de resolverem
sozinhos seus “pequenos problemas”. Mas...para o coração das
mães, superproteção é tudo de bom. Traz um conforto...... uma
segurança...É como se pudéssemos privá-los de qualquer dor,
qualquer sofrimento. Nos imaginamos como um “escudo humano” que
nada, nenhum fragmento de nadinha, irá afetar nosso pequeno ser que
provavelmente dependerá da gente o resto da vida.
É...
pensando bem, o bom mesmo é ter um equilíbrio, saber até onde
proteger e até onde deixar crescer. Difícil pra mim é encontrar o
tal “ponto de equilíbrio”. Só mesmo escrevendo nesse blog para
ver se me encontro.